IMAGEM: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ

Diagnosticado com autismo, a criança necessita de tratamento multidisciplinar especializado.

Pai consegue levantamento integral de valores vinculados ao FGTS para pagar tratamento ao filho autista. Assim decidiu o juiz de Direito Paulo Alberto Sarno, da 5ª vara Cível de SP, ao ressaltar que o rol de patologias previsto na legislação é meramente exemplificativo.

O homem ajuizou ação objetivando o levantamento de valores depositados na sua conta vinculada ao FGTS alegando que seu filho apresenta diagnóstico de transtorno do espectro do autismo, necessitando de tratamento multidisciplinar, razão pela qual o levantamento dos valores é essencial para arcar com o elevado custo.

O magistrado ressaltou que, de acordo com o disposto no artigo 20 da lei 8.036/90, a conta vinculada do FGTS pode ser movimentada pelo trabalhador nos casos de doenças graves que especifica ou em situação de estágio terminal decorrente da patologia.

Segundo o julgador, o rol de patologias previsto na legislação de regência é meramente exemplificativo, sendo possível a movimentação da conta fundiária ainda que a doença grave que acomete o trabalhador ou seu dependente não esteja expressamente prevista no comando normativo.

"Em outro plano, é muito importante ressaltar que não há controvérsia nos autos sobre o fato de que o filho do impetrante, dada a gravidade de seu quadro clínico, necessita de cuidado específico e duradouro a ser prestado por equipe multidisciplinar, o que encerra elevadíssimo custo, de modo que a liberação do saldo da conta fundiária é indispensável para a concretização do tratamento."

Diante disso, julgou procedente o pedido e determinou o levantamento integral do saldo da conta vinculada do FGTS do genitor.

A 1ª turma do TRF da 3ª região negou provimento a recurso, considerando que o homem faz jus à concessão.

 

FONTE: MIGALHAS

Navio-tanque São Sebastião na operação de off-loading com o navio de produção FPSO Cidade de Angra dos Reis. Campo de Lula, na Bacia de Santos.

IMAGEM: PETROBRAS/DIVULGAÇÃO

 

Segundo ANP, 71% da produção nacional teve como origem os campos da bacia sedimentar

A Bacia de Santos atingiu sua maior produção de petróleo e gás natural na história. Em junho, alcançou 71% da produção nacional, com 2,67 milhões de barris equivalentes de petróleo por dia (boe/d).

A marca ultrapassou o recorde de abril de 2021, quando o petróleo e o gás natural do local representaram 70,42% da produção nacional.

Os dados são do sistema de produção da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

O Campo de Búzios, localizado na mesma bacia sedimentar, teve o poço que mais produziu no mês, com uma média de 66,51 mil boe/d.

A Bacia de Campos foi a segunda maior produtora do país, com 805 mil boe/d, representando 21,45% do total da produção nacional.

Entre as bacias sedimentares terrestres, a liderança de produção foi da Bacia do Parnaíba (45,77 mil boe/d). O número representa um aumento de produção de 24% em relação a maio de 2021.

 

FONTE: PODER 360

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni,  o presidente da CEF, Pedro Guimarães,e a Vice-presidente de Governo da CAIXA, falam à imprensa no Palácio do Planalto, sobre o o pagamento da 2ª parcela do auxílio emergencial

IMAGEM: MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL

 

Ministro Paulo Guedes diz que novidades são “justamente na direção” de criar mais postos de trabalho

reforma ministerial planejada pelo presidente Jair Bolsonaro fará com que Onyx Lorenzoni comande o lançamento de programas de empregos elaborados pela equipe de Paulo Guedes para a retomada pós-covid.

Guedes confirmou nesta 4ª feira (21.jul.2021) a mudança organizacional em curso dentro da sua alçada. Sem demonstrar preocupações, disse em live mais cedo, que as novidades incluem acelerar o ritmo de criação de emprego no país.

“O script para esse ano está muito claro: saúde, emprego e renda”, disse Guedes. Eis um resumo do tripé para alavancar a economia nos próximos meses, dito por ele:

  • Saúde: “O ministro Queiroga [Saúde] está vacinando todo mundo”;
  • Emprego: “Novidades chegando ainda. Temos os BIP, o BIC, temos também a carteira verde e amarela…Tem novidades chegando. Tem novidades até na nossa organização estrutural. Vamos fazer uma mudança organizacional aqui também. Essas novidades são justamente na direção de emprego e renda”;
  • Renda: “Vem a renda com o João Roma [Cidadania]“, disse o ministro se referindo à reformulação do Bolsa Família.

Os programas que Onyx deve assumir são o BIP (Bônus de Inclusão Produtiva) e o BIC (Bônus de Incentivo à Qualificação), que visam a criação de primeiro emprego com o governo bancando uma bolsa para essas vagas e as empresas a outra metade. A ideia é criar 2 milhões de postos em 1 ano.

“Já criamos 1 milhão de empregos nos 4 últimos meses do ano passado e 1,3 milhão nos primeiros meses deste ano e vamos acelerar o ritmo de criação de emprego –inclusive com uma reorganização nossa. São novidades aí que o presidente deve trazer rapidamente”, disse Guedes. 

A cisão do ministério de Guedes é possível porque ele acumula muitos setores. Ao assumir o governo, as decisões econômicas foram concentradas em Guedes, que agrupou 4 ministérios e se tornou o superministro mais forte do governo. O Ministério da Economia juntou as seguintes pastas:

  • Ministério da Fazenda;
  • Ministério do Planejamento;
  • Ministério da Indústria e Comércio Exterior;
  • partes do Ministério do Trabalho.

Ao longo do governo, Guedes criou 8 secretarias especiais para cuidar dos mais variados temas. São elas:

  1. Fazenda
  2. Receita Federal
  3. Previdência e Trabalho
  4. Comércio Exterior e Assuntos Internacionais
  5. Desestatização, Desinvestimento e Mercados
  6. Produtividade, Emprego e Competitividade
  7. Desburocratização, Gestão e Governo Digital
  8. Programa de Parcerias de Investimentos

Agora, o nome da nova pasta será Ministério do Emprego e da Previdência Social para dar ênfase justamente à criação de vagas de trabalho. Quem comanda essa parte na equipe de Guedes é o secretário especial Bruno Bianco, que pode continuar no setor auxiliando Onyx. Outro auxiliar de Guedes que pode migrar para o novo ministério é Carlos da Costa, que cuida da Secretaria de Produtividade, Emprego e Competitividade.

Onyx é próximo de Bolsonaro e o ministro que mais vezes trocou de cargo dentro do governo. Já passou pela Casa Civil, pelo Ministério da Cidadania e pela Secretaria Geral da Presidência da República, função que ocupa atualmente. Bolsonaro deverá realocar Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil) para o lugar de Onyx. E o senador Ciro Nogueira (PP-PI) comandará a Casa Civil para ajudar na articulação com o Congresso.

Onyx não deve ficar muito tempo no cargo. Ele busca uma candidatura ao governo do Rio Grande do Sul em 2022. Devem ficar na função só até março do ano que vem, prazo limite para deixarem postos no Poder Executivo.

 

FONTE: PODER360

 

O sindicato dos comerciários de São Paulo promove mutirão do emprego.

IMAGEM: ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL

Profissionais de baixa qualificação serão os mais prejudicados

Os efeitos provocados na economia pela pandemia do novo coronavírus devem afetar os salários dos trabalhadores brasileiros por até nove anos, de acordo com o Banco Mundial.

As marcas deixadas pela crise sanitária na América Latina serão sentidas sobretudo pelos trabalhadores com menor qualificação e em uma posição mais vulnerável no mercado de trabalho, lembra a instituição.

A avaliação faz parte do relatório "Emprego em Crise: Trajetória para Melhores Empregos na América Latina Pós-Covid-19", divulgado pelo Banco Mundial nesta terça-feira (20). 

"No Brasil e no Equador, embora os trabalhadores com ensino superior não sofram os impactos de uma crise em termos salariais, e sofram impactos de curta duração em matéria de emprego, os efeitos sobre o emprego e os salários do trabalhador médio ainda perduram nove anos após o início da crise", diz o texto.

Os resultados sugerem que os trabalhadores menos qualificados e os trabalhadores mais velhos no Brasil foram os mais gravemente prejudicados pela crise, diz o documento. ​

Pesquisa recente do Datafolha aponta que, com a crise sanitária e o aumento do desemprego, 45,6% dos brasileiros dizem que a situação financeira ficou mais difícil durante a pandemia do novo coronavírus.

Como agravante, segundo o Banco Mundial, no Brasil, na Argentina e no Chile, as formas de trabalho não padronizadas (incluindo trabalhadores autônomos) estão crescendo no lugar do emprego formal, embora o perfil desses trabalhadores tenha mudado desde a metade dos anos 1990.

"As pessoas em empregos formais não padronizados hoje são mais jovens e têm um nível de escolaridade mais alto do que antes."

O relatório também fala de um efeito cicatriz no mercado de trabalho por conta da crise e avalia que a crise gerada pela pandemia ressaltou a necessidade de renovação dos instrumentos de proteção social, para tentar preservar a renda da população contra os choques no mercado de trabalho.

O país tem enfrentado taxas recordes de desocupação por conta da pandemia. Entre fevereiro e abril, a taxa bateu em 14,7%, e o número de desempregados totalizou 14,8 milhões. Os dados integram a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). ​

Na avaliação do banco, uma das saídas para reduzir a crise seria ampliar o acesso aos programas nacionais de seguro-desemprego, fazer transferências mais dinâmicas das redes de proteção e manter um sistema robusto de serviços de apoio ao reemprego.

"Da mesma forma, os princípios de proteger os trabalhadores, em vez de proteger o emprego, e desvincular as proteções, podem não ajudar na crise no curto prazo, mas são aplicáveis no médio prazo."

O Banco Mundial pondera, no entanto, que benefícios como o seguro-desemprego têm efeitos limitados para amortecer as perdas causadas pela crise sanitária, já que é garantido aos trabalhadores formais, mas os informais e autônomos (mais afetados pela crise) ficam de fora da maioria dos benefícios.

 

FONTE: FOLHA DE S.PAULO

 
 
 

 

IMAGEM: ANDRÉ MOTTA DE SOUZA/AGÊNCIA PETROBRAS

A Conttmaf, a FNTTAA, o Sindmar e demais sindicatos coirmãos estiveram reunidos com a Petrobras e a Transpetro nesta terça-feira, 20 de julho, para esclarecimentos sobre os valores da Participação nos Lucros ou Resultados – PLR 2020 pagos em junho aos trabalhadores marítimos.

apresentação da empresa informa sobre a medição das metas estabelecidas no ACT de regramento da PLR 2019-2020 e detalha a distribuição de valores.

Como o Sindmar já havia apurado, os valores de 2020 são substancialmente menores devido ao fato de que, apesar de a Petrobras ter apresentado lucro líquido em 2020, este só foi alcançado no último trimestre do ano, sendo 82% menor que o apurado no ano anterior, o que reduziu significativamente a base de cálculo da PLR.

A obtenção de lucro apenas no último trimestre de 2020 se deu em função de manobras para satisfazer ao mercado, como a reversão de impairment (deterioração de ativos na contabilidade) de R$ 31 bilhões, ganhos cambiais de R$ 20 bilhões e reversão de gastos passados do plano AMS em R$ 13,1 bilhões decorrentes da revisão de obrigações futuras da empresa.

Nesta mensagem circular, nossa Confederação alertou para o fato de que as alterações promovidas para os exercícios 2019 e 2020 foram impostas a partir de exigências da Receita Federal e da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) do Ministério do Planejamento, à época, sem possibilidade de discussão. Tal fato levou outras categorias de trabalhadores a não assinarem o ACT e, em decorrência disso, não tiveram pagamento dos valores nele previstos.

A decisão dos marítimos que responderam à consulta das Entidades Sindicais no final de 2018 foi pela assinatura do ACT, mesmo com as alterações impostas, considerando que a opção à assinatura do acordo seria não receber valor algum a título de PLR no ano seguinte.

O ACT de PLR assinado para os exercícios 2021 e 2022 também prevê valores consideravelmente menores que os praticados até 2019, dentro da política da empresa de reduzir os valores da PLR negociada com os sindicatos e substituí-la por uma premiação com critérios estabelecidos unilateralmente pela empresa sem contemplar os anseios dos trabalhadores.

A Petrobras e a Transpetro informaram que realizaram o pagamento aos empregados ativos em 30 de junho e a Transpetro comunicou ter pago também aos inativos.

A Petrobras esclareceu que ainda não pagou a PLR 2020 aos marítimos desligados recentemente e empresa efetuará o pagamento no próximo dia 30 de julho. Por solicitação dos sindicatos marítimos, o número de telefone 0800 287 2267 e o link para chat Rocket.Chat.Livechat (petrobras.com.br) foram disponibilizados para atender os ex-empregados que necessitarem atualizar dados bancários ou desejarem esclarecer dúvidas.

 

 

rapid antigen test

IMAGEM: OPAS-ORGANIZAÇÃO PAN AMERICANA DA SAÚDE

 

O número de mortes diárias por covid-19 no país, segundo a média móvel de sete dias, divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, chegou ontem (20) a 1.192. Esse é o menor patamar desde 27 de fevereiro, quando houve uma média de 1.178 óbitos.

De acordo com os dados da Fiocruz, as mortes também registraram quedas de 23,5% em relação a duas semanas antes e de 42,2% na comparação com um mês atrás.

A média de ontem está abaixo da metade do pico da pandemia anotado em 12 de abril deste ano, quando os óbitos diários atingiram 3.124.

Apesar disso, ainda se encontra acima do número mais alto observado em 2020 (1.097 em 25 de julho daquele ano).

Casos

O número de casos, também segundo a média móvel de sete dias, chegou a 38.206 ontem, o menor nível desde 6 de janeiro (36.376). Foram observados recuos de 21,7% em relação a 14 dias antes e 48,1% na comparação com um mês atrás.

A média móvel de sete dias é calculada pela Fiocruz através da soma dos registros do dia em questão com os seis dias anteriores e da divisão do resultado por sete.

 

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

Porto de Santos fecha 2020 com alta de 9,4% na movimentação de cargas  — Foto: Divulgação/SPA

IMAGEM: DIVULGAÇÃO/SPA

 

Expectativa é de investimento de R$ 265,8 milhões no STS-08 e de R$ 791,7 milhões no STS-08A

TCU (Tribunal de Contas da União) deu aval na 4ª feira (21.jul.2021) ao arrendamento portuário dos terminais STS-08 e STS-08A para movimentação de graneis líquidos no Porto de Santos. Será o maior leilão de arrendamento portuário do país e acontecerá até outubro deste ano.

Segundo o Ministério da Infraestrutura, o leilão deve ter forte competitividade. O edital com as regras do certame será publicado nas próximas semanas pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

Ambos os terminais terão prazo de arrendamento de 25 anos e a expectativa de investimento em cada um é de R$ 265,8 milhões no STS-08 e de R$ 791,7 milhões no STS-08A.

Atualmente, a área é operada pela Transpetro, subsidiária da Petrobras. A empresa é  responsável por parte da distribuição do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) da região Sudeste.

De acordo com a pasta da Infraestrutura, a capacidade para movimentação de graneis líquidos no Porto de Santos é deficitária e precisa de ampliação para crescimento da demanda.

NOVA DUTRA

O TCU vai votar na 4ª feira (28.jul.2021) o processo para liberar nova concessão da BR 116, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. É esperada forte competição no certame com concessionárias que já atuam no mercado e novos entrantes.

A expectativa de investimento é de R$ 14,4 bilhões ao longo de 30 anos de concessão. Será o maior leilão rodoviário da gestão de Tarcísio de Freitas e deve ser realizado no 3º trimestre deste ano.

O processo de concessão da Nova Dutra será deliberado na mesma sessão da BR-381/262 (MG/ES). Serão os primeiros processos que a corte de contas avaliará a isenção de pedágio para motocicletas.

O Poder360 apurou que o governo viu com bons olhos a decisão do TCU em deliberar os processos juntos, porque os ministros deverão criar jurisprudência sobre o tema para as próximas concessões.

No leilão da BR-381, a expectativa de investimento é de R$ 7,7 bilhões ao longo de 30 anos de concessão. O certame está agendado para o 3º trimestre de 2021. Objetivo é duplicar cerca de 500 km da rodovia, que tem 670 km e começa em Belo Horizonte (MG) e termina em Viana (ES).

 

FONTE: PODER360

plataforma de petróleo

IMAGEM: Divulgação/Petrobras

 

Mesmo com a continuidade da pandemia da Covid-19, a análise confirma a tendência de retomada de empregos no mercado. Número de oportunidades do 1º trimestre do ano cresceu 100% em relação ao último trimestre de 2020

A pandemia da Covid-19 ainda não acabou, mas diversos segmentos do mercado de petróleo e gás já sentem sinais de melhoria da atividade. Para registrar a tendência de vagas, a Firjan produziu em julho de 2021 o levantamento “Oportunidades no mercado de petróleo, gás e naval no estado do Rio de Janeiro”, uma análise com o número de oportunidades criadas no mercado fluminense de óleo e gás. Foram coletados dados desde fevereiro de 2020, com comparativo destacado entre o período mais recente: o último trimestre do ano passado e o primeiro trimestre de 2021.

Conforme a análise das informações, o primeiro trimestre do ano registrou um crescimento de 100% no número de vagas em relação ao último trimestre de 2020. Somando os dois trimestres, o volume de vagas é maior que o período de fevereiro a junho de 2020. Enquanto no quarto trimestre de 2020 foram abertas 215 oportunidades de emprego; de janeiro a março deste ano, a Firjan detectou a abertura de 474 vagas no mercado de petróleo e gás fluminense.

Para elaborar a observação, a federação usou como fonte as informações de vagas nos sites das empresas do mercado situadas no estado do Rio, além dos sites de busca de oportunidades, como por exemplo, o LinkedIn. Conforme os dados registrados nas empresas, em fevereiro de 2020, início da pandemia no país, havia 375 vagas. No mês de junho do mesmo ano foram apenas cinco oportunidades mapeadas, confirmando o impacto da crise sanitária no país.

“A recuperação a partir do segundo semestre de 2020, mesmo que parcial, está atrelada principalmente a conjuntura internacional do aumento do preço do barril de petróleo e a expectativa de retomada econômica mundial, com o avanço das campanhas de vacinação no combate à pandemia da Covid-19”, destaca Fernando Ruschel Montera, coordenador de Relacionamento de Petróleo, Gás e Naval da federação.

Os avanços regulatórios alcançados no cenário nacional também começam a refletir na tendência de surgimento de novas vagas. Conforme a nota técnica, também é possível observar que, com a aceleração no ritmo de divulgações de vagas, a maioria exige um elevado grau de qualificação.

Níveis de ensino e ocupações

O levantamento registrou também que 56% das vagas formais no primeiro trimestre de 2021 foram destinadas ao nível superior completo. Para trabalhadores com curso superior em andamento foram 15% das oportunidades. Nível técnico registrou 14% e Ensino Médio, 8% das vagas. Entre as ocupações de nível superior destacam-se analistas, engenheiros e estagiários universitários.

A observação destaca, ainda, o aumento na participação do Ensino Médio no total de vagas ofertadas no comparativo entre primeiro trimestre de 2021 e o último trimestre de 2020. Cargos como operador, assistente, auxiliar, jovem aprendiz, inspetor, projetista, entre outros, normalmente exigem somente o Ensino Médio como formação.

Mesmo com uma grande preferência por profissionais com formação completa com nível superior e técnico, o documento “Oportunidades no mercado de petróleo, gás e naval no estado do Rio de Janeiro” confirma que há oportunidades para estudantes (estagiários) tanto para curso superior quanto para profissionalizante. O mapeamento reforça a capacidade de atendimento pela Firjan SENAI para formação desses profissionais. São cursos técnicos em Mecânica, Automação Industrial, Mecatrônica, Eletrotécnica, Segurança do Trabalho e Eletromecânica.

“A Firjan SENAI tem investido na matriz tecnológica de cursos e na inovação para a formação profissional, com novas competências”, reforça Carlos Magno, gerente geral de Relacionamento Negócios na Firjan SENAI. São 2.500 vagas de cursos técnicos no SENAI para o segundo semestre deste ano, com a reabertura de aulas presenciais.

Ao comentar sobre o perfil exigido pelo mercado, Myriam Marques, gerente geral de Gestão de Pessoas e Cultura Organizacional na Firjan SENAI, enumerou algumas habilidades importantes: pensamento analítico e de inovação, resolução de problemas complexos e pensamento crítico. “O jovem que faz o curso técnico tem o diferencial competitivo porque exercita todas as suas habilidades”, pontua.

 

FONTE: PORTOS&NAVIOS

IMAGEM: Reprodução/Montagem Rede Brasil Atual

Inflação, risco fiscal e reformas são outros pontos de atenção, alertam 

 

O crescimento econômico no Brasil após a crise sanitária de 2020 deve se sustentar no curto prazo, mas seu desempenho dependerá diretamente da geração de emprego, da pressão inflacionária, do risco fiscal e da manutenção das reformas, avaliaram economistas nesta quarta-feira (21) em webinar da Folha e do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas.

Após o PIB (Produto Interno Bruto) favorável do primeiro trimestre, que zerou as perdas da pandemia, a perspectiva se mantém otimista, com previsão de crescimento próximo a 5% no ano, segundo Silvia Matos, pesquisadora do Ibre/FGV.

Para a economista, o desemprego impede uma projeção mais otimista para o desempenho econômico. A ampliação do Bolsa Família, prometida pelo governo Jair Bolsonaro (sem partido), não será suficiente para compensar as perdas do mercado de trabalho na crise de Covid-19.

 

"A taxa de desemprego deve ficar ainda alta, apesar de a gente observar uma melhora neste ano e no ano que vem. A geração de emprego ainda é um desafio porque muitas pessoas ficaram de fora do mercado de trabalho", afirma.

O risco fiscal aparece como mais um obstáculo diante do limite imposto pelo teto de gastos e da necessidade de aumento da despesa pública para a recuperação. Esse desafio não se limita ao Brasil e vem atrelado ao risco de inflação, um fator que dificulta em especial a retomada dos países emergentes, avaliam os economistas.

Um cenário de inflação preocupa mais do que um de baixo crescimento, afirma José Márcio Camargo, professor da PUC-Rio e economista-chefe da Genial Investimentos. Ele diz que a alta dos preços era óbvia, apesar de não foi antecipada por economistas, e que deve perdurar.

Parte da pressão inflacionária é atribuída às políticas fiscais de transferência de renda adotadas nos países, como o auxílio emergencial no Brasil. Com a paralisação da atividade econômica no segundo trimestre do ano passado e a consequente onda de demissões e falências, governos estimularam a economia com transferência de renda, impulsionando o consumo.

"A demanda volta rápido. O problema é que as empresas têm que refazer o processo produtivo, recontratar os trabalhadores, buscar novas fontes de matéria-prima, novos fornecedores, e isso demora. Parte da pressão inflacionária é essa e ainda vai durar", diz Camargo.

Lívio Ribeiro, pesquisador associado do Ibre/FGV, afirma que o choque de inflação vem em ondas, começando pelo segmento de alimentos e terminando no setor de serviços, que começa a ser impactado. Os mais pobres são os que mais sentiram o aumento de preços, dado o peso de comida e energia em sua cesta de consumo.

Para o economista, o mundo pós-Covid vai exigir programas de transferência de renda para os mais pobres. Com capacidade de fazer políticas fiscais robustas, os países ricos devem se recuperar com rapidez superior aos emergentes, que devem crescer mais rápido do que os países pobres.

"O choque na queda foi sincronizado entre economias globais. Todo mundo caiu junto. O início da volta foi meio sincronizado, com a China na frente, mas com o passar do tempo, começa a haver uma diferenciação ligada à capacidade de apoio fiscal e de controle sanitário", afirma Ribeiro.

Outro ponto destacado pelos economistas no debate foi a necessidade de manutenção da agenda de reformas.

Para Silvia Matos, da FGV, o governo federal está enfraquecido em meio à polarização política e não deveria propor novas reformas nesse momento.

Ribeiro, também da FGV, diz estar cético sobre a capacidade de a gestão atual completar as reformas propostas —tributária e administrativa. "A gente não precisa chegar ao fim do processo agora, mas colocar a bola em campo é importante."

Camargo afirmou que "qualquer hora é hora de fazer reforma". "Você passa décadas sem que nada aconteça. Começamos a discutir reformas da Previdência e trabalhista na década de 1990. Nada acontecia e de repente em cinco anos temos um conjunto de reformas que eram discutidas há décadas", afirmou, referindo-se ao período iniciado após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

O economista diz que as reformas são sintomas concretos de que o Brasil está voltando a se tornar atraente ao investidor. Ele elogia, principalmente, o teto de gastos, que em sua avaliação começou a mudar a cultura orçamentária do país.

 

FONTE: FOLHA DE S.PAULO

Bandeira do Brasil diante da sede da Petrobras

IMAGEM: CARL DE SOUZA/AFP/GETTY IMAGES

 

Petrobras recebeu ofício do Ministério de Minas e Energia com indicações para a composição da chapa da União para cargos no conselho de administração da empresa, cuja eleição ocorrerá na próxima Assembleia Geral Extraordinária (AGE), informou a petroleira em fato relevante nesta terça-feira.

O ofício prevê a recondução de Eduardo Bacellar Leal Ferreira à presidência do conselho, bem como a recondução de Joaquim Silva e Luna, atual presidente-executivo da estatal, à sua posição no colegiado.

Também foram apontadas as reconduções de Ruy Flaks Schneider, Sonia Julia Sulzbeck Villalobos (para vaga destinada ao Ministério da Economia), Márcio Andrade Weber, Murilo Marroquim de Souza e Cynthia Santana Silveira (selecionada em lista tríplice elaborada por empresa especializada). 

Houve ainda a indicação de Carlos Eduardo Lessa Brandão para cargo de conselheiro, também como nome selecionado em lista tríplice elaborada por empresa especializada.

 A companhia já havia recebido, no último dia 7, as indicações de acionistas minoritários para o conselho.
A realização de uma nova assembleia para eleição de cargos no colegiado ocorre após a renúncia do conselheiro Marcelo Gasparino da Silva, representante de minoritários, que havia sido eleito em AGE em abril.
 
FONTE: REUTERS
 
 

IMAGEM: MATEUS CARVALHO/FOLHA DIRIGIDA

 

O Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) confirmou a decisão em 1ª instância que reconheceu a demissão por justa causa de uma auxiliar de limpeza de um hospital infantil por ela ter se recusado a tomar a vacina contra a Covid-19. A decisão cabe recurso.

A auxiliar de limpeza recusou tomar a vacina duas vezes, entre janeiro e fevereiro deste ano, durante a campanha de vacinação dos profissionais da área da saúde. Ela foi demitida depois de receber uma 1ª advertência por cometer uma falta grave.

No processo, a profissional afirma que o hospital infantil em que ela trabalhava não realizou campanhas nem reuniões para informar sobre a necessidade de tomar a vacina contra a Covid-19. O hospital alegou na ação que a trabalhadora foi orientada a se vacinar quando o imunizante foi disponibilizado de forma emergencial para profissionais que atuam na área da saúde.

Em demissão por justa causa, o trabalhador não recebe a multa de 40% do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) nem seguro-desemprego ou aviso prévio.

Ação

Na decisão em 1ª instância, a juíza Isabela Parelli Haddad Flaitt afirmou que a vacinação pode ser exigida pelo hospital, já que a funcionária poderia se contaminar com o vírus e colocar em risco a vida de colegas de trabalho e pacientes. A decisão da juíza foi ratificada por unanimidade no TRT-SP.

O desembargador da 13ª turma do TRT, Roberto Barros da Silva, argumentou que a empresa comprovou com documentos a adoção de um protocolo interno direcionado ao combate da pandemia. Ele relembrou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou a vacinação obrigatória como uma conduta legítima.

Com informações do Poder360/MIGALHAS

Por Redação JuriNews
Fonte: jurinews.com.br

 

Paraná lo water levels Argentina

Rio Paraná - importante rota de escoamento de grãos (imagem: Alamy)

 

O governo da Argentina pediu aos cidadãos para limitar o uso de água em uma tentativa de aliviar a pressão no Rio Paraná, uma importante via de grãos cujo nível atingiu uma mínima de 77 anos, uma situação que prejudica embarques de cereais, incluindo soja e trigo.

Um grupo de conselho do governo pediu para que as pessoas “economizem água”, armazenem água da chuva para irrigação e evitem a queima de resíduos para prevenir incêndios florestais nos pântanos em torno do delta do rio.

“Os níveis de água no Paraná estão numa mínima desde 1944, o que exige um compromisso de todo mundo para atender e agir preventivamente e com responsabilidade contra essa situação”, afirmou o grupo em declaração na noite da segunda-feira.

O Paraná, que possui sua fonte no sul do Brasil, flui pela Argentina até próximo da costa de Buenos Aires. É a rota de transporte de 80% das exportações agrícolas do país e fonte de água potável, irrigação e energia.

Entretanto, devido à escassez prolongada de chuvas no Brasil, o nível de água no Paraná caiu drasticamente, atingindo a quantidade de carga que pode ser transportada pelos navios no auge da temporada argentina de exportação de milho e soja.

No sábado, o governo anunciou um fundo de alívio de 10,4 milhões de dólares para mitigar os impactos do baixo nível de água.

(Reportagem de Maximilian Heath)

FONTE: REUTERS