Cofre

IMAGEM: THINKSTOCK

 

O Brasil deixa de arrecadar mais de R$ 417 bilhões por ano com impostos, devido às sonegações de empresas. Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) (https://ibpt.com.br/estudo-autos-de-infracao-e-sonegacao-fiscal/) mostra que o faturamento não declarado pelas empresas é de R$ 2,33 trilhões por ano. As cifras foram calculadas com base nos autos de infrações emitidos pelos fiscos federal, estaduais e municipais.

 

 Segundo o levantamento, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foi o imposto mais sonegado em 2018. Já em 2019, a sonegação do imposto de renda superou o ICMS. O IBPT descobriu que 47% das empresas de pequeno porte sonegam imposto. Já a taxa entre as empresas médias é de 31% e entre as de grande porte é de 16%.
 
Ao mesmo tempo, os valores sonegados são maiores no setor industrial, seguido pelas empresas de serviços financeiros e pelas empresas de prestação de serviços. O comércio ocupa a quarta posição. Mas se for considerarmos apenas o ICMS, o setor do comércio é o que mais sonega, seguido das empresas industriais e das prestadoras de serviços.
 

O mês de novembro concentra a maior quantidade de autos de infração. Isso porque é o mês da Black Friday, quando há aumento no volume de vendas, tanto por ocasião da promoção quanto pelas vendas de fim de ano.

Esses valores, no entanto, são uma estimativa. A sonegação total pode maior do que a calculada. Isso porque os fiscos não conseguem autuar todos que sonegam. Existe ainda o outro lado da moeda, dos autos de infração extintos ao longo do processo. Segundo o levantamento, 65,49% do que foi sonegado foi efetivamente autuado.

“Para que seja possível chegarmos ao Índice de Sonegação Fiscal, temos que considerar os contribuintes que sonegaram, mas não foram autuados, assim como o grau de aderência dos autos de infração, ou seja, qual a quantidade de autos de infração que permaneceu hígida após a exclusão dos autos de infração que foram extintos”, diz o levantamento.

Queda na sonegação

Apesar dos números na casa dos bilhões, a prática de sonegação está em queda no país. Em 2002, o índice de sonegação foi de 32% e em 2004 atingiu o pico de 39%. Esse número foi caindo ano após ano, e chegou a 15% em 2019. De acordo com João Eloi Olenike, presidente-executivo do IBPT, os mecanismos usados pelo fisco dificultaram a sonegação.

“Devido aos cruzamentos eletrônicos de dados e à melhoria da qualidade da fiscalização, pode-se afirmar que já foi bem mais fácil [sonegar], mas a cada ano isso fica mais difícil, tendo como reflexo do percentual de sonegação fiscal cair de 32% sobre o valor total arrecadado com tributos, para 15% em 2019.”

 

FONTE: AGÊNCIA BRASIL 

 

 

FOTO: FUP

Marítimos divulgam carta aberta pedindo que a subsidiária fiscalize melhor o embarque e desembarque de pessoas a bordo dos navios. A possibilidade de prestar uma última homenagem a seus parentes falecidos devido ao covid 19 também é requerida. A Transpetro divulgou uma nota oficial ao CPG sobre o assunto

Marítimos, funcionários da Transpetro, estão literalmente com receio de se contaminarem ou morrer devido as medidas sanitárias contra a covid 19, que segundo eles, estão sendo ineficazes. As informações foram passas com exclusividade ao Click Petróleo e Gás (CPG), a carta aberta dos marítimos e a nota oficial da subsidiária estão nos parágrafos à seguir:

Carta Aberta dos Marítimos da Transpetro S.A

“Essa e uma carta aberta dos marítimos da Transpetro S.A solicitando um posicionamento e socorro para os trabalhadores que estão trabalhando em condições de precariedade e insegurança a bordo das embarcações da empresa.

Como já é de conhecimento de todos, estamos passando por momentos difíceis, onde várias pessoas perderam suas vidas para a Covid-19 em meio a essa pandemia.

Várias famílias perderam pessoas queridas e amadas, e nem puderam se despedir por ter que seguir os protocolos de segurança. Diante de todo esse processo de pandemia, visualizamos que a empresa está falhando e cometendo erros que possam ser fatais para a vida dos colaboradores da mesma.

Estamos sofrendo um surto de Covid 19 a bordo dos navios da empresa e a principal causa desse surto, e a quantidade de pessoas que embarcam e desembarcam dos navios, sem o devido controle e testagem, como é obrigatório diante dos protocolos.

Não estamos falando de omissão dos colaboradores da empresa, pois os mesmos fazem quarentena nos hotéis disponibilizados pela empresa logo após o teste e a comprovação de resultado negativo para o Covid 19 o tripulante embarca.

Porém, infelizmente não existe esses procedimentos com as firmas que a empresa está enviando pra bordo, que sem devido procedimento de quarentena e testagem embarcam via lanchas na estadia da embarcação em algum fundeio.

Devido a isso, vários colaboradores já pegaram a Covid 19, mesmo estando embarcado e tendo feito a quarentena, teste e seguido o protocolo da empresa.
Sendo assim feito, a empresa coloca em risco a vida de vários colaboradores pelo simples fato de não cumprir os procedimentos e protocolos vigentes.

Aí ficar a perguntar no ar…… Será que a empresa estar esperando alguém morrer a bordo para tomar as corretas medidas de seguranças?

Então, devido a esse relato e desespero de toda a tripulação, pois infelizmente isso e um caso grave, estamos pedindo posicionamento, inspeção surpresa nas embarcações da empresa para que não precisemos correr riscos de vida e que possamos retornar aos nossos lares com a saúde que embarcamos.”

Nota oficial da Transpetro S.A

“Em virtude do novo aumento de casos de Covid-19 no Brasil e no mundo, a Transpetro suspenderá por 30 dias os embarques na sua frota. A medida integra o conjunto de ações de respostas à emergência adotadas pela companhia com o objetivo de proteger a saúde dos marítimos e evitar novos contágios pelo coronavírus. Assim, a Transpetro reitera o compromisso com a saúde e a segurança de seus colaboradores.”

“A suspensão é válida a partir de hoje (7/12) para novos embarques, ou seja, para aqueles marítimos que ainda não iniciaram o deslocamento e a quarentena prévia. Os tripulantes que ultrapassarem seu tempo limite de embarque receberão a compensação pecuniária conforme previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vigente. “

“A Transpetro adotou procedimentos robustos em todas as suas unidades desde o início da pandemia, atuando sempre de forma diligente e dentro dos protocolos de segurança exigidos pela Anvisa e pela Marinha. Entre as medidas de prevenção ao contágio foram incluídos o período de quarentena pré-embarque com monitoramento de saúde para todos os marítimos, a avaliação de saúde e testes RT-PCR antes do embarque e, a bordo, o uso obrigatório de máscaras, o distanciamento entre as pessoas e o reforço na higienização e nas demais medidas de prevenção.”

FONTE: CLICK PETRÓLEO E GÁS

Governo quer incentivar a cabotagem

 Foto: Crédito: Diego Baravelli/MInfra

A pandemia do novo coronavírus deixou algumas das maiores companhias de navegação do mundo com atrasos e acúmulos de remessas crescentes, o que pressionou as cadeias internacionais de fornecimento e ameaça desestabilizar o comércio mundial.

Operadores dizem que o setor de transporte marítimo de contêineres – a espinha dorsal do comércio mundial – está sob forte pressão por causa do impacto combinado sobre os funcionários de casos da doenças, quarentenas e distanciamento social, juntamente com a disparada na demanda do consumidor e transtornos na produção industrial causados pelas quarentenas.

Lars Jensen, principal planejador de serviços da Maersk Line, a maior empresa de transportes marítimos de contêineres do mundo, disse que existe uma “tempestade perfeita”, criada por uma mistura de demanda crescente e sistemas de logística com capacidade reduzida.

“Há congestionamento nos terminais”, disse Jensen, chefe de rede da Maersk Line. “Há falta de motoristas de caminhão porque alguns não estão em condições de dirigir. Especialmente fora da Ásia, observamos que uma parte disso está ligada também ao fato de que muitas empresas estão reabastecendo.”

Como resultado, segundo Jensen, “a produtividade desacelera”, o que “atrasa mais os navios, e então temos um círculo vicioso”.

Em vários portos importantes, navios estão na fila para poder atracar. Na terça-feira, o Marine Exchange of Southern California, que monitora as condições nos dois portos de contêineres mais movimentados dos Estados Unidos, de Los Angeles e Long Beach, informou que 17 navios porta-contêineres estavam ancorados à espera de pontos de atracação livres. Outros 4 navios deveriam chegar mais tarde naquele dia, enquanto a previsão era de que apenas 3 entrariam no porto.

O porto registrou um volume recorde de importação, de 506.613 contêineres em outubro – os últimos números disponíveis –, quase um terço a mais do que no mesmo período do ano passado.

Como reação, as companhias de navegação têm cancelado pedidos e desviado navios.

Cingapura, o segundo maior centro de contêineres do mundo, viu sua taxa de rolagem – a proporção de carga que entra em um porto em um navio diferente do que estava originalmente previsto – chegar a 31% em outubro, em comparação com 21% no mesmo período do ano passado, de acordo com o provedor de dados Ocean Insights.

“Toda a cadeia de fornecimento está sob pressão”, disse Rolf Habben Jansen, executivo-chefe da Hapag-Lloyd, outra das maiores empresas de transporte de contêineres do mundo. “A situação do mercado é excepcional.”

Ele acrescentou que surtos de covid-19 podem prejudicar a produtividade de um terminal portuário rapidamente, ao obrigar um grande número de funcionários a se isolarem.

“Tivemos exemplos disso, como um porto em que 600 trabalhadores portuários foram postos em quarentena... [Mesmo] que aquele porto estivesse na sua melhor forma, em uma semana teríamos 10 navios lutando para chegar ao lado [do cais do terminal]”, disse.

A CMA-CGM, a quarta maior companhia de navegação do mundo, anunciou na semana passada que não aceitaria novas encomendas até a última semana de dezembro, a fim de “esperançosamente, nos colocarmos em uma situação melhor para janeiro”.

Mas Philip Edge, executivo-chefe da despachante de cargas do Reino Unido Edge Worldwide, disse que o adiamento de encomendas “só agravaria o problema” e levaria a tarifas de frete ainda mais altas depois.

A pressão tem aumentado desde o início da pandemia. Quando o vírus começou a se espalhar e o comércio mundial se contraiu a um ritmo sem precedentes, as companhias de navegação cancelaram centenas de viagens. Como o comércio se recuperou nos últimos meses, a demanda por produtos enviados da Ásia cresceu e as companhias agora operam muito perto de sua capacidade total.

Desde meados do ano, o boom no comércio eletrônico impulsionado pela pandemia contribuiu para dobrar as taxas de movimentação de contêineres, conforme medido pelo Índice de Cargas em Contêineres de Xangai. As taxas da Ásia para a costa oeste dos EUA, em especial, dispararam nos últimos meses e estão em níveis recordes.

Embora a Hapag-Lloyd tenha aumentado sua capacidade em mais de um quarto de milhão de contêineres este ano, Habben Jansen disse que os transtornos relacionados à pandemia persistem: “Tivemos caixas demais nos lugares errados por causa dos distúrbios no início do ano.”

Fonte: Valor

 

Convenções OIT

Por que ocupações de grande valor social, como cuidadores e professores, são sinônimo de salário baixo?, questiona diretor

A pandemia causou perdas salariais e aprofundou a desigualdade, aponta recente relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT). E atingiu de forma mais dura mulheres e trabalhadores que já tinham salários menores. Uma das propostas da OIT é incrementar políticas de valorização do salário mínimo. De acordo com a entidade, 327 milhões de assalariados (19% do total), sendo 152 milhões de mulheres, têm remuneração equivalente ou inferior ao salário mínimo/hora.

“Um salário mínimo adequado deixa o trabalhador a salvo de uma remuneração baixa e reduz a desigualdade”, afirma Rosalía Vázquez Álvarez, uma das autoras do informe da OIT. “No entanto, efetivar políticas de salário mínimo exige um conjunto inclusivo de medidas. Significa ampliar a cobertura para mais trabalhadores e estabelecer um salário em nível adequado e ir atualizando-o, a fim de que o trabalhador e sua família possam ter um melhor nível de vida. Nos países em desenvolvimento e emergentes, isso exigirá a transição dos trabalhadores do setor informal para o formal.”

Perda ou ganho artificial

No primeiro semestre do ano, a crise atingiu os salários de pelo menos dois terços dos países com dados recentes disponíveis. Ou pressionando para baixo, ou aumentando “em boa medida artificialmente, como reflexo da perda substancial de postos de trabalho entre aqueles com salários menores”.

A OIT lembra que, em época de crise, as “drásticas variações na composição do emprego” podem distorcer o salário médio. No Brasil, Canadá, França, Estados Unidos e Itália, por exemplo, houve aumento do rendimento porque “a perda de emprego afetou o extremo inferior da escala salarial”.

A organização lembra ainda que as mulheres “sofrem mais os efeitos adversos” da crise. Na Europa, sem pagamento de complementos salariais, a perda seria de 6,5% da massa salarial do primeiro para o segundo trimestre. Queda de 8,1% para as mulheres e de 5,4% no caso dos homens. “Essa diferença se dá, sobretudo, pela redução das horas de trabalho, mais do que pela diferença na quantidade de demissões.” A massa efetivamente perdida, pela redução de horas, foi de 6,9% e 4,7%, respectivamente.

Menos horas trabalhadas

Quem ocupava postos de menor qualificação perdeu mais horas de trabalho. Em um grupo de 28 países europeus, sem os subsídios temporários, 50% dos que ganham menos teriam perdido aproximadamente 17,3% do salário, ante perda média de 6,5%. Em 10 países com dados disponíveis, os subsídios compensaram 40% da perda de massa salarial.

Dos 187 Estados membros da OIT, em 90% existe um salário mínimo fixado por lei ou negociado, com funcionamento bastante diversificado. Aproximadamente metade tem um piso nacional unificado. A outra metade tem salários por setor, função, idade ou região geográfica. A Convenção 131 da OIT, de 1970, fala em adoção de um salário mínimo após “consulta exaustiva com os interlocutores sociais e tendo em conta as necessidades dos trabalhadores e de suas famílias e os fatores econômicos”, aplicando-se reajustes periodicamente.

Políticas de valorização

No caso brasileiro, o Dieese calcula em quase R$ 5.300 o mínimo necessário. Um valor 5,6 vezes maior que o oficial (R$ 1.045). Durante os governos Lula/Dilma, a política de valorização do salário mínimo chegou a ser lei no país.

Nos quatro anos anteriores à pandemia, de 2016 a 2019, o crescimento do salário no mundo oscilou de 1,6% a 2,2% ao ano. Nas economias desenvolvidas do G-20, de 0,4% a 0,9%. E nos países emergentes, de 3,5% a 4,5%.

“O crescimento da desigualdade em razão da crise da covid-19 pode deixar um saldo desolador de pobreza e instabilidade social e econômica, de enormes proporções”, diz o diretor-geral da OIT, Guy Ryder. “Precisamos de políticas salariais adequadas, que tenham em conta a sustentabilidade do emprego e das empresas, em que se abordem também as desigualdades e a necessidade de sustentar a demanda.”

Ao mesmo tempo , acrescenta, se há de fato preocupação em construir um futuro melhor, é preciso refletir sobre questões que Ryder chama de incômodas. Ele exemplifica: “Por que com tanta frequência ocupações de grande valor social, como a de cuidadores e a de professores, são sinônimo de salário baixo?”.

FONTE: REDE BRASIL ATUAL

O navio de transporte de produtos químicos New Ranger Foto: Marine TrafficO navio de transporte de produtos químicos New Ranger Foto: Marine Traffic

 

Embarcação tem bandeira de Malta e possuía seguranças armados para impedir avanço de invasores

Um navio de transporte de produtos químicos chamado New Ranger, com bandeira de Malta, foi atacado por piratas no Golfo da Guiné. A embarcação, com tripulação de língua russa, ia da Noruega para a Nigéria quando foi interceptada. Os invasores foram afastados pela equipe de segurança do barco, que de acordo com o portal espanhol RT, portava fuzis e uma metralhadora.

Até o momento não se sabe qual o motivo do ataque e nem qual a bandeira do navio pirata. A investida contra o navio russo ocorreu no sábado (5) pela manhã, a cerca de 400 quilômetros da cidade de Lagos.

Em novembro, o navio Stelios K, com bandeira do Togo, foi atacado na mesma região do Golfo da Guiné. Os piratas levaram o capitão e dois marinheiros gregos como reféns.

FONTE: ÉPOCA

 

Contêineres ; portos ; PIB do Brasil ; exportação ; importação ; balança comercial ;  (Foto: Getty Images/Arquivo)

Foto: Getty Images/Arquivo

 

 

Senado vai analisar BR do Mar, projeto que estimula navegação de cabotagem

Deve chegar ao Senado nos próximos dias o projeto de lei que institui o Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem. Aprovado na terça-feira (8) pelo Plenário da Câmara dos Deputados, o texto (PL 4.199/2020)  cria a chamada BR do Mar, em alusão a uma rodovia marítima.

A navegação de cabotagem é aquela realizada entre portos marítimos, sem perder a costa de vista. O sistema foi muito usado para o transporte de cargas no Brasil na década de 1930, antes do desenvolvimento de ferrovias e estradas.

Segundo o PL 4.199/2020, as empresas poderão afretar embarcações a casco nu. Ou seja, alugar um navio vazio para uso na navegação de cabotagem. A matéria libera progressivamente o uso de navios estrangeiros entre portos brasileiros, mesmo que as embarcações tenham sido construídas fora do país.

O parecer do relator, deputado Gurgel (PSL-RJ), aumenta de três para quatro anos o tempo de transição para o afretamento de navios estrangeiros. De acordo com o texto, após um ano de vigência da lei, as empresas poderão afretar duas embarcações. No segundo ano, três. E no terceiro ano, quatro navios. A partir daí, não haverá limite para afretamento, observadas condições de segurança definidas em regulamento.

As embarcações estrangeiras devem usar a bandeira do país de origem. A bandeira do país vincula algumas obrigações legais, desde comerciais, fiscais e tributárias até trabalhistas e ambientais.

Emendas

Duas mudanças aprovadas pelo Plenário da Câmara tratam de regras sobre contratos de transporte de longo prazo e uso de recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para financiar projetos de dragagem. Uma emenda da deputada Carla Dickson (Pros-RN) retoma trechos do texto original do projeto que haviam sido excluídos pelo relator. Os dispositivos atribuem ao Ministério da Infraestrutura a definição das cláusulas essenciais dos contratos de transporte de longo prazo e a tonelagem máxima que poderá ser afretada em relação às embarcações operantes com bandeira brasileira.

Outra emenda aprovada direciona 10% dos recursos do FMM ao financiamento total de projetos de dragagem de portos, hidrovias e canais de navegação apresentados por arrendatários e operadores de terminais de uso privado a fim de manter a profundidade da área fixada no edital de concessão. O autor foi o deputado Sérgio Souza (MDB-PR).

O projeto facilita a atuação de empresas brasileiras de investimento na navegação, como já ocorre em outros países na área de aviação comercial. Devido ao alto preço, grupos econômicos geralmente vinculados a bancos compram um avião e o alugam às companhias aéreas. Com as empresas de investimento em navegação ocorre o mesmo. O texto permite inclusive a transferência dos direitos de afretamento de embarcação estrangeira por tempo determinado às empresas de navegação, que prestam o serviço de transporte marítimo.

Direitos trabalhistas

Em qualquer situação de afretamento prevista no projeto, os contratos de trabalho dos tripulantes de embarcação estrangeira afretada seguirão as normas do país à qual pertence a bandeira usada pelo navio. As empresas operadoras deverão seguir ainda regras internacionais, como as estabelecidas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e também a Constituição Federal, que garante direitos como 13º salário, adicional de um terço de férias, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e licença-maternidade.

