A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, em fevereiro.

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, em fevereiro.JACQUELYN MARTIN / AP

O presidente Biden pretende aumentar a alíquota de 21% para 28% para financiar seu plano bilionário de infraestrutura

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, anunciou nesta segunda-feira sua intenção de trabalhar com os países do G20 para implementar um imposto societário mínimo em escala global para as multinacionais, uma das propostas em que a Organização vem trabalhando para alguns para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) . O objetivo é que o imposto favoreça "sistemas tributários estáveis ​​e justos" e impeça a corrida para o fundo que esse imposto está sofrendo. Yellen apresentou sua posição em sua primeira aparição como chefe da economia dos EUA perante o Conselho de Assuntos Globais em Chicago.

Yellen denunciou essa corrida ao fundo "dos últimos 30 anos" em um discurso virtual. Por esta razão, ele enfatizou, é importante garantir que "os governos tenham sistemas tributários estáveis ​​que coletem receitas suficientes e que todos os cidadãos compartilhem de forma justa os encargos financeiros do governo". No fórum de Chicago, Yellen também denunciou o isolacionismo do ex-presidente Donald Trump, observando que "América primeiro" - o lema do republicano - nunca deve significar "América sozinha".

O objetivo dessa alíquota global é evitar que grandes corporações se instalem em jurisdições com menor tributação e subtraiam receita dos cofres públicos, ainda mais diante da enorme fatura que sairá a crise provocada pela pandemia, que os EUA pretendem mitigar com um ambicioso plano de estímulo avaliado em 1,9 trilhão de dólares, já aprovado pelo Congresso. Essa taxa mínima global, enfatizou Yellen, pode ser usada para que a economia "se desenvolva com mais igualdade de oportunidades" e "estimule a inovação, o crescimento e a prosperidade".

Para a ex-presidente do Fed, a credibilidade no exterior "começa com a credibilidade interna", por isso deu como exemplo a projeção de aumento do imposto sobre as sociedades nos Estados Unidos, eventual aumento que enfrenta muitas resistências da classe empresarial. Na semana passada, Biden apresentou os detalhes de seu programa de infraestrutura,uma das peças-chave para reconstruir e modernizar a economia na fase pós-pandêmica, com um investimento de dois trilhões de dólares. Parte desse plano, que deverá receber luz verde no Congresso em um processo que se prevê ser tempestuoso, mas que os democratas esperam poder encerrar até o próximo dia 4 de julho, será financiado pelo aumento da atual alíquota de imposto de renda de 21%. “Antes da reforma tributária de Trump em 2017, era de 35% - 28%, e definindo a alíquota mínima a ser paga pelas empresas americanas por seus lucros no exterior em 21%.

Na semana passada, em comparecimento ao Senado, Yellen havia defendido o aumento do imposto, devido ao fato de o país arrecadar "uma quantia muito pequena" por meio dessa cifra fiscal.

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos já havia avançado no final de fevereiro, em reunião do G20, a disposição de estabelecer um tipo mínimo de parcerias em escala global em todo o mundo. “É importante trabalhar com outros países para acabar com as pressões da competição tributária e a erosão da base tributária das empresas”, disse ele nesta segunda-feira.

O discurso de Yellen ocorre um dia antes do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgar suas previsões para 2021 em sua assembléia de primavera, uma nomeação que este ano será inevitavelmente marcada pela esperada saída do túnel pandêmico. Tendo em vista que Yellen pretende participar da reunião conjunta do Fundo e do Banco Mundial (BM), não está excluído que essa iniciativa global possa ser discutida.

Os Estados Unidos participam das conversas conduzidas pela OCDE junto com cerca de 140 outros países para chegar a um acordo global sobre um imposto corporativo mínimo. A OCDE vem tentando há anos desenhar, em vão, um novo sistema que se ajuste às profundas transformações da economia nas últimas décadas, ou seja, adaptado à crescente digitalização e ao domínio de grandes multinacionais, especialmente gigantes da tecnologia. no alvo para a prática usual de evasão de impostos .

FONTE: EL PAÍS

IMAGEM: Modec/Divulgação

 

Empresa japonesa afirma que foi notificada de suspensão por 13 meses a partir de 31 de março

A Petrobras suspendeu a participação da Modec de suas licitações por 13 meses a partir de 31 de março deste ano, segundo informou a fornecedora de plataformas flutuantes em comunicado.

A empresa japonesa afirmou ter recebido uma notificação em que a estatal brasileira atribui a sanção administrativa a perdas presumivelmente provocadas pelo desempenho de três navios-plataformas de produção, armazenamento e transferência (FPSOs, na sigla em inglês).

São eles o FPSO Cidade do Rio de Janeiro MV14, cujo contrato de afretamento expirou em 2019, e os FPSOs Cidade de Niterói MV18 e Cidade de Santos MV20, atualmente afretados à Petrobras.

Ainda assim, a Modec diz não esperar implicações adicionais, inclusive financeiras, uma vez que a medida não afetaria a execução de contratos em andamento com a companhia brasileira.

"A Modec permanece comprometida a aprimorar suas práticas, de forma a eliminar qualquer problema de suas atividades sob os atuais contratos", aponta a empresa japonesa no comunicado. "A Modec continua a ver o Brasil como seu principal e mais promissor mercado e reafirma seu compromisso com o setor de óleo e gás, com a excelência que sempre foi ligada a seu nome durante os mais de 15 anos no Brasil, com seus funcionários, clientes e fornecedores", encerra.

FONTE: CORREIO DO POVO

O Egito reivindica cerca de US $ 1 bilhão por taxas de trânsito não cobradas, danos ao canal, trabalho de salvamento e custo de equipamento

Uma semana depois que o navio Ever Given foi reflutuado, o granel de 400 metros de comprimento e 20.000 contêineres ainda está estacionado no Canal de Suez, aguardando os resultados de uma investigação que poderá ser tornada pública nos próximos dias.

 A autoridade que administra a rota marítima pela qual 10% do comércio global atravessa acaba de fazer com que os mais de 400 navios encurralados retomem sua viagem enquanto exige uma compensação multimilionária.

FONTE: EL MUNDO

 

Plataforma de petróleo no porto de Angra

IMAGEM: (Luiz Baltar/stock.xchng/)

 

Com crescimento de 7%, o setor evitou uma queda maior do Produto Interno Bruto (PIB) fluminense, que caiu 3,8% no período

O setor de petróleo e gás apresentou resultados positivos em 2020. Com crescimento de 7%, o setor evitou uma queda maior do Produto Interno Bruto (PIB) fluminense, que caiu 3,8% no período. Além disso, também contribuiu para que a queda fosse menor do que a verificada no PIB nacional, de 4,1%, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Petróleo e gás foi o único setor que encerrou 2020 com taxa positiva de crescimento. Por outro lado, a construção civil e a indústria de transformação tiveram retração de 7,2% e 5%, respectivamente, porque foram muito afetadas pelos efeitos da pandemia.

A queda do PIB no ano passado é a segunda pior retração da série histórica. Os cálculos consideram os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) até 2018 e os estudos da própria Firjan.

Para 2021, considerando a manutenção do ritmo de vacinação e a adesão do Estado ao novo Regime de Recuperação Fiscal no primeiro semestre, a Firjan projeta crescimento de 2,9%. Nesse cenário, o resultado ainda fica 1% abaixo do nível de atividade de 2019.

Vale citar que o atraso dessas medidas (vacinação e Regime de Recuperação Fiscal) pode resultar em crescimento ainda menor, na ordem de 1,8%. Esse cenário mais pessimista também se apresenta se forem necessárias novas medidas restritivas determinadas por estado e municípios para conter o avanço da Covid-19 no Rio.

Em um cenário mais otimista, a projeção é de crescimento de 4,1%. Mas para isso é preciso rápido avanço e sucesso do programa de vacinação, além de melhora significativa do cenário econômico internacional, principalmente dos principais parceiros comerciais.

FONTE: DiáriodoRio.com

 — Foto: Divulgação / Petrobras

IMAGEM: Divulgação / Petrobras

 

Os empregados passarão a fazer dois embarques de 21 dias seguidos para períodos de folga de 28 e de 35 dias

Petrobras vai ampliar a escala de seus funcionários que trabalham embarcados para prevenir o contágio em meio à escalada da pandemia de covid-19.
Os empregados passarão a fazer dois embarques de 21 dias seguidos para períodos de folga de 28 e de 35 dias. Com isto, os funcionários farão dois embarques em vez de três, o que, segundo a estatal, vai reduzir em pelo menos 30% o fluxo de pessoas em deslocamento em aeroportos e rodoviárias. A companhia também defende que, dessa maneira, os empregados vão ficar mais dias em casa, o que também favorece o distanciamento social.

De acordo com a petroleira, o pessoal embarcado está sendo reduzido em todas as unidades marítimas, com a priorização dos serviços essenciais a bordo.

A escala especial temporária já havia sido adotada em março do ano passado e a previsão é que desta vez o modelo dure um ciclo de 105 dias. A Petrobras recomendou que as empresas terceirizadas adotem medidas similares.

A Petrobras afirmou que desde o ano passado adota diversas medidas para o combate à pandemia, como testagem obrigatória, uso obrigatório de máscaras e reforço na higienização, entre outros. Além disso, no período pré-embarque, os colaboradores passam por quarentena de 14 dias e antes de embarcar todos são testados.

FONTE: VALOR

 

IMAGEM: Alexandre Brum/Petrobras

"Novo pré-sal" na região Norte anima empresas, mas preocupa ambientalistas

O interesse na região surgiu com a descoberta de grandes volumes de petróleo em áreas de outros países, com características semelhantes à da margem equatorial brasileira

A possibilidade de um "novo pré-sal" no litoral do Amapá, Pará e Maranhão já abriu uma disputa entre empresas e órgãos ambientais. Estudo recente de pesquisadores autônomos indicou a existência de grandes volumes de petróleo na região. O governo, porém, está receoso com os prejuízos ambientais que a atividade possa causar nesses Estados. Na dúvida, optou por excluir blocos localizados nessa bacia dos leilões de petróleo deste e do próximo ano.
 
A maior parte das informações sobre as oportunidades econômicas foi levantada por empresas privadas, que usam tecnologia sísmica para mapear a presença de petróleo no subsolo marítimo. Essa tecnologia consiste na emissão de ondas sonoras no mar para detectar a existência de reservatórios.
 
Após quatro anos interpretando dados sísmicos dessas empresas, o geólogo Pedro Zalan chegou à conclusão de que o litoral do Pará-Maranhão é o mais promissor do País, depois do pré-sal. Estudo desenvolvido em parceria com o ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Allan Kardec e com o professor de Geopolítica da Escola Superior de Guerra (ESG) Ronaldo Carmona projeta a existência de 20 bilhões a 30 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) de "recursos prospectivos recuperáveis" (previstos em dados sísmicos, mas ainda sem comprovação).
 
Desse total, 13 bilhões de barris poderiam se transformar, de fato, em reservas descobertas, considerando um índice de sucesso de 45%, sobretudo, no Maranhão. No pré-sal, são 40 bilhões de barris.
 
O interesse na região surgiu com a descoberta de grandes volumes de petróleo em áreas de outros países, com características semelhantes à da margem equatorial brasileira. "Do ponto de vista geológico, as descobertas na Guiana, Suriname e Guiana Francesa têm um significado importante para o Brasil, pois tudo indica que o potencial petrolífero realizado nesses países vizinhos se estende pelo litoral brasileiro, passando pelo Amapá, Pará e Maranhão, indo possivelmente até o Ceará", indica o estudo.

Prospecção

Grandes empresas petrolíferas estão de olho na margem equatorial já há alguns anos. Algumas chegaram a comprar concessões de áreas na Bacia do Foz do Amazonas, no litoral do Amapá e Pará, mas nunca conseguiram tirar seus projetos do papel porque não receberam o aval do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A francesa Total, após duas tentativas fracassadas de obter licenciamento, desistiu do negócio e preferiu repassá-lo à Petrobrás.
 
A estatal é dona de três blocos na bacia do Pará-Maranhão, mas ainda não há extração. Já a Enauta, outra petrolífera brasileira, de médio porte, possui dois blocos na bacia, mas ainda não perfurou em nenhum deles. A empresa classificou a região como estratégica para os seus negócios, "de alto valor prospectivo".
 
Os projetos esbarram em restrições ambientais e na resistência de ONGs. Segundo o Ibama, a atividade econômica pode comprometer a sobrevivência de recifes de corais, que se estenderiam do Amapá até o Maranhão. O órgão enxerga também riscos ao Parque Estadual Marinho do Parcel de Manuel Luís, localizado no litoral maranhense, unidade de conservação da flora e fauna marinha. Do lado dos investidores, o argumento é de que faltam estudos mais aprofundados sobre os possíveis prejuízos ambientais com a exploração da bacia e de soluções que podem ser elaboradas para minimizá-los.
 
Já a ANP diz que mantém conversas constantes com o Ibama, mas, até o momento, não há previsão de inserir as áreas em suas licitações. Ao mesmo tempo, afirma que continua estudando a bacia e tem tido resultados positivos. O diretor-geral da agência, Rodolfo Saboia, disse ter conhecimento do estudo elaborado por Zalan e parceiros. "Li algumas avaliações não aprofundadas. A área técnica da ANP vai ter de se debruçar sobre isso", disse.
 
Notícias da possibilidade de obter ganhos de receita com a atividade animaram o governo local. "É uma perspectiva nova que se abre. Os estados do Norte e do Nordeste precisam de investimento público e privado. Inicialmente, minha avaliação é favorável e positiva, mas com o pé no chão. Temos de trilhar o caminho, para eventualmente comemorar", disse o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Para ele, porém, é preciso ainda avançar nos estudos ambientais para conhecer os possíveis prejuízos. "Não é algo que eu vislumbre em menos de cinco anos."
 
FONTE: Jornal O Estado de S. Paulo

IMAGEM: APH

 

O presidente Biden anunciou na quarta-feira (31/3) proposta para a área de infraestrutura que proporciona investimentos de mais de US$ 2 trilhões e, segundo o governo, acrescentará milhões de empregos e posicionará os Estados Unidos para superar a concorrência da China.

“É um investimento que ocorre uma vez em uma geração na América, diferente de tudo que vimos ou fizemos desde que construímos o sistema de rodovias interestaduais e a corrida espacial, décadas atrás”, disse Biden ao revelar o "The American Jobs Plan".

A proposta inclui um pedido ao Congresso de um investimento adicional de US$ 17 bilhões em vias navegáveis interiores, portos marítimos, acessos terrestres e balsas. Os detalhes não foram divulgados, mas sabe-se que inclui um programa Portos Saudáveis para mitigar os impactos da poluição do ar nos bairros próximos aos portos.

Prevê-se um grande embate no Congresso, já que todo o programa seria pago com o aumento da alíquota de imposto incidente sobre empresas.

Fontes da área acadêmica estadudinense estimam que tal investimento é apenas um começo e precisa ser vinculado a uma estratégia marítima nacional ampla e abrangente para tornar a nação mais competitiva no comércio internacional.

A Administração Marítima do Departamento de Transportes anunciou semana passada US$ 230 milhões em doações aos estados e autoridades portuárias para fortalecer e modernizar os portos do país.

 

 FONTE: PORTOS&NAVIOS

Canal de Suez

 (Imagem: Authority/Handout via REUTERS)

 

Todos os navios que ficaram congestionados pelo encalhe do gigante cargueiro Ever Given, que encalhou no Canal de Suez em março, haviam passado pelo canal até este sábado, encerrando o congestionamento acumulado durante o bloqueio, disse a autoridade do canal.

Os últimos 61 navios, dos 422 que estavam na fila quando o Ever Given foi desencalhado na segunda-feira, passaram pela artéria comercial vital neste sábado, disse a Autoridade do Canal de Suez (SCA, sigla em inglês).

As cadeias internacionais de fornecimento foram perturbadas quando o Ever Given, com 400 metros de comprimento, encalhou no canal em 23 de março. Equipes com especialistas em resgate levaram quase uma semana para liberá-lo, após extensas dragagens e várias operações de reboque.

No total, a programação previa que 85 navios passassem pelo canal no sábado, incluindo 24 que chegaram após a saída do Ever Given, disse a Autoridade.

Uma investigação da entidade começou na quarta-feira para descobrir o que levou o navio a encalhar e bloquear as águas por seis dias, afirmou o presidente da autoridade do canal, Osama Rabie, à emissora privada MBC Masr no fim da sexta-feira.

“A investigação está correndo bem e demorará mais dois dias. E então anunciaremos os resultados”, acrescentou.

FONTE: REUTERS

Foto Shutterstock

Foto Shutterstock

 

Quando o gigantesco navio Ever Given ficou preso no Canal de Suez no final de março, não foram só os tuiteiros que tiveram trabalho produzindo memes a todo vapor. Comerciantes do mundo todo precisaram encontrar estratégias para fazer suas embarcações chegarem ao destino evitando o atalho no Egito. Para isso, muitos navios chegaram a desviar a rota e seguiram rumo a um lugar que talvez te faça lembrar das aulas de história da escola: o Cabo da Boa Esperança, ao sul da África. Além do custo com combustível e o atraso nas entregas das cargas, a preocupação com a pirataria na região também entrou na conta.

Saques, sequestros e roubos de embarcações são um problema desde a Antiguidade e se mantêm nos últimos anos, segundo levantamentos do IMB (International Maritime Bureau), instituição sediada na Malásia que monitora a atividade de pirataria ao redor do mundo. Sem o Barba Negra ou a folclórica bandeira com uma caveira estampada, os criminosos do mar aumentaram sua atividade em 2020.

Espera aí, piratas ainda existem? Sim, mas talvez tenham uma cara bem diferente daquela que você está imaginando. Tecnicamente, hoje em dia considera-se como pirataria o roubo que ocorre no mar — seja de carga, da própria embarcação, ou sequestro com pedido de resgate. Os piratas costumam usar botes ou barcos pequenos e rápidos para se aproximar de grandes embarcações e subir a bordo. Só em 2020, o IMB registrou 195 ataques, um aumento de 20% em relação aos registros de 2019, depois de anos de queda (desde o pico nos ataques por piratas da Somália em 2011). Como todo crime, essa estatística costuma ser prejudicada por subnotificação, já que muitas ocorrências não são reportadas.

E isso me afeta de algum jeito? "Não tenho a menor dúvida de que essa é uma questão importante, que tem um impacto muito grande", afirma Leandro Duran, professor do DARQ-UFS (Departamento de Arqueologia da Universidade Federal de Sergipe), especialista em arqueologia de ambientes aquáticos. "Temos que considerar que a maior parte dos bens e produtos transita através de embarcações até hoje, então o mar é um espaço de trânsito extremamente interessante do ponto de vista econômico para eventuais saques." Isso impacta diretamente na economia mundial em termos de precificação de fretes e seguros, destaca ele. O robô aspirador que você comprou para limpar a casa na quarentena, por exempo, provavelmente tem peças fabricadas na China, que chegaram ao Brasil a bordo de um navio de contêineres. Pode saber que, nessa cadeia de produção, está embutido o preço do seguro da carga.

Como é feita a segurança? Considerando o tamanho dos oceanos, fica bem complicado monitorar o que acontece o tempo todo. Além disso, cada país só tem soberania sobre uma faixa de mar além de sua costa (no Brasil, por exemplo, são aproximadamente 22 quilômetros), o que torna essa patrulha e uma eventual responsabilização pelos ataques ainda mais complicada, diz o professor Ivo Gico, do departamento de Direito do UniCEUB (Centro Universitário de Brasília). "Há países que mandam parte de sua marinha acompanhar certas rotas para mitigar o risco, da mesma forma que a gente manda policiais fazerem ronda nas ruas. Mas o oceano é muito grande, e a probabilidade de conseguir escapar é alta", afirma. Tratados como a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar definem algumas regras, mas não dão conta de todos os casos.

Quais são as rotas mais perigosas? Duran ressalta que a pirataria surge principalmente em locais onde há problemas sociais, como tende a ocorrer com a criminalidade em geral. E, assim como roubos de carga de caminhões ou mesmo assaltos, é mais provável que ela aconteça em locais pouco militarizados ou com menor circulação. Para Gico, o afastamento diplomático dos países pode ter consequências nesse sentido — tanto na diminuição de embarcações perto de determinados países considerados inseguros quanto na diminuição da patrulha em águas internacionais. O Estreito de Malaca (na costa da Malásia), a costa oeste do continente africano e a região do Caribe são pontos de destaque, como mostra o mapa do IMB de 2020. O movimentado Canal de Suez, por exemplo, não teve ocorrências no ano passado.

Como ocorrem os roubos? Cada uma dessas regiões costuma ter perfis de ataques diferentes, explica Duran. Há sequestros de navios em alto mar, com rendição da tripulação e exigência de pagamento de resgate — comum na costa africana —, roubos de pequenos barcos de passeio ou iates no Caribe para o transporte de drogas, e até mesmo o roubo de embarcações grandes de carga, que posteriormente são desmanchadas — especialmente no extremo-oriente —, conta o professor da UFS. No Brasil, o mais comum é o roubo da carga, que pode ocorrer próximo dos portos. Sem as folclóricas bandeiras negras — que já foram sim marca identitária dos piratas, mas há muito abandonadas —, os criminosos se aproximam rapidamente da embarcação alvo e rendem a tripulação, ou roubam carga sem serem notados. "O transporte marítimo tem que ser o mais barato possível. Para isso, houve nos últimos 50, 60 anos, uma migração para esses grandes barcos transportadores, que carregam uma quantidade absurda de carga, mas têm uma tripulação muito reduzida, e muitas vezes sequer armada", explica Gico.

Piratas raiz ainda existem? Aquela imagem folclórica dos piratas que povoam nosso imaginário costuma ser da "era de ouro" da pirataria, os séculos 17 e 18. Barba Negra, por exemplo, atuava nessa época. Foi entre os séculos 15 e 16 que a atividade passou a ser considerada criminosa, coincidindo com a ascensão do direito internacional, observa Duran. Nessa época, foi criada também a figura do corsário na lei, para que aqueles que tivessem "motivos legítimos" para pilhar um navio inimigo pudessem fazê-lo sem criar atritos beligerantes entre as coroas. O professor da UFS explica que essa figura deixou de existir no século 19, mas posteriormente a palavra corsário ainda foi usada para designar outros tipos de ataques a embarcações na primeira e na segunda guerra mundial.

E quando o "roubo" é a um navio naufragado? Objetos encontrados no fundo do mar são motivo para buscas incessantes por parte de indivíduos e empresas, que esperam encontrar tesouros afundados há séculos. Duran explica que esse tipo de atividade costuma ser conhecida como caça ao tesouro e causa dúvidas sobre a legalidade, já que a legislação varia muito de país para país. Enquanto há países que lutam pelo direito de preservação sobre seus próprios navios naufragados, há outros que não entram nessas disputas quando há alguma descoberta. "Eticamente, eu enquanto arqueólogo subaquático estou de um lado específico. Eu considero todo desrespeito ao patrimônio cultural — como saque, colecionismo e exploração comercial de restos de naufrágios que sejam de períodos históricos — como algo não adequado. Não é uma conduta ética do meu ponto de vista", opina o professor.

 

FONTE: TAB

manguinhosRefinaria de Manguinhos, que atualmente usa a nova marca de Refit / Crédito: Divulgação

Refinaria de Manguinhos, que atualmente usa a nova marca de Refit / Crédito: Divulgação

Refit obteve autorização de mesmo juiz federal que derrubou obrigação de as empresas doarem ao SUS as vacinas compradas

 

A refinaria Refit, antiga Manguinhos, obteve autorização judicial para importar vacina contra a Covid-19 para imunização de funcionários do grupo e seus familiares.

A empresa com sede no Rio de Janeiro é a primeira de grande porte do país a conseguir o direito de importação do imunizante. Ela está em processo de recuperação judicial e é gerida pelo advogado Ricardo Andrade Magro.

A decisão foi proferida na segunda-feira (29) pelo juiz Rolando Spanholo, da 21ª Vara Federal de Brasília. Spanholo é o mesmo magistrado que considerou inconstitucional a lei aprovada pelo Congresso que obriga a doação ao SUS (Sistema Único de Saúde) de 100% de vacinas contra a Covid-19 compradas por empresas ou outras instituições enquanto todos os grupos considerados prioritários não forem vacinados.

 No entendimento de Spanholo, impedir a importação de imunizantes à iniciativa privada é uma violação clara ao direito fundamental à saúde. Como a decisão não é definitiva, ela ainda é passível de recurso.
 

Após a decisão favorável à Refit, a empresa criada na década de 1950 estima adquirir ao menos 6.600 doses –o número corresponde ao total de funcionários e seus familiares próximos, como cônjuges e dependentes.

A refinaria ainda não divulgou qual vacina será comprada. O processo de importação, segundo Spanholo, deverá ser feito junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

No momento, as vacinas Coronavac (Butantan e Sinovac), Covishield (produzida pela AstraZeneca por meio do Serum Institute, da Índia), Covishield (pela Fiocruz), Comirnaty (Pfizer) e da Janssen têm uso emergencial autorizado pela Anvisa. A vacina Covishield é considerada duas vezes na lista pela agência por envolver locais diferentes de fabricação e modelos diferentes de aval (uso emergencial e registro).

Em sua decisão, Spanholo diz que a medida não se trata de um “fura-fila”. “Aqui estamos falando de permitir que a força, a competência, a agilidade e o poder de disputa da nossa sociedade civil chegue antes e garanta o máximo possível de doses adicionais da vacina contra a Covid-19”, escreveu.

“Do contrário, essas vacinas serão direcionadas à imunização de pessoas que residem em outros países”, complementou o magistrado.

A Refit, segundo o magistrado, está autorizada a importar o imunizante, mas terá de arcar com os riscos decorrentes do processo de aquisição e não poderá revender as vacinas no país.

Também estarão sob a responsabilidade da refinaria riscos relacionados à falsificação do imunizante adquirido, descuidos no transporte, armazenamento e aplicação das vacinas.

Caso emblemático no país, uma vacinação clandestina realizada em Belo Horizonte para um grupo de empresários tem, como uma das linhas de investigação, o uso de soro fisiológico no lugar do imunizante.

Todos os vacinados da Refit terão de ser cadastrados, e os seus dados apresentados às autoridades competentes quando solicitados.

Assim que a inconstitucionalidade da obrigação de doação ao SUS de vacinas importadas por empresas foi declarada, uma investida de pedidos para aquisição de um imunizante contra o coronavírus inundou o judiciário.

Além da Refit, o mesmo Spanholo já havia autorizado a importação de vacinas ao Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais; ao Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo; à Associação Brasiliense das Agências de Turismo Receptivo; ao Sindicato dos Trabalhadores em Sociedades Cooperativas de Minas Gerais; à Federação das Empresas de Transporte de Passageiros de Minas Gerais; ao Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Ribeirão Preto (SP); ao Sindicato dos Médicos do Distrito Federal; e à Oregon Administradora de Shopping Centers LTDA.

Outras ações judiciais estão em curso. A Anvisa e o Ministério Público Federal foram notificados e poderão contestar as decisões proferidas.

FONTE: FOLHA DE S.PAULO

(Foto: Divulgação)Governo do Maranhão

 

Aeroportos, ferrovia e terminais de portos

Semana somará R$ 10 bi em investimentos

O Ministério da Infraestrutura aposta no mês de abril para retomar, definitivamente, a agenda de leilões alterada pela pandemia. Só nesta semana, apelidada de “InfraWeek”, a pasta realizará os certames de uma ferrovia, 5 terminais portuários e 22 aeroportos.

Considerando os ativos a serem leiloados só nesta semana, a expectativa é que os vencedores façam investimentos de até R$ 10 bilhões. Deste montante, R$ 6,7 bilhões ficam na conta dos aeroportos, que serão divididos em 3 blocos regionais. Inicialmente, o governo planejava leiloá-los em outubro de 2020, mas a pandemia atrasou o processo.

Os impactos econômicos da pandemia foram levados em consideração e estudos de preços tiveram de ser refeitos para adaptar os leilões à demanda do mercado. Houve redução da circulação em alguns aeroportos, por exemplo.

“A gente refez todos esses estudos de demanda e foi por isso que demorou um pouco”, explicou ao Poder360 Natália Marcassa, secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura. Ela cita que alguns aeroportos chegaram a ter redução de 95% em voos internacionais.

Ainda em abril, depois “InfraWeek”, será feita a concessão da rodovia BR-153, ligando Anápolis (GO) a Aliança do Tocantins (TO). Somando o investimento até fim do mês, o governo espera que, ao todo, essas concessões resultem em R$ 18,4 bilhões de investimentos nesses ativos.

O Poder360 preparou 1 infográfico sobre os ativos e o investimento previsto.:

A secretária descarta que os recentes acontecimentos políticos –como a troca de 6 ministros– possam afetar o interesse dos investidores. “O curto prazo impacta menos os ativos de infraestrutura. O que impacta mais é a previsão de crescimento dessa demanda, quais são os investimentos”, diz.

Já na avaliação de Claudio Frischtak, economista e presidente da Inter.B Consultoria, há muitos elementos que atrapalham o apetite de investimentos. “Está havendo muito ruído no país no ponto de vista macroeconômico, fiscal e político, e isso obviamente atrapalha. Esse ruído gera incerteza e o investidor foge da incerteza, ainda que os investidores de infraestrutura sejam investidores de médio a longo prazo”, afirma.

Para o economista, entre os fatores que podem atrapalhar os leilões estão a pandemia, por influenciar em questões logísticas como visitas de investidores e viagens; o cenário macroeconômico e a fragilidade fiscal; o risco político, que em sua avaliação cresceu com os eventos recentes, como a reforma ministerial, as trocas no comando das Forças Armadas, e o imbróglio envolvendo o Orçamento; a insegurança jurídica; e a imprevisibilidade regulatória.

Porém, na visão de Frischtak, a agenda é positiva para o Brasil e o programa de concessões chama atenção não só no país, mas também fora. “É um cronograma ambicioso e que atrai muito interesse”, afirma. “Os investimentos em infraestrutura necessitam ser direcionados e executados pelo setor privado, porque não há espaço fiscal, com raríssimas exceções pontuais, para investimentos em infraestrutura por parte do setor público”, completa

Frischtak diz que calendário para abril é “ambicioso, mas exequível”. Segundo ele, em alguns dos leilões haverá bastante competição, mas não há como garantir que todos serão bem-sucedidos, e alguns poderão dar vazio. “Não existe uma percepção de uniformidade de grau de interesse. Alguns ativos geram mais interesses e outros menos”, avalia.

Na 4ª feira (7.abr.2021), a retomada começa com o certame dos 22 aeroportos. Para Natália Marcassa, o bloco Sul deve ser o mais disputado por ter aeroportos “mais tradicionais e com maior demanda como os de Foz do Iguaçu, Londrina e Curitiba”. Frischtak também cita o bloco como o que mais atrairá interesse do mercado. Só neste bloco, espera-se R$ 2,9 bilhões em investimentos.

Este certame em específico chegou a ser suspenso por uma decisão judicial da 3ª Vara Federal de Itajaí, já derrubada pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). O pedido de suspensão foi feito pelo Foro Metropolitano da Foz do Rio Itajaí Açu e tinha como foco o Aeroporto Internacional de Navegantes (SC). A instituição deseja que a licitação contemple obrigatoriamente a construção de uma pista extra no local. Para a secretária, o acontecimento não deve atrapalhar o apetite dos investidores. “Foi algo muito pontual. Os aeroportos ali tem uma demanda muito consolidada”, diz.

O governo sabe que o bloco Sul é o que atrairá mais interesse. Por isso, o presidente Jair Bolsonaro utilizou seu canal no Telegram no último sábado (3.abr) para divulgar os leilões do bloco Norte I. De acordo com ele, o investimento estimado para os 30 anos de concessão é de R$ 1,4 bilhão.

Dos 22 aeroportos que serão leiloados na 4ª feira, 7  fazem parte do bloco (Manaus, Tabatinga e Tefé, no Amazonas, Porto Velho, em Rondônia, Boa Vista, em Roraima, e Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre).

“Os aeroportos do Bloco do Norte I são voltados ao turismo ecológico, turismo de negócios, táxi aéreo e transporte de cargas para exportação. Além disso, servem de base de apoio aos municípios vizinhos, contribuindo para a integração regional e nacional”, diz a mensagem enviada pelo presidente.

Na 5ª feira (8.abr) é a vez do leilão do 1º trecho da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste). Com 537 quilômetros de extensão, ligará Ilhéus e Caetité, na Bahia. O projeto auxiliará o escoamento do minério de ferro produzido na região de Caetité e da produção de grãos e minério do Oeste da Bahia pelo Porto Sul, complexo portuário a ser construído nas imediações Ilhéus.

Na avaliação de Frischtak, o leilão da Fiol não terá muita competição. “É um projeto bem desafiador, com uma certa dificuldade, que envolve a construção de um trecho considerável e também de uma saída portuária, há barreiras ambientais, e não é um projeto simples”, explica. Marcassa concorda, mas diz que, tradicionalmente, os leilões de ferrovias não têm tanta concorrência.

Na 6ª feira (9.abr) é a vez dos 5 terminais portuários: 4 no Porto de Itaqui, no Maranhão, e 1 em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Segundo Natália, os terminais do Maranhão devem ter mais concorrência pois são voltadas ao armazenamento de granéis líquidos e, por isso, tem potencial para combustíveis.“Em Pelotas é um terminal muito específico para madeira”, pondera.

No final do mês (29.abr) será realizado o leilão da BR-153/080/414, que abrange Goiás e Tocantins. A BR-153 é considerada uma das principais rodovias de integração nacional do Brasil. “Esse é um investimento complexo, pesado. Deve ter alguma competição, não é um investimento trivial”, avalia Claudio Frischtak.

LEILÕES PREVISTOS PARA O RESTANTE DE 2021 E 2022

Fora os leilões já marcados, são esperadas rodadas relevantes no 2º semestre de 2021 e de 2022. Incluindo a renovação de contratos ferroviários, a venda da participação da Infraero nas concessionárias de alguns aeroportos e a relicitação de Viracopos, por exemplo.

Questionada se a pandemia pode voltar a atrasar este cronograma, a secretária descarta mudanças pelo menos nos certames previstos para 2021. “Para o cenário que a gente tem agora, estamos bem organizados. Se vier uma 3ª onda que traga muito mais restrições, que afete muito mais a demanda, aí é algo que a gente vai ter que olhar de novo. Mas eu diria com bastante segurança que isso não afeta os leilões de 2021, porque eles já passaram por esse rito, já estão na fase de publicação de edital, todo mundo já fez os estudos que tinham que ser feitos. […] Esse cenário afetaria mais os leilões de 2022”, pontuou.

No caso das ferrovias, estão previstas pelo menos mais 3 renovações antecipadas de contrato: a da ferrovia MRS ainda este ano, da FCA (Ferrovia Centro Atlântica) no 1º trimestre de 2022; e da Rumo Malha Sul no 3º trimestre do ano que vem. De acordo com a secretária, a medida foi uma forma de garantir a atualização dos contratos, que ainda teriam mais alguns anos de vigência, e antecipar investimentos.

Para o economista da Inter B, as renovações são benéficas. “De modo geral, tanto a estrutura contratual quanto a de incentivos apontam no sentido de mais investimentos e mais competição intra e intermodal, e logo, em mais inovação, e quem se beneficia é o consumidor”, analisa.

De acordo com ele, é importante aprofundar a reforma regulatória e reduzir a carga de regulação para atrair mais investimentos. “Toda discussão, seja no âmbito de rodovias, ferrovias, hidrovias ou de energia é de como é que se pode construir um ambiente de negócios e uma estrutura de incentivos que promova investimentos, promova a concorrência, promova a inovação e seja congruente com o interesse público, e isso depende de um trabalho conjunto do Ministério de Infraestrutura, das agências e do TCU (Tribunal de Contas da União)”, afirma.

OS LEILÕES JÁ REALIZADOS PELO GOVERNO

Desde o início do governo, os certames realizados pelo governo renderam R$ 13,5 bilhões em outorgas e devem resultar em R$ 44,3 bilhões em investimentos. Foram 12 aeroportos concedidos, 20 terminais portuários arrendados com contrato assinado, 3 concessões de ferrovias e 4 operações com ferrovias. Eis os detalhes:

FONTE: PODER 360

Lira restringe presença física de parlamentares e funcionários da camara dos deputados

imagem: Igo Estrela/Metrópoles

 

Antes, era de até R$ 50 mil

“Valor defasado”, justificou

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), alterou o limite de reembolso para despesas médicas dos deputados em 170%, de acordo com informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O valor de reembolso, que antes era de até R$ 50 mil, foi elevado a R$ 135,4 mil. O Poder360 confirmou a informação com base na publicação do boletim administrativo da Câmara em 29.03.2021. Eis o arquivo na íntegra (322KB)

Na página 4 do documento, Arthur Lira publicou o ato da mesa nº 185, modificando o ato nº 89 de 2013 que tratava sobre as despesas médicas. A redação passou a vigorar da seguinte maneira:

Os pedidos de reembolso cujos valores sejam de até R$  135.400,00 (cento e trinta e cinco mil e quatrocentos reais) poderão ser objeto de deliberação do Segundo-Vice-Presidente.”

No diário oficial da Câmara dos Deputados do mesmo dia, além da alteração dos valores, há também uma justificativa do porquê o valor ter sido elevado. Eis um dos trechos da justificativa de Lira:

“O valor supra encontra-se defasado. Nos últimos anos, a chamada “inflação médica” tem superado o índice oficial de inflação: Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O fenômeno, inclusive, não tem se restringido ao Brasil.”

 

FONTE: PODER 360