Eólica Mangue Seco 1 e Eólica Mangue Seco 2 são colocadas à venda pela Petrobras

IMAGEM: DIVULGAÇÃO

 

A Petrobras assinou um contrato para venda de sua participação total de 49% nos parques eólicos Mangue Seco 3 e 4, por R$ 89,9 milhões com a V2I Transmissão de Energia Elétrica, informou a petroleira em comunicado ao mercado nesta quinta-feira.

A venda foi feita em conjunto com a Wobben Windpower Indústria e Comércio, que detinha os demais 51% dos ativos.

O montante será pago em duas parcelas, sendo R$ 22,5 milhões nesta quinta-feira, (7) e R$ 67,4 milhões no fechamento da transação, sujeito aos ajustes previstos no contrato.

O fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições, como a aprovação pelo Banco do Nordeste do Brasil, financiador do desenvolvimento do parque eólico, e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

FONTE: CNN

 

profissional de saúde com seringa e vacina

IMAGEM: EPA

 

Lideranças de centrais sindicais defendem a vacinação da população o quanto antes, a continuidade do auxílio emergencial em 2021 e cobram o presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a responsabilidade na crise do coronavírus.

O posicionamento foi alinhado nesta terça-feira (5), por videoconferência, na primeira reunião de 2021 do Fórum das Centrais Sindicais – que incluem CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CSB.

As centrais desenvolveram um texto em torno de soluções para a crise, que está sendo encaminhado para diversos órgãos, partidos políticos e também há a intenção de realizar uma reunião com o Supremo Tribunal Federal sobre o assunto.

Confira abaixo as propostas das Centrais Sindicais:

1. Vacina já para todos. Exigir um plano nacional de vacinação, universal e público, estruturado a partir do Programa Nacional de Imunização do Sistema Único de Saúde (SUS), integrando e articulando os entes subnacionais (Estados e Municípios) e o setor privado, em um esforço coordenado para uma execução segundo as prioridades estabelecidas pelo setor de saúde.

2. Manutenção do auxílio emergencial e proteção dos empregos/salários. Prorrogar durante a pandemia o auxílio emergencial de R$ 600,00 e as medidas para pagamento dos salários dos trabalhadores com contrato suspenso ou com redução de jornada de trabalho.

3. Mais Empregos. Articular e implementar medidas com o objetivo de gerar empregos e renda para os milhões de desempregados.

4. Campanhas de solidariedade. É fundamental que toda as entidades sindicais mantenham as campanhas de ajuda solidária, em especial aos mais necessitados, assim como coloque sua estrutura à serviço do sistema nacional de vacinação em cada localidade.

5. Fortalecimento da organização sindical e da negociação coletiva. Recuperar a capacidade de atuação da estrutura sindical.

Articulação

 

As Centrais Sindicais querem fazer um movimento em vários âmbitos. “Vamos articular com os deputados estaduais e federais, prefeitos que assumiram, Une, OAB, entre outras entidades, para fazer o máximo de pressão contra o governo federal, que tem essa responsabilidade [de enfrentar a crise], apesar de declarar ontem que é incompetente para isso. E se ele se declara incompetente, ele que peça para sair”, diz João Carlos Gonçalves, conhecido como Juruna, secretário geral da Força Sindical.

Juruna ainda afirma que as centrais também vão articular com todos os candidatos postulantes aos cargos da presidência da câmara dos deputados e senado, independente de partido.

Além disso, os sindicatos estão agendando uma reunião sobre os temas com o presidente do STF, Luiz Fux.

“Esse documento está sendo distribuído para os sindicatos locais, em cada cidade do País. A partir disso, vamos começar uma mobilização por meio do WhatsApp e das redes”, ressalta.

 

FONTE: ISTOÉDINHEIRO

IMAGEM: JACQUELINE LISBOA/ESPECIAL METRÓPOLES

 

O Brasil ultrapassou, nesta quinta-feira (07/01), mais de 200 mil mortes pela covid-19, segundo o Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).

Até o momento, foram registradas 200.498 mortes no país — o primeiro óbito ocorreu em 12 de março, conforme a pasta.. Além disso, já foram registrados 7.961.673 casos de infecções pelo novo coronavírus.

O Estado com maior número de vítimas fatais é São Paulo (47.768), seguido de Rio de Janeiro (26.292) e Minas Gerais (12.366).

Ainda nesta quinta, o país também bateu recorde diário de óbitos, conforme dados do Conass: nas últimas 24 horas foram registradas 1.841 mortes pela covid-19.

Em números absolutos, o Brasil é o segundo país com mais mortes pela doença em todo o mundo. Ele está atrás apenas dos Estados Unidos, que têm mais de 363,5 mil óbitos por covid-19, conforme levantamento da Universidade Johns Hopkins

O país foi superado em número de casos, entretanto, pela Índia (10,39 milhões), agora em segundo lugar depois dos Estados Unidos (21,4 milhões).

Subnotificação

Para especialistas, o Brasil já havia batido a marca dos 200 mil mortos pela covid-19 antes desta quinta-feira. Epidemiologistas, matemáticos e cientistas de dados calculam que o número real na atualidade é bem maior.

Um dos indicativos disso é o aumento nos números de mortes por Síndrome Aguda Respiratória Grave (SRAG).

"Se compararmos o número de mortes por SRAG em 2019 e em 2020, é possível observar que neste ano há um excedente enorme, mesmo quando subtraímos a média dos períodos anteriores e os casos em que a covid-19 foi confirmada", afirmou, em reportagem publicada em 30 de dezembro, o engenheiro Miguel Buelta, professor titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

Em outras palavras, na comparação com o passado recente, o número de pessoas que não sobreviveu a um colapso das vias aéreas em 2020 foi muito maior. E, dentro desse contingente, há uma quantidade enorme de óbitos em que o agente por trás do problema não foi identificado.

Em 2019, o Brasil contabilizou 4.852 mortes por SRAG. Já no ano de 2020, o número de óbitos por essa mesma condição estava em 229,1 mil até o dia 1º de novembro. Desse total registrado, 151,5 mil tiveram a covid-19 confirmada. Numa conta simples de subtração, dá pra concluir que cerca de 75 mil mortes por SRAG ocorridas ao longo dos últimos meses não tiveram sua origem esclarecida.

Porém, em um ano de pandemia, com alta circulação de um novo tipo de coronavírus, especialistas dizem ser possível afirmar que a maioria dessas pessoas deve ter tido covid-19.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde afirmou, sem entrar em detalhes, que há um processo para fortalecer a rede de vigilância de influenza e outros vírus respiratórios, "para cada vez mais qualificar a identificação de agentes etiológicos causadores de doenças respiratórias, como a covid-19, principalmente por técnicas de biologia molecular, incluindo mais tipos de vírus nos diagnósticos e com equipamentos capazes de um maior número de processamento ao dia".

Vacina

O Brasil bate a marca dos mais de 200 mil mortos no dia em que o Instituto Butantan divulgou o nível de eficácia da vacina CoronaVac, que São Paulo planeja começar a aplicar na população do Estado a partir de 25 de janeiro.

Os resultados dos testes feitos no país apontaram que a vacina da farmacêutica chinesa Sinovac, que está sendo desenvolvida no Brasil em parceria com o Instituto Butantan, protege 78% das pessoas contra a covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

Já em relação àqueles que desenvolverem a doença, o governo de São Paulo divulgou que os testes nos voluntários imunizados e que ainda assim foram infectados pelo coronavírus apontaram que a vacina garantiu a proteção total (100%) contra mortes, casos graves e internações.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou recentemente que a vacina "não tem segurança ainda", mas disse que estão previstas 2 milhões de doses em janeiro.

Bolsonaro deu diversas declarações controversas desde o início da pandemia. Ele chegou a classificar a covid-19 como uma "gripezinha" e afirmou que o Brasil é referência no combate à covid-19.

O início da vacinação

Estudos feitos com a Coronavac no país, cujos resultados já haviam sido divulgados, comprovaram que a vacina é segura e não causa reações adversas graves, segundo dados do Instituto Butantan.

O Instituto Butantan e o governo de São Paulo devem solicitar a aprovação emergencial da vacina à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso no SUS, em razão da urgência gerada pela pandemia — o registro habitual costuma demorar mais para sair.

A agência garante que as vacinas só terão essa aprovação emergencial se tiverem dados suficientes de segurança e eficácia.

FONTE: BBC

FOTO: ANTAQ

Da Federação Internacional de Trabalhadores em Transporte (ITF) asseguram que os trabalhadores marítimos paraguaios não possuem um acordo coletivo que lhes garanta as condições mínimas de trabalho e salário.

Em meio ao conflito nos  da Argentina, a Federação Internacional dos Trabalhadores em Transporte (ITF), que afilia mais de 20 milhões de trabalhadores representados em 700 organizações sindicais em 150 países, denunciou a violação dos  dos trabalhadores marítimos paraguaios que atuam na Hidrovia Paraná-  .

Segundo explica a entidade, é porque os trabalhadores daquele país “não têm acordo coletivo que lhes garanta as condições mínimas de trabalho e salário em relação ao resto dos trabalhadores de outras nacionalidades”.

“Há vários anos e progressivamente, os armadores da Marinha violam os direitos humanos e trabalhistas dos trabalhadores da marinha mercante paraguaia, o que gera concorrência desleal entre as empresas que operam na Hidrovia Paraguai-Paraná”, explicaram. ITF.

Por isso, denunciaram os fatos ao Ministério do Trabalho do Paraguai por “sua escassa intervenção, sua ausência e descontrole nas relações de trabalho no setor”.

“Há indícios de irregularidades em detrimento dos trabalhadores, e mesmo atualmente há denúncias de embarque de pessoal não treinado para a navegação de navios”, disseram, e comentaram que “esta situação não afeta apenas os trabalhadores, mas também ameaça os segurança da navegação na Hidrovía ”.

Além disso, exigiram medidas urgentes do governo paraguaio e chamaram a atenção "para fazer cumprir os acordos de trabalho ratificados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT)

 

FONTE: INFOCAMPO

Navio é considerado o maior em comprimento a fazer escala no Porto de Santos, SP — Foto: Divulgação/Embraport

 Foto: Divulgação/Embraport

 

Um quarto trimestre como já não se vivia há cinco anos, atirou a carteira global de encomendas de porta-contêineres para os 2,4 milhões de TEU, calcula a Alphaliner.

O ano de 2020 terminou com sucessivos anúncios de encomendas de porta-contêineres de 23 000 e 24 000 TEU, para a Hapag-Lloyd, ONE e MSC, fazendo disparar a nova capacidade contratada no último trimestre.

No ranking das companhias com mais encomendas figuram ainda a COSCO, com 276 mil TEU (9,1%, 12 navios), a Hapag-Lloyd, com 141 mil TEU (8,2%,  seis navios), a HMM, com 120 mil TEU (16,7%, oito navios) e a Yang Ming, também com 120 mil TEU (19.5%, 13 navios).

Curiosamente, os dados da Alphaliner não incluem ainda as anunciadas encomendas da ONE.

de 23 000 e 24 000 TEU, para a Hapag-Lloyd, ONE e MSC, fazendo disparar a nova capacidade contratada no último trimestre.

Entre Outubro e Dezembro, a Alphaliner contou encomendas de 31 navios, num total de 673 500 TEU. O melhor registo dos últimos cinco anos. Com isso, as encomendas colocadas em 2020, um ano difícil por causa da pandemia, subiram para 2,4 milhões de TEU, o equivalente a 10% da frota em operação (23,9 milhões de TEU.

De acordo com a consultora parisiense, a Evergreen é a campeã das encomendas, em termos de capacidade, com 472 mil TEU (36,9% da frota actual), relativos a 64 navios. Seguem-se-lhe a CMA CGM, com 327 mil TEU (10,9%, 21 navios), e a MSC, com 323 mil TEU (8,4%, 16 navios). Com isso, a MSC igualará, ou mesmo ultrapassará, a Maersk na liderança mundial.

No ranking das companhias com mais encomendas figuram ainda a COSCO, com 276 mil TEU (9,1%, 12 navios), a Hapag-Lloyd, com 141 mil TEU (8,2%,  seis navios), a HMM, com 120 mil TEU (16,7%, oito navios) e a Yang Ming, também com 120 mil TEU (19.5%, 13 navios).

Curiosamente, os dados da Alphaliner não incluem ainda as anunciadas encomendas da ONE.

 

FONTE: TRANSPORTES&NEGÓCIOS

 

IMAGEM: LUIS TINOCO

Para especialistas, presidente fez uso equivocado do conceito e gerou ruídos que podem trazer impactos negativos para o país

A declaração do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de que o Brasil está quebrado e que não pode fazer nada recebeu críticas de economistas. Para especialistas ouvidos pela Folha, o presidente usou o conceito de forma equivocada e gerou ruídos que podem trazer impactos negativos para o país.

"Chefe, o Brasil está quebrado, eu não posso fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, teve esse vírus, potencializado por essa mídia que nós temos. Essa mídia sem caráter. É um trabalho incessante de tentar desgastar para tirar a gente daqui e atender interesses escusos da mídia", disse o mandatário nesta terça-feira (5).

A economista Elena Landau afirma que o uso do termo “quebrado” foi banalizado por Bolsonaro. Para ela, a declaração traz uma mensagem muito negativa para o mercado, dando impulso para uma perda de confiança no país em um momento que o governo passa por uma crise fiscal e depende do investimento privado.

“O que os credores internacionais, o que os credores do Tesouro vão imaginar quando o próprio presidente da República diz que o país quebrou? Isso significa que o país não tem capacidade de pagar aquilo que ele deve”, afirmou.

 

Para Elena, Bolsonaro ainda tenta tirar de sua alçada a competência sobre medidas que deveriam ser tomadas para mitigar a crise. Ela ressalta que o presidente tem priorizado pautas favoráveis aos militares e que reforçam o Orçamento das Forças Armadas em vez de focar em assistências como o auxílio emergencial.

“É de uma irresponsabilidade muito grande, só cria uma situação de instabilidade nas áreas de juros e câmbio, além de ele fazer parecer que não tem responsabilidade sobre isso. Onde estão as privatizações que iam fazer, cadê as reformas, cadê o Orçamento de 2021?”, disse.

Na avaliação do economista Raul Velloso, especialista em finanças públicas, o conceito usado pelo presidente está errado.

“Alguém precisa dizer para ele que nenhum país em emergência quebra. Mesmo fora da emergência, especialmente um país como o Brasil, que não depende de dólar para financiar sua dívida”, disse.

De acordo com Velloso, a crise sanitária que o país vive é inédita e depende de ações do governo. Para ele, o pagamento do auxílio emergencial é necessário e essa discussão não deveria ser bloqueada pelo presidente.

“Em uma crise, você só precisa ter uma justificativa. E a justificativa é que as pessoas vão morrer na rua se a gente não ajudar [com o auxílio emergencial]. As pessoas estão sendo confinadas, e agora com a segunda onda”, disse.

Segundo a economista Juliana Damasceno, pesquisadora do Ibre FGV, só seria possível dizer que o país quebrou depois que fossem esgotadas todas as possibilidades de solução para o problema fiscal, o que ainda não ocorreu.

“A declaração dele de que o país está quebrado soa como se não houvesse nada que possa ser feito, o que não é verdade”, afirmou.

Juliana diz que o governo não tem conseguido articular e avançar com propostas que dariam fôlego para as contas públicas, como a revisão de incentivos fiscais, reformulação de programas sociais, reforma administrativa, privatizações, correções no teto de gastos e outras medidas de ajuste.

“Existe uma série de ações que o governo poderia fazer antes de dizer que está quebrado. Se o país está quebrado é porque nós não fizemos o dever de casa e nos recusamos a fazer alguma coisa agora, continuamos na inércia”, disse.

FONTE: FOLHA DE S.PAULO

Homem trabalhando em casa no estilo home office

(iStock/Getty Images)

 

Com o crescimento do número de trabalhadores no sistema “home office” por conta da pandemia, o Projeto de Lei (PL) 5341/20 institui o auxílio home office. O benefício estabelece que o empregador subsidiará despesas do trabalho na própria residência.

A proposta prevê que o auxílio seja pago sempre no mês posterior ao que o empregado comprovou as despesas, preferencialmente junto com o salário. Pela legislação, as despesas previstas relacionadas ao trabalho são: internet, energia elétrica, softwares e hardwares e infraestrutura necessária ao trabalho remoto.

De acordo com a Agência Câmara, o projeto planeja que o empregador contribua com 30% destes gastos. O texto estabelece ainda que o benefício concedido não tem natureza salarial e nem se incorpora à remuneração, bem como não incide contribuição previdenciária nem de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

 O autor da proposta, deputado Márcio Marinho (Republicanos-BA), avalia que o objetivo do projeto não é repassar todo o ônus das despesas ao empregador, mas que o custo também não fique apenas para o empregado.
 
FONTE:ISTOÉDINHEIRO

 

IMAGEM: bonifacio.net.br

 

De um superávit de quase US$ 51 bilhões em 2020, US$ 35 bilhões vieram do bloco asiático. Com os “aliados” Estados Unidos, déficit

Depois de passar o ano com integrantes do governo ou aliados atacando a China e provocando incidentes diplomáticos, o Brasil fechou 2020 com quase 70% de seu superávit comercial vinculado ao país asiático, que continua sendo o principal parceiro comercial. O saldo comercial com a China totalizou US$ 50,99 bilhões, crescimento de 7% em relação ao ano anterior, informou o Ministério da Economia. Mas tanto as exportações (-6,1%) como as importações (-9,7%) caíram. Foi a segunda queda seguida.

As vendas brasileiras ao exterior caíram 2,7% no setor extrativo (petróleo) e despencaram (11,3%) na indústria de transformação. As exportações se sustentaram na agropecuária, com alta de 6%. Aumentaram as vendas de café não torrado, soja, algodão, carne bovina e minérios (ferro, cobre e níquel). E caíram as de pescado, milho não moído, minério de alumínio, celulose e aeronaves.

Compras e vendas

De janeiro a dezembro, as exportações somaram US$ 209,92 bilhões, queda de 6,1% ante 2019 com base na média diária. Já as importações totalizaram US$ 158,93 bilhões, retração de 9,7%.

As vendas do Brasil para a Argentina caíram 12,7% e para a União Europeia, 13,3%. Para os Estados Unidos, do “aliado” Donald Trump, as exportações brasileiras tiveram queda ainda maior, 27,2%, somando US 21,46 bilhões. Já para o bloco China, Hong Kong e Macau, alta de 7,3%, para US$ 70,08 bilhões.

Importações caem

Em relação às importações, houve retração em todos os casos: Argentina (-25,6%), Estados Unidos (-19,2%), União Europeia (-12,9%) e China, Hong Kong e Macau (-2,7%).

Assim, o Brasil teve pequeno superávit com a vizinha Argentina (US$ 60 bilhões) e com a União Europeia (US$ 1,52 bilhão). Registrou déficit de US$ 2,66 bilhões nas transações com os Estados Unidos. Com a China, saldo comercial de US$ 35,44 bilhões – ou 69,5% de todo o superávit do ano.

FONTE: REDE BRASIL ATUAL

 

Previsão é de aumento no desemprego

IMAGEM: ALINA SOUZA

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) subiu 1,2 ponto na passagem de novembro para dezembro, para 85,7 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o IAEmp também subiu 1,2 ponto. “O resultado de dezembro mostra que ainda está em curso o processo de recuperação das perdas sofridas na população ocupada no início da pandemia. Apesar da melhora, ainda é preciso considerar o patamar baixo do indicador, inferior ao observado em fevereiro de 2020, período anterior à pandemia. O ritmo ainda deve permanecer lento nesse início de ano considerando o processo de transição dos programas emergenciais do Governo e alta incerteza”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) avançou 3,0 pontos em dezembro ante novembro, para 102,6 pontos, maior nível desde janeiro de 2017. Em médias móveis trimestrais, o ICD aumentou 2,1 pontos. “A piora pelo segundo mês consecutivo do ICD sugere aumento na taxa de desemprego nos últimos meses de 2020. Com o fim do auxílio emergencial em dezembro, muitos consumidores voltaram a buscar emprego e encontraram dificuldade de retornar ao mercado de trabalho com baixas perspectivas de melhora significativa no curto prazo”, completou Rodolpho Tobler.

O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto maior o número, pior o resultado. Já o IAEmp sugere expectativa de geração de vagas adiante, quanto menor o patamar, menos satisfatório o resultado.

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho. O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.

No IAEmp, dois dos sete componentes avançaram em dezembro, com destaque para os componentes de Situação Atual dos Negócios do setor de Serviços, com alta de 5,3 pontos, e de Tendência dos Negócios da Indústria, aumento de 5,1 pontos.

No ICD, houve alta em todas as quatro faixas de renda familiar pelo segundo mês seguido. A maior contribuição para o resultado foi das famílias com renda mensal entre R$ 4,8 mil e R$ 9,6 mil, cujo indicador de Emprego local atual (invertido) subiu 5,8 pontos em dezembro ante novembro.

 

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

Passageiros usam máscaras no metrô de Londres - Divulgação (Sony)

Imagem: Divulgação (Sony)

 

Ao anunciar as medidas, Boris Johnson alertou que as próximas semanas serão as “mais difíceis até agora”.

O terceiro bloqueio nacional imposto na Inglaterra para tentar lidar com o enorme aumento de casos da Covid-19 deve permanecer em vigor pelo menos até março, com algumas medidas durando ainda mais, indicou o governo.

 

O ministro do Gabinete, Michael Gove, disse esperar que o levantamento gradual das restrições pudesse começar em meados de fevereiro, mas que o tempo que leva para as vacinas fazerem efeito significa que, provavelmente, demorará pelo menos mais algumas semanas antes que as medidas possam ser facilitadas.

“Não podemos prever com certeza que conseguiremos suspender as restrições na semana que começa de 15 a 22 [de fevereiro], o que faremos é tudo que pudermos para garantir que o maior número possível de pessoas seja vacinado para que podemos começar a suspender progressivamente as restrições”, disse Gove à Sky News na terça-feira.

“Acho que é certo dizer que, ao entrarmos em março, devemos ser capazes de retirar algumas dessas restrições – mas não necessariamente todas.”

A Inglaterra foi colocada sob um novo bloqueio nacional – com as restrições mais severas desde março passado – na segunda-feira. Ao anunciar as medidas, Boris Johnson alertou que as próximas semanas serão as “mais difíceis até agora”.

O primeiro-ministro disse que fechar escolas e negócios não essenciais e mandar as pessoas ficarem em casa é necessário para lidar com a nova variante do vírus.

Mas os ministros não conseguiram explicar por que esperaram até que algumas crianças já estivessem de volta à sala de aula para fazer o anúncio, tendo insistido apenas algumas horas antes que era seguro para eles estarem lá.

E, falando na manhã desta terça-feira, Gove admitiu que os ministros esperaram até o último momento, apenas impondo as restrições quando não tiveram outra escolha. Ele disse à Sky News: “Fechar escolas é realmente o último recurso. Nenhum de nós queria fazer isso. Todos nós sabemos por que é tão importante que as crianças recebam a melhor educação possível.”

“Mas os diretores médicos de todas as partes do Reino Unido julgaram ontem que precisávamos passar para o nível cinco – o nível de alerta mais grave contra essa infecção. E, diante dessa notícia ontem, não nos restou outra alternativa a não ser dar todos os passos que pudéssemos”, continuou ele.

Keir Starmer disse que apoiaria o novo bloqueio nacional da Inglaterra. Na terça-feira, o líder trabalhista disse à BBC Breakfast: “Era inevitável que precisássemos de um conjunto nacional de restrições. Foi por isso que pedi”.

Ele pediu um retorno ao espírito de março passado, dizendo que agora era uma corrida contra o tempo para aumentar o programa nacional de vacinação. “Temos um contrato com o povo britânico para dizer que essas restrições são duras. Em troca disso, o governo precisa implantar o programa de vacinação com rapidez e acelerá-lo. Este é um grande desafio e acho que precisamos trabalhar juntos”.

Falando ao programa Today da BBC Radio 4, ele disse que queria ver um “centro de vacinação em todas as ruas”, acrescentando: “O primeiro-ministro disse sete semanas – isso é para permitir que o programa de vacinação seja implementado para 13 a 14 milhões de pessoas … Espero que ele não esteja prometendo demais”.

Gove admitiu que era improvável que todos os 14 milhões recebessem a vacina a tempo, embora sugerisse que as restrições permaneceriam em vigor até que o fizessem.

FONTES: The Guardian/JORNAL GGN

 

Capitolío, Eua

(Imagem: REUTERS/Leah Millis)

 

O Congresso dos Estados Unidos validou oficialmente, nesta quinta-feira (7), a vitória de Joe Biden na eleição de 3 de novembro, e o presidente Donald Trump prometeu que haverá uma “transição ordenada” em 20 de janeiro, depois que seus partidários provocaram horas de caos no Capitólio, produzindo imagens inéditas que chocaram o país e provocaram a condenação internacional.

Nas primeiras horas da manhã e depois que as objeções dos republicanos foram rejeitadas, o vice-presidente Mike Pence confirmou a vitória do democrata, com 306 grandes eleitores, contra 232 para o presidente em fim de mandato, diante das duas câmaras, reunidas em sessão extraordinária.

O que deveria ter sido uma mera formalidade se transformou na quarta-feira em uma “insurreição” que “beirou a sedição”, nas palavras de Biden, quando uma multidão de partidários de Trump invadiu o Capitólio, considerado o templo da democracia americana.

As imagens que correram o mundo nas últimas horas são inacreditáveis: políticos entrincheirados e com máscaras de gás, manifestantes instalados nos gabinetes das autoridades americanas com os pés sobre a mesa, e os nobres corredores do Capitólio invadidos por agentes armados, como em um filme de ação americano.

Embora a calma tenha sido restabelecida depois de algumas horas, essas imagens ficarão para sempre associadas ao fim do mandato de Trump, que há dois meses não reconhece sua derrota, atitude que fez com que uma parte de seu próprio partido o abandonasse.

Após a votação do Congresso, nesta quinta-feira e após este dia desastroso para seu futuro político, Trump admitiu que seu mandato está terminando e que haverá, em 20 de janeiro, uma “transição ordenada”.

“Embora eu discorde totalmente do resultado dessas eleições, e os fatos me apoiem, haverá uma transição ordenada em 20 de janeiro”, disse ele em um comunicado.

“Isso representa o fim de um dos melhores primeiros mandatos presidenciais e é apenas o começo de nossa luta para devolver aos Estados Unidos sua grandeza”, acrescentou, dando a entender que poderia brigar por um novo mandato em 2024.

– “Sem precedentes” –

 

 

Trump, que fala de complô e denuncia fraudes desde sua derrota, é apontado como o principal responsável por essa invasão do Capitólio e pelo caos que reinou por horas. Esses distúrbios levaram as autoridades locais a decretarem um toque de recolher em Washington, D.C.

A polícia informou que uma mulher, uma defensora apaixonada de Trump, foi baleada por policiais e morreu no Capitólio, enquanto outras três pessoas também foram mortas na área em circunstâncias ainda desconhecidas.

Em um discurso pronunciado em meio à violência, Biden exigiu que o presidente interviesse imediatamente na televisão nacional para acabar com o caos e acalmar seus partidários.

“Nossa democracia está sob um ataque sem precedentes”, afirmou o presidente eleito, em tom sério e triste.

Pouco depois, Trump divulgou um vídeo, pedindo a seus apoiadores que se retirassem, mas no qual novamente falou de fraude eleitoral.

“Eu amo vocês (…) entendo sua dor (…) tivemos uma eleição que foi roubada de nós. Mas vocês têm que ir para casa agora”, disse ele.

Em uma decisão inédita, redes sociais retiraram o vídeo do presidente, considerando que poderia estimular a violência. Além disso, o Twitter bloqueou temporariamente a conta da Trump em suas plataformas (assim como o Facebook) e avisou que poderia suspendê-la permanentemente, se não respeitasse as regras.

Internacionalmente, a surpresa, indignação e condenação foram unânimes. Alemanha, Espanha, Reino Unido ou França pediram o fim dos atos que “atropelam a democracia”, e o chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, insistiu em que o resultado das eleições deve ser “respeitado”.

Os detratores e inimigos declarados de Trump também reagiram. O presidente iraniano, Hassan Rohani, considerou que o que aconteceu mostra como a democracia ocidental é “frágil e vulnerável”.

O governo venezuelano estimou que os Estados Unidos “sofrem o mesmo que geraram em outros países com suas políticas de agressão”.

O ex-presidente George W. Bush também não hesitou em criticar seu próprio Partido Republicano. “É assim que resultados eleitorais são disputados em uma república de bananas, não em nossa república democrática”, disse ele.

Os ex-presidentes democratas Bill Clinton e Barack Obama também lamentaram o ocorrido, mas não se mostraram surpresos.

A agitação no Congresso foi “incitada” por Trump, “que continua a mentir sem fundamentos sobre o resultado de uma eleição legítima”, criticou Obama.

– “Não cederemos” –

 Historiadores disseram que esta foi a primeira vez que o Capitólio foi invadido desde 1814, quando os britânicos o incendiaram durante a Guerra de 1812.

Após o fracasso de sua batalha nos tribunais, Trump queria desafiar o Congresso e reunir dezenas de milhares de apoiadores em Washington, coincidindo com a sessão em que a vitória de seu rival seria oficialmente validada.

“Não desistiremos nunca, não cederemos”, declarou ele, pressionando seu vice-presidente Mike Pence a “fazer o que tem de fazer”.

Pence, obediente e silenciosamente leal a Trump por quatro anos, disse não ter autoridade para intervir e foi rápido em pedir o fim da violência.

Por ocasião desta sessão, alguns parlamentares republicanos levantaram objeções aos resultados em vários estados. Depois dos tumultos no Capitólio, alguns mudaram de opinião.

“Os eventos que ocorreram hoje me forçaram a reconsiderar. E não posso objetar de boa-fé à certificação”, disse a senadora Kelly Loeffler, que perdeu uma das duas cadeiras republicanas da Geórgia em disputa, na terça-feira (5), em eleições parciais para o Senado.

O líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, alinhado com Trump durante toda sua presidência, havia tentado evitar objeções.

“Os eleitores, os tribunais e os estados falaram. Se os invalidarmos, nossa república será prejudicada para sempre”, disse McConnell, pouco antes dos distúrbios.

O líder da minoria nesta Casa, o democrata Chuck Schumer, descreveu a violência como uma tentativa de “golpe”.

“Triste e perigosamente, alguns membros do Partido Republicano pensam que sua sobrevivência política depende de sua participação em uma tentativa de golpe”, lamentou.

De acordo com alguns meios de comunicação americanos, vários secretários de Trump falaram de sua destituição ao abrigo da 25ª emenda à Constituição dos EUA. Invocar essa emenda exigiria que o vice-presidente Mike Pence liderasse o gabinete em uma votação para destituí-lo.

 

– Senado democrata –

Os incidentes ocorreram um dia depois de uma histórica dupla eleição para o Senado na Geórgia, após a qual o Partido Democrata assumiu o controle total do Congresso, chave para a agenda de Biden.

O candidato democrata Raphael Warnock derrotou Kelly Loeffler e se tornou o primeiro senador negro deste estado tradicionalmente conservador do sul.

E Jon Ossoff, de 33 anos, será o mais jovem senador democrata da história do país, depois de… Biden, que assumiu uma cadeira em 1973.

Assim, os democratas têm 50 assentos no Senado, assim como os republicanos. Como prevê a Constituição americana, a futura vice-presidente, Kamala Harris, terá o poder de desempatar e inclinar a balança a favor dos democratas.

FONTE: AFP

IMAGEM: DIVULGAÇÃO/PORTO DE SANTOS

Antes de desestatização, complexo marítimo recebe investimentos em obras que somam R$ 2,6 bilhões

O porto de Santos vai entrar em 2021 com a projeção de novos arrendamentos que vão gerar R$ 4,8 bilhões em investimentos, além de mais R$ 2 bilhões em novos acessos rodoferroviários. Além disso, estarão em andamento obras que movimentam investimentos de R$ 1,5 bilhão.

Tudo isso antes de seu processo de desestatização, que está em fase de estudos.

O porto já teve a conclusão de outras quatro obras em 2020, todas recém-inauguradas. Entre elas, a construção de uma pera ferroviária (desvio usado para mudar a direção de uma composição), que aumentou o transporte de celulose por meio de trens. Os investimentos somaram R$ 1,057 bilhão.

 

A SPA, que administra o porto, ainda estima outros R$ 387 milhões nas avenidas perimetrais.

Os investimentos em ferrovias vão ganhando força. A projeção é que os trens subam de 33% a 40% o share de participação no transporte de cargas no porto de Santos, segundo Diogo Piloni, secretário nacional de Portos.​

"Isso está na linha do que é o planejamento do PDZ (Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto de Santos). Ele tem alguns pilares, e um deles é a questão da utilização mais massiva do transporte ferroviário para o porto", afirmou Piloni.

Fernando Biral, diretor-presidente da SPA, afirmou que o investimento no modal ferroviário otimiza o espaço disponível no porto, que fica colado na cidade de Santos.

"Quanto mais caminhão em movimento circulando pela cidade, [mais] prejudica a qualidade de vida da população. O transporte ferroviário tem todas as vantagens. É uma adaptação custosa, herdamos um porto totalmente desenhado para movimentação rodoviária, precisa fazer muitos investimentos", afirmou.

Os investimentos em ferrovias devem multiplicar a movimentação atual de cargas, segundo Bruno Stupello, diretor de Desenvolvimento de Negócios e Regulação da SPA.

"A capacidade ferroviária de escoamento de cargas para Santos deve chegar a 120 milhões de toneladas. Hoje, o porto tem capacidade de 50 milhões de escoamento de ferrovia, por isso a necessidade urgente do acesso ferroviário", disse Stupello.

A DPWorld, um dos maiores terminais do porto, investiu, em parceria com a Suzano, R$ 700 milhões na construção da pera ferroviária, de um armazém com 35 mil toneladas de capacidade estática, na expansão do cais de 653 m para 1.100 m e em novos dois viadutos.

Fábio Siccherino, diretor comercial e de relações institucionais da DPWorld, apontou que a construção do desvio ferroviário contribui para reduzir o custo logístico do terminal. "É fundamental. Além do fator de sustentabilidade, tem a questão do meio ambiente e torna o produto mais competitivo no exterior".

Patricia Lascosque, superintendente de Portos da Suzano, afirmou que a empresa possui 90% de suas vendas destinadas ao mercado internacional, com estrutura logística que abastece mais de 80 países, razão pela qual decidiu investir no porto de Santos.

"Todo o projeto foi pensado para conciliar eficiência e tecnologia com sustentabilidade. A ampliação possibilitou, por exemplo, que o terminal pudesse operar ao mesmo tempo até dois navios dedicados às operações de celulose", disse Patrícia.

 A DPWorld Santos pode receber até quatro navios simultâneos. O empreendimento possui um armazém de 35 mil metros quadrados, com capacidade estática para mais de 150 mil toneladas de celulose.

Já entre os futuros arrendamentos previstos para antes da desestatização do porto, estão dois licitados em 2020 e arrematados pela Eldorado e pela Bracell, com previsão de obras em 2021, em investimentos de R$ 380 milhões.

Entram na lista mais dois arrendamentos de granel líquido com consultas públicas já realizadas, no momento em análise pelo TCU (Tribunal de Contas da União), com estimativa de obras que chegam a R$ 1 bilhão.

Ainda estão previstos outros dois leilões de contêineres, sendo um de terminal portuário e outro retroportuário, e um de granel sólido mineral, em estudos preliminares, mais um que já foi qualificado no PPI. Esses quatro, somados, chegam a R$ 3,4 bilhões em investimentos.

A SPA também prevê investimentos de R$ 2 bilhões em acessos rodoferroviários.

Aí se incluem o retropátio do Valongo e Alemoa, a terceira linha do Valongo, a pera na região de Outeirinhos, as novas linhas do pátio do Macuco, o retropátio da Prainha, o viaduto da entrada de Santos, dos viadutos entre o canal 4 e a Ponta da Praia, as passarelas da margem direita do porto e outros.

LEILÕES MUDAM PERFIL DE OPERADORES DO PORTO

Entre os arrendamentos e obras, o secretário de portos Diogo Piloni ainda apontou como segundo pilar do PDZ a chamada "clusterização" do porto, ou seja, concentrar nas mesmas áreas os terminais com o mesmo tipo de carga de movimentação, fazendo com que o complexo marítimo tenha terminais operando com escala superior.

"Não dá para ter mais no porto operações de pequeno porte e ineficientes. Não se trata de predileção por empresas grandes ou desprestígio a empresas familiares. Não há impedimento que participem do processo de licitação. Mas trarão operações e terminais com outro grau de eficiência", disse Piloni.

O momento é considerado histórico para o porto, pois contratos de arrendamentos que vinham desde os anos 90 chegaram ao fim, dando lugar a um novo perfil de operador. Assim, vão saindo de cena empresas sem governança e entrando arrendamentos feitos por grandes multinacionais ou empresas listadas em Bolsa de Valores.

Um dos principais é da Hidrovias do Brasil, que venceu leilão de agosto de 2019 e está investindo R$ 332,5 milhões no novo terminal STS 20, sendo R$ 112,5 milhões referente à outorga, mais os R$ 220 milhões previstos no edital para melhoria da estrutura, como a construção e reforma dos armazéns e berço dos navios.

No local, ficava o antigo terminal Pérola, que tinha a Rodrimar como um dos acionistas. Agora, a Hidrovias tem a concessão do terminal por 25 anos e vai movimentar fertilizantes e sal, consumindo insumos principalmente dos segmentos de cana, citrus e reflorestamento. Cerca de 30% das obras já estão concluídas, com previsão de entrega para 2022.

Fabio Schettino, presidente da Hidrovias, disse que a operação em Santos faz parte da estratégia de suprir uma demanda de negócio importante, atendendo o mercado de São Paulo, já que o terminal é muito relevante para o abastecimento de fertilizantes e sal no estado.

"Nos últimos anos, a operação de fertilizantes tem crescido consideravelmente no porto de Santos, em razão da demanda do estado de São Paulo, onde se encontram mercados estáveis de cana-de-açúcar e café. Essas características resultam em um mercado cativo e regular para a companhia", disse Schettino.

O terceiro trimestre de 2020 foi o primeiro completo da operação da Hidrovias em Santos. Mesmo sem a operação plena e transporte apenas de fertilizantes, já que a logística de sal está em estágio pré-operacional, a empresa teve um faturamento de R$ 17,8 milhões e Ebitda de R$ 3,9 milhões, com margem de 22% no trimestre.

Outro exemplo é no Terminal Exportador de Santos (TES), com investimentos de R$ 395 milhões, que teve o leilão vendido por um consórcio formado pelas empresas Louis Dreyfus e Cargill Agrícola. Em outros casos, os valores integram o pacote de investimentos como contrapartida à prorrogação antecipada de contratos firmados com o governo, como Ageo Norte, Terminal XXXIX e Santos Brasil.

A Santos Brasil está investindo R$ 420 milhões no Tecon Santos, sendo R$ 250 milhões na ampliação do cais de atracação do terminal em 220 metros, totalizando 1.510 metros, e o aprofundamento do cais, com reforço da estrutura para a instalação de trilhos para os novos portêineres. Os outros R$ 170 milhões foram destinados a novos equipamentos.

Roberto Teller, diretor de operações portuárias da Santos Brasil, explicou que a grande vantagem do negócio é que, assim que a reforma for finalizada, a empresa vai ter três grandes berços para operação de navios de até 366 metros, transformando o terminal no único apto a receber três grandes embarcações simultaneas desse porte.

"Vai ser um ganho aos nossos armadores. Na medida que pode aumentar o tamanho do navio se tem um grande ganho de escala, pois consegue colocar mais contêineres e o terminal está preparado para receber os maiores navios. Assim, vai estar competitivamente muito à frente dos demais, os armadores estão aguardando a nova estrutura", afirmou.

A Santos Brasil vem implantando outras medidas para melhoria do terminal. Em 2020, inaugurou um centro de controle operacional, com dashboard interativo e online. E lançou carregadores veiculares para carros elétricos que foram instalados recentemente no Terminal de Veículos (TEV) administrado pela empresa, transformando o local no único terminal portuário no país a ter esse tipo de equipamento.

PORTO ABRE CHAMAMENTO PÚBLICO PARA NOVO TERMINAL

No último dia 29 de dezembro, a SPA abriu um chamamento público para receber projetos para um novo terminal de passageiros no porto. Os interessados têm 30 dias para pedir autorização para elaboração dos estudos. A partir daí, sendo autorizados, mais 120 dias para apresentá-los.

Atualmente, existe o terminal de passageiros do Concais, com apenas um berço de atracação exclusivo. Com o novo projeto, a expectativa é que a capacidade aumente para quatro a oito, segundo previsto no PDZ.

Nas condições atuais, o navio de passageiros tem preferência na atracação e ganha prioridade para atracar em detrimento dos navios de carga. Assim, o porto acaba tendo espaço reduzido na temporada de cruzeiros.

O novo terminal viria para suprir essas necessidades de infraestrutura e ainda revitalizar a região do Valongo, no centro histórico de Santos, repleto de bares, restaurantes e comércios locais.

Espera-se que o investimento traga novos turistas à cidade, pois o terminal atual fica em uma região cheia de cargas, o que, normalmente, não traz motivação aos passageiros para permanecerem na cidade.

Segundo a SPA, o projeto faz parte de planejamento estratégico do porto para os próximos 20 anos e está em consonância com o Plano Diretor do Município de Santos, com o objetivo de incrementar o turismo. A futura modelagem será encaminhada ao Ministério da Infraestrutura, que vai realizar o leilão.

No dia 23 de dezembro, a SPA também abriu consulta pública, pelo prazo de 45 dias, para receber contribuições, subsídios e sugestões relativas à gestão, operação, manutenção e expansão da ferrovia interna do porto.

FONTE: FOLHA DE S.PAULO