O deputado Gurgel incluiu dispositivo que prevê a precedência de acordo ou convenção coletiva de trabalho sobre outras normas que regem as relações de trabalho a bordo. O texto torna obrigatória a abertura de vagas de estágio nas embarcações brasileiras e estrangeiras afretadas para brasileiros que fizeram cursos do sistema de ensino profissional marítimo.

Os navios afretados deverão manter tripulação brasileira equivalente a dois terços do total em cada nível técnico do oficialato, incluídos os graduados ou subalternos, e em cada ramo de atividade. O comandante, o mestre de cabotagem, o chefe de máquinas e o condutor de máquinas deverão ser brasileiros. Se não houver tripulantes brasileiros suficientes para atingir o mínimo exigido, a empresa habilitada poderá pedir à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorização para operar a embarcação específica com tripulação estrangeira por até 90 dias ou por uma viagem, se a duração for maior que esse prazo.

 

Fonte: Agência Senado

BR do Mar — Português (Brasil)

Ministra da Agricultura aponta que até 2050 o Brasil precisa aumentar sua produção em 40%

A Câmara dos Deputados aprovou no dia 8/12, o projeto de lei que incentiva a navegação na costa brasileira, batizado de “BR do Mar”. 

A proposta quer aumentar a navegação entre os portos do país (cabotagem) com o objetivo de explorar o potencial da costa brasileira para reduzir custos.  

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Dias, participou do webinar “Os desafios para a agricultura e infraestrutura de transportes no pós-pandemia” da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura, e falou sobre a importância da aprovação da BR do Mar para o escoamento da produção.

“Ela [BR do Mar] será fundamental para  a nossa logística. Não faz sentido você trazer milho do Mato Grosso para o Nordeste, mais de 2 mil quilômetros, quando podemos sair pelo Arco Norte, fazer a cabotagem e fazer com que esse milho chegue mais barato ao Nordeste”, disse a ministra.  

Para Tereza Cristina ainda há muito para avançar e melhorar a logística do País.

 “Temos muito para andar, mas temos que trabalhar a legislação, trazer segurança jurídica, desburocratizar uma série de coisas que nos travam na agilidade que a nossa agricultura precisa. Para que a gente possa ser cada vez mais competitivos”, disse.  

Ainda durante a participação no webinar, a ministra reforçou a força do agronegócio em 2020.

“Vimos neste ano o potencial que nossa agricultura e pecuária tem. A capacidade também que temos de responder rapidamente às crises. Somos grandes produtores, grandes exportadores e mostramos que alimentamos e conseguimos abastecer nosso País com muita eficiência”, considerou.

Transporte

A ministra ressaltou a importância de ampliar e melhorar os modais logísticos do País.

 “Não tem como a agricultura e o modal do transporte não estarem absolutamente linkados e dependentes um do outro. A cada real que conseguimos diminuir no transporte é um ganho para o produtor rural. Somos um celeiro do mundo, mas vamos ter esse celeiro com melhor margem para que nossos produtores possam investir mais e ter mais retorno dos investimentos”, destaca Tereza Cristina e ainda completa.

“O Brasil tem essa missão que é alimentar o mundo. Daqui até 2050 teremos que produzir 40% a mais do que já produzimos hoje para poder suprir a demanda de alimentos. O País é o único no mundo que pode fazer isso de maneira tecnificada, temos área, água e com certeza de maneira sustentável”,  conclui a ministra.

Projeto

A proposta aprovada pelos deputados segue para a análise dos senadores.  Com o projeto, o governo espera que a capacidade da frota marítima dedicada a esse tipo de navegação seja ampliada em 40% nos próximos três anos, excluindo as embarcações dedicadas ao transporte de petróleo e derivados.  

Conforme informações do Estadão Conteúdo, o Ministério da Infraestrutura também aposta na ampliação do volume de contêineres transportados por ano até 2022 em 65%, além da expectativa de que a navegação de cabotagem passe a crescer 30% ao ano com as mudanças.

O projeto foi apresentado pelo governo em agosto. O texto-base foi aprovado por 324 votos a 114 na noite da última terça-feira (7), e parte dos destaques (que têm potencial de alterar o projeto) foram analisados até a madrugada desta terça.  

Por fim, a Câmara finalizou ontem a votação dessas sugestões de alteração ao texto. Pelo Twitter, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, agradeceu o apoio dado pelo governo e pelos parlamentares ao projeto.

“BR do Mar aprovado! Câmara dos Deputados acaba de concluir destaques ao projeto que incentiva uso de nossos portos no transporte entre regiões (cabotagem). Texto segue ao Senado. Agradeço o líder do governo e aos deputados que abraçaram a ideia”, escreveu.

No instagram da titular do Mapa, Gomes também comemorou. 

“Estamos corrigindo um erro histórico do nosso País de não aproveitar o grande potencial logístico de transporte por nossa costa. E a BR do Mar é só o começo”, disse .

No Estado

Em Mato Grosso do Sul também há a intenção de ampliar o transporte hidroviário.

 O terminal portuário de Ladário está desativado há mais de 20 anos. Um dos objetivos da administração local é enviar e trazer produtos para outros países, mas também acessar os portos brasileiros.  

Nas parcerias firmadas com a Argentina, a intenção é a de levar grãos e bovinos e trazer produtos como vinhos, castanhas, frutas secas, azeitonas, azeite e distribuir de MS para o resto do País.

Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, outra intenção é fazer cabotagem, que é o transporte entre portos do mesmo País. A cidade pantaneira será distribuidora de sal, com 50 mil toneladas do produto mensalmente trazidas de Mossoró (RN).  

Atualmente, vindo de caminhão, o frete é duas vezes mais caro que o próprio produto. A economia será de 20% sobre o preço atual.

A ideia é que Ladário seja um entreposto de sal, não só para MS, mas para os estados e países vizinhos, como Bolívia e Paraguai. 

O impacto será a economia de US$ 20 a cada U$ 100, segundo estimativa do projeto.

 
FONTE: CORREIO DO ESTADO

Vacina

FOTO: BANCO DE IMAGENS/GOVERNO

 

País testa cinco vacinas contra covid-19. Para ex-ministro, Congresso deve rejeitar corte de R$ 35 bilhões no SUS e garantir vacina para toda população

O Congresso tem de tomar as rédeas de um plano que garanta vacina contra a covid-19 para toda a população brasileira, defende o ex-ministro da Saúde e deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP). “Se depender do governo Bolsonaro, vai sair um plano ridículo, como tem sido apresentado até agora. Que ninguém sabe quando começa, quando termina e que no final não vacina nem um terço da população”, disse em entrevista à RBA.

Integrante da Comissão Externa de Enfrentamento à Covid da Câmara, que esteve reunida hoje (8) durante todo o dia, Padilha falou em “inverdades” do governo de Jair Bolsonaro. Isso porque o governo anunciou que garantiria 70 milhões de doses da vacina do laboratório Pfizer, mas sem apresentar um cronograma do início da imunização.

“Desses 70 milhões de doses, talvez cheguem apenas 8,5 milhões no segundo trimestre. O governo federal está demorando para incorporar a vacina da Pfizer e a gente pode ficar sem vacina para toda a população”, disse, referindo-se à participação de representantes da farmacêutica na reunião da Comissão.

Cinco vacinas contra covid-19

A vacina BNT162b2, produzida em parceria entre a norte-americana Pfizer e a alemã Biontech, começou a ser testada no Brasil em junho em pouco mais de 3 mil voluntários. Seria a opção “preferida” do governo federal. Mas Ainda não foi firmado acordo para a transferência de tecnologia para o Brasil.

 

Outra vacina contra covid-19, a ChAdOx1 nCoV-19, também está em teste no país desde junho, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). É produzida pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca e a Universidade de Oxford. Conta com 10 mil voluntários brasileiros e será fabricado no Brasil pela Fiocruz/Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro.

 

Já vacina CoronaVac, da empresa chinesa Sinovac, é testada no Brasil pelo Instituto Butantan, com mais de 13 mil voluntários. Está em fase final de testes. Ainda aguarda registro e autorização da Anvisa para uso, mas já foi anunciada pelo governo de São Paulo para 25 de janeiro.

Além de São Paulo, outros governos estaduais firmaram parcerias próprias. A Sputnik V, do laboratório russo Gamaleya, que não está entre as quatro vacinas testadas no Brasil, é negociada à parte por Paraná e da Bahia. E segundo a farmacêutica belga Janssen-Cilag, do grupo Johnson & Johnson, sua vacina AD26.COV2.S, já estaria também sendo testada em 28 centros de pesquisa no Brasil, distribuídos em 11 estados.

Guerra da vacina

Para o parlamentar, Bolsonaro é movido “pelo ódio”. Tanto que pretende fazer uma “guerra da vacina” em meio à proposta de corte de R$ 35 bilhões no orçamento do Ministério da Saúde para 2021. E que o Congresso, que já recebeu o projeto de lei orçamentário, tem ainda a responsabilidade de garantir recursos. “Não pode faltar dinheiro para o SUS no ano que vem, é preciso garantir a vacina para toda a população”, disse. Ele destaca ainda a necessidade de aprovação, pela Câmara, do Projeto de Lei (PL) 4.023. Trata-se de projeto que define diretrizes sobre a distribuição de vacinas contra a covid-19. O PL teve emenda da bancada do PT no Senado, assegurando vacinação gratuita e universal.

O ex-ministro disse que o Brasil não pode ser refém de apenas uma vacina contra covid-19, como quer Bolsonaro, mas participar de todos os projetos. Isso porque há diferenças entre os imunizantes quanto à eficácia em grupos específicos, faixas etárias, contra-indicação para gestantes ou crianças. E até mesmo quanto ao ritmo de produção. Daí a necessidade de um plano de vacinação que contemple todas as vacinas disponíveis.

“A Fiocruz, em parceria com a Oxford, poderá produzir 15 milhões de vacinas por mês só a partir do segundo trimestre de 2021. Isso é insuficiente para vacinar toda a população que precisamos vacinar no primeiro semestre do ano que vem para estancar a progressão da pandemia. É fundamental incorporar todos os tipos de vacina e colocar a Anvisa para trabalhar de forma ágil, rápida e de forma responsável. E registar o mais rápido possível as vacinas a partir dos dados de eficácia e de segurança que cada uma delas tem”, disse.

FONTE: REDE BRASIL ATUAL

160122-transpetro (Divulgação)

FOTO: DIVULGAÇÃO

Novos tripulantes devem assumir serviços no navio

A Prefeitura de São Sebastião informou que segundo informações da Transpetro, toda a tripulação que está no navio que chegou ao porto no último sábado (5), será retirada, acompanhada e transferida para cidades que a empresa designar no próximo sábado (12). Doze tripulantes, de um total de 24, testaram positivo para Covid-19.

Ainda de acordo com a prefeitura, a vigilância sanitária municipal mantém o acompanhamento do caso e 10 funcionários da empresa seguem cumprindo quarentena dentro do navio.

A Administração esclarece que, inicialmente, a responsabilidade do atendimento desta tripulação é de um médico contratado pela Transpetro. O município de São Sebastião assume em caso de necessidade de uso da estrutura hospitalar.

Na manhã desta quinta-feira (10), um tripulante de 50 anos foi encaminhado ao PS Central com o registro de febre e baixa saturação e segue sendo monitorado pela equipe médica.

Novos tripulantes

A prefeitura informou ainda que, de acordo com a Transpetro, novos tripulantes, que já cumpriram quarentena de 14 dias, assumirão os serviços do navio após seguirem os protocolos e ter o acompanhamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

FONTE: PORTAL MEON

 

 

Carteira de trabalho, algumas moedas e notas de 50 reais sob uma lupa

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Iniciativa visa evitar demissões na crise

Já impactou 9,8 milhões de pessoas

Custo final será menor que o previsto

 

Principal iniciativa do governo para evitar o desemprego na pandemia, o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda ainda injetará R$ 2 bilhões até 1 de fevereiro de 2020. Restam R$ 1,2 bilhão em dezembro e R$ 840 milhões em janeiro.

Leia o cronograma completo de pagamento do programa

CUSTO DE R$ 33,7 BILHÕES

O programa para emprego e renda é orçado em R$ 51,6 bilhões, mas serão utilizados 65% desse total. O governo já desembolsou R$ 31,7 bilhões com a iniciativa. Os valores não utilizados permanecem na conta única do Tesouro, que ajudar a diminuir o déficit.

Os 9,8 milhões de beneficiados representam ¼ dos empregos formais do país. Pode haver mais de 1 tipo de acordo para cada trabalhador. Por exemplo, o contrato é suspenso. Depois, há redução de jornada e salário.

SETOR DE SERVIÇOS USOU MAIS

Foram 9,7 milhões de acordos (51% do total) em empresas desse setor. Em seguida estão comércio (4,7 milhões) e indústria (3,9 milhões).

RESTOS EMERGENCIAIS A PAGAR

O governo prorrogou a validade do programa até 31 de dezembro. Fez o mesmo com o auxílio emergencial –que custou R$ 275,8 bilhões até agora. Faltam R$ 46,2 bilhões a serem pagos. A última leva poderá ser sacada até 27 de janeiro.

Significa que até janeiro (saques finais do coronavoucher) e fevereiro (programa de manutenção do emprego) haverá efeito positivo das ações emergenciais do governo.

Até lá, a equipe economia busca aprovar algum tipo de programa social para atender parte dos mais de 30 milhões de invisíveis que foram assistidos pelo auxílio (primeiro, com parcelas de R$ 600, e, depois, de R$ 300).

ENTENDA O PROGRAMA

A jornada de trabalho e o salário do empregado podem ser reduzidos em 25%, 50% ou 70% por até 120 dias. Já a interrupção total do contrato é válida por 90 dias.

Os trabalhadores afetados recebem compensação do governo, podendo chegar ao valor total do que ganhariam de seguro-desemprego se tivessem sido demitidos.

A intenção do governo com o benefício é evitar uma onda de demissão de funcionários com carteira durante o período de paralisia econômica.

As regras do programa foram definidas por meio de uma Medida Provisória (de nº 936, de 1º de abril) editada pelo presidente Jair Bolsonaro. A medida foi convertida em lei.

FONTE: PODER 360

Vacinas; vacina covid-19; vacina coronavírus

(Paul Biris/Getty Images)

 

Todas as três farmacêuticas moveram-se a uma velocidade recorde e as primeiras vacinas da Pfizer e Moderna podem ser administradas nas próximas semanas

The Washington Post

 

As três principais vacinas candidatas contra o coronavírus deslumbraram o mundo com fortes evidências de que podem prevenir doenças. As vacinas são fabricadas por diferentes empresas: uma está sendo desenvolvida pela gigante farmacêutica Pfizer e seu parceiro alemão BioNTech; outro da empresa de biotecnologia Moderna, em parceria com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, e o terceiro é da Universidade de Oxford e sua parceira AstraZeneca. Todas as três empresas buscarão autorização regulatória para oferecer suas vacinas a milhões de pessoas.

Por que o FDA está usando poderes de emergência para aprovar uma vacina?

O FDA – a agência reguladora nos EUA – tem autoridade de emergência para emitir aprovações temporárias de produtos médicos para levá-los ao público mais rapidamente durante emergências de saúde pública. Essas autorizações requerem menos dados e podem ser feitas mais rapidamente do que aprovações completas. Desde fevereiro, o FDA tem usado esse poder para autorizar centenas de testes de coronavírus e alguns tratamentos. Mas autorizou uma vacina dessa forma apenas uma vez em sua história – em 2005, contra o antraz – e foi em circunstâncias totalmente diferentes.

Alguns especialistas expressaram receio de usar esse processo para uma vacina contra o coronavírus que seria dada a centenas de milhões de pessoas, mas essas críticas foram silenciadas à medida que a pandemia se alastrou, matando milhares de americanos por semana.

Peter Marks, diretor do centro da FDA que supervisiona vacinas, prometeu insistir em um padrão de emergência para uma vacina que seja aproximadamente equivalente ao que é necessário para um licenciamento completo. Mesmo assim, os dados de segurança disponíveis – dois meses de acompanhamento de metade dos participantes dos ensaios após a segunda injeção – são mais curtos do que nos ensaios tradicionais. E algumas questões, como a duração da proteção, não podem ser respondidas agora – os dados serão coletados à medida que os testes continuarem.

Quando poderei ser vacinado?

Isso depende do seu trabalho, da sua idade e da sua saúde.

As vacinas podem começar a ser distribuídas já em meados de dezembro para os grupos de alto risco – uma estimativa de 200 milhões de pessoas – que receberão prioridade, de acordo com uma estrutura elaborada por um comitê consultivo dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças. Autoridades do governo disseram que, se as vacinas Pfizer e Moderna forem autorizadas, elas prevêem ter doses suficientes para 20 milhões de pessoas até o final do ano.

Os critérios exatos para quem será o primeiro na fila serão definidos imediatamente após a autorização da vacina, mas os princípios gerais têm sido discutidos há meses. Você pode se qualificar para um acesso antecipado devido ao seu trabalho: Profissionais de saúde e socorristas provavelmente estão entre os priorizados. Pessoas que têm empregos essenciais, como professores e trabalhadores da alimentação; aqueles que estão em maior risco devido à sua idade; e aqueles que têm condições subjacentes que aumentam o risco de doenças graves também têm probabilidade de receber acesso mais cedo.

Jovens adultos saudáveis ​​que não têm problemas de saúde ou empregos de alto risco provavelmente começarão a ser vacinados a partir de abril, mas nem todos poderão tomar as vacinas imediatamente. E as crianças nem mesmo são incluídas na maioria dos testes de vacinas contra o coronavírus – a Pfizer é a primeira empresa a expandir seu teste para pessoas com 12 anos ou mais – então provavelmente estarão entre as últimas a ter acesso.

“Eu diria a partir de abril, maio, junho, julho – conforme entramos no final da primavera e início do verão – que as pessoas na chamada população em geral, que não têm condições subjacentes ou outras designações que as tornem prioritárias, poderia receber ”tiros, disse Anthony S. Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas.

Como as vacinas serão enviadas?

A vacina da Pfizer e BioNTech deve ser mantida a uma temperatura ultracold, menos-70 graus Celsius, um requisito que irá adicionar rugas a uma campanha de vacinação sem precedentes. A empresa criou seus próprios refrigeradores rastreados por GPS cheios de gelo seco para distribuí-lo.

Cada frasco da vacina Pfizer contém cinco doses quando diluído. Uma vez descongelado, o frasco para injetáveis ​​não diluído pode ser mantido no refrigerador por apenas cinco dias. Um frasco para injetáveis ​​diluído pode ser guardado apenas seis horas antes de ser eliminado.

 

A vacina Moderna é armazenada congelada a -20 graus Celsius negativos, mas permanece por um mês em temperatura de geladeira. Isso poderia facilitar a distribuição em farmácias e áreas rurais que não possuem freezers especializados.

A vacina AstraZeneca-Oxford pode ser armazenada em temperaturas de refrigeração por até 6 meses, o que tornará muito mais fácil sua distribuição e administração em grande parte do mundo.

Quantas doses vou precisar?

As vacinas Moderna e Pfizer requerem duas doses. A dose de reforço da Pfizer será administrada três semanas após a primeira; O da Moderna é espaçado quatro semanas depois.

A vacina AstraZeneca-Oxford também requer duas doses, mas o estudo descobriu que ela era muito mais eficaz quando a primeira dose era a metade da dose normal, com a segunda administrada um mês depois. Resta saber qual dose a empresa submeterá aos reguladores para liberação.

Como funcionam as vacinas?

As candidatas Pfizer e Moderna, se aprovadas, seriam as primeiras vacinas usando a tecnologia de RNA mensageiro já aprovada para uso humano pela Food and Drug Administration. É diferente das vacinas mais tradicionais, que costumam usar uma versão enfraquecida ou morta de um vírus, ou uma proteína gerada em laboratório. Ambas as vacinas usam um fragmento do código genético do vírus para instruir as células a construir a proteína spike na superfície do coronavírus , ensinando o sistema imunológico a reconhecer a coisa real.

A vacina AstraZeneca-Oxford usa um vírus inofensivo causador de resfriados que normalmente infecta os chimpanzés para entregar às células do corpo o código genético para a proteína do pico. As células então fazem uma réplica da proteína spike e o sistema imunológico aprende a reconhecer o vírus real.

Como as vacinas foram feitas tão rápido?

Historicamente, as vacinas levam anos para se desenvolver. Antes disso, a vacina contra caxumba – que levou quatro anos para ser desenvolvida – era a mais rápida a ser aprovada para uso em humanos. O desenvolvimento de vacinas de RNA mensageiro como as candidatas a Pfizer e Moderna tem sido rápido porque os cientistas foram capazes de começar seu trabalho antes que houvesse um caso conhecido do novo coronavírus neste país, usando o genoma viral compartilhado online como modelo. A produção de vacinas de RNA mensageiro não requer etapas demoradas, como o cultivo de ingredientes em ovos de galinha.

As vacinas são seguras?

Os dados completos de segurança ainda não foram disponibilizados, mas nenhuma preocupação séria de segurança foi relatada em nenhum dos estudos. O monitoramento intensivo de segurança continuará depois que as vacinas começarem a ser usadas. O perfil de efeitos colaterais da vacina Pfizer inclui dor no local da injeção, bem como fadiga, calafrios e febre. Os efeitos colaterais observados no comunicado à imprensa da Moderna incluem dor no local da injeção, dores musculares e de cabeça.

Ainda devo ser vacinado se já tiver o coronavírus?

Ainda estamos aprendendo quanto tempo dura a imunidade ao coronavírus, após uma infecção ou vacinação. Normalmente, uma infecção causa melhor imunidade do que uma vacina, mas nem sempre – as vacinas para o tétano e o papilomavírus humano, por exemplo, oferecem melhor proteção do que a recuperação de uma infecção natural.

Os ensaios da vacina contra o coronavírus não excluíram pessoas que já haviam sido infectadas, e os dados completos desses ensaios podem ajudar a revelar o desempenho da vacina nessas pessoas. Até que o comitê do CDC avalie todos os dados sobre qualquer vacina autorizada, a agência não fará recomendações sobre se as pessoas que já foram infectadas devem recebê-la.

Quanto custarão as vacinas?

O governo federal comprou previamente centenas de milhões de doses de vacinas com o dinheiro do contribuinte e prometeu disponibilizá-las gratuitamente.

Ainda vou precisar me distanciar socialmente?

Sim. Mesmo depois que uma vacina for aprovada, os especialistas dizem que as pessoas precisarão usar máscaras e se distanciar socialmente – em parte porque as doses da vacina serão limitadas e levará tempo para imunizar o suficiente da população para impedir a propagação do vírus. Especialistas dizem que o retorno à normalidade pode levar vários meses ou mais.

Terei a opção de escolher qual vacina tomar, presumindo que mais de uma seja aprovada?

A oferta estará muito aquém da demanda inicialmente, então é improvável que você tenha opções no curto prazo. Além disso, as vacinas têm diferentes requisitos de armazenamento e manuseio, tornando provável que cada local de administração tenha apenas uma vacina em mãos, pelo menos no início.

Mas Kelly Moore, da Immunization Action Coalition, acredita que, uma vez que haja muitos produtos disponíveis, isso pode mudar. Moore espera que a oferta atenda à demanda até o segundo semestre do próximo ano, abrindo o potencial para as pessoas terem opções, especialmente se uma vacina for preferível para certos grupos de idade, por exemplo.

O que acontecerá se eu não for vacinado?

Duas outras vacinas estão na fase final de testes nos Estados Unidos, e esses testes também estão avançando muito mais rápido do que o esperado por causa do aumento de casos de coronavírus. Espera-se que mais dois comecem em breve. As vacinas de última geração também estão em desenvolvimento.

O objetivo é imunizar um número suficiente de pessoas para alcançar a imunidade coletiva, quando um número suficiente de pessoas está imune de que uma doença não pode mais se espalhar. O número de pessoas que precisam ser imunizadas para atingir esse marco dependerá da eficácia das vacinas – um fator que não ficará claro até que os testes terminem.

Posso ser obrigado a receber a vacina pelo meu empregador?

Isso não é provável tão cedo. As vacinas autorizadas pela autoridade de emergência do FDA, já que serão no início, não podem ser obrigatórias, disse Beth Bell, membro do painel consultivo federal sobre imunizações que recomendará ao CDC quem deve receber as primeiras doses. Também não haverá vacina suficiente para todos durante meses. Muitos empregadores oferecem vacinas contra a gripe a seus funcionários, mas esses programas são voluntários na maioria dos locais, exceto hospitais.

Eventualmente, as vacinas provavelmente serão aprovadas de acordo com as regras de licenciamento mais longas do FDA e não serão mais consideradas experimentais. Mas mesmo assim, exigir uma vacina contra o coronavírus como condição para retornar ao chão de fábrica ou escritório ou showroom de varejo criaria potencial para conflitos, disse Jennifer B. Rubin, uma advogada trabalhista do escritório de advocacia Mintz em San Diego.

“Isso vai criar algumas questões políticas e jurídicas realmente interessantes sobre quem tem e quem não tem”, disse ela. “E as pessoas que trabalham em restaurantes de fast-food, garçons, funcionários de academias? Haverá uma necessidade de orientação nas circunstâncias para os empregadores. ”

FONTE: GGN

 
 

 

Matt Mawson/Getty Images

 

A proposta, conhecida como "BR do Mar", seguirá para o Senado

A Câmara dos Deputados concluiu nesta terça-feira (8) a votação do Projeto de Lei 4199/20, do Poder Executivo, que prevê estímulo à navegação de cabotagem (entre portos nacionais).

Conhecido como projeto da "BR do Mar", o texto segue para análise do Senado.

Entre outras medidas, o projeto libera progressivamente o uso de navios estrangeiros na navegação de cabotagem sem a obrigação de contratar a construção de embarcações em estaleiros brasileiros. A partir da publicação da futura lei, as empresas poderão afretar uma embarcação a casco nu, ou seja, alugar um navio vazio para uso na navegação de cabotagem.

Foi aprovado o parecer do relator, deputado Gurgel (PSL-RJ), que aumenta de três para quatro anos o tempo de transição depois do qual o afretamento de navios estrangeiros será livre.

Assim, depois de um ano da vigência da lei, poderão ser dois navios; no segundo ano de vigência, três navios; e no terceiro ano da mudança, quatro navios. Daí em diante, a quantidade será livre, observadas condições de segurança definidas em regulamento.

As embarcações deverão navegar com suspensão da bandeira de origem. A bandeira do país vincula diversas obrigações legais, desde comerciais, fiscais e tributárias até as trabalhistas e ambientais.

Empresas brasileiras também poderão operar com esses navios estrangeiros sem precisar contratar a construção de navios no Brasil.

Outra novidade no texto do relator é a dispensa de autorização para afretar navio estrangeiro por viagem ou por tempo, a ser usada na navegação de cabotagem em substituição a outra que esteja em reforma nos estaleiros nacionais ou estrangeiros.

Longo prazo e dragagem


Duas mudanças aprovadas pelo Plenário por meio de emendas tratam de regras sobre contratos de transporte de longo prazo e uso de recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para financiar projetos de dragagem.

Emenda da deputada Carla Dickson (Pros-RN) retoma trechos do texto original do projeto que haviam sido excluídos pelo relator, atribuindo ao Ministério da Infraestrutura a definição das cláusulas essenciais dos contratos de transporte de longo prazo e a tonelagem máxima que poderá ser afretada em relação às embarcações operantes com bandeira brasileira.

Quanto à encomenda de navios no exterior, o Poder Executivo definirá normas para os contratos e a apresentação de garantias, assim como sobre a fiscalização e o acompanhamento de sua construção.

De autoria do deputado Sérgio Souza (MDB-PR), a outra emenda aprovada direciona 10% dos recursos do FMM ao financiamento total de projetos de dragagem de portos, hidrovias e canais de navegação apresentados por arrendatários e operadores de terminais de uso privado a fim de manter a profundidade da área fixada no edital de concessão.

Facilidades


O projeto facilita a atuação de empresas brasileiras de investimento na navegação, como já ocorre internacionalmente com aviões comerciais. Devido ao alto preço, grupos econômicos geralmente vinculados a bancos compram um avião e o alugam às companhias aéreas.

Com as empresas de investimento em navegação ocorre o mesmo. O texto permite a essas empresas inclusive transferir os direitos de afretamento de embarcação estrangeira por tempo determinado às empresas de navegação, que são aquelas que realmente prestam o serviço de transporte marítimo.

Isso poderá ocorrer durante o período de construção de navio encomendado a estaleiro nacional e envolve navios afretados com capacidade até o dobro do navio encomendado.

Outros casos de afretamento são incluídos:

  • para substituir, por até 36 meses, navio semelhante em construção no exterior com igual capacidade de carga ou com o dobro da capacidade se o navio estiver em construção no Brasil;
  • para atender exclusivamente a contrato de transporte de longo prazo;
  • para atender a operações de cabotagem em rotas e com cargas ainda não transportadas usualmente por até 36 meses, prorrogáveis por mais 12 meses;
  • para ampliar a capacidade total de transporte ofertada por grupo econômico à qual pertença a empresa afretadora, em proporção a ser definida pelo Poder Executivo.

 

  • Em qualquer situação de afretamento prevista no projeto, os contratos de trabalho dos tripulantes de embarcação estrangeira afretada seguirão as normas do país à qual pertence a bandeira usada pelo navio.

  • Direitos trabalhistas

  • As empresas operadoras deverão seguir ainda regras internacionais, como as estabelecidas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e também a Constituição Federal, que garante direitos como 13º salário, adicional de 1/3 de férias, FGTS e licença-maternidade.

    Nesse tópico, o deputado Gurgel incluiu dispositivo que prevê a precedência de acordo ou convenção coletiva de trabalho sobre outras normas que regem as relações de trabalho a bordo.

    O texto torna obrigatória a abertura de vagas de estágio nas embarcações brasileiras e estrangeiras afretadas para brasileiros que fizeram cursos do sistema de ensino profissional marítimo. A regra vale tanto para os navios com suspensão ou sem suspensão de bandeira, e também naquelas alugadas por tempo.

    Programa BR do Mar

  • O projeto cria o Programa de Estímulo ao Transporte de Cabotagem BR do Mar, uma alusão a uma “rodovia marítima”. As empresas que se habilitarem ao programa perante o Ministério da Infraestrutura terão direitos e deveres.

  • Embora as empresas de navegação de cabotagem devam ser constituídas sob as leis brasileiras e autorizadas pelo governo para poderem operar, elas podem ser controladas por capital estrangeiro.

    Grupos líderes do mercado doméstico são subsidiárias de grandes grupos internacionais, como a dinamarquesa A.P. Moller-Maersk, o grupo espanhol Elcano e o grupo francês CMA-CGM.

    Deveres
    Entre as obrigações, os navios afretados deverão manter tripulação brasileira equivalente a 2/3 do total em cada nível técnico do oficialato, incluídos os graduados ou subalternos, e em cada ramo de atividade. O comandante, o mestre de cabotagem, o chefe de máquinas e o condutor de máquinas deverão ser brasileiros.

    Se não houver tripulantes brasileiros o suficiente para atingir os 2/3 exigidos, a empresa habilitada poderá pedir à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorização para operar a embarcação específica com tripulação estrangeira por até 90 dias ou por uma viagem, se sua duração for maior que esse prazo.

    Termo de compromisso
    Segundo o texto, as empresas terão ainda de se submeter a inspeções periódicas pelo Comando da Marinha, que exerce as atribuições de autoridade marítima no Brasil.

    As empresas candidatas ao programa deverão comprovar situação regular de tributos federais e assinar um termo se comprometendo a apresentar periodicamente informações sobre expansão das atividades, melhoras na qualidade do serviço, valorização do emprego da tripulação brasileira contratada, desenvolvimento sustentável, transparência quanto aos valores dos fretes, entre outros pontos.

    O substitutivo aprovado especifica que normas reguladoras não poderão criar nenhuma obrigação a essas empresas além da prestação dessas informações.

    Se a empresa descumprir essas obrigações, perderá o direito de manter embarcação estrangeira no Brasil.


  • Direitos
    Entre os direitos previstos estão o recebimento do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), cobrado de quem contrata o transporte, e a aplicação das mesmas condições comerciais para os serviços de apoio portuário.

    Os navios estrangeiros afretados pelas regras do projeto contarão com o regime aduaneiro de admissão temporária, que implica a suspensão total de tributos, como Imposto de Importação, imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS/Pasep-Importação, Cofins-Importação, Cide-combustíveis e AFRMM.

    Essas embarcações poderão ainda ser registradas no Registro Especial Brasileiro (REB), o que concede condições especiais de juros nos empréstimos feitos com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) e preços com isenção de tributos na construção, no reparo ou na reforma dos navios.

    Seguro

  • Quanto ao seguro, o texto permite às empresas brasileiras de navegação contratarem essa proteção junto ao mercado internacional, seja para o casco, para as máquinas ou de responsabilidade civil (acidentes, por exemplo).

  • Atualmente, a legislação permite o uso de seguradoras internacionais somente se o mercado interno não oferecer coberturas ou preços compatíveis com o ofertado pelas estrangeiras.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias