BAHIA 14/12/2017
Refinaria Landulpho Alves-Mataripe (RLAM), localizada no município de São Francisco do Conde.  
Sobrevoo em direção ao poço Candeias – 1  da Petrobrás. 
Foto: Saulo Cruz/MME

IMAGEM: SAULO CRUZ/MME

Companhia diz que preço é estabelecido com base em avaliações independentes e que venda só é aprovada se atender premissas estipuladas

A venda da refinaria da Petrobras na Bahia, a segunda maior do país, foi parar na Justiça. A FUP (Federação Única dos Petroleiros) e o Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros da Bahia) ingressaram com uma ação para que a transação seja suspensa imediatamente.

O entendimento é que a venda ocorrerá por um preço abaixo do mercado informado pela Petrobras. A ação também foi proposta pelo senador Jacques Wagner (PT), ex-governador da Bahia.

Os sindicatos utilizam estudo do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) que mostra o valor verdadeiro entre R$ 17 bilhões e R$ 21 bilhões. Já o BTG Pactual estipula uma negociação por 35% (R$ 5 bilhões) a menos do que o devido.

Em 8 de fevereiro, a petroleira informou que o fundo Mubadala fez a melhor oferta na concorrência para a refinaria, com oferta de US$ 1,65 bilhão (cerca de R$ 8,8 bilhões, pela cotação atual).

 

Segundo a Petrobras, a conclusão da venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), localizada em São Francisco do Conde, depende ainda de aprovação de órgãos competentes.

Se confirmada, será a primeira operação de venda de refinaria da estatal, desde que a empresa abriu processo para buscar interessados por oito das suas 13 refinarias, em 2019, sob o argumento de que precisa focar seus esforços na exploração do pré-sal.

Deyvid Bacelar, presidente da FUP, afirmou que a transação é lesiva à Petrobras e, por consequência, aos cofres públicos e à população brasileira.

"Além do preço absolutamente baixo cobrado, a refinaria foi crucial para minimizar os estragos da pandemia sobre os resultados financeiros da Petrobras em 2020", disse Bacelar à Folha.

Ele aponta que por vários meses a refinaria liderou a produção de óleos combustíveis da estatal, sobretudo de bunker oil (combustível para navios) com baixo teor de enxofre, que vem sendo muito demandado no mundo.

"Logo, vender a refinaria e outras sete, como a atual gestão da empresa propõe, é entregar a galinha dos ovos de ouro a preço de banana", criticou o presidente da FUP.

O petroleiro aponta que a transação representaria jogar fora a integração e a verticalização da Petrobras, como são as grandes petroleiras mundiais, para fazer dela uma mera exportadora de petróleo cru.

A Petrobras, por sua vez, afirmou que estabelece uma faixa de valor que norteia a transação que considera as características técnicas, de produtividade e do potencial do ativo, assim como os cenários corporativos para planejamento, como por exemplo o preço do petróleo e do câmbio.

Além disso, a petroleira diz que conta com opiniões independentes de instituições especializadas para avaliar as transações e atestar se o valor de venda é justo do ponto de vista financeiro.

"Essas avaliações são independentes feitas com a visão da instituição para o ativo", diz a estatal, em nota enviada à reportagem.

A Petrobras acrescenta que a venda só será aprovada se atender às premissas estipuladas no processo, incluindo a faixa de valor estimada pela estatal e a avaliação do assessor financeiro independente.

Nos casos em que essas condições não são atendidas pelas ofertas, o processo de desinvestimento não segue para as etapas seguintes, como ocorreu com a venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná.

FONTE: FOLHA DE S.PAULO

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IMAGEM: PORTAL AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL/CURITIBA

 

Recessão “técnica” entra no radar

Cresce risco de semestre perdido

Auxílio restrito, cortes amplos

 

Os sinais do começo de ano não estão bons, e as revisões do ritmo de crescimento da economia em 2021, nem um mês e meio depois de seu início, já estão mais frequentes e mais para baixo. As previsões medianas do Boletim Focus, no qual o Banco Central organiza, semanalmente, as apostas de analistas do mercado financeiro, ao seu estilo, andam recuando gota a gota.

No Focus, as estimativas para 2021 ainda são de uma expansão de 3,43%, mas é clara a tendência de recuo. É um recuo já incorporado por mais de uma dezena de grandes consultorias e de departamentos de pesquisa econômica de bancos, que estão cortando projeções de crescimento no ano para 3%, algumas com números já beirando 2,5%.

Seria, ainda assim, uma expansão melhor do que a registrada nos últimos oito anos. Mas, se as previsões se confirmarem, significa, na verdade, que a atividade econômica vai, no máximo e na melhor das hipóteses, andar de lado em 2021, sem força para recuperar o que foi perdido em 2020. O PIB (Produto Interno Bruto) terá continuado a encolher, na comparação com 2019.

O “crescimento” de 3% ou 3,5% deveria ser considerado assim mesmo, com aspas. Essa seria a expansão que a aceleração econômica em 2020 deixaria de herança para o novo ano, caso o avanço, no último trimestre em relação ao anterior, alcance os 3% previstos.

Há dúvidas porque, em dezembro, os negócios, que vinham se recuperando desde agosto, deram uma freada. Mesmo assim, quem faz essas contas está achando que o impulso se manterá perto de 3%.

Se o “carregamento” estatístico for de 3% e 2021 terminar com crescimento em linha com esses mesmos 3% significaria dizer que, comparando-se trimestre com trimestre, não terá havido crescimento próprio algum ao longo ano. O maior crescimento anual desde 2010, quando o PIB voou 7,5%, em conclusão, não terá passado de uma ilusão estatística, explicado por uma base de comparação muito baixa e pelo impulso vindo de um período anterior.

Já é quase certo que o comportamento da economia, a cada trimestre deste ano, não será nem neutro. Cresce o grupo de analistas que preveem estagnação no primeiro semestre, a partir de uma combinação de retração no acumulado dos primeiros três meses de 2021 e pequeno crescimento, nos três seguintes.

Há também quem aponte riscos de encolhimento nos 2 primeiros trimestres do ano, aquela situação classificada como “recessão técnica”, que se configura quando a economia recua por dois trimestres consecutivos.  Essa estagnação resultaria da combinação de uma queda mais forte de janeiro a março, seguida de outra, mais leve, de abril a junho.

É possível encontrar uma quase unanimidade na indicação dos elementos que estariam puxando a economia para baixo, além do desemprego recorde e da taxa de investimento baixa. São eles: o atraso na vacinação da população e a demora na adoção de uma nova rodada de auxílios emergenciais, para sustentação de pessoas, empregos e empresas afetados pela pandemia de covid-19.

O atraso e a lentidão na vacinação, causada por escassez de doses, é resultado de meses de negacionismo do governo Bolsonaro. Com o presidente liderando campanhas de boicote a vacinas, o país não garantiu estoques suficientes de vacinas. Sem vacinas, a taxa de contágio não regride –ao contrário, na esteira de uma segunda onda, tem aumentado–, hospitais entram em colapso e lockdowns se tornam inevitáveis, afetando, negativamente, a economia.

Também o negacionismo contribuiu para atrasar o lançamento de um novo programa de sustentação de renda e empregos. Em fins de 2020, quando já era evidente que a pandemia recrudesceria, o ministro da Economia, Paulo Guedes, divulgou diagnósticos produzidos por técnicos de seu ministério, segundo os quais era “baixíssima” a possibilidade de uma segunda onda de covid-19.

Com base nessa conclusão que se provou absurdamente equivocada, o governo não tratou de planejar uma nova rodada de programas de transferências de renda a vulneráveis afetados pela pandemia. Sob pressão da opinião pública e do Congresso, chegou a meados de fevereiro aceitando um auxílio restrito, mas exigindo em troca mudanças constitucionais amplas e profundas.

Para Guedes, conceder R$ 250 mensais, por três ou quatro meses, para 30 milhões de pessoas, metade do número de beneficiados do programa de 2020, ao custo total de R$ 30 bilhões, só com cortes de gastos públicos, em conjunto com congelamentos de salários e de vagas no serviço público. Os cortes não miravam subsídios ou estímulos fiscais a setores ou grupos de interesse, mas despesas preferencialmente sociais, inclusive em Educação e Saúde

O montante que o governo aceitaria gastar num novo programa, é pouco mais de 10% do gasto com o auxílio de 2020, aquele que beneficiou 65 milhões de brasileiros, eliminou, ainda que temporariamente, a pobreza extrema, e evitou um mergulho mais profundo da economia. Em resumo, para o governo, basta um auxílio mais restrito e mais temporário.

É provável que o Congresso desidrate as exigências de Guedes, para fechar um novo auxílio um pouco menos contido. De todo modo, a desproporção na negociação proposta pelo governo poderia dar a impressão de que ele não quer aprovar auxílio algum – o que, diga-se, se alinha com a posição majoritária do mercado financeiro.

Nos últimos dias, toda vez que surge a perspectiva da renovação de um auxílio mais robusto, os pregões apontam para baixo. Deixa a impressão de que os chamados investidores estão mais preocupados em afastar o “risco fiscal” do que em aliviar a pressão social e, no fim, salvar a economia de um novo período de desalento.

 

FONTE: PODER 360

JOSÉ PAULO KUPFER

Deputados federais e senadores aprovaram pelo menos 119 normas voltadas ao combate à Covid-19

 Foto: Alina Souza / CORREIO DO POVO/ Memória

 

Está no contexto desta demanda, a retomada do auxílio emergencial, que foi interrompido em dezembro passado. Assim, o governo e os líderes do Congresso esperam definir nesta semana o valor e a abrangência do pagamento de nova rodada do benefício. O governo defende um valor entre R$ 250 a R$ 300, por período de 3 a 4 meses. Vários projetos na Câmara e Senado propõem valor de, pelo menos, R$ 600.

O texto ainda está na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), mas se houver consenso entre os líderes, a matéria poderá ir a plenário para votação em 1º turno.

A “PEC Emergencial” entrou nessa agenda como condicionante para liberar a ajuda emergencial. Outra proposta que pode fazer parte da agenda é a PEC 188/19, do Pacto Federativo.

O acordo para votar as propostas envolveu os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, além da presidente da CMO (Comissão Mista de Orçamento), deputada Flávia Arruda (PL-DF), e o ministro da Economia, Paulo Guedes. A votação das propostas também tem o aval do relator do Orçamento, senador Marcio Bittar, que também relata as proposições em questão.

Conteúdo da PEC 186
Em síntese, a PEC 186, caso seja aprovada como o governo a encaminhou para discussão ao Congresso, o Planalto pode:

1) reduzir o salário do servidor em até 25%, com redução proporcional de jornada; 2) vetar a progressão e a promoção funcionais de carreira; 3) impedir concessão de reajustes, criação de cargos, reestruturação de carreiras, realização de concurso públicos e a criação de verbas indenizatórias; e 4) proibir o aumento real para o salário mínimo.

“PEC recauchutada”
Ainda na última quinta, durante entrevista coletiva virtual, o líder da Minoria no Senado, Jean Paul Prates (PT-RN), disse que o Poder Executivo deve sugerir mudanças na “PEC Emergencial” e na PEC do Pacto Federativo.

De acordo com Prates, o novo texto deve evitar pontos considerados polêmicos, como a possibilidade de redução de salário para servidores públicos.

PEC do Pacto Federativo

Outra proposta do “Plano Mais Brasil” que o Senado pode votar, em 1º turno, nesta semana que se inicia, é a PEC 188/19, cujo relator é também Marcio Bittar. A proposta é uma reprodução da PEC 186, com acréscimos.

Sinteticamente, a PEC 188, que remodela para pior o Pacto Federativo, é a mais abrangente das propostas, e está classificada em 5 eixos:

1) Fiscal - cria o Conselho Fiscal da República; 2) Transferência de receitas aos entes Federados - compartilhamento de royalties e participações especiais com entes subnacionais (estados e municípios) e proíbe que a União possa socorrer entes em dificuldades fiscais a partir de 2026; 3) Desobrigação, Desindexação e Desvinculação (DDD) - desindexa despesas obrigatórias (deixa de reajustar) em caso de emergência fiscal; 4) Pacto Federativo - prevê a extinção de municípios que tenham menos de 5 mil habitantes e possuam arrecadação própria inferior a 10% da receita total; e 5) Plano Emergencial - reprodução da PEC 186.

Auxílio emergencial
A equipe econômica e lideranças do Congresso esperam definir esta semana os parâmetros da nova rodada de pagamento do auxílio emergencial.

O Ministério da Economia tem defendido o valor de R$ 250, em 3 ou 4 parcelas, para cerca de 33 milhões de pessoas, isto é, menos da metade do público alcançado na 1º rodada, em 2020, algo em torno 70 milhões de pessoas. Há pressão para que o valor suba para algo entre R$ 280 e R$ 320. Com o valor de R$ 250, o custo de 3 parcelas ficaria em R$ 30 bilhões, conforme cálculos da equipe econômica.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, trabalha para a aprovação do que ele chama de “novo marco fiscal”, composto pela inclusão, na PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do Pacto Federativo, de uma cláusula de calamidade pública (uma espécie de PEC de Orçamento de Guerra, semelhante à aprovada em 2020).

Isso permitiria retirar os gastos do auxílio de regras fiscais, como o teto de despesas, mas criaria condicionantes, como medidas automáticas de contenção de gastos, entre elas, a realização de concursos públicos e a promoção de servidores.


CÂMARA DOS DEPUTADOS

Conselho de Ética
Colegiado começa a analisar caso da deputada Flordelis (PSD-RJ), nesta terça-feira (23). A deputada é ré em processo que apura o assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. Na sessão, o conselho também deve instaurar o processo contra deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), mantido preso por decisão da Câmara por agredido violenta e criminalmente o STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo informações oferecidas pelo presidente do conselho, deputado Juscelino Filho (DEM-MA), recebeu na noite da última sexta-feira (19) a representação da Mesa Diretora da Câmara, contra Silveira.

Em outubro do ano passado o corregedor da Câmara dos Deputados, o deputado Paulo Bengtson (PTB-PA), apresentou parecer recomendando o envio do processo da deputada Flordelis para o Conselho de Ética.


CONGRESSO NACIONAL

Reforma Tributária


O relator da Reforma Tributária, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), conforme anunciado no início do mês pelos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pode apresentar seu parecer à matéria nesta semana.

O texto está sob análise de comissão mista (formada por deputados e senadores). Entretanto, depois que a matéria sair do colegiado, não há
definição sobre por onde começará a tramitar, se pela Câmara ou se pelo Senado. A ideia é que a Comissão Mista produza um relatório de consenso de duas propostas que já tramitavam separadamente em ambas as Casas.

A da Câmara (PEC 45/19) prevê a fusão de IPI, PIS, Cofins (federais); ICMS (estadual); e ISS (municipal). A do Senado (PEC 110/19), une IPI, PIS, Cofins, IOF, CSLL, Cide, Salário Educação (federais); ICMS (estadual); e ISS (municipal).

O governo enviou apenas a primeira parte da sua Reforma Tributária, na qual junta PIS/Cofins em um novo imposto: CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços).

AGENDA POLÍTICA DA SEMANA

Nesta semana


• Ministério da Economia divulga dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de janeiro.

• Congresso entra em cena para tentar ajudar a resolver o problema da aquisição das vacinas por parte do governo. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se reúne com representantes da Pfizer e da Jonhson&Jonhson para tentar encaminhar solução entre Executivo e indústrias sobre vacinas contra a Covid-19.

Terça-feira (23)
• Senado pode votar PLP (Projeto de Lei Complementar) 146/19, que trata do Marco Regulatório das Startups.

• Prevista instalação do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

• Comissões permanentes do Senado devem escolher seus presidentes e vices entre esta terça e quarta-feira.

• Reunião da bancada do MDB na Câmara para decidir sobre o posicionamento da bancada em relação aos decretos que ampliam o acesso a armas no país.

Quarta-feira (24)
• Senado pode votar o Marco Legal das Startups.

• Grupo de trabalho da Câmara dos Deputados que acompanha a implantação da tecnologia 5G no Brasil realiza reunião técnica, por videoconferência, a partir das 10h, com o tema “Geopolítica, Segurança Nacional, Segurança da Informação e de Estado”.

• STF (Supremo Tribunal Federal) julga como será o depoimento do presidente Jair Bolsonaro (se presencial ou por escrito) no inquérito que apura se ele interferiu na PF (Polícia Federal).

• Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) pode votar o edital do leilão de 5G.

Quinta-feira (25)
• Divulgação do IGP-M de fevereiro.

Sexta-feira (26)
• STF (Supremo Tribunal Federal) retoma julgamento, por meio do plenário virtual, sobre a resolução do governo Bolsonaro que visa zerar a
alíquota de importação de revólveres e pistolas.

• STF deve concluir o julgamento que discute se os estados podem criar leis para fazer incidir o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), nos casos em que o doador tiver domicílio ou residência no exterior, ou se a questão é de competência da União.

• IBGE anuncia a Pnad Contínua (dados sobre desemprego) relativa ao último trimestre, encerrado em dezembro.

FONTE: DIAP

Maersk Eindhoven loses significant number of containers in the Pacific

FOTO: Dietmar Hasenpusch / Port of Hamburg

 

O "Maersk Eindhoven" de 13,1 mil TEUs, sofreu um blecaute nesta quarta-feira (18) durante a viagem para a Califórnia. Como consequência, perdeu centenas de contêineres ao mar, devido ao mau tempo.

O acidente aconteceu perto do Japão, quando o navio de 11 anos fez o seu caminho de Xiamen, na China, para Los Angeles. As informações são de que tripulação está segura e a propulsão foi restaurada.

É o sexto incidente relatado de contêinereS perdidOs no mar desde 30 de novembro.

Em janeiro, cerca de 750 contêineres caíram do "Maersk Essen", gêmeo do "Maersk Eindhoven", em acidente também na linha Xiamen a Los Angeles.

FONTE: PORTOS&NAVIOS

 

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O governo estima redução de 15% no custo do frete da cabotagem com a aprovação de um projeto de lei que tenta aumentar a concorrência desse meio de transporte. O texto, que o governo chama de “BR do Mar”, já aprovado na Câmara, é uma das prioridades dos ministérios da Infraestrutura e da Economia este ano. Líderes governistas tentam votar o texto até março.

A cabotagem é a navegação marítima entre portos brasileiros. “Ao simular simplificações trabalhistas, alterações em impostos, redução da burocracia e do tempo da carga e navio parados no porto, a EPL concluiu que o projeto BR do Mar pode gerar reduções de mais de 15% em relação ao valor praticado atualmente nesse transporte”, diz estudo desenvolvido pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e obtido pelo GLOBO.

No Brasil, esse tipo de navegação responde por 11% do transporte nacional de cargas. A discussão sobre ampliação desse mercado ganhou força no país após a paralisação dos caminhoneiros, em 2018, quando a tabela do frete aumentou o preço do transporte rodoviário, principalmente nas rotas Nordeste-Sudeste.

Diálogo com caminhoneiro


O governo espera ampliar o volume de contêineres transportados, por ano, de 1,2 milhão, em 2019, para 2 milhões, em 2022, além de ampliar em 40% a capacidade da frota marítima dedicada à cabotagem nos próximos três anos, excluindo embarcações dedicadas ao transporte de petróleo e derivados.

O estudo da EPL diz que a redução no custo do frete pode ser repassada ao consumidor. “Mesmo com baixa participação, (a cabotagem) é considerada uma alternativa promissora para os próximos anos, tendo apresentado taxa média de crescimento de 10% ao ano entre 2010 e 2019”, diz o texto.

Estimativas da EPL apontam que atualmente a cabotagem custa em média 60% menos que o transporte rodoviário e 40% menos que o ferroviário. Essa diferença se dá pelo fato de a cabotagem ser um modo de alta capacidade e com baixo risco de roubos e avarias na carga, o que permite um ganho de escala, de forma a reduzir o custo unitário.

A BR do Mar flexibiliza as regras para a navegação entre portos nacionais para aumentar a frota de embarcações no país. Atualmente, a cabotagem é feita apenas pelas EBNs, as empresas brasileiras de navegação, que precisam de autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Cabotagem:Transporte de carga pelo mar pode crescer 30% ao ano com abertura do setor a navios estrangeiros

Essas empresas podem ter frota própria ou podem afretar navios. Segundo dados do Ministério da Infraestrutura, uma operação de navio com bandeira brasileira pode custar até 70% mais caro do que a realizada por uma embarcação estrangeira na modalidade de afretamento a tempo — ou seja, quando a empresa brasileira contrata uma terceira.

O projeto da BR do Mar amplia o leque de possibilidades em que as EBNs poderiam afretar navios e também retira a obrigatoriedade de que tenham embarcações próprias.

O projeto permite a operação de navios com bandeiras de outros países no Brasil. Isso poderá ser feito por empresas com frota nacional, para substituir embarcações que estiverem em reparo ou construção, para atender operações que ainda não existam, e para cumprir exclusivamente contratos de longo prazo.

Antes de enviar o projeto ao Congresso, o governo negociou com caminhoneiros, que temem perder fretes com a ampliação da cabotagem. O Ministério da Infraestrutura argumenta, por outro lado, que a cabotagem é um modo de alta capacidade, que conecta portos dentro de um mesmo país, logo ela não é um meio que conecta diretamente produtores e consumidores porta a porta.

“Por sua vantagem ser verificada nas rotas de grandes distâncias, não compete diretamente com o modo rodoviário. O transporte rodoviário continuará atendendo a demanda, agora de forma complementar à cabotagem, levando a mercadoria do porto ao consumidor final. Porém, realizando rotas mais curtas e atendendo um maior volume de carga em um menor tempo”, diz o estudo da EPL.

FONTE: O GLOBO

imagem da pesca industrial

(foto:ec.europa.eu)

 

A Secretaria da Fazenda (Sefaz-AL) publicou a Instrução Normativa (IN) Nº 05/2021, nesta sexta-feira (12), que trata da cota anual de óleo diesel, a ser distribuída com a isenção do ICMS prevista no Decreto nº 1.146/03, à frota pesqueira em operação no Estado de Alagoas.

A isenção do ICMS fica condicionada à comprovação de produção de captura de pescado. O distribuidor de óleo diesel deve cumprir todos os requisitos da IN, além das demais obrigações tributárias acessórias. Também é importante observar as obrigações da entidade representativa dos proprietários das embarcações pesqueiras (cooperativa).

O proprietário de embarcação pesqueira será excluído do benefício fiscal a pedido, quando deixar de atender os requisitos exigidos para a isenção. Pode ser voluntária, na data da protocolização do pedido, tendo a decisão proferida no processo administrativo tributário correlato efeito meramente declaratório; por decisão definitiva, quando da prática de ato ou fato que implique descumprimento dos requisitos exigidos para a concessão e fruição do benefício.

Após exclusão, é possível reingresso autorizado, desde que satisfaça as condições exigidas para o ingresso no regime e tenha sanado as causas que deram origem à exclusão. Compete ao Gerente de Fiscalização Especial da Sefaz o julgamento desse pedido.

Mais informações podem ser observadas na IN Nº 05/2021 que foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). Ela entra em vigor com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2021.

FONTE: TNH1)

André Motta de Souza/Agência Petrobrás

 

Mudança feita no estatuto em 2018 obriga governo a ressarcir empresa por prejuízo com combustíveis

O conselho de administração da Petrobras avalia que mudança no estatuto da companhia feita em 2018 blinda a gestão contra interferências na política de preços dos combustíveis. A percepção reduziu a resistência inicial à troca no comando da estatal anunciada nesta sexta (19) pelo presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a Folha apurou, a mudança de postura é fruto também de um trabalho de convencimento feito pelo governo nos últimos dias. A avaliação agora é que, ao invés de questionar a nomeação, será mais produtivo cobrar o cumprimento da política de preços da companhia.

O governo tem hoje sete indicados entre os onze conselheiros da Petrobras, mas cinco deles são executivos com experiência no mercado financeiro e na atuação em conselhos de administração. Apoiadores da gestão Roberto Castello Branco, eles chegaram a debater renúncia coletiva.

Agora, acreditam que a resistência pode ser uma batalha perdida que prejudicaria a empresa, já que o governo pode destituir os descontentes e substituí-los por nomes mais alinhados.

 

"A briga não é essa. A briga é para que qualquer pessoa que sente na cadeira de presidente da Petrobras respeite as regras de mercado, respeite os investidores, respeite a paridade internacional, respeite o plano estratégico da empresa", disse um dos conselheiros que representa os acionistas minoritários, Marcelo Mesquita, em entrevista à Globonews.

"Existem proteções na empresa hoje para que nenhuma loucura seja feita. É impossível o novo presidente da Petrobras, seja ele quem for, não ter preços na paridade internacional .Agora, se o país quer dar subsídios a alguns clientes para que tenham combustíveis mais baratos, aí é um problema político", prosseguiu.

A proteção foi inserida em mudanças no estatuto feitas ainda na gestão Pedro Parente, primeiro presidente da estatal durante o governo Michel Temer, com o objetivo de tentar evitar a repetição das interferências realizadas durante o governo Dilma Rousseff, que geraram perda de quase R$ 90 bilhões à área de refino da companhia.

A principal cláusula determina que a empresa cobre ressarcimento do governo em caso de prejuízos com a concessão de subsídios aos preços dos combustíveis ou com investimentos de interesse público.

Ou seja, se a empresa for obrigada a vender gasolina mais barata do que no mercado internacional, a União teria que cobrir a diferença de receita uma vez por ano. E, caso decida orientar a empresa a assumir obrigações diversas do setor privado, isso deverá ser feito por meio de contrato ou convênio.

A alteração foi feita meses antes da greve dos caminhoneiros que paralisou o Brasil por duas semanas em 2018. Como solução para reduzir o preço do diesel, o governo federal teve que criar um subsídio com recursos do Tesouro, que custou cerca de R$ 9 bilhões.

Opositora da política de preços atual e da visão estratégica da gestão Castello Branco, a representante dos trabalhadores no conselho, Rosângela Buzanelli, fez críticas públicas neste domingo (21) à maneira como o processo foi conduzido.

"Em que pese o direito do acionista controlador, no caso a União, de destituir e indicar um conselheiro de administração e o presidente da estatal, há que se fazê-lo com o mínimo de respeito às pessoas, aos ritos e processos legais, sempre buscando preservar as pessoas e a empresa", afirmou.

O conselho de administração da Petrobras se reúne na próxima terça (23) para avaliar o desempenho financeiro da companhia em 2020, que será divulgado na quarta (24). A pauta incluía ainda a recondução de Castello Branco para um mandato de mais dois anos à frente da estatal.

Na sexta (19), um dia após afirmar que faria mudanças na Petrobras, porém, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou oficialmente em uma rede social a indicação do general Joaquim Silva e Luna para comandar a empresa.

Em ofício enviado à estatal, o MME (Ministério de Minas e Energia) solicitou a convocação de assembleia de acionistas para aprovar a nomeação de Silva e Luna na presidência do conselho de administração. Só depois o colegiado avaliará seu nome para ocupar a presidência da companhia.

Na mesma mensagem, o MME informou que a União, acionista majoritária da Petrobras, propôs a recondução de todos os outros conselheiros de sua cota, o que foi visto pelos membros do colegiado como uma forma de pressionar pela aceitação da troca de comando.

De todo modo, mesmo insatisfeitos com a condução do processo pelo presidente da República, os conselheiros avaliam agora que resistir à mudança seria uma "batalha inglória", nas palavras de Mesquita.

Em suas primeiras declarações após ser indicado à presidência da estatal, Silva e Luna disse que não poderia interferir na política de preços, que "é responsabilidade da diretoria-executiva" da empresa, mas defendeu que a empresa deve ter consciência de que é parte da sociedade e que seus produtos são voltados a pessoas

Em seu texto publicado neste domingo, a representante dos trabalhadores no conselho se mostrou favorável a alteração na política de preços atual, que na sua opinião "penaliza desnecessariamente a sociedade brasileira", com "o único e exclusivo fim de maximizar pagamentos de dividendos aos acionistas no curto prazo".

"A Petrobrás não é dos acionistas, dos fundos de investimentos, ou do governo de plantão. A Petrobrás é do Estado brasileiro, do seu povo que lutou pela sua criação, a construiu e a agigantou, alçando-a ao podium das maiores e melhores do mundo no setor, premiada internacionalmente várias vezes", afirmou.

FONTE: FOLHA DE S.PAULO

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IMAGEM: PORTOS&MERCADOS

 

A Organização Marítima Internacional (IMO) e a Associação Internacional de Mulheres na Indústria e Comércio Naval (Wista Internacional) lançaram a primeira "Pesquisa sobre Mulheres no Setor Marítimo - IMO e Wista Internacional 2021" para examinar a proporção e distribuição de mulheres que trabalham no setor marítimo. O trabalho inclui de funções de apoio a cargos de nível executivo.

O inquérito faz parte de um conjunto de atividades que visam lançar as bases para novas discussões sobre como construir uma força de trabalho mais diversificada no setor marítimo, essencial para um futuro sustentável. Os dados obtidos na pesquisa ajudarão a construir uma imagem da diversidade e igualdade de gênero no setor.

 

FONTE: PORTOS&NAVIOS

Refinaria Landulpho Alves, à venda pela Petrobras

IMAGEM: DIVULGAÇÃO PETROBRAS

 

Trabalhadores protestam contra privatização e seus efeitos negativos. Inclusive para o consumidor

 A greve dos petroleiros na Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, começou com corte de turno e movimentos de apoio em outras unidades da Petrobras, que atrasaram a entrada dos turnos. Mas no final da tarde desta quinta-feira (18), o Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) do estado anunciou a suspensão do movimento. Isso porque, segundo o coordenador da entidade, Jairo Batista, a empresa fez comunicado “externando sua vontade de exaurir a negociação”.

Antes disso, segundo os petroleiros, sem a rendição a empresa manteve na refinaria operadores que já tinham terminado o seu turno de trabalho – o Sindipetro diz que isso configura cárcere privado. “A estatal também tentou interferir no legítimo exercício de greve da categoria”, afirmou a Federação Única dos Petroleiros (FUP). “E isso com pressão, atitudes antissindicais e o uso da polícia.” Já a empresa falava em movimento abusivo.

Primeira refinaria brasileira, com 70 anos de existência, a Landulpho Alves foi vendida recentemente para um grupo árabe de investimentos, Mubadala, que fez oferta de US$ 1,65 bilhão. O negócio ainda precisa ser ratificado legalmente. Os petroleiros protestam contra o processo de privatização de refinarias iniciado pela Petrobras. Eles também apontam descumprimento de cláusulas do acordo coletivo de trabalho.

Impactos negativos

“Além de garantir os empregos e os direitos dos trabalhadores próprios e terceirizados da Petrobras que vão ser afetados com a venda da Rlam, nosso objetivo com a greve e com os atos que promovemos hoje em todo o país é denunciar os impactos negativos para a população das privatizações das refinarias, terminais e sistema logístico que a atual gestão da Petrobras está promovendo”, afirmou o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar. “A venda da Rlam e de outras refinarias pode criar monopólios regionais privados, e isso vai aumentar ainda mais os preços dos combustíveis”, acrescentou.

A empresa, por sinal, anunciou novo aumento de preços do diesel e da gasolina, a partir de amanhã (19). Os preços médios para as distribuidoras sobem 14,7% e 10,2%, respectivamente. É o segundo reajuste no mês. A gasolina já subiu quatro vezes neste ano e o diesel, três. A Petrobras fala em “alinhamento” ao mercado internacional.

Mais caro na bomba

“Só nestes dois primeiros meses de 2021, a gestão privatista da Petrobras já aumentou em 34,7% o preço da gasolina nas refinarias”, diz a FUP. Já no caso do diesel, a alta acumulada é de 27,7%. “Obviamente que esses valores vão chegar bem mais altos para o consumidor final na bomba do posto”, lembrou Rosângela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da companhia.

Representantes de centrais sindicais participaram de assembleia diante a Rlam, no município de São Francisco do Conde, região metropolitana de Salvador. Para o presidente da CUT, Sérgio Nobre, por exemplo, nenhum país cresce sem defender seus setores estratégicos e sem base industrial forte. Por isso, a questão não se restringe aos petroleiros. “Em todos os momentos da história do Brasil em que esse país cresceu, gerou emprego, distribuiu renda foi induzido pelo Estado”, afirmou.

FONTE: REDE BRASIL ATUAL

 

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia,Previdência Social

IMAGEM: MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL

Total de segurados à espera de benefícios chegou a 2,3 milhões no final de 2019

A fila de pedidos de benefícios do INSS está em queda. Pouco mais de um ano após atingir um estoque de 2,3 milhões, em novembro de 2019, o número de requerimentos caiu para 1,76 milhão em janeiro deste ano, segundo dados obtidos pelo IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário). O recuo foi de 24%.

A redução do estoque se acentuou a partir do final do ano passado, quando o volume de solicitações em espera ainda era de 1,92 milhão. Na comparação com os 1,76 milhão de requerimentos de janeiro, são 160 mil segurados a menos na fila, o que significa uma queda de 8% em um intervalo de dois meses.

Ainda longe de garantir solução para o problema, o resultado obtido pelo INSS aponta que o órgão vem obtendo sucesso em algumas de suas estratégias para acelerar a análise de processos administrativos, segundo a presidente do IBDP, Adriane Bramante,

“O INSS está trabalhando há algum tempo para reduzir esse estoque de pedidos, o que passa pela reestruturação de áreas responsáveis pela análise de processos, contratação emergencial de militares, investimento em tecnologia e uma série de medidas adotadas desde a reforma da Previdência”, diz Bramante.

O INSS considera, porém, que o seu estoque de pedidos em espera é de 1,2 milhão, pois cerca de 500 mil pedidos aguardam o cumprimento de exigências.

Apesar da redução da fila, a quantidade de segurados à espera de benefícios é considerada preocupante pelo vice-presidente do IBDP, Diego Cherulli.

“O governo acaba de publicar um decreto que passou para o INSS a atribuição de conceder e gerenciar benefícios de diversas autarquias federais”, diz Cherulli.

“A ideia de ter um órgão único para conceder e administrar aposentadorias não é ruim, mas, hoje, não é viável porque o governo não quer contratar novos servidores e isso gera uma pressão que prejudica as análises, gera indeferimentos, e transfere o problema para a Justiça”, afirma.

Sobre a crítica à nova atribuição dada ao INSS, a Secretaria de Previdência afirma que centralização irá reduzir custos do governo e aumentará a eficiência.

Benefícios à espera de conclusão nos estados e DF*

Unidade da Federação Total, menos benefícios por incapacidade Somente benefícios por incapacidade Total geral de benefícios na fila
São Paulo 249.163 35.831 284.994
Minas Gerais 155.673 48.296 203.969
Rio de Janeiro 120.570 29.041 149.611
Bahia 110.840 15.230 126.070
Rio Grande do Sul 95.309 14.587 109.896
Paraná 86.113 17.912 104.025
Ceará 73.612 11.095 84.707
Pernambuco 69.110 9.715 78.825
Pará 65.309 6.681 71.990
Santa Catarina 57.360 12.525 69.885
Maranhão 58.966 6.657 65.623
Goiás 45.873 13.341 59.214
Paraíba 33.321 5.693 39.014
Espírito Santo 28.781 6.519 35.300
Piauí 29.672 5.622 35.294
Amazonas 30.513 3.186 33.699
Alagoas 28.398 4.230 32.628
Mato Grosso 25.022 7.390 32.412
Mato Grosso do Sul 22.312 5.841 28.153
Rio Grande do Norte 21.533 3.857 25.390
Distrito Federal 17.824 4.291 22.115
Sergipe 15.579 2.622 18.201
Rondônia 12.686 3.505 16.191
Tocantins 12.095 2.203 14.298
Acre 7.217 800 8.017
Amapá 5.260 432 5.692
Roraima 4.787 368 5.155
Total 1.482.898 277.470 1.760.368

* Dados do INSS obtidos pelo IBDP, com estração em 7 de janeiro de 2021

Pandemia atrapalhou redução da espera, diz INSS

O INSS informou que uma série de medidas possibilitaram a redução do estoque de benefícios à espera de conclusão, entre as quais destacou contratações temporárias que permitiram a transferência de servidores para a análise de requerimentos, ampliando o efetivo do setor de 5.618 para 7.490 funcionários.

“Isso foi possível após a realização de oficinas com os gestores das cinco superintendências regionais em dezembro. Com isso, já neste mês, estamos ampliando o número de servidores na análise de requerimentos de 30% para 40% do total”, comunicou o instituto, em nota.

O órgão ainda afirma que os resultados positivos serão refletidos na análise de requerimentos a partir dos próximos meses, com a redução do estoque.

A pandemia de Covid-19 é apontada pelo instituto como empecilho para a ampliação das contratações temporárias de pessoal e, principalmente, pela dificuldade da redução da fila para a análise de requerimentos do BPC (Benefício de Prestação Continuada) para a pessoa com deficiência e também do auxílio-doença.

Os benefícios dependem de perícia médica para serem concedidos, atividade que foi fortemente prejudicada pelo fechamento das agências entre março e setembro de 2020.

 

FONTE: FOLHA DE S.PAULO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Crédito: Arquivo / Agência Brasil

As provas escritas objetivas serão aplicadas na primeira quinzena de junho (Crédito: Arquivo / Agência Brasil)

 

A Marinha do Brasil anunciou a abertura de dois concursos públicos com um total de 980 vagas de nível médio. As oportunidades são direcionadas para os Fuzileiros Navais e a Escola Naval. As provas escritas objetivas serão aplicadas na primeira quinzena de junho. Veja a seguir os detalhes de cada concurso:

FUZILEIROS NAVAIS

Para os Fuzileiros, a Marinha abriu 960 vagas para o curso de formação de soldados para as turmas I e II de 2022. São elas: Rio de Janeiro (530), Brasília (15), Rio Grande/RS (42), Belém/PA (114), Ladário/MS (79), Manaus/AM (98), Natal/RN (35), Salvador/BA (45) e Aramar/SP (2).

O candidato deve ser do sexo masculino, 18 anos completos e menos de 22 anos em 1º de janeiro de 2022. As inscrições devem ser feitas de 22 de fevereiro a 26 de março, com taxa de R$ 25.

Os candidatos aprovados no concurso e classificados receberão bolsa-auxílio durante o treinamento. O curso tem duração de 17 semanas e será conduzido no Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (Ciampa), localizado no Rio de Janeiro.

O concurso terá exame de escolaridade, verificação de dados biográficos, inspeção de saúde, teste de aptidão física, avaliação psicológica e verificação de documentos. As datas não foram divulgadas.

ESCOLA NAVAL

Já para a Escola Naval, a Marinha abriu concurso público com 20 vagas, no Rio de Janeiro. São 8 vagas para o sexo masculino e 12 para o sexo feminino. Os candidatos devem ter 18 anos completos e menos de 23 anos de idade no dia 1° de janeiro de 2022, ensino médio e não serem casados ou não terem constituído união estável e não terem filhos.

As inscrições podem ser feitas de 22 de fevereiro a 14 de março. A taxa de inscrição é de R$ 90. Os que se formam na Escola Naval recebem o diploma de graduação em ciências navais, em um curso de 4 anos letivos. Os alunos também recebem bolsa-auxílio de cerca de R$ 1.574,12 mensais.

FONTE: ISTOÉDINHEIRO

IMAGEM:FUP

 

Ato em frente a Rlam, que foi vendida por R$ 1,65 bilhão, vai marcar primeiro dia de greve dos petroleiros da Bahia, nessa quinta-feira (18)

Os petroleiros da Bahia entram em greve por tempo indeterminado a partir da zero hora e 1 minuto desta quinta-feira (18). A categoria paralisa as atividades contra a perda de direitos, empregos e contra o desmonte da Petrobrás, intensificado no governo de Jair Bolsonaro. 

Para marcar o primeiro dia de greve, a categoria realiza, a partir das 7h, um ato em frente à Refinaria Landulpho Alves (Rlam), localizada no município de São Francisco do Conde, no Recôncavo baiano. 

Devem participar o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, o presidente nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo e representantes de outras centrais sindicais. 

O presidente da CUT destacou a impotância da paralisação. “Essa greve é muito importante à nossa luta contra esse governo que desemprega e precariza a vida dos trabalhadores(as), ao atacar a soberania de uma nação com privatizações e venda de estatais estratégicas como a Petrobras”, afirmou Sérgio Nobre.

Também devem participar representantes de confederações e federações de trabalhadores e trabalhadoras de empresas públicas e estatais e de movimentos sociais e da juventude, a exemplo do MST, MAB, MPA e Levante Popular da Juventude.

O coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, ressalta que “a decisão da atual gestão da Petrobras de acelerar a venda e o desmonte de suas unidades na Bahia, vem afetando não só a economia do estado e de diversos municípios que têm nos impostos pagos pela estatal  (royalties, ISS, ICMS) uma importante fonte de receita, mas vem provocando também a perda de postos de trabalho”.

Com a venda da Refinaria Landulpho Ahá lves para o fundo árabe Mubadala, por R$ 1,65 bilhão, essa situação tende a piorar. Há grande insegurança entre os trabalhadores próprios e terceirizados da Petrobras. “Falta transparência. Em nenhum momento, o Sindipetro foi chamado pela Petrobras para discutir como vão ficar os contratos desses trabalhadores caso a venda da Rlam seja concretizada. Sabemos que muitos trabalhadores terceirizados serão demitidos e os próprios estão sendo pressionados a aderir ao Plano de Demissão Voluntária, ou serão transferidos para outros estados”, denuncia o diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa.

FONTE: BRASIL 247