Combate ao COVID-19 | Marinha do Brasil

IMAGEM: MARINHA DO BRASIL

 

O Comando da Marinha do Brasil anunciou (15) que enviará 40 equipamentos de suporte respiratório emergencial do tipo Inspire para Manaus. Os respiradores serão recebidos em dois lotes, o primeiro com 26 unidades e o segundo com 14.

Desenvolvido a partir de uma parceria entre o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo e pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), o Inspire pode ser usado em locais remotos e em unidades de tratamento intensivo (UTIs), já que é portátil e não depende de ar comprimido. 

O estado de São Paulo também se prontificou a enviar respiradores para Manaus. Os 40 respiradores disponibilizados serão entregues em 4 lotes: 5 serão entregues hoje (15), mais 5 no sábado (16) e outras 20 unidades no domingo (17). As 10 unidades restantes serão entregues na semana que vem. 


FONTE: AGÊNCIA BRASIL

Vacinas; vacina covid-19; vacina coronavírus

IMAGEM: Paul Biris/Getty Images

 

O governo federal disse a empresários, em reunião virtual realizada ontem e promovida pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que a aquisição de vacinas por empresas para imunização de funcionários será proibida, apurou o jornal O Estado de S. Paulo. Respondendo à principal dúvida de executivos e donos de negócios, alguns dos quais já se movimentavam para importar doses, representantes dos Ministérios da Saúde, das Comunicações e da Casa Civil foram taxativos: a vacinação ficará a cargo do governo, que garantiu ter imunizantes para toda a população.

A reportagem conversou com duas fontes que participaram da reunião. Um deles disse ter saído do encontro "mais tranquilo" do que entrou. Alguns dos presentes, no entanto, fizeram críticas à comunicação contraditória do governo em relação à vacinação.

Além de afastar a possibilidade de o setor privado fazer uma vacinação paralela, o governo também afirmou que já tem cerca de 500 milhões de doses contratadas. Outro recado foi de que, pelo fato de ter um programa de imunização já estabelecido, o Brasil poderá recuperar o "tempo perdido" em relação a nações que já vêm vacinando há mais de um mês.

Do lado do governo, participaram o ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto; o ministro das Comunicações, Fábio Faria; e o secretário-geral do Ministério da Saúde, Élcio Franco. Os empresários convidados para a reunião fazem parte de um grupo reunido pela Fiesp, chamado Diálogo Brasil, que visa a aproximar o setor produtivo das decisões do Palácio do Planalto.

Uma das propostas das empresas, na tentativa de ajudar a acelerar a imunização, era doar uma dose para o programa nacional de imunização para cada vacina aplicada em um funcionário. No entanto, o argumento oficial para descartar a oferta foi de que, com a produção tanto pelo Instituto Butantan quanto pela Fiocruz, não haverá falta de imunizantes. A expectativa do governo é de que o País possa até se tornar exportador de vacinas mais para o fim deste ano.

A exemplo do que foi comunicado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazzuello, a previsão da reunião foi de que a vacinação no País deverá começar ainda na semana que vem, entre os dias 19 e 20.

Dilema

Desde o início desta semana, o jornal O Estado de S. Paulo teve conversas com diversos empresários, que se dividiam em dois grupos: o primeiro já se movimentava para importar imunizantes para seus funcionários e suas famílias; o segundo considerava antiético "furar a fila" dos grupos de risco definidos: idosos, profissionais de saúde e portadores de doenças crônicas.

Uma grande varejista, com dezenas de milhares de empregados, chegou a dar os primeiros passos para importar vacinas para funcionários e seus familiares. A reportagem também apurou que uma empresa ligada ao setor automotivo também estava buscando alternativas para seus 3 mil colaboradores. Agora, essas iniciativas devem ser abandonadas.

Por outro lado, outras companhias, mesmo antes do veto oficial, já tinham descartado usar seu poder econômico para que seus funcionários "furassem a fila" da imunização. O presidente de uma grande indústria disse, em condição de anonimato, que, após uma reunião de diretoria, ficou acordado que a empresa não buscaria comprar vacinas. "Isso faria sucesso com o nosso público interno, mas achamos que, em relação aos grupos de risco, seria antiético. Então, não faremos."

Os empresários consultados disseram estar dispostos a dar apoio financeiro para agilizar a vacinação. As companhias aéreas já anunciaram que vão fazer o transporte das vacinas gratuitamente. Procurados, os ministérios da Saúde, das Comunicações e da Casa Civil não se pronunciaram até o fechamento da edição da quinta-feira, 14, do jornal O Estado de S. Paulo. 

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

 

 

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

(Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

 

Sindicalistas pedem aos candidatos à Presidência da Câmara a volta do auxílio emergencial no valor de R$ 600 durante a pandemia do novo coronavírus. Hoje, representantes de centrais sindicais do país se reuniram com o candidato Baleia Rossi (MDB-SP), em São Paulo. Na segunda (11), o encontro foi com Arthur Lira (PP-AL), em Brasília.

Nas conversas foi entregue um documento com propostas aos candidatos tendo como prioridades a manutenção do auxílio emergencial durante a pandemia com medidas para a proteção de empregos, vacinação célere contra a covid-19 a toda a população brasileira, ações para a geração de renda, implementação de campanhas de solidariedade e o fortalecimento da organização sindical e da negociação coletiva.

Assinam a carta com as reivindicações representantes da Central de Sindicatos Brasileiros (CSB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).

O presidente da CSB, Antônio Neto (PDT), disse à reportagem que as centrais querem que a volta do auxílio emergencial seja pautado de forma urgente logo após a posse do candidato eleito. Tanto Baleia Rossi quanto Arthur Lira afirmam estar dispostos a arranjar uma solução para o fim da ajuda desde que regras fiscais, como o teto de gastos, sejam respeitadas. Uma opção seria ampliar o número de beneficiados ou aumentar o valor do Bolsa Família.

O sindicalista afirmou ainda que as centrais querem mudanças na reforma tributária, da qual Baleia Rossi é autor do principal texto sobre o assunto em tramitação no Congresso Nacional. "Queremos uma reforma tributária solidária, progressiva. Tributar aqueles que mais têm condições de ser tributado e tributar menos os que têm menos. [...] Todos nós defendemos uma reforma tributária. Qual é a reforma é outra coisa", disse Neto.

Baleia tem ressaltado que a reforma tributária será sua prioridade, se eleito. Antônio Neto afirmou que as centrais sindicais estão dispostas a conversar com os demais postulantes à Presidência da Câmara. São eles Marcel van Hattem (Novo-RS), Alexandre Frota (PSDB-SP), Capitão Augusto (PL-SP), Fábio Ramalho (MDB-MG) e André Janones (Avante-MG).

FONTE: UOL ECONOMIA

FOTO: Leo Munhoz / Diário Catarinense

 

O governo de Santa Catarina prevê para fevereiro o lançamento de uma nova proposta de utilização do transporte marítimo na Grande Florianópolis, informou o secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Vieira, em entrevista à NSC TV nesta quarta-feira (13).

O projeto deve ser apresentado às prefeituras da região. Ele informou ainda que o governo pretende ter um projeto pronto para implantação até 2022. O funcionamento segue sem data exata estabelecida.

"Não dá pra se admitir que a Ilha de Santa Catarina, que tem o seu potencial turístico, econômico e que é a Capital do estado, não tenha transporte aquaviário. É certo que até 2022, se nós não tivermos marcado o gol [feito a implantação do sistema], vamos deixar a bola sem goleiro na marca do pênalti... que aí é só fazer a implantação do processo do sistema aquaviário de concessão", explicou.

"Nós teremos um esforço todo concentrado para o transporte aquaviário, para que a gente possa dar passos firmes na implantação do processo de concessão. Já no próximo mês, a gente já vai ter por parte do governador do estado informações sobre o sistema. O estudo está bem consolidado e agora a gente passa para uma próxima etapa de apresentação de uma proposta inicial para todos os atores impactados", disse o secretário.

Em março de 2019 ainda eram necessárias as licenças ambientais do projeto e em outubro a Secretaria de Infraestrutura havia anunciado estudo com possíveis rotas do transporte marítimo.

O primeiro estudo sobre o transporte marítimo em Florianópolis, realizado em 2010, estava preso em uma série de licenças ambientais e de uso de áreas costeiras.

O Departamento de Transportes e Terminais (Deter) chegou a anunciar a operação de catamarãs, uma empresa fez testes, mas o serviço não foi implementado.

FONTE: G1

Atendimentos começam nesta segunda-feira (16)

IMAGEM: MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL

 

O INSS agora vai fazer apenas atendimentos presenciais para concessão de auxílio-doença, antecipando o fim das perícias online. Por causa da pandemia, as agências do INSS estavam fechadas, e as perícias para conceder o auxílio estavam ocorrendo online. O agendamento online termina no sábado (16). Estava previsto para durar até 31 de janeiro, mas o seu fim foi antecipado.

O agendamento presencial deve ser feito pelo telefone 135 ou pelo aplicativo Meu INSS, onde será possível escolher data, hora e local da perícia. A lista de agências está disponível no site do órgão. O INSS afirma que 491 locais estão aptos para realizar os procedimentos, com mais de 2.000 médicos peritos atuando em todo o país.

O benefício é dado a trabalhadores que ficam doentes ou sofrem acidentes e estão impossibilitados de exercer sua função. O serviço de perícia online (telemedicina) foi oferecido após pedido do TCU (Tribunal de Contas da União) ao INSS para reduzir as filas de concessão do benefício. Questionado pelo UOL, o INSS informou não ter um balanço de quantos pedidos de auxílio-doença foram feitos online.

Atendimento presencial

Até o dia 4 de janeiro, havia mais de 520 mil atendimentos presenciais agendados em todo o país para as próximas semanas. "Permanecem em trabalho remoto os peritos que pertencem ao grupo de risco aumentado para covid-19 (idosos com mais de 60 anos, doenças graves, grávidas, lactantes)", informa a pasta.

Os atendimentos têm ocorrido em até 30 dias, em geral, segundo o INSS. A lei informa que o INSS tem até 45 dias para concluir a análise do auxílio. Ao ir à agência, o beneficiário deve levar toda a documentação sobre a doença ou acidente que motivou o afastamento do trabalho. Atestados, laudos, exames e receitas médicas, especialmente com datas mais recentes.

Antecipação de valores encerrada

A antecipação do benefício temporário por incapacidade (de R$ 1.045, valor do salário mínimo na época) foi uma das medidas adotadas pelo governo federal durante a pandemia. "Mesmo com o retorno gradual do atendimento presencial e a retomada da perícia médica presencial, o segurado ainda pode optar pela antecipação do benefício por incapacidade temporária", disse o órgão, no ano passado.

Quem recebeu a antecipação do salário mínimo, mas tinha direito a valor maior, terá a diferença paga ainda, segundo o INSS. Quem ainda não recebeu deve entrar em contato com a Previdência Social pelo telefone 135 para ter mais informações.

FONTE: UOL ECONOMIA

 

Plataforma FPSO Cidade de Itaguaí é um navio petroleiro adaptado - Foto André Motta/Petrobras

IMAGEM: André Motta/Petrobras

 

Entre as 100 maiores transacionais

Lista da revista Science Advances

Entre as 100 maiores corporações transnacionais que operam nos oceanos mundo afora, a Petrobras aparece em 2º lugar. A lista, divulgada nesta 4ª feira (13.jan.2021), é parte de uma pesquisa publicada na renomada revista Science Advances, feita por cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e das Universidades de Estocolmo e Uppsala, na Suécia.

Foram avaliados 8 principais setores que operam nos oceanos: petróleo e gás offshore, equipamentos e construção navais, produção e processamento de pescados e frutos do mar, transporte de contêineres, construção e reparo de navios, turismo de cruzeiros, atividades portuárias e energia eólica.

Combinadas, essas indústrias geraram ganhos de 1,9 trilhão de dólares em 2018 (10,4 trilhões de reais). A brasileira Petrobras faturou 46 bilhões de dólares naquele ano, o equivalente a cerca de 250 bilhões de reais.

O estudo, que tem como objetivo avaliar a concentração da indústria no ambiente marítimo e os perigos que isso representa, mostrou ainda que Arábia Saudita, Brasil, Irã, México e Estados Unidos são, respectivamente, sede das maiores transnacionais de petróleo e gás offshore.

Para os cientistas, esse nível de concentração na economia oceânica, fortemente dependente de recursos naturais, particularmente pesca, apresenta riscos para a sustentabilidade e uso global dos mares.

“Essa tendência inclui o potencial que essa economia concentrada tem de retardar o progresso rumo às metas globais de acesso e uso equitativos dos recursos e espaços oceânicos e, de forma mais ampla, para seu uso sustentável”, detalha à DW Brasil John Virdin, principal autor do estudo.

Soma-se a esse cenário o fato de a indústria do petróleo ser fonte considerável de gases do efeito estufa, que aceleram as mudanças climáticas. Além disso, a queima dos combustíveis fósseis produzidos pelas petroleiras, junto com carvão, é responsável por 60% das emissões globais.

QUEDA E ASCENSÃO DA PETROBRAS

Depois de anos de crise financeira e de credibilidade a partir de 2014, quando o grande esquema de desvio de dinheiro dentro da empresa veio à tona, a recuperação recente da Petrobras impressionou.

Segundo um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), os lucros caíram rapidamente a partir de 2012, o que levou a brasileira a ter a maior dívida do mundo entre as petroleiras.

Em 2020, porém, ano de pandemia de covid-19, a Petrobras atingiu seu maior nível de produção anual de petróleo e gás natural – foram 2,28 milhões e 2,84 milhões de barris por dia, respectivamente.

O recorde, segundo a própria empresa, se deve ao “foco em ativos de classe mundial em águas profundas e ultraprofundas”, áreas onde a Petrobras considera ter diferencial competitivo.

“O advento do pré-sal colocou a empresa no mapa mundial. Não é de se surpreender que a Petrobras seja a 2ª maior do mundo quando se consideram atividades no oceano”, comenta Arthur Wieczorek, pesquisador associado ao Centro de Geociências Aplicadas ao Petróleo da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

Com 87% do total de suas operações concentradas na produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas no Brasil, a petroleira planeja investir 46,5 milhões de dólares entre 2021 e 2025 em exploração e produção. O foco, informou à DW Brasil, é o pré-sal.

Sobre os rumores recentes de privatização, fontes internas ouvidas pela DW Brasil dizem que, embora haja o desejo do ministro da Economia Paulo Guedes, os militares seriam contra. Atualmente, o Conselho da Administração da Petrobras é presidido por Eduardo Leal Ferreira, que foi Almirante de Esquadra da Reserva e Comandante da Marinha até janeiro de 2019.

EFEITOS DA CONCENTRAÇÃO DE PODER

Para Henrik Wachtmeister, um dos autores do estudo publicado na Science Advances, o caso do Brasil mostra como o esgotamento dos recursos força a produção a se deslocar para operações cada vez mais complicadas, mais distantes e em maiores profundidades.

“O momento de aumento da produção do Brasil e da Petrobras também ilustra o difícil dilema de muitos países produtores de petróleo no que diz respeito à mitigação das mudanças do clima e ao Acordo de Paris. Como um dos poucos países com potencial de produção de petróleo convencional, os níveis de produção do Brasil devem aumentar até 2030, possivelmente tornando a Petrobras a maior empresa petrolífera de capital aberto do mundo” afirma Wachmeister à DW.

A preocupação é que, devido ao seu tamanho e poder desproporcionais, companhias transnacionais, como a Petrobras, possam gerar grandes impactos ambientais e sociais.

“O domínio de um pequeno número empresas (…) pode permitir o lobby direcionado dos reguladores para enfraquecer os padrões sociais ou ambientais”, citam os autores, dando como exemplo a imposição de barreiras a práticas sustentáveis ​​em nível nacional ou internacional.

No caso brasileiro, opina Wieczorek, que não fez parte do estudo, a concentração da exploração de petróleo na mão da Petrobrás não seria tão negativa.

“O controle de segurança e de meio ambiente sobre várias empresas operando seria muito difícil no Brasil, onde nem sempre suas entidades reguladores funcionam bem. Aqui, esse comportamento tem que ser uma questão da empresa”, argumenta, adicionando que a petroleira teria um histórico pequeno de vazamentos em comparação às grandes empresas do ramo.

“Toda produção de petróleo e gás, porém, tem perigo de grandes vazamentos. E, quanto maior a produção, maior o risco”, adverte Wieczorek.

Para o pesquisador John Virdin, o estudo ressalta que a economia nos oceanos é semelhante a muitos setores da economia global: um número relativamente pequeno de grandes corporações detêm o controle.

“Embora isso represente riscos para as metas globais de uso sustentável dos oceanos e equidade, também fornece outra razão para essas grandes empresas assumirem um papel de liderança ajudando a conservar e restaurar os ecossistemas oceânicos e apoiar as comunidades que dependem deles”, pontua.

FONTE: PODER360

Coronavirus

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Plano inclui reforço a distribuição de vacinas, auxílio para famílias e pequenas empresas afetadas pela crise sanitária

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentou uma proposta de estímulo econômico de US$ 1,9 trilhão (R$ 9,9 trilhões) na quinta-feira (14), afirmando ser necessário um investimento ambicioso para impulsionar a economia e acelerar a distribuição de vacinas para controlar o coronavírus.

Biden fez campanha no ano passado com a promessa de enxergar a pandemia de forma mais séria que o presidente Donald Trump, e o pacote busca colocar essa promessa em movimento com um influxo de recursos para a distribuição da vacina contra o coronavírus e a recuperação econômica.

"Uma crise de profundo sofrimento humano está em vista, e não há tempo a perder", disse Biden. "Precisamos agir e precisamos agir agora."

O pacote inclui US$ 415 bilhões (R$ 2,1 trilhões) para reforçar a resposta ao vírus e a distribuição de vacinas contra a Covid-19, cerca de US$ 1 trilhão (R$ 5,2 trilhões) em auxílio direto às famílias e cerca de US$ 440 bilhões (R$ 2,3 trilhões) para pequenas empresas e comunidades particularmente atingidas pela pandemia.

 

Os cheques de estímulo seriam emitidos no valor US$ 1.400 (aproxidamente R$ 7.400), superando os cheques no valor de US$ 600 (aproximadamente R$ 3.150) emitidos de acordo com o último pacote de estímulo do Congresso. O valor do auxílio-desemprego suplementar também aumentaria para US$ 400 (R$ 2.100) por semana, ante os atuais US$ 300 (R$ 1.570) por semana, e seria estendido até setembro, disseram as autoridades.

O plano de Biden visa dar início a seu mandato com um grande projeto de lei que coloca em ação, de forma rápida, sua agenda de curto prazo: auxiliar a economia e controlar um vírus que matou mais de 385 mil pessoas nos Estados Unidos até a quinta-feira.

Também oferece um forte contraste a Trump, que passou os últimos meses de seu governo tentando minar a vitória eleitoral de Biden em vez de concentrar-se no alívio adicional ao coronavírus. Apesar disso, Trump, que deixa o cargo na próxima quarta-feira (20), apoiou pagamentos de US$ 2.000 aos norte-americanos.

No Congresso, muitos republicanos recusaram a quantia desses pagamentos, e Biden enfrentará obstáculos semelhantes com suas propostas, embora seja auxiliado pelo fato de que seus companheiros democratas irão controlar a Câmara e Senado.

O novo presidente buscará aprovar o pacote mesmo em um momento no qual seu antecessor enfrenta um julgamento de impeachment.

MOMENTO PRECÁRIO

Autoridades de transição disseram que o plano de Biden será um pacote de resgate que será seguido por outro pacote de recuperação nas próximas semanas.

O plano estenderia as moratórias sobre execuções hipotecárias e despejos até setembro e incluiria financiamento para aluguel e assistência a serviços públicos.

O presidente eleito também pedirá ao Congresso que aumente o salário mínimo para US$ 15 a hora, e o pacote incluirá ajuda para combater a fome.

"Sei que o que acabei de descrever não vem de forma barata, mas não fazer isso nos custará demais", disse Biden, acrescentando que economistas, instituições financeiras e bancos de Wall Street defendem a necessidade de estímulo.

Os recursos relacionados ao auxílio ao coronavírus irão para um programa nacional de vacinas, testagem, investimentos para os trabalhadores fazerem a divulgação da vacina e rastreamento de contatos, e dinheiro para os Estados.

"As vacinas oferecem tanta esperança...mas a distribuição da vacina nos Estados Unidos tem sido um fracasso lamentável até agora", disse Biden, acrescentando que na sexta-feira irá apresentar seu plano para vacina 100 milhões de norte-americanos em 100 dias depois de assumir o cargo.

As paralisações e restrições relacionadas à pandemia custaram milhões de empregos norte-americanos.

FONTES: REUTERS/FOLHA DE S.PAULO

Brasil vai na contramão dos países emergentes - Getty Images/iStockphoto/sefa ozel

Imagem: Getty Images/iStockphoto/sefa ozel

Segundo a agência Moody's, fim do auxílio emergencial para os mais vulneráveis também representa riscos

 

Os atrasos contínuos do Brasil na distribuição de uma vacina contra o coronavírus irão aumentar os riscos negativos para a recuperação econômica projetada para este ano, afirmou nesta quarta-feira (13) a principal analista para o Brasil da agência de classificação de risco Moody's.

Em entrevista com jornalistas sobre as perspectivas para a maior economia da América Latina, Samar Maziad também disse que o fim do auxílio emergencial para os mais vulneráveis poderia representar alguns riscos para a recuperação e que abandonar o mecanismo do teto de gastos teria implicações negativas para o perfil de crédito soberano do Brasil.

Em 8 de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro assinou uma carta ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, pedindo ajuda para antecipar a entrega ao Brasil de um lote de 2 milhões de vacinas contra a Covid-19 produzidas por um laboratório indiano.

O imunizante é produzido pelo Serum Institute, mas foi desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca.

 

A vacina AstraZeneca/Oxford sempre foi a preferida de Bolsonaro, que ao longo do ano passado atuou contra a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan (SP) em parceria com o laboratório chinês Sinovac e no centro da "guerra da vacina" entre o governador João Doria (PSDB) e Bolsonaro.

A disputa, agora, gira em torno da vacinação, ainda que Bolsonaro sempre tenha colocado imunizantes em dúvida. O governo federal incluiu a Coronavac, todas as 46 milhões de doses já encomendadas da China prontas ou em insumos, no Programa Nacional de Imunização.

Ao mesmo tempo, há dúvidas no governo paulista sobre os empecilhos da Anvisa ao uso emergencial da Coronavac.

Sobre o auxílio emergencial, o ministro da Economia, Paulo Guedes, vem tratando como positiva a não aprovação do Orçamento deste ano pelo Congresso, o que impõe uma trava para as despesas do governo.

Com a limitação nas contas, a equipe econômica afirma não trabalhar com a possibilidade de fazer novos pagamentos do auxílio emergencial a trabalhadores informais afetados pela pandemia do novo coronavírus.

Sem controle da crise sanitária e com a taxa de desemprego em alta, o fim do auxílio emergencial foi criticado por políticos e especialistas. Nas negociações para a sucessão do comando do Congresso, parlamentares pressionam pela aprovação de novas parcelas da assistência.

As disputas políticas no Legislativo no ano passado travaram a tramitação do Orçamento de 2021, que ainda não foi aprovado. Com isso, a norma prevista na legislação limita os gastos discricionários dos ministérios —como custeio da máquina pública e investimentos— a um doze avos do valor previsto para o ano. Pela regra, o governo não tem autorização para ampliar despesas, se desejar.

 

FONTES: REUTERS/FOLHA DE S.PAULO

 

IMAGEM: AFP

 

Conversou com governador Wilson Lima

Arreaza: “Solidariedade latino-americana”

“O povo do Amazonas agradece”, diz Lima

O ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, anunciou nesta 5ª feira (14.jan.2021) em seu perfil no Twitter que, “por instruções do presidente Nicolas Maduro”, sua pasta entrou em contato com o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), para colocar à disposição cilindros de oxigênio do país fronteiriço, atendendo à crise em Manaus.

“Seguindo instruções do Presidente Nicolas Maduro, conversamos com o governador do estado do Amazonas, Brasil, Wilson Lima, para disponibilizar imediatamente o oxigênio necessário para atender a contingência sanitária em Manaus. Solidariedade latino-americana acima de tudo!”, afirmou.

MANAUS SEM OXIGÊNIO

O estoque de oxigênio acabou em vários hospitais de Manaus nesta 5ª feira (14.jan.2021). Com isso, a situação do Estado do Amazonas no atendimento a pacientes com covid-19 se agravou nas últimas horas.

De acordo com o pesquisador Jesem Orellana, da Fiocruz-Amazônia, a falta de oxigênio foi registrada em instituições como o Hospital Universitário Getúlio Vargas e serviços de pronto-atendimento, como o SPA José de Jesus Lins de Albuquerque

“Há informações de que uma ala inteira de pacientes morreu sem ar”, disse o pesquisador à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

O reitor Sylvio Puga, da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), que administra o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), disse que os pacientes da instituição estão sendo transferidos para o Piauí.

Profissionais de saúde publicaram vídeos nas redes sociais mostrando a situação crítica dos hospitais.

Uma funcionária da Policlínica Dr. José Lins publicou um vídeo no qual faz um apelo às autoridades, pedindo por oxigênio.

“Pessoal, peço a misericórdia de vocês. Nós estamos em uma situação deplorável. Simplesmente acabou o oxigênio de toda uma unidade de saúde. Tem muita gente morrendo. Quem tiver disponibilidade, oxigênio, por favor, traga aqui para o SPA, tem muita gente morrendo”, diz a profissional aos prantos.

Mario Vianna, presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, disse que na manhã desta 5ª feira muitos pacientes estavam sendo “ambuzados”, ou seja, recebendo oxigenação de forma manual, sendo mantidos vivos pelo esforço dos profissionais de saúde, já que os respiradores estão sem oxigênio.

“É uma situação terrível que nós temíamos e denunciamos que isso poderia chegar. Nesse momento, faço um apelo a todas as autoridades”, disse. “Transportar oxigênio de outros Estados em caráter de guerra é uma necessidade para se salvar vidas”.

FONTE: PODER 360

 

Vacina coronavirus moderna

IMAGEM: Dado Ruvic/Reuters

 

Diretoria Colegiada irá realizar para autorizar ou não o uso emergencial das vacinas contra a Covid-19 desenvolvidas pelo Instituto Butantan e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta terça-feira, 12, que sua Diretoria Colegiada irá realizar reunião no próximo domingo para autorizar ou não o uso emergencial das vacinas contra a Covid-19, a partir dos pedidos feitos na última sexta-feira.

 

A reguladora tem até a próxima segunda-feira para dar uma resposta à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), parceira da britânica AstraZeneca no Brasil para a produção da vacina de Oxford; e ao Instituto Butantan, responsável pelo imunizante desenvolvido pela farmacêutica chinesa Sinovac, a Coronavac.

Se a autorização de uso emergencial for liberada, os imunizantes serão liberados para serem aplicados nos grupos de risco da doença. Mas, para que a campanha de imunização em massa ocorra, as vacinas ainda precisam do registro definitivo, ainda sem solicitação.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, não garantiu quando se dará o início da vacinação nacional. Segundo ele, “a vacina começará no dia D, na hora H”, afirmou durante discurso em Manaus.

FONTE: Jornal GGN

 

IMAGEM: AGÊNCIA PARÁ

Helder Barbalho classificou a medida como preventiva e justificou como uma forma de proteger os cidadãos paraenses de um aumento do número de casos e hospitalizações

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), assinou decreto que proíbe embarcações com passageiros do Amazonas a entrarem no estado a partir desta quinta-feira (14/1). Em vídeo divulgado, o governador classificou a medida como preventiva e justificou como uma forma de proteger os cidadãos paraenses de um aumento do número de casos e hospitalizações.
 
"Queria informar que nós estamos publicando um decreto estadual no dia de amanhã (hoje, quinta) proibindo a circulação de embarcações com passageiros vindos do Amazonas. Essa é uma medida preventiva, fundamental para que possamos evitar a ampliação do contágio dentro do Estado do Pará e, consequentemente, os problemas de saúde em face da pandemia do novo coronavírus", disse Barbalho.
 
De acordo com o governador, haverá também monitoramento da Polícia Militar do Estado de embarcações e aeronaves para que se possa cumprir a medida preventiva de restrição.
 
O anúncio vem no momento em que o número de sepultamentos em Manaus cresceu 193% em um mês em meio à explosão do número de infectados pelo coronavírus no Amazonas. Por causa do aumento dos casos de covid-19, o prefeito de Manaus, David Almeida, decretou estado de emergência em Manaus pelo período de 180 dias para conter o avanço da pandemia na capital amazonense.
 
O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) havia confirmado na terça-feira, 12, a identificação de uma nova linhagem do vírus da covid-19 com origem no Amazonas. A nova cepa brasileira é recente, provavelmente surgida entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021.
 
Denominada provisoriamente de B.1.1.28 (K417N/E484K/N501Y), a variante do SARS-CoV-2 é a que foi identificada recentemente pelo Japão em quatro viajantes (um homem e uma mulher adultos e duas crianças) que retornaram da região amazônica brasileira em 2 de janeiro. O pesquisador da Fiocruz Amazônia Felipe Naveca disse acreditar que a mutação não seja a única responsável pela aceleração de casos do novo coronavírus no Estado.
 
 FONTES: CORREIO BRAZILIENSE/ÃGÊNCIA ESTADO

 

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A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou nesta quarta-feira (13) que a retomada de lockdowns no continente para conter o avanço da covid-19 devem durar até o fim do primeiro trimestre. Segundo ela, o cenário já estava previsto e, por isso, não altera as projeções econômicas da autoridade monetária. “Nossas projeções ainda são muito plausíveis”, disse em evento virtual promovido pela agência Reuters, quando questionada sobre a retomada de medidas restritivas rígidas em países como a Alemanha.

 Lagarde defendeu que 2021 começa em uma perspectiva melhor em relação ao ano passado, diante do processo de vacinação contra o novo coronavírus no bloco. A União Europeia já faz uso dos profiláticos da Pfizer/BioNTech e da Moderna e deve autorizar, até o fim do mês, o uso emergencial das doses da AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

“Algumas incertezas de 2020 já foram resolvidas, como o Brexit e as eleições nos Estados Unidos”, apontou a presidente do BCE. Para ela, mais do que a certificação do presidente americano eleito, Joe Biden, a definição do controle do Congresso – conquistada pelos democratas – foi um ponto fundamental para a definição das possibilidades econômicas do mundo nos próximos quatro anos.

Ainda assim, Lagarde reiterou que é preciso cautela neste momento de pandemia persistente e que muita incerteza continua no radar do BCE. “Temos grande preocupação com uma eventual ineficiência do programa de vacinação contra a covid-19”, alertou, durante o evento.

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO