Ascom TRT2

IMAGEM: PORTAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO

 

O empregado pode ajuizar reclamação trabalhista tanto no foro do local da celebração do contrato quanto no local onde exerceu suas atividades. Dessa forma, a 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região declarou a competência da 30ª Vara do Trabalho de São Paulo para julgar um processo movido por um funcionário que trabalhava em outra cidade.

O homem inicialmente prestou serviços na loja do Burger King no hipermercado Carrefour, no bairro do Limão, na capital paulista. Após dois anos de serviço, ele foi remanejado para a loja do Shopping Franco da Rocha, na cidade homônima, localizada na região metropolitana de São Paulo.

O processo foi ajuizado na capital, mas a vara em questão acolheu a exceção de incompetência territorial proposta pela empresa, e assim remeteu os autos para a 1ª Vara do Trabalho de Franco da Rocha.

No TRT-2, a desembargadora-relatora Sônia Maria Forster do Amaral lembrou que o empregado estava amparado pelo § 3º do artigo 651 da CLT. "Laborando o empregado em diversas localidades, poderá ajuizar a ação em qualquer uma delas, não havendo de se impor à parte regra processual não prevista em lei, em seu próprio detrimento", ressaltou a magistrada. Assim, a ação foi remetida de volta à vara paulistana. Com informações da assessoria de imprensa do TRT-2.

 

FONTE: CONJUR

 

IMAGEM: RIO NAVE/DIVULGAÇÃO

Maior parte dos recursos analisados na 47ª sessão ordinária, realizada na última semana, corresponde a reapresentações e suplementações para projetos da indústria naval. Entre eles, R$ 1,4 bilhão de suplemento para construção de um estaleiro.

O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) analisou a destinação de aproximadamente R$ 1,5 bilhão em prioridades para o financiamento de projetos da indústria naval. Desse montante, R$ 1,4 bilhão corresponde a uma suplementação para a construção do Estaleiro Jurong Aracruz (EJA), no Espírito Santo. Essa prioridade havia sido cancelada na sessão anterior, que ocorreu em março. A 47ª reunião ordinária foi realizada, na última quinta-feira (1º), em sessão virtual. De acordo com o Ministério da Infraestrutura, o detalhamento de todos os projetos priorizados será divulgado nos próximos dias no Diário Oficial da União.

O conselho também aprovou prioridade de R$ 15,3 milhões referente ao reparo e manutenção de dois FSVs (supridores de cargas rápidas) do tipo UT-4000. Outros R$ 5,7 milhões priorizados são destinados ao reparo para certificação de classe de um AHTS, embarcação de apoio marítimo para manuseio de âncoras. O CDFMM aprovou ainda a suplementação de R$ 5,8 milhões para a construção de um dique flutuante.

Na reunião anterior, realizada em março, o CDFMM aprovou um total de R$ 518 milhões, a serem financiados em projetos do setor naval com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Os valores destinados à navegação interior são voltados para a construção de embarcações para comboios fluviais, além de atualizações monetárias de projetos priorizados em reuniões anteriores. No apoio marítimo, as prioridades foram aprovadas para projetos para construção, reparo e conversão de embarcações.

A 48ª reunião ordinária, terceira e última a ser realizada em 2021, está prevista para o próximo dia 25 de novembro, quando será feito o balanço do exercício. O prazo limite de recebimento de novos projetos é o dia 26 de setembro. A resolução do CDFMM com os projetos que obtiveram prioridade será publicada no Diário Oficial e as empresas estarão habilitadas a contratar o financiamento por meio dos agentes financeiros conveniados: BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia (Basa).

 

FONTE: Portos e Navios/Danilo Oliveira

Escultura da Justiça, com os olhos vendados, a espada e a balança

IMAGEM: TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO

Após queda no ano passado, número de ações trabalhistas apresenta crescimento no início de 2021

Depois de uma redução de 15,7% no número de ações trabalhistas em 2020 (na comparação com o ano anterior), a quantidade de processos protocolados na Justiça do Trabalho voltou a crescer no Brasil no início de 2021.

Segundo o TST (Tribunal Superior do Trabalho), 1,164 milhão de ações trabalhistas foram recebidas em todo o país entre janeiro e maio de 2021, o que representa leve alta de 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 1,128 milhão de reclamações.

Na opinião de especialistas ouvidos pelo Agora, esses dois cenários refletem o comportamento da pandemia de Covid-19 no Brasil. “O país praticamente parou no ano passado. O profissional que foi desligado em 2020 aguardou [para entrar com ação trabalhista] em um primeiro momento e, agora, quando as atividades voltam a ser retomadas, começamos a ver um crescimento no número de processos”, comenta o advogado trabalhista Mourival Boaventura Ribeiro. 

Ribeiro avalia que a quantidade de ações de empregados contra empresas deve continuar aumentando ao longo de 2021, considerando um represamento de novas reclamações desde o ano passado.

A advogada Ariadne Fabiane Velosa, do escritório Marcos Martins Advogados, considera que esse crescimento está fortemente ligado às consequências econômicas provocadas pela pandemia. “Muitas empresas tiveram que fazer cortes e, muitas vezes, o empresário não conseguiu pagar corretamente as verbas trabalhistas”, diz. 

A maior parte das reclamações está relacionada justamente a problemas no pagamento das verbas que o trabalhador tem de receber ao ser demitido sem justa causa, como 40% sobre o valor do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) acumulado durante o período de permanência e aviso prévio, além de férias e 13º salário proporcionais.

Horas extras no home office também geram reclamações

O home office, implementado por diversas empresas para manter o funcionário trabalhando sem se expor ao risco de contaminação pelo coronavírus, motivou parte das ações trabalhistas durante a pandemia, segundo a advogada Ariadne Fabiane Velosa.

“A pessoa está em casa, mas trabalhando. Às vezes o empregador confunde isso e a pessoa acaba trabalhando o tempo todo, sem hora para entrar e para sair”, diz.

Segundo Fabiane, o funcionário pode usar registros de ligações, emails ou mensagens fora do horário de trabalho para comprovar que houve extrapolamento da jornada. A lei prevê que as horas extras devem ser pagas com um adicional de pelo menos 50%.

Ações trabalhistas na pandemia

Dados do TST (Tribunal Superior do Trabalho) mostram que em 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19, os trabalhadores continuaram buscando seus direitos na Justiça do Trabalho

Entretanto, houve uma queda no número de ações em todo o Brasil na comparação com o ano de 2019

>> Números de processos trabalhistas

Por ano

Mês20192020
Janeiro 190.432 184.441
Fevereiro 294.784 259.018
Março 278.620 290.182
Abril 304.817 156.825
Maio 337.506 237.560
Junho 275.865 291.856
Julho 314.803 282.286
Agosto 310.615 251.655
Setembro 292.228 258.365
Outubro 312.403 238.489
Novembro 274.040 218.152
Dezembro 216.279 198.844
Total 3.402.392 2.867.673

Queda de 15,7%

Considerando somente o período de janeiro a maio

2020: 1.128.026
2021: 1.164.387

Alta de 3,22%

>> Principais pedidos feitos na Justiça:

Verbas rescisórias
O funcionário que é demitido sem justa causa tem direito a receber:

  • 40% sobre o valor do FGTS pago pelo empregador durante o período em que o funcionário trabalhou na empresa
  • Aviso-prévio: se a empresa liberou o funcionário de trabalhar no aviso-prévio, deve pagar a ele o valor de um salário nominal
  • Férias: valor do salário somado de um terço. Se o empregado não tiver férias vencidas, a empresa paga o valor correspondente ao número de meses trabalhados
  • 13º salário: salário integral do funcionário. Se a pessoa ficou na empresa por menos de 12 meses, o valor também é proporcional ao número de meses trabalhados
  • Saldo do salário: a empresa deve pagar pelos dias que o funcionário trabalhou no mês em que foi demitido, ainda que não tenha completado um mês

Equipamentos de proteção individual
O funcionário que é exposto a situações de perigo (como altura, por exemplo) ou a agentes nocivos à saúde tem de receber equipamentos de proteção para evitar acidentes ou contaminações

Durante a pandemia, a empresa também tem de fornecer itens para prevenção contra a contaminação pelo coronavírus, como máscaras e álcool em gel

Horas extras
As horas trabalhadas além da jornada regulamentar devem ser pagas com um adicional de pelo menos 50%

O mesmo vale para os trabalhadores que estão em home office por causa da pandemia. Nesse caso, ligações e mensagens enviadas fora do horário de trabalho podem servir como prova


Fontes: TST (Tribunal Superior do Trabalho) e advogados Ariadne Fabiane Velosa e Mourival Boaventura Ribeiro/FOLHA DE S.PAULO

(Imagem: Arte Migalhas)

IMAGEM: ARTE MIGALHAS

 

As pesquisas sobre a proteção do meio ambiente laboral sempre foram de grande relevância para a Direito do Trabalho. Todavia, em tempos de pandemia, não há dúvidas da necessidade de uma reflexão ainda maior a respeito de tal temática.

Mas o que seria o meio ambiente do trabalho?

Inicialmente, cabe dizer que a Constituição Federal, de forma expressa, disciplina a respeito da defesa ao meio ambiente do trabalho em seu artigo 200, inciso VIII [1], haja vista se tratar de um direito fundamental.

Segundo a professora Yone Frediane [2], "tradicionalmente, conceitua-se meio ambiente do trabalho como o local físico em que o trabalhador presta serviços; em conceituação mais abrangente, o meio ambiente do trabalho projeta seus reflexos na organização do trabalho, referindo-se, também, ao tempo de trabalho, conteúdo da prestação de serviços, jornada cumprida, métodos utilizados para a produção de bens, utilização de EPI’s, prestação de horas extras, intervalos durante a jornada, dentre outros tantos, que interferem na saúde física e mental do trabalhador".

A partir do conceito de meio ambiente do trabalho, impende frisar que a OMS define saúde como sendo a condição de completo bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de doença e enfermidade.

Vale ressaltar que a Constituição Federal, em seu artigo 7º, inciso XXII, assegura expressamente aos trabalhadores, além de outros direitos que visem a melhoria da condição social, "a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança".

Ainda a norma constitucional, em seu artigo 225, preceitua que "todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações".

Lado outro, a Consolidação das Leis do Trabalho, em seus artigos 154 a 223, versa sobre a segurança e a medicina do trabalho, inclusive trazendo deveres e obrigações tanto para empresas quanto para os empregados para a efetiva aplicação da lei.

Dito isso, diante do atual cenário pandêmico, a preocupação com o meio ambiente de trabalho saudável, mais do que nunca, se revela extremamente indispensável, pois não é raro nos depararmos com as queixas de cansaço físico e mental dos trabalhadores.

Nesse contexto, reaparece o debate a respeito da conhecida síndrome de Burnout, ou também chamada síndrome do esgotamento profissional. Essa patologia pode aparecer em face da pressão por uma maior produtividade, cumprimento de metas excessivas, além de uma dedicação demasiada ao trabalho, tudo de modo a acarretar um enorme desgaste ao trabalhador, afetando-o direta e negativamente.

Entrementes, pautada na análise da referida doença, nos parece ser inconteste que o ambiente laboral pode ser o responsável pelo surgimento ou até mesmo o agravamento da doença.

Se é verdade que, numa primeira análise, não era permitido ao trabalhador levar à empresa os seus problemas pessoais, e, por isso, durante a sua jornada de trabalho, deveria se limitar única e exclusivamente para o trabalho, é de igual relevância, numa segunda análise, destacar que, hodiernamente, em decorrência da pandemia e da chegada das novas formas de tecnologia, o trabalho invade a residência dos trabalhadores, ficando por vezes difícil separar o labor da vida pessoal.

De mais a mais, a combinação dos diversos fatores negativos e condições exaustivas do meio ambiente de trabalho pode levar o trabalhador a esse esgotamento.

Indubitavelmente, fato é que o home office pode, sim, contribuir para essa exaustão, vez que, se, por um lado, não há o estresse diário do trabalhador em enfrentar o trânsito e o transporte público, por outro pode ser que esse estresse seja causado pelas dificuldades de um espaço tranquilo para o desempenho das atividades profissionais e, sobretudo, com a falta de desconexão do trabalho.

Portanto, as empresas precisam ter o cuidado e serem diligentes na fiscalização do trabalho dos seus empregados, a fim de propiciar um ambiente de trabalho saudável, não submetendo seus empregados a uma atmosfera tóxica.

A partir dessa nova realidade provocada por força da Covid-19, que, infelizmente, vem majorando a cada dia o índice de desemprego, que ultrapassa marcas recordes, por muitas vezes o trabalhador tem em seu íntimo que, se não ficar conectado e produzindo o tempo todo, sua ausência poderá abrir espaço para que possa ser substituído. Nesse sentido, a empresa deve ser cautelosa e respeitar os direitos do trabalhador, sob pena inclusive de sofrer eventual ação judicial com pedidos indenizatórios por danos morais e materiais em virtude desse panorama de extenuação.

O Tribunal Superior do Trabalho já foi provocado para emitir um juízo de valor quanto à possibilidade de reparação por danos oriundos da síndrome de Burnout [3]. Na ocasião, o ministro relator, José Roberto Freire Pimenta, destacou em seu voto que restou comprovado o nexo causal e a culpa do empregador em decorrência da cobrança excessiva de metas correlacionadas ao desmazelo da empresa face às consequências da psicopatologia, o que justificou no caso a configuração do esgotamento do trabalhador.

O ministro também acentuou a importância da existência de um meio ambiente de trabalho seguro e saudável, e, em tais hipóteses, diante de situações nocivas como no caso em questão, mostra-se possível a reparação do dano causado.

Desse modo, a nova realidade de trabalho trazida pela pandemia do novo coronavírus trouxe uma avalanche de informações, transmitidas a todo instante e, muitas vezes, em tempo real. A síndrome do esgotamento profissional já existia antes da crise pandêmica, mas, doravante, os seus efeitos se intensificaram, sem que os trabalhadores pudessem estar preparados para lidar com esta situação excepcional.

Nesse desiderato, é importante que as empresas criem políticas para que a saúde física e psíquica de seus trabalhadores seja preservada. Acompanhamentos regulares e periódicos podem ser uma das maneiras de garantir um meio ambiente do trabalho salutífero.

De toda sorte, o ambiente saudável do trabalho é um direito de todo trabalhador. E aqui, frise-se, se observarmos atentamente o conceito de saúde trazido pela Organização Mundial da Saúde em cotejo com o texto constitucional, pode-se dizer que o direito à desconexão se faz necessário na manutenção de um ecossistema laboral benéfico.

Em arremate, indiscutível que a tecnologia vem crescendo em uma velocidade sem precedentes e, por muitas vezes, para acompanhar ditas mudanças, o trabalhador permanece diariamente conectado por um longo período de tempo. Portanto, é imprescindível o estudo aprofundado do direito à saúde como um direito social devidamente consagrado na Constituição Federal [4], pois, para melhoria de vida do ser humano, é fundamental que se encontre o equilíbrio entre o meio ambiente e os indivíduos que nele coabitam.

 

[1] "Artigo 200 - Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei(...). VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho".

[2] Meio ambiente de trabalho em tempos de pandemia / organizadores Guilherme Guimarães Feliciano, Raimundo Simão de Melo. – Campinas, SP: Lacier Editora, 2021.

[3] TST - RR: 9593320115090026, Relator: José Roberto Freire Pimenta, Data de Julgamento: 29/04/2015, 2ª Turma, Data de Publicação: DEJT 08/05/2015).

[4] "Artigo 6º - São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição".

 

FONTE: RICARDO CALCINI/LEANDRO BOLCCHI DE MORAES/CONJUR

 

Estudo avalia melhorias no acesso marítimo aos portos do Paraná. Foto: José Fernando Ogura/AEN

IMAGEM: JOSÉ FERNANDO OGURA/AEN

 

Os portos do Paraná alcançaram o melhor semestre da história, com 29.081.691 toneladas de cargas movimentadas. O volume de produtos importados e exportados entre janeiro e junho de 2021 foi 3% maior que o registrado no mesmo período de 2020, que era recorde histórico até então, com 28.177.335 toneladas nos primeiros seis meses.

Os valores gerados com as transações também cresceram. Segundo o Ministério da Economia, as exportações via portos de Paranaguá e Antonina geraram receita de US$ 9,6 bilhões, alta de 11% na comparação com os mesmos seis meses do ano passado (US$ 8,6 bi). Nas importações, o crescimento em valor foi de 35%, chegando a US$ 7,5 bilhões (em 2020 foram US$ 5,5 bi).

Para o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, a movimentação alcançada no primeiro semestre aproxima os portos do Paraná de um novo recorde histórico anual. “A atividade portuária depende de muitos fatores externos, como clima, a colheita da safra, o mercado internacional, mas nossa previsão é ultrapassar as 58 milhões de toneladas movimentadas até dezembro de 2020”, disse.

Os números do primeiro semestre de 2021 já ultrapassam em quase 10 milhões de toneladas a movimentação registrada há 10 anos, no acumulado de janeiro a junho de 2011. Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o ritmo de crescimento está acelerado.

“Se mantivermos esse padrão, a projeção do Plano Nacional de Logística Portuário, de movimentar 60 milhões de toneladas via Paranaguá e Antonina, será alcançada muito antes de 2030”, avaliou. Em todo o ano passado, 57.338.001 toneladas de produtos passaram pelos terminais paranaenses.

“Em 2021, o crescimento segue impulsionado, principalmente, pelas altas nos segmentos de carga geral e granéis líquidos. Porém, com destaques de altas significativas também entre os granéis sólidos, nosso carro-chefe”, completou o presidente.

DESTAQUES – Tanto o segmento de carga geral, quanto de granéis líquidos registraram alta de 12% no primeiro semestre. De carga geral, foram 6.585.462 toneladas movimentadas, nos dois sentidos de comércio, neste ano. Em 2020, foram 5.879.139 toneladas.

Um destaque foi a movimentação dos veículos, que registrou alta de 34% no geral. Foram 46.532 unidades de importação e exportação. No ano passado, no período, foram 34.727 unidades.

De contêineres, neste ano, 460.925 TEUs (unidades específicas equivalentes a 20 pés) foram transportados. As importações superaram as exportações e apresentaram maior crescimento. Foram 239.429 TEUs importados (alta de 4% no comparativo com 2020) e 221.499 exportados (aumento de 2%).

Ainda no segmento de carga geral, as exportações de celulose também ficaram em evidência, com incremento de 3% na comparação entre as 349.916 toneladas exportadas nesse primeiro semestre e as 338.966 toneladas do mesmo período de 2020.

O açúcar em saca foi destaque no Porto de Antonina: alta de 761%. Foram 133.925 toneladas, neste ano, e 15.548 toneladas no ano passado. Em Paranaguá, o volume de exportação totalizou 263.069 toneladas em 2021.

LÍQUIDOS – A movimentação de granéis líquidos somou 4.058.618 toneladas de janeiro a junho. O desempenho foi puxado, principalmente, pelas importações, com destaque para as movimentações de metanol (500.068 toneladas e alta de 14% no semestre) e de óleos vegetais (179.564 toneladas e alta de 583%).

SÓLIDOS – Os granéis sólidos responderam por quase 64% de todas as movimentações dos primeiros seis meses do ano. Foram 18.437.611 toneladas importadas e exportadas. O segmento, no geral, apresentou queda de 1% em relação às 18.681.401 toneladas movimentadas no mesmo período de 2020.

“Enquanto o farelo registrou queda de 9% e a soja em grão queda de 17% na comparação com as movimentações históricas de 2020, o milho e o açúcar registram altas expressivas na exportação. Na importação, os fertilizantes se destacam, com alta de 16%”, comentou Garcia.

De milho, foram 591.538 toneladas exportadas neste ano, 99% a mais que as 297.802 toneladas embarcadas no mesmo período em 2020. De açúcar a granel, 1.593.532 toneladas exportadas no último semestre, 32% a mais que as 1.203.094 toneladas registradas no ano passado.

A soja continua como principal produto movimentado nos portos paranaenses, com 7.693.339 toneladas exportadas em 2021.

MENSAL – Especificamente em junho, na movimentação geral, os Portos de Paranaguá e Antonina registraram 4.738.815 toneladas de produtos. O mês teve desempenho 8% maior que junho de 2020.

 

FONTE: PORTOS&NAVIOS

Santa fe.jpg

IMAGEM: WIKIPÉDIA

 

O governo da província argentina de Santa Fe determinou na noite de quarta-feira uma conciliação obrigatória para colocar fim à paralisação que bloqueou embarques de grãos em alguns dos principais portos na região de Rosario, centro exportador do país, disse um representante do setor à Reuters.

Protestos de trabalhadores portuários do setor de construção em Rosario, principal centro de grãos do país, atrapalharam os embarques, com bloqueios a estradas em alguns dos principais terminais de exportação da região.

“Temos de cumprir a ordem e continuar com as negociações, o que levará algum tempo”, disse à Reuters Cristian Diaz, autoridade sindical da UOCRA em San Lorenzo, na província de Santa Fe.

O protesto começou na noite de terça-feira, e no dia seguinte se espalhou pelos distritos de Puerto General San Martín e Timbués, ao norte de Rosario, afetando os embarques da Argentina, terceira maior fornecedora global de milho e maior exportadora de farelo de soja do mundo.

Trabalhadores representados pelo sindicato UOCRA reivindicam que as construtoras que atendem empresas agroexportadoras nas instalações portuárias paguem salários mais altos.

“Há piquetes nas entradas das fábricas. Bloquearam tudo, Timbúes e Puerto General San Martín. Todos os portos estão parados. Não podem descarregar ou carregar navios. Há um congestionamento terrível de caminhões”, disse Guillermo Wade, gerente da Câmara de Atividades Portuárias e Marítimas (CAPYM, na sigla em espanhol) na manhã de quarta-feira.

Empresas como Cargill, Nidera e Louis Dreyfus têm suas unidades de processamento e portos em regiões atingidas pelo protesto na Argentina, maior exportadora mundial de farelo e óleo de soja e terceiro maior exportador de grãos de milho.

 

FONTE: REUTERS

 

Recife diminui intervalo da segunda dose da vacina Oxford/AstraZeneca para 60 dias - Lennart Preiss/AFP

IMAGEM: Lennart Preiss/AFP

 

Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Santa Catarina decidiram antecipar a aplicação da 2ª dose da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca. Os principais motivos são aumentar a parcela da população totalmente imunizada e evitar ultrapassar o prazo de 12 semanas entre as doses.

Em Santa Catarina, o intervalo entre as doses de AstraZeneca foi encurtado para dez semanas. "A gente esperava os três meses porque não tinha vacina suficiente e a eficácia era a mesma. Se tiver vacina disponível para reduzir o tempo de espera, faremos isso", disse Carlos Alberto Justo da Silva, secretário de Saúde de Florianópolis.

Em Mato Grosso do Sul, o prazo entre a 1.ª e a 2.ª dose foi encurtado para oito semanas (56 dias). A medida se aplica às vacinas de AstraZeneca e Pfizer. O secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, explicou que o principal objetivo é evitar o atraso da 2.ª dose. Ele teme haver um desabastecimento da vacina da AstraZeneca nos próximos meses. E cobra mais orientações do Ministério da Saúde sobre o assunto. "Tudo o que a gente faz é baseado em estudos internacionais. Não temos uma orientação do governo federal. O Ministério da Saúde precisa se posicionar", afirma.

Goiás informou que está antecipando a segunda dose "em alguns dias". Já o Maranhão autorizou aplicar a segunda dose da AstraZeneca oito semanas após a primeira. A antecipação é válida para cidades que receberam lotes com a validade curta.

O Espírito Santo recomenda que os profissionais de saúde anotem na carteirinha de vacinação da população o prazo de 12 semanas (84 dias), mas permite que a segunda dose seja antecipada e aplicada dez semanas após a primeira (70 dias). "As vacinas devem ser aplicadas no menor espaço de tempo possível", defendeu o secretário de Saúde, Nésio Fernandes de Medeiros Júnior.

Em Pernambuco, o Estado autorizou que os municípios apliquem a 2.ª dose da vacina entre 60 e 90 dias após a primeira. Em boletim epidemiológico divulgado nesta semana, o governo disse que a discussão foi levantada após o Ministério da Saúde antecipar em quase um mês o envio de doses destinadas a completar o esquema. O Estado orienta que cada cidade organize o calendário de acordo com seu estoque - Recife, por exemplo, reduziu para 60 dias.

Em nota, o Ministério da Saúde disse que acompanha todos os estudos sobre as vacinas e qualquer modificação deve ser discutida na Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis. O intervalo entre doses para a vacina AstraZeneca permanece, diz o texto, o mesmo disposto em bula e orientado pelo fabricante, "de 12 semanas".

 

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

 

 

bandeiras Mercosul

IMAGEM: ISAC NÓBREGA/PR/CNN

 

Brasil, Uruguai e Paraguai defendem redução de taxas e flexibilização; Argentina é contra

O Brasil assume a presidência pró-tempore do Mercosul (Mercado Comum do Sul) nesta 5ª feira (8.jul.2021). A passagem do comando do governo argentino para o brasileiro será feita em reunião virtual e ocorre em meio a discussões entre os países sobre uma possível flexibilização do bloco.

Na última reunião do Conselho, realizada nessa 4ª feira (7.jul), o Uruguai surpreendeu ao anunciar sua decisão de iniciar negociações de acordos comerciais com países de fora do bloco. Brasil e Paraguai são a favor, enquanto a Argentina é contra.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores uruguaio, a iniciativa não significa um rompimento com o Mercosul, do qual quer continuar membro.

Em reunião anterior, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, rebateu o posicionamento do presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou. O uruguaio reclamou do protecionismo do bloco e da demora na tomada de decisões. Na ocasião, Fernández recomendou que quem não estiver feliz pode “abandonar o bloco”.

O grupo não consegue entrar em acordo em relação à redução da TEC (tarifa externa comum). A Argentina afirma ser necessário preservar o Mercosul e apoia uma redução gradual da taxa, que não deve ser aplicada para o setor industrial, pelo menos até janeiro. O país teme que uma redução radical poderia afetar a indústria da região.

Já Brasil, Uruguai e Paraguai querem uma redução maior. Para o governo brasileiro, o bloco não pode ser guiado por “questões ideológicas”. O ministro da Economia brasileiro, Paulo Guedes, afirmou em situações anteriores que o atual formato do Mercosul é uma “armadilha” que atrasa o Brasil.

Preocupado com o possível aceleramento do processo de flexibilização ao passar a Presidência para o Brasil, o embaixador da Argentina no país, Daniel Scioli, tem realizado reuniões com representantes do governo brasileiro nos últimos dias. “Estamos avançando na tentativa de preservar o Mercosul”, disse Scioli.

O embaixador encaminhou ao presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, pedidos da União Industrial Argentina para que o Brasil não avance em uma redução generalizada de todas as tarifas externas.

Por outro lado, o chanceler do Uruguai, Francisco Bustillo, defendeu o que ele chama de “modernização do Mercosul”.

“O Uruguai não pode apostar em um bloco autárquico. Mas não são negociações simples. A posição da Argentina é clara. Nos informa que não está a favor de uma flexibilização. Só que para nós é necessária uma maior inserção internacional. O Uruguai precisa disso”, disse.

Segundo Bustillo, a lentidão da UE (União Europeia) na resposta ao possível acordo com o bloco demonstra que “não há um real interesse deles neste tratado, portanto não podemos ficar parados esperando que isso se desenrole”.

 

FONTE: PODER 360

IMAGEM: PORTOS&MERCADOS

Sistema tem como vantagens o escoamento em menores volumes do cereal e ampliação dos negócios a produtores de menor porte

 

A operadora portuária Wilson Sons, em conjunto com parceiros logísticos, implementou um projeto inédito de estufagem de trigo a granel em contêineres. O cereal é acondicionado diretamente no contêiner, o que gera uma série de vantagens tanto para os produtores quanto para compradores, segundo a empresa.

O projeto, desenvolvido em parceria com as empresas Gomes e Marques, Aliança Navegação e Suporte Corretora já está em funcionamento por meio de cabotagem das cargas do Terminal de Contêineres de Rio Grande (RS) para o Amapá. Esse modelo operacional tem um grande potencial também para a exportação de trigo a granel em contêiner, diz a empresa.

A Wilson Sons explica que a estufagem em contêiner abre a possibilidade de produtores alcançarem e captarem novos mercados, uma vez que não é necessário o afretamento de um navio para transporte do produto, como ocorre no caso do cereal a granel. Isso beneficia os produtores menores que, com menores investimentos e mesmo em períodos de entressafra, conseguem atingir mercados distantes. Além do acesso a mercados alternativos, outros benefícios da modalidade são o menor índice de perda de grãos e o baixo custo em despesas extras, além da independência das condições climáticas para sua realização.”

A empresa explica que a operação de estufagem é realizada com um basculador de contêiner. “Nos casos em que o trigo que chega em carretas graneleiras, o material é tombado numa moega e transferido para um silo, sendo, na sequência, realizado o carregamento do contêiner de forma direta.”

Gustavo Leite, diretor da Suporte Corretora, consultoria de grãos que presta apoio a cerealistas e cooperativas, relata que uma das vantagens da estufagem é a flexibilidade do embarque, que permite o envio de mercadorias com uma frequência muito maior que em uma operação granel.

Outro benefício, diz ele, é a possibilidade de expandir negócios. “A logística em contêiner permite a descarga em portos alternativos, possibilitando a expansão da oferta a outros clientes”, avalia Leite. “Realizamos a primeira operação com um embarque para Santana, no Amapá, e justamente por ser nesta modalidade se viabilizou o acesso a um novo cliente”, conta. 

Outro ponto positivo é a confiabilidade do produto, já que não há perda de identidade. No caso do granel, padrões de diferentes qualidades enchem o silo graneleiro. “A segregação do produto é um aspecto importante na estufagem, pois garante que não se perca identidade do grão e permite rastreabilidade do produto, reduzindo riscos de contaminação”, diz Leite

 

FONTE: GLOBO RURAL

Plenário do Senado durante reunião preparatória destinada à eleição do presidente do Senado Federal para o segundo biênio da 56º Legislatura.

A eleição ocorre de forma presencial, seguindo as medidas de segurança contra a covid-19, e obedecendo

IMAGEM: MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO

 

Casa faz esforço para aprovar os nomes indicados por Bolsonaro; precisam ser sabatinados e votados presencialmente

O plenário do Senado aprovou nesta 4ª feira (7.jul.2021) a indicação de 19 autoridades para agências reguladoras, embaixadas e tribunais, além da IFI (Instituição Fiscal Independente). Os nomes foram indicados pelo presidente Jair Bolsonaro.

A Casa faz desde o começo da semana um esforço concentrado para aprovar as nomeações paradas de autoridades. A pandemia atrasou as votações por impedir encontros presenciais, necessários para a análise dos nomes. A presença dos senadores é exigida e a votação é secreta. Haviam ao menos 39 análises pendentes na 2ª feira (5.jul), segundo levantamento do Poder360.

As indicações chegam em forma de mensagem ao Senado. Então, são lidas em plenário pelo presidente da Casa e depois são enviadas para a comissão temática relativa ao cargo, para a sabatina do candidato. Por fim, a indicação retorna ao plenário e pode ser aprovada ou não.

Foram aprovados as seguintes indicações:

  • ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres): Rafael Vitale Rodrigues e Guilherme Theo da Rocha Sampaio;
  • Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica): Alexandre Cordeiro Macedo;
  • Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários): Flávia Morais Lopes Takafashi;
  • ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar): Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho;
  • STM (Superior Tribunal Militar): almirante de esquadra Claudio Portugal de Viveiros
  • TST (Tribunal Superior do Trabalho): juiz Amaury Rodrigues Pinto Junior e procurador-geral do Trabalho, Alberto Bastos Balazeiro;
  • CNJ (Conselho Nacional de Justiça): procurador-regional da República Sidney Pessoa Madruga da Silva
  • CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público): Otavio Luiz Rodrigues Junior
  • IFI (Instituição Fiscal Independente): Vilma da Conceição Pinto

QUEM SÃO?

O engenheiro Rafael Vitale Rodrigues será o novo diretor-geral da ANTT. Ele cumprirá mandato de cinco anos à frente da diretoria da Agência. Já passou pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e pelo Ministério da Infraestrutura. Mais recentemente, estava na Subchefia de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República. Na agência, passará a integrar a diretoria o ex-chefe de gabinete da presidência da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Guilherme Theo da Rocha Sampaio. Ele foi assessor jurídico do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de Minas Gerais.

No Cade, Alexandre Macedo assume a presidência ocupando a vaga deixada pelo fim do mandato de Alexandre Barreto de Souza. Macedo trabalhou no STJ (Superior Tribunal de Justiça), na CGU (Controladoria Geral da União), no Ministério das Cidades e no Senado Federal. Atualmente, é superintendente-geral do Cade, função que ocupa desde 2017.

Atual presidente do Conselho de Autoridade Portuária do Porto de Santos, Flávia Takafashi passará a integrar a diretoria da Antaq. Ela é servidora de carreira da agência desde 2010 e também chefia o Departamento de Gestão de Contratos da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, no Ministério da Infraestrutura.

O novo diretor-presidente da ANS será Paulo Rebello, atual diretor de Normas e Habilitação das Operadoras na agência. Ele já ocupou cargos como chefe de gabinete do ministro da Saúde entre 2016 e 2018 e de assessor especial do ministro e substituto da chefia de gabinete do Ministério da Integração Nacional entre 2015 e 2016.

Assumindo uma vaga no STM,o almirante de esquadra Claudio Portugal de Viveiros iniciou a carreira na Marinha em 1975. Promovido ao posto de almirante de Esquadra em 2018, atuou como chefe do Estado-Maior da Armada e chefe de Assuntos Estratégicos e de Operações Conjuntas do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Assume a vaga deixada em março pelo ministro Marcus Vinicius Oliveira dos Santos.

Assumem como ministros do TST o procurador-geral do Trabalho, Alberto Bastos Balazeiro e juiz Amaury Rodrigues Pinto Junior. Balazeiro é mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília e especialista em Direito Civil e Processual Civil pela Universidade Estácio de Sá. Ele foi indicado para ocupar a vaga destinada a membros do Ministério Público do Trabalho.

Já Pinto Jr. foi juiz do TRT-24 (Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região), Corte que também chegou a presidir. Atualmente, é corregedor do Tribunal. Foi indicado para ocupar vaga destinada a magistrados de carreira.

Indicado a ocupar a vaga no CNJ destinada ao MPU (Ministério Público da União), o procurador regional da República Sidney Pessoa Madruga da Silva é corregedor auxiliar da Corregedoria Geral do MPF (Ministério Público Federal), nomeado em 2020.

O advogado Otavio Luiz Rodrigues Junior foi reconduzido ao CNMP. Ele já exerceu os cargos de advogado-geral da União adjunto, em 2009; conselheiro da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a partir de 2015; e consultor da União no biênio 2012-2013.Também passou pela assessoria de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do STJ, além dos ministérios da Justiça e das Comunicações.

Como nova diretora da IFI, os senadores aprovaram o nome da economista Vilma da Conceição Pinto. Ela será a 1ª mulher negra a exercer um cargo de diretoria no órgão. Ela trabalhou no Instituto Brasileiro de Economia da FGV de 2014 a 2020, responsável pelas projeções e análises de política fiscal e escrevia mensalmente artigos sobre conjuntura fiscal, no boletim macro do FGV-IBRE. É graduada em economia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e mestre em economia empresarial e finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com dissertação sobre os impactos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no nível de endividamento dos estados.

EMBAIXADORES

Foram aprovados os seguintes nomes para comandar embaixadas brasileiras no exterior:

  • Gabão: José Marcos Nogueira Viana;
  • Togo: Nei Futuro Bitencourt;
  • Jamaica: Elza Moreira Marcelino de Castro;
  • Santa Lúcia: Ánuar Nahes;
  • Austrália: Mauricio Carvalho Lyrio (acumulará função de embaixador nas Ilhas Salomão, Papua Nova Guiné, Vanuatu, Fiji e Nauru);
  • México: Fernando Estellita Lins de Salvo Coimbra;
  • República Dominicana: Renan Leite Paes Barreto;
  • Tailândia: José Borges dos Santos Júnior (acumulará função de embaixador no Camboja e no Laos)

QUEM SÃO?

José Marcos Nogueira Viana, que assume a embaixada do Gabão, é natural de Belo Horizonte. Formou-se em jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1984 e ingressou na carreira diplomática no ano seguinte. Serviu nas embaixadas em Paramaribo (Suriname), Viena (Áustria), Trípoli (Líbia), La Paz (Bolívia) e em Roseau (Dominica). Desde 2016, é o embaixador em Mascate (Omã).

Nei Futuro Bitencourt, novo embaixador brasileiro no Togo, nasceu em Caicó (RN) em 13 de outubro de 1957. Ingressou na carreira diplomática em 1983, após concluir o curso de preparação da carreira. Já havia se graduado em engenharia, em 1977, e em jornalismo, em 1981, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

A embaixada da Jamaica terá no comando Elza Moreira Marcelino de Castro. Graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1975, ingressou no Curso de Preparação à Carreira Diplomática (CPCD) do Instituto Rio Branco em 1980. Foi aprovada no Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas (CAD) em 1993 e no Curso de Altos Estudos (CAE), em 2007, ambos do Instituto Rio Branco. Já serviu no Consulado-Geral em Genebra; nas embaixadas em Moscou, Lima, Paris e Dublin, além do Consulado-Geral em Caracas como cônsul-geral. Em 1997, a diplomata recebeu a Medalha do Pacificador (Brasil) e em 2018 foi agraciada com a Ordem do Rio Branco (Brasil), no grau Grã-Cruz.

A ilha caribenha de Santa Lúcia terá como embaixador brasileiro o diplomata Ánuar Nahes. Formado em Letras e em Filosofia, ingressou na carreira diplomática em 1981. No exterior, atuou nas embaixadas em Beirute e Damasco; serviu como conselheiro na Embaixada em Paris; conselheiro e ministro-conselheiro na Embaixada em Túnis; além das embaixadas de Doha e Bagdá, foi também cônsul-geral em Montevidéu e encarregado de Negócios em Castries, capital de Santa Lúcia, até a presente data. Entre as missões que desempenhou no exterior, cabe ressaltar a chefia da delegação brasileira em missão na área de saúde à Autoridade Palestina, Gaza e Ramallah, em 1996.

Mauricio Carvalho Lyrio, o novo embaixador na Austrália, é natural do Rio de Janeiro e ingressou na carreira diplomática em 1994. É graduado em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). No Ministério de Relações Exteriores, foi chefe da assessoria de imprensa do gabinete do ministro das Relações Exteriores, assessor especial do gabinete do ministro das Relações Exteriores, ministro-conselheiro na Missão do Brasil junto à ONU em Nova York, secretário de Planejamento Diplomático do Ministério das Relações Exteriores e embaixador na Cidade do México.

No México, a embaixada será comandada por Fernando Estellita Lins de Salvo Coimbra. Ele é bacharel em Antropologia pela Universidade de Brasília (UnB). Em 1986, concluiu o curso de preparação à carreira diplomática, no Instituto Rio Branco. No exterior, serviu na embaixada em Washington de 1991 a 1994, na embaixada em Quito de 1994 a 1998, na Missão junto à ONU em Nova Iorque de 2000 a 2004, na embaixada em Nova Delhi de 2004 a 2007, e na embaixada em Lisboa de 2010 a 2011. É o embaixador em Nairóbi desde 2018.

Renan Leite Paes Barreto assumirá a embaixada na República Dominicana. Aposentado como ministro de primeira classe do Quadro Especial da Carreira de Diplomata, Renan Leite ingressou na carreira em 1975, após concluir o curso de preparação da carreira diplomática. Ele já havia se graduado em direito, em 1973, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. O indicado já serviu nas embaixadas do Brasil em Paris, Londres, Santiago e Guatemala, bem como nos consulados-gerais em Nova York, Lisboa, Milão e Madri.

Na Tailândia, o comandante da embaixada será José Borges dos Santos Júnior. Natural de Boa Vista e ingressou na carreira diplomática em 1980.  No Ministério de Relações Exteriores, foi cônsul-geral adjunto no Consulado-Geral em Los Angeles, ministro-conselheiro no Escritório Financeiro em Nova York, diretor do Departamento do Serviço Exterior, embaixador da Embaixada em Berna e no Principado de Liechtenstein e cônsul-geral no Consulado-Geral em Houston, entre outros.

 

FONTES:PODER 360/AGÊNCIA SENADO                                          

IMAGEM: COMEX DO BRASIL

 

Vizinho bloqueou redução da TEC, a tarifa de importação entre países do bloco; Brasil estuda opções

A proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, de cortar em 10% a TEC (Tarifa Externa Comum) do Mercosul até o final do ano, caiu por terra nesta 5ª feira (8.jul.2021). As negociações sobre o tema fracassaram por resistência da Argentina. O Brasil assumiu a presidência temporária do bloco neste semestre, mas deixou em aberto sua reação.

O lado brasileiro não deixou de expressar sua frustração. O presidente Jair Bolsonaro, durante o encontro virtual com os líderes da Argentina, Paraguai e Uruguai, atacou a regra basilar do consenso nas tomadas de decisão do bloco. O chanceler Carlos França disse que o balanço do primeiro semestre “não deixa de causar desapontamento”.

O principal negociador do Brasil, embaixador Pedro Miguel Costa e Silva, afirmou ao Poder360 que sua equipe fez o possível para avançar, com boa fé. Mas Brasil e Argentina tinham propostas de naturezas distintas sobre a reforma da TEC -que unifica as alíquotas de importação de cada produto desde 1995 e cria uma espécie de mercado ampliado especialmente para o Brasil.

Se o Brasil queria o corte linear da TEC em 10% até dezembro, a Argentina seguia outra lógica: a de reduzir as alíquotas de grupos de produtos, mas não de todos. O argumento do governo de Alberto Fernández é de necessidade de proteção a setores industriais fabricantes de bens finais e intermediários.

“O momento é muito delicado”, disse Costa e Silva. “Teremos de ver quais serão as opções.”

Costa e Silva não quis explicitar quais seriam essas opções. Uma alternativa óbvia seria colocar o tema novamente em negociação neste semestre, sob a presidência do Brasil no bloco, e pressionar a Argentina a acatar a proposta de corte linear. Essa alternativa é a preferida do chanceler França.

O Brasil também pode desistir da proposta de Guedes. Mas há a possibilidade de o governo adotar uma linha mais radical – de retirada do País da união aduaneira, mantendo-se apenas na área de livre comércio do Mercosul.

A reforma da TEC não foi a única frustração do Brasil nas negociações do Mercosul. Também ruiu a possibilidade de acordo sobre a flexibilização da união aduaneira para permitir a cada sócio discutir e fechar, individualmente, tratados de livre comércio com outros países. As regras do Mercosul impedem essa iniciativa.

Autor dessa proposta de mudança, com o apoio do Brasil, o Uruguai a retirou da pauta. Portanto, o tema deixa de ser discutido dentro do bloco – a menos que o Brasil o apresente. Montevidéu também anunciou que vai negociar sozinho com outros países.

O peso dessa decisão do Uruguai no bloco, porém, é considerado irrelevante. Mas se fosse o Brasil ou a Argentina, os maiores sócios, a tomar essa medida, isso significaria ruptura total do Mercosul.

 

FONTE: PODER360

IMAGEM: REPRODUÇÃO/ANBA

Contêiner estava a bordo de um navio no porto de Jebel Ali, onde ocorreu a ação da Defesa Civil local para conter as chamas

Uma explosão de um contêiner em um porto de Dubai levou tremores e preocupações à cidade hoje. O incêndio foi controlado, e ninguém ficou ferido, de acordo com o escritório oficial de imprensa de Dubai.

O contêiner estava a bordo de um navio no porto de Jebel Ali, onde ocorreu a ação da Defesa Civil local para conter as chamas. Nas redes sociais, imagens registrando uma explosão e fazendo menções à cidade nos Emirados Árabes Unidos se espalharam na última hora. Ainda não há informações oficiais sobre possíveis causas do incidente.

As autoridades portuárias afirmaram que estão tomando todas as medidas necessárias para garantir que o fluxo siga sem nenhuma disrupção.

 

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE