Coronavírus

FOTO: DIVULGAÇÃO JOSUÉ DAMACENA/IOC/FIOCRUZ

 

A perspectiva de uma saída da crise se aproxima graças à futura vacina contra o coronavírus, mas a curto prazo o panorama ainda é incerto, afirmou nesta terça-feira (1) a OCDE, que reduziu sua previsão de crescimento mundial para 2021: 4,2%, contra 5% na estimativa anterior.

 

“Pela primeira vez, desde o início da pandemia, se observa esperança em um futuro promissor”, afirmou a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) em seu relatório semestral.

A OCDE também corrigiu seu cálculo para 2020, mas desta vez com revisão de alta: o Produto Interno Bruto (PIB) mundial retrocederá 4,2%, contra 4,5% da previsão anterior, publicada em setembro.

A pandemia provocou pelo menos 1,4 milhão de mortes e mais de 62,7 milhões de contágios no planeta.

No Brasil, por exemplo, um dos países mais afetados pela doença, com mais de 172.000 mortes, o PIB deve recuar 6% este ano e registrar alta de 2,6% em 2021.
 

“A forte resposta da política fiscal e monetária conseguiu evitar uma contração econômica mais aguda no Brasil”, elogia a OCDE em seu relatório.

No México, a economia deve crescer 3,6% em 2021, após uma contração de 9,2% este ano, aponta a organização, que alerta para o desafio de conter novos focos de covid-19.

O mundo deve recuperar o crescimento prévio à crise de saúde no fim de 2021, quando em geral todos os países sairão do vermelho: +3,2% nos Estados Unidos, +3,6% na Eurozona, +7,9% na Índia e +8% na China, o único país que não encerrará 2020 com resultado negativo e que deve registrar crescimento 1,8%.

Para 2022, a OCDE prevê um crescimento de 3,7%.

– Pedido de prudência –

A futura vacina injeta otimismo nos analistas. Na segunda-feira, o laboratório americano Moderna solicitou autorização para sua vacina nos Estados Unidos, depois que os resultados completos dos testes confirmaram uma eficácia de 94,1%. Nesta terça-feira, a Pfizer/BioNTech fez o mesmo pedido às autoridades europeias e espera que sua vacina possa ser distribuída o mais rápido possível.
 

“A perspectiva de uma saída da crise melhorou graças aos progressos alcançados no desenvolvimento de uma vacina eficaz, mas as perspectivas a curto prazo continuam sendo incertas e a retomada das atividades acontece a um ritmo hesitante”, afirma a OCDE.

O ressurgimento da epidemia com uma segunda onda que colocou muitos países em dificuldades e “as medidas de contenção decretadas frearam o ritmo da recuperação econômica mundial, depois que a produção desabou no primeiro semestre de 2020”.

E a tendência “persistirá por um certo tempo, diante dos desafios que devem ser superados, em termos de desenvolvimento e de logística, antes da possibilidade de distribuir uma vacina em larga escala em todo o mundo”, afirmou a organização, que tem sede em Paris.

A OCDE pede claramente que ninguém tenha ilusões: “Viver ainda com o vírus por mais seis ou nove meses vai ser complicado.”
 

Ao comentar a resposta econômica, a OCDE está alinhada com o Fundo Monetário Internacional (FMI): as políticas monetárias e orçamentárias atuais, expansionistas, devem continuar. Não é o momento de apertar os parafusos.

“Garantir que a dívida seja uma carga suportável será uma prioridade apenas quando a recuperação estiver encaminhada”, alerta.

FONTE: AFP

 

Carteira de trabalho; CLT; FGTS

(Gustavomellossa/Getty Images)

O governo brasileiro deveria investir recursos em um amplo programa para auxiliar a reinserção de até 15 milhões de trabalhadores no mercado durante a retomada pós-pandemia, defende o economista Ricardo Paes de Barros, pesquisador do Insper e estudioso da desigualdade no País. Esse é o número de trabalhadores que podem voltar a buscar emprego nos próximos meses e, se não houver oportunidades, acabarão engrossando as estatísticas de pobreza no Brasil.

 

A covid-19 levou mais de 11 milhões de pessoas a perder seus empregos, tanto formais quanto informais, segundo dados da Pnad Contínua do terceiro trimestre de 2020, na comparação com igual período de 2019. Mas a taxa de desemprego não explodiu porque 10 milhões deixaram de procurar trabalho – e, por isso, não são contabilizados pela metodologia do IBGE.

Paes de Barros alerta que esse enorme contingente, em algum momento, voltará a buscar trabalho, seja porque o auxílio emergencial chega ao fim em dezembro deste ano, seja porque os trabalhadores têm desejo de voltar à atividade. Essas pessoas se somarão a outros 3 milhões que, anualmente, ingressam no mercado de trabalho. Os números sequer consideram quem, antes da pandemia, já estava à procura de colocação profissional. “Como vai ter uma entrada (de mais trabalhadores), o governo tem de se preparar para arranjar espaço para uns 15 milhões”, diz Paes de Barros.

 “A gente precisa de uma política urgente, bem pensada, bem desenhada e que vai requerer um volume de recursos significativo para assistir essas pessoas no retorno ao mundo do trabalho”, defende ele.
 

A preocupação com o destino desse exército de trabalhadores que hoje está à margem do mercado de trabalho também cresce no governo. Embora os números positivos de geração de postos formais sejam celebrados pela equipe econômica, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, demonstrou que está atento ao tema. “Tenho preocupação de como o governo vai tratar a questão de quem perdeu o emprego”, disse em evento virtual na última quarta-feira.

Para Paes de Barros, o Estado precisará ter uma atuação forte para orientar em áreas como intermediação de mão de obra, formação, busca de clientes e até marketing do produto. Será preciso dialogar tanto com quem busca uma vaga com carteira assinada quanto com quem quer empreender ou trabalhar de forma autônoma.

Uma política dessa envergadura demandaria um investimento entre R$ 50 bilhões e R$ 100 bilhões, calcula o economista. Mas a autonomia financeira dada aos trabalhadores a partir dessa iniciativa representaria um bom retorno do investimento. O dinheiro seria injetado pelo governo federal, mas sua aplicação teria de ser feita em coordenação com Estados, municípios e organizações da sociedade civil para garantir que a política esteja alinhada com as necessidades locais.

“Enquanto você não tiver resolvido a crise, esquece o teto de gasto”, diz o economista. O teto é a regra que limita o avanço das despesas à inflação. Se por um lado ele é a “superâncora” da equipe econômica para manter a credibilidade na sustentabilidade das contas, por outro ele acaba travando aumentos de despesas, inclusive sociais. O economista, porém, lembra que o auxílio emergencial – que deve consumir R$ 322 bilhões até o fim do ano – acabou beneficiando famílias que não precisavam da ajuda do governo.

“Enquanto a crise durar, a gente tem de gastar o que precisar para atender as pessoas. Por outro lado, a gente tem de gastar isso muito bem gasto. Mais importante do que ficar protegendo o teto de gastos é proteger a eficiência do que é gasto”, avalia. Segundo ele, é temerário que o governo espere que os trabalhadores consigam recuperar sozinhos seus empregos de forma automática, na esteira da recuperação aguardada para a economia em 2021.

 Trabalho doméstico perde 1,7 mi de postos
 

A pandemia atingiu em cheio trabalhadores domésticos e dos setores de alojamento, alimentação e comércio. Esses profissionais estão entre os que vão precisar de ajuda do governo para se reposicionar no mercado de trabalho na retomada da economia. Juntos, esses três setores empregavam no terceiro trimestre 5,7 milhões a menos do que em igual período de 2019.

No caso do trabalho doméstico, por exemplo, houve destruição de quase 1,7 milhão de postos de trabalho em relação ao ano passado, num momento em que esse tipo de emprego já vivia uma transformação.

Para o economista Ricardo Paes de Barros, professor do Insper, o governo deveria acionar a rede de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) para oferecer apoio a quem precisa de orientação, assistência técnica, qualificação, apoio à comercialização ou ajuda financeira por meio de microcrédito.

O Brasil tem hoje 250 mil agentes que trabalham nesses centros e poderiam ser qualificados para prestar esse tipo de assessoria, em conjunto com outros atores como o Sebrae, que atua próximo a micro e pequenas empresas.
 

Microcrédito

Como mostrou o Estadão/Broadcast, o governo avalia iniciativas para turbinar o microcrédito como forma de ajudar trabalhadores ao longo de 2021, quando o auxílio emergencial terá acabado (caso não haja prorrogação). O economista diz que a iniciativa vai na direção correta, mas alerta que “não adianta só dar crédito para quem não tem cliente”. Segundo ele, é preciso que o agente identifique a necessidade de cada trabalhador, trace um plano individual e fique à disposição inclusive para o caso de a primeira tentativa dar errado.

“O retorno ao mercado de trabalho vai variar por município, por idade, vai depender da experiência, do que fazia antes. Algumas pessoas vão conseguir voltar rapidamente, outras vão ter grandes dificuldades em retornar. Vai ter de ser uma política com grau de capilaridade imensa, e acho que estamos reagindo de maneira muito lenta. Desenhar uma política de reinserção produtiva para um volume de pessoas dessa magnitude vai ser complicado”, afirma.

O gerente de competitividade do Sebrae, César Rissete, diz que a entidade já tem atuado para ampliar canais de atendimento a trabalhadores e empreendedores, assim como a oferta de cursos, mas isso deve se intensificar durante o processo de retorno dos brasileiros ao mercado de trabalho.

Ele conta que a demanda por qualificação a distância no curso de boas práticas no setor de alimentação aumentou 105% em relação ao ano passado. Já a página que orienta sobre protocolos de retomada recebeu 3 milhões de visitantes. Nos próximos dois anos, o Sebrae também pretende enviar 1 mil agentes às micro e pequenas empresas para dar orientações sobre o negócios. O objetivo é atender 125 mil empreendedores nessa modalidade.

 

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

 

 (crédito: ED ALVES/CB/D.A Press)

FOTO: ED ALVES/CB/D.A Press

 

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) republicou na edição desta terça-feira, 1º de dezembro, do Diário Oficial da União a Portaria que prorroga por mais dois meses, novembro e dezembro, a interrupção do bloqueio dos créditos de benefícios previdenciários por falta da realização da comprovação de vida aos beneficiários residentes no Brasil ou no exterior.

Na republicação, foi incluído mais um artigo na portaria que prorroga por mais duas competências, janeiro e fevereiro de 2021, a interrupção da rotina de suspensão de benefícios por impossibilidade de execução do programa de reabilitação profissional.
 

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

 

Nenhum venceu nas capitais

3 foram eleitos no 2º turno

Dos 5 candidatos a prefeito apoiados publicamente pelo presidente Jair Bolsonaro no 2º turno das eleições municipais, 3 foram eleitos no pleito deste domingo (29.nov.2020).

Somados aos apoiados que venceram no 1º turno, só 15 de 61 conseguiram se eleger.

Com uma atitude mais discreta que no 1º turno, quando 12 dos 59 nomes apoiados foram vitoriosos, o chefe do Executivo evitou endossar mais postulantes na 2ª rodada de votação.

No 1º turno, 45 candidatos a vereador ou prefeito apoiados publicamente pelo presidente não receberam votos suficientes para se eleger. E apenas 2 conseguiram chegar ao 2º turno. Foram eles: Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio de Janeiro, e Capitão Wagner (Pros), em Fortaleza.

Tanto Crivella quanto Wagner não conseguiram vencer neste domingo. Com esses resultados, chega a 46 o número de candidatos apoiados pelo presidente que saíram do pleito derrotados.

No total, foram 61 candidatos apoiados pelo presidente Bolsonaro. O mandatário acolheu outros 3 nomes no intervalo do 1º para o 2º turno. A pedido do deputado Vitor Hugo (PSL-GO), pediu votos para Roberto Naves (PP), candidato em Anápolis (GO). Naves disputou a prefeitura com Antônio Gomide (PT).

“Eu quero neste momento pedir seu voto para prefeito para o Naves. Nós sabemos quem está do outro lado, o partido que está do outro lado”, disse em vídeo publicado na página oficial de Vitor Hugo. Naves foi eleito neste domingo.

Outro postulante apoiado por Bolsonaro que disputou com o PT a vaga de prefeito foi Capitão Nelson (Avante), em São Gonçalo. “O outro lado, vocês sabem, é o PT. Dispensa comentários”, disse o presidente em vídeo gravado em apoio a Nelson e divulgado na página do deputado Carlos Jordy (PSL-RJ). O candidato do Avante ganhou a disputa com 50,79% dos votos.

Em Rio Branco (AC), Bolsonaro também tomou partido. Ao lado do senador Márcio Bittar (MDB-AC), pediu votos para Tião Bocalom (PP). “Nesse 2º turnos estamos juntos. Boa sorte!”, disse o presidente em vídeo publicado na conta de Bittar no Twitter.

Eis a lista do desempenho dos candidatos apoiados pelo presidente no 2º turno:

  • Capitão Wagner (Pros) – Fortaleza (CE): não eleito
  • Marcelo Crivella (Republicanos) – Rio de Janeiro (RJ): não eleito
  • Roberto Naves (PP) – Anápolis (GO):  eleito
  • Tião Bocalom (PP) – Rio Branco (AC):  eleito
  • Capitão Nelson (Avante) – São Gonçalo (RJ):  eleito

CANDIDATOS NAUFRAGARAM NO 1º TURNO

Na última semana da 1ª etapa da campanha, o presidente fez lives diariamente para divulgar os candidatos que apoiava. Do Palácio da Alvorada, sua residência oficial, pediu votos para dezenas de concorrentes, de 16 Estados.

As ministras Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) Tereza Cristina (Agricultura), os deputados Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Vitor Hugo (PSL-GO) e Hélio Lopes (PSL-RJ) participaram das transmissões. Todos tentaram angariar votos para os favoritos do presidente. Mas a tentativa não foi bem-sucedida. De 10 candidatos apoiados por Bolsonaro, apenas 12 conseguiram uma cadeira nas casas legislativas ou prefeituras dos municípios.

Ao comentar os resultados de seus aliados nas eleições municipais no 1º turno, o presidente Jair Bolsonaro minimizou a influência de seu apoio. Disse que sua ajuda “resumiu-se a 4 lives num total de 3 horas” e fez uma comparação com as eleições de 2016.

Bolsonaro destacou que, em 2016, o então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), conseguiu eleger o candidato a prefeito, João Doria, do mesmo partido. E complementou, fazendo 1 paralelo com as eleições de 2022. dizendo que, em 2018, Alckmin conseguiu “apenas 4,7% dos votos na disputa presidencial”.

FONTE: PODER 360

BR do Mar — Português (Brasil)

Na primeira reunião pós-eleição, o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), concentrou esforços na discussão sobre o projeto de mudanças nas regras sobre cabotagem (navegação costeira), batizado pelo governo de BR do Mar, e não tratou da reforma tributária nem da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) Emergencial.

Havia expectativa de que, passado o segundo turno da eleição municipal, o governo apresentasse as propostas sobre os dois temas. A PEC Emergencial, de corte de despesas obrigatórias para abrir espaço no Orçamento para ampliar o Bolsa Família, está em tramitação no Senado. Já a reforma tributária é a pauta principal que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tenta votar neste fim de ano.

Segundo líderes que participaram da reunião desta segunda-feira, haverá um segundo encontro na quarta-feira, às 9h, antes da sessão da Câmara, para continuar o assunto. Os parlamentares aguardam para saber se o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), convocará uma reunião com todos os partidos para decidir os projetos que serão votados até o fim do ano.
Mesmo o projeto da BR do Mar, foco das atenções do governo nesta segunda-feira, está com dificuldades para avançar. Há pressão contrária dos caminhoneiros, divergências dentro da base do governo e a oposição tenta adiar sua votação para depois da eleição das Mesas Diretoras do Congresso, em 1º de fevereiro.

Restam três semanas e meia para o recesso parlamentar. Parte dos deputados defende que será preciso um grande esforço para votar os projetos até o dia 23 de dezembro ou suspender parte do recesso, retomando as atividades na segunda semana de janeiro.


FONTE: VALOR

Eleições 2020 acontecem no dia 15 de novembro. Foto: Divulgação

FOTO: DIVULGAÇÃO

 

Mais de 87 milhões de eleitores

10 menores governarão 0,2%

PSDB, MDB, Democratas, PSD e Progressistas são os partidos que governarão mais eleitores no cenário municipal a partir de 2021, cerca de 87,1 milhões. O domínio da quina representa 61,2% do total de eleitores do país.

Ainda há 127 cidades sem resultado divulgado nas informações do TSE (há contestações na Justiça), o que não mudará significativamente a amostra.

A desigualdade entre o grupo dos 5 principais partidos e os demais voltou a crescer nesta eleição. Em 2016, o “G5” concentrava 59,3% dos eleitores. De 2004 a 2008, as grandes siglas se mantiveram estáveis com o comando de 70% do eleitorado nacional. Depois disso, viram a dominância diminuir em 2012 (66,6%) e 2016.

Os 10 menores partidos fecharam as eleições de 2020 com aproximadamente 200 mil eleitores governados, cerca de 0,1% do total. Os “nanicos” nunca tiveram tão pouca representatividade. Há 4 anos, governavam mais de 1 milhão de eleitores. Chegaram a governar 2,5 milhões em 2008, o que à época correspondia a 1,9% do total.

Eis o histórico do domínio dos 5 maiores partidos sobre os 10 menores:

Os 5 maiores partidos deste ano detêm a prefeitura de 3.095 dos 5.570 municípios brasileiros. Isso inclui algumas das maiores cidades do país: PSDB em São Paulo, DEM no Rio de Janeiro e em Salvador e PSD em Belo Horizonte.

As 10 menores siglas têm prefeitos em somente 73 cidades pelo país, sendo que 41 são do Pros e 13 do PMB. A maioria dessas prefeituras são de cidades pequenas. Há exceções como Belém (Psol), São Gonçalo e Caucaia (Pros), todas com mais de 200 mil eleitores.

PSDB E MDB PERDEM FORÇA

O PSDB será o partido cujos prefeitos governarão o maior número de eleitores a partir de janeiro de 2021. No total, ao menos de 23,6 milhões serão governados por 516 prefeitos da legenda.

O número representa uma queda em relação a 2016, quando o partido governava 34,5 milhões de eleitores. Mesmo com a vitória de Bruno Covas na cidade de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o PSDB sai governando 11 milhões de eleitores a menos e perdendo quase 1/3 do eleitorado.

O MDB, partido que mais venceu prefeituras, ficou em 2º lugar em número de eleitores governados:17,6 milhões. Assim como o PSDB, perdeu eleitorado em relação a 2016, quando tinha registrado 20,8 milhões de governados nas cidades em que está à frente da administração.

Leia abaixo os partidos que saem com mais eleitores governados nas cidades em que venceram a prefeitura:


O TSE publica informações sobre os candidatos eleitos em 2020 em 3 bases de dados diferentes: o site de estatísticas eleitorais, o de resultados da eleição e o repositório de dados eleitorais. Há, porém, pequenas diferenças no número de eleitos em cada uma delas. Ou seja: um candidato que aparece como sub-judice em um dos locais de consulta pode aparecer como eleito em outro.

O tribunal diz que todos os locais de consulta têm informações fidedignas, mas que há dinâmicas de atualização distintas. Não há recomendação de em qual dos 3 buscar dados mais atualizados. O Poder360 opta por usar, quando disponíveis, as informações do repositório de dados de eleitorais, que permitem cruzamentos e análises mais aprofundadas.

Por exemplo, o MDB registra 769 prefeitos eleitos no 1º turno no site de estatísticas eleitorais do TSE e no repositório de dados. Com mais 10 eleitos no 2º turno, somariam 779 prefeitos. Nos dados da apuração do TSE do 1º turno, no entanto, somam 776, o que faria o partido atingir 784 prefeituras depois do 2º turno.

FONTE: PODER 360

FOTO: DIVULGAÇÃO/TRT-2

 

Para TRT da 2ª região, excluir ou reduzir multa, sem a concordância da parte contrária, não pode ser admitida.

A crise instituída pela pandemia não é argumento válido para anular multa cobrada pela falta de pagamento de acordo firmado entre empresa e ex-funcionário. Assim entendeu a 11ª turma do TRT da 2ª região ao concluir que a empresa não comprovou a impossibilidade de pagamento do débito.

A empresa que atua no setor de alimentação recorreu ao TRT da 2ª região pedindo que não fosse aplicada multa por falta de pagamento da sexta e última parcela do acordo que firmara com um ex-empregado. Segundo a empresa, a crise provocada pela pandemia afetou diretamente suas atividades e seu faturamento, o que justificaria a não quitação de sua dívida.

A empresa alegou ter tentado renegociar a dívida com o trabalhador, que não aceitou sua proposta. Assim, pediu na Justiça a exclusão da multa de 50% sobre a parcela em aberto, utilizando como base os princípios da boa-fé e da razoabilidade.

 

Ao analisar o caso, a desembargadora Wilma Gomes da Silva Hernandes, relatora, ressaltou que os efeitos prejudiciais da pandemia "atingem, indistintamente, pessoas jurídicas e físicas, não havendo como se impor ao trabalhador, parte mais vulnerável física, social e economicamente, a assunção do prejuízo advindo das regras de restrição social e da redução da atividade financeira e comercial".

 

"A exclusão ou redução da multa pactuada, sem a concordância da parte contrária, não pode ser admitida. Reitero que o acordo equivale à decisão transitada em julgado, não podendo ser alterado pelo juízo, notadamente quando acarreta prejuízos, exclusivamente, a uma das partes, na hipótese, o trabalhador em detrimento da empresa.", explicou a magistrada.

 

Assim, os magistrados mantiveram a sentença, preservando os termos do acordo celebrado entre as partes, para ser cumprido conforme pactuado.

 

FONTE: MIGALHAS

Desemprego formal tem estimulado brasileiros a trabalharem por conta própria, grupo cresceu 3,4% em um ano

FOTO: shutterstock

A alta da taxa de desemprego no terceiro trimestre ocorreu em 10 dos 27 Estados. A Bahia seguiu com a maior taxa regional, de 20,7%, ante os 14,6% do País como um todo. Sergipe (20,3%), Alagoas (20,0%) e Rio de Janeiro (19,1%) completam a lista dos Estados com a taxa de desocupação mais elevada, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Na Bahia, o total de desempregados ficou em 1,273 milhão de pessoas no terceiro trimestre, uma alta de 8,8%, ou 103 mil pessoas a mais, no período de um ano.

O quadro é ainda pior quando se leva em conta os trabalhadores que gostariam de trabalhar, mas não procuram emprego, ou trabalham menos horas do que gostariam. A taxa composta de subutilização da força de trabalho, espécie de taxa ampliada de desemprego, que inclui essas pessoas, ficou em 45,9% na Bahia, ante os 30,3% do País como um todo.

Os Estados nordestinos são campeões nessa medida mais ampla do desemprego. Segundo o IBGE, a taxa composta de subutilização na região Nordeste como um todo ficou em 43,5% no terceiro trimestre.

 Adriana Beringuy, gerente da Pnad Contínua, explicou que isso se dá por causa do predomínio do trabalho informal no Nordeste. “A informalidade puxou muito a queda na ocupação. E esse processo de subutilização está ligado à informalidade”, afirmou a pesquisadora do IBGE.
 

A informalidade está associada à subutilização porque no caso do trabalho informal, especialmente entre os trabalhadores por conta própria, como vendedores ambulantes, a saída da ocupação pode se dar quando o trabalhador fica em casa sem trabalhar – e não porque foi demitido ou dispensado. Ao longo da pandemia, o pagamento do auxílio emergencial sustentou a renda desse tipo de trabalhador, mas fora da força de trabalho.

Se a Bahia tem a maior taxa de desemprego, o salto mais forte, na comparação com o segundo trimestre, foi visto na Paraíba, com 16,8%. No segundo trimestre, a taxa de desocupação estava em 12,8% por lá. Em apenas um trimestre, 32,7 mil pessoas passaram ao desemprego na Paraíba, um salto de 62% ante o segundo trimestre. Pelo conceito mais amplo, falta trabalho para 814 mil por lá. A taxa composta ficou em 43,1% na Paraíba.

Na outra ponta do ranking, Santa Catarina ficou com a menor taxa de desemprego do País, como ocorre tradicionalmente. No terceiro trimestre, o indicador ficou em 6,6%, menos da metade da taxa nacional. A lista dos Estados com menores taxas se segue com Mato Grosso (9,9%), Paraná (10,2%) e Rio Grande do Sul (10,3%).

 

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

Navio erra manobra e colide com outros navios no Terminal da Ponta da Madeira, em São Luís — Foto: Divulgação/Vale

Foto: Divulgação/Vale

 

Um navio de propriedade da empresa japonesa NS United Kaiun Kaisha colidiu com outros dois navios durante uma manobra de atracação no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís, na tarde deste sábado (28). A Vale, proprietária do terminal, comunicou que houve apenas danos materiais e que o porto segue operando normalmente.

Segundo a mineradora, a manobra de atracação estava sendo feita pelo navio no Píer IV Sul, do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira. Os dois navios atingidos estavam parados no Píer III do mesmo terminal.

A Vale explica, ainda, que os navios estão sendo desatracados e até o fim da tarde deste domingo estarão fundeados a 25 milhas do local para inspeções. As autoridades portuárias foram acionadas e atuam na investigação do incidente com apoio das equipes da Vale.

O Terminal Marítimo de Ponta da Madeira foi inaugurado em 1986 foi pensado para atender a necessidade de escoamento de minério de ferro e manganês provenientes de Carajás — o trajeto é todo feito por modal ferroviário.

Veja, abaixo, a nota emitida pela Vale sobre o acidente:

"A Vale informa que no início da tarde de sábado (28/11), o navio NSU Carajás, de propriedade da empresa japonesa NS United Kaiun Kaisha, durante manobra de atracação no Píer IV Sul, do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, abalroou dois outros navios atracados no Píer III do referido terminal. Houve apenas danos materiais, sem vítimas nem danos ambientais. Os navios estão sendo desatracados e até o fim da tarde deste domingo estarão fundeados a 25 milhas do local para inspeções. O porto opera normalmente. As autoridades portuárias foram acionadas e atuam na investigação do incidente com apoio das equipes da Vale."

Outro acidente em fevereiro
O navio Stellar Banner sofreu duas fissuras no casco no dia 25 de fevereiro, logo após ter saído do Terminal Portuário da Ponta da Madeira em São Luís, com destino a um comprador em Quingdo, na China. A embarcação possui capacidade para 300 mil toneladas de minério de ferro e tem 340 metros de comprimento, o equivalente a dois campos de futebol.

Segundo a Capitania dos Portos do Maranhão, logo após identificar as fissuras no casco, o navio começou a afundar no Oceano Atlântico, a cerca de 100 km da costa do litoral do Maranhão.

Por conta da situação de emergência, o comandante do navio emitiu um alerta e levou o Stellar Banner para um banco de areia, onde ficou encalhado. O navio tinha 20 tripulantes, sendo 12 coreanos e oito filipinos. Ninguém ficou ferido.

Só após três meses encalhado, o navio mercante sul-coreano Stellar Banner foi afundado às 10h desta sexta-feira (12), na costa do Maranhão. De acordo com a Marinha do Brasil, a operação foi iniciada às 5h e os procedimentos transcorreram como planejados pelas autoridades ambientais

FONTE: G1

Com coronavírus, mercado abandona otimismo e aposta em retração do PIB

FOTO: Getty Images

 

Segundo Laura Carvalho, prioridade é evitar o colapso. Teto precisa ser “redesenhado”. Samuel Pessoa se preocupa com a dívida

Como chegar a um “novo ciclo de crescimento” era o tema proposto pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas, à professora Laura Carvalho e ao pesquisador Samuel Pessoa. Para ela, o cenário socioeconômico no início de 2021 tende a se agravar com o fim do auxílio emergencial. É preciso, defendeu, uma “agenda de crescimento”. Já o economista da FGV espera por recuperação fiscal no próximo ano para dar condições de um novo “contrato social” em 2022.

A primeira pergunta do mediador, o jornalista Fernando Canzian, da Folha de S.Paulo, foi justamente sobre o efeito do término do auxílio emergencial. Um cenário nada promissor, comentou a professora da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Ela lembra que a desigualdade caiu durante a pandemia devido ao benefício. Agora, o efeito deverá ser contrário. E rápido.

Desigualdade e incerteza

“Aquilo que foi neutralizado durante 2020  vai vir, já está vindo, e vai vir de uma vez só em 2021”, afirmou Laura, lembrando que o país teve aumento de desigualdade a partir de 2016, mas de forma gradual. “Agora, o impacto vai ser de uma hora pra outra. A gente vai ter uma situação muito difícil, social e econômica. E é difícil imaginar uma retomada rápida.”

A economista observa ainda que o país nem conseguiu aprovar o orçamento para o próximo ano. A incerteza aumenta com a “segunda onda” da pandemia, que afeta a decisão de investimento das empresas. Além disso, houve uma “devastação” entre micros e pequenas empresas, no comércio e nos serviços.

Laura propõe um “redesenho” do teto de gastos, com discussão transparente no Congresso Nacional. E observa que em outros países isso geralmente é estabelecido de forma plurianual, com previsão de crescimento, arrecadação e gastos, entre outros itens. No Brasil, se prevê apenas um reajuste pela inflação, sem considerar a arrecadação e sem garantir a estabilidade da dívida em relação ao PIB. “O teto está colapsando”, afirma. “É isso que faz com que a gente não consiga aprovar o  orçamento para o ano que vem.”

Já o pesquisador considera que o país de certa forma “perdeu” o momento ideal de discutir um teto plurianual. Poderia ser em 2005, diz Pessoa, quando a situação fiscal era melhor. Agora, ele acredita que primeiro é preciso “virar a página da pandemia” para então repensar o contrato social, em 2022.

Colapso social

Laura ponderou que, de fato, seria melhor discutir em outra situação, assim como a reforma administrativa, apresentada, segundo ela, com objetivo único de aumentar arrecadação. “O fato é: estamos nesse impasse. O que é mais urgente numa situação como essa? Me parece que o colapso social se coloca no topo das prioridades.”

Dizendo-se “mais otimista” que sua colega economista, Pessoa avalia que a crise se concentra em algumas áreas ligadas a serviços que conseguirão se recuperar no pós pandemia. “É verdade que os pequenos negócios quebraram. Mas acho que a reconstrução vai ser muito mais rápido do que em crises normais”, afirma o pesquisador, acrescentando que se trata de uma crise “de fora pra dentro” e apostando na renegociação.

Mas Laura afirma que alguns setores que tenham retomada vão sofrer com a retirada do auxílio emergencial. E observa que a economia brasileira estava em “situação rastejante” mesmo antes da crise provocada pela pandemia.

O presidente consegue?

Canzian quer saber se o presidente da República, que costuma ser “errático nas declarações”, conseguirá ter sangue-frio suficiente para conduzir o país em um processo de recuperação. Pessoa observa que a popularidade do presidente vai cair com o fim do auxílio. Para Laura, começa a perder força a percepção de que era preciso “se livrar do Estado” para acabar com a corrupção.

A última pergunta é sobre o emprego. Ambos concordam que o que determina uma recuperação é a taxa de crescimento econômico. Laura avalia que o desemprego crescerá no início do ano e começará a cair no segundo semestre, dependendo do ritmo da atividade. “Mas a gente está caminhando para duas décadas perdidas em termos de renda per capita, duas décadas para recuperar a renda de 2014 . Acho que precisamos de uma agenda de crescimento, de retomada. Não temos nesse governo.”

FONTE: REDE BRASIL ATUAL

Plataforma semi-submersível P-20,petróleo do Brasil, petrobras

FOTO: GERALDO FALCÃO/AGÊNCIA PETROBRAS

 

Os casos de contaminação pela Covid-19 aumentaram, nas últimas semanas, entre os trabalhadores que embarcam em plataformas e outras unidades marítimas de apoio à produção de petróleo no Brasil, apesar dos rígidos protocolos de segurança adotados pelas petroleiras.

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), no último dia 25, foram registrados 2.047 casos confirmados de trabalhadores que trabalham nas unidades marítimas com o coroavírus. No dia 18 deste mês, o número era de 1.961. Ou seja, houve um aumento da ordem de 4,38%.

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Já o número total de casos confirmados, incluindo trabalhadores em terra, foi de 2.827 no último dia 25, contra 2.689 registrados uma semana antes. A notícia positiva é que 2.056 trabalhadores se recuperaram da Covid-19.

Até o momento, foram registrados três óbitos de trabalhadores que atuavam em instalações marítimas, ocorridas em abril, maio e agosto últimos.

O aumento de casos de Covid fez a Petrobras prorrogar o home office por mais três meses. A princípio, o trabalho remoto se encerraria no dia 31 de dezembro, mas a companhia manterá cerca de 20 mil funcionários do setor administrativo trabalhando em casa até 31 de março.

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A ANP explicou que vem recebendo os dados sobre os casos suspeitos e confirmados da doença das empresas que realizam atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil.

Todos os protocolos adotados pelas empresas têm a finalidade de garantir a segurança operacional nas instalações. Essas informações são também enviadas pelas empresas a outros órgãos, que atuam em atividades sanitária, de saúde, condições de trabalho, entre outros.

As empresas, de acordo com a ANP, vêm reduzindo ao mínimo possível o número de pessoas a bordo, para reduzir a exposição dos trabalhadores à Covid-19, além de estabelecer medidas de contingência para manutenção das operações "de forma segura e em conformidade com a regulação, o que vem sendo acompanhado diariamente pela ANP", afirma o órgão regulador.

Por outro lado, as medidas de quarentena pré-embarque, bem como as alterações na escala de revezamento de pessoal embarcado, estão sendo fiscalizadas pela Anvisa e pela Secretaria do Trabalho, com o acompanhamento do Ministério Público do Trabalho.

FONTE: O GLOBO

 

Brasil somou 12,3 mi de desocupados no 1º trimestre

Lidianne Andrade/MyPhoto Press/Folhapress 

 

É o maior percentual desde 2012

Há 14,1 milhões de desempregados

 

O desemprego atingiu 14,6% dos brasileiros no 3º trimestre de 2020. Houve alta de 1,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Essa é a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012.

A desocupação atinge 14,1 milhões, incremento de 1,3 milhões de pessoas em busca de uma ocupação. Os números foram divulgados nesta 6ª feira (27.nov.2020) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua. Eis a íntegra (4 MB).

Segundo a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, o aumento na taxa reflete a flexibilização das medidas de isolamento social para controle da pandemia de covid-19. “Houve maior pressão sobre o mercado de trabalho no 3º trimestre. Em abril e maio, as medidas de distanciamento social ainda influenciavam a decisão das pessoas de não procurarem trabalho. Com o relaxamento dessas medidas, começamos a perceber 1 maior contingente de pessoas em busca de uma ocupação”.

FONTE: PODER360