carteira de trabalho

IMAGEM: MARCELLO CASAL/AGÊNCIA BRASIL

 

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 0,6 ponto na passagem de janeiro para fevereiro, para 82,9 pontos, informou nesta sexta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o IAEmp caiu 0,5 ponto.

 

“Depois de um período de recuperação do IAEmp, que durou até o final do ano passado, o início de 2021 mostra que esse não será um processo simples e que ainda existem muitos obstáculos. O cenário ainda é muito incerto e o recrudescimento da pandemia torna ainda mais difícil a retomada de setores chaves para o emprego, como por exemplo o setor de serviços. Enquanto não for possível observar efeitos positivos da vacinação, é difícil pensar em resultados positivos para o mercado de trabalho”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu 0,5 ponto em fevereiro ante janeiro, para 99,3 pontos. “Nos últimos resultados o ICD vem oscilando em patamar muito elevado. Esse cenário sugere que a taxa de desemprego deve continuar sendo pressionada nesses primeiros meses do ano, principalmente com a piora nos números da pandemia. Diante desse cenário, para os próximos meses ainda é difícil imaginar uma trajetória muito positiva”, completou Rodolpho Tobler.

O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto maior o número, pior o resultado. Já o IAEmp sugere expectativa de geração de vagas adiante, quanto menor o patamar, menos satisfatório o resultado.

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho. O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.

No IAEmp, cinco dos sete componentes recuaram em fevereiro, com destaque para o componente que mede a expectativa para os próximos seis meses do setor de Serviços, que recuou 5,6 pontos mês.

No ICD, houve alta em três das quatro faixas de renda familiar. A maior contribuição para o resultado foi das famílias com renda mensal entre R$ 4,8 mil e R$ 9,6 mil, cujo indicador de Emprego local atual (invertido) subiu 1,4 ponto em fevereiro ante janeiro.

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

Cientistas estudam variações do coronavírus

Foto: Phil Noble/Reuters

 

Queda acelerada em outros países

Brasil tem média superior a 1.000

A média móvel de mortes por covid-19 está em trajetória de alta no Brasil. O indicador está acima da marca de 1.000 mortes diárias desde 20 de janeiro. Nas outras 9 nações com mais vítimas do coronavírus, o que acontece é o oposto. Os dados foram compilados até 3ª feira (2.mar).

Se considerados os números de 2 de fevereiro a 2 de março, o Brasil foi o único país em que a média móvel de mortes de 7 dias cresceu.

Nessa 4ª feira (3.mar), de acordo com o monitor Worldometer, o Brasil foi o país que registrou o maior número de mortes pela doença em todo o planeta, com o total de 1.910.

Uma das explicações para a alta no número de mortes causadas pela doença é o Carnaval. Neste ano, o feriado teve início em 13 de fevereiro. A média móvel, à época, era de 1.070 mortes. Bateu 1.262 na 3ª (2.mar).

O número de casos aumentou significativamente após o feriado. Segundo dados do Ministério da Saúde, a média móvel de novos casos de covid-19 no Brasil subiu 21% duas semanas após o Carnaval. No dia 13 de fevereiro, o número era de 44.566 notificações diárias. Já nesta 2ª feira (1º.mar.2021), a média móvel era de 54.076 novos doentes por dia.

A análise compara a média móvel de novos casos nas datas comemorativas e depois de duas semanas. Especialistas afirmam que existe maior probabilidade de transmitir o vírus até 14 dias depois de ser infectado.

A maioria dos Estados cancelou folgas no Carnaval e manteve o funcionamento do serviço público no feriado, mas aglomerações foram registradas em diversas praias pelo país, e estabelecimentos foram interditados.

QUEDA ACELERADA

A maior parte dos países que, ao lado do Brasil, compõem o grupo dos 10 com o maior número de mortes por covid-19, têm experimentado uma queda acelerada no número de mortes.

Nos EUA, a média móvel de mortes era de 3.327 por dia em 26 de janeiro. Já nesta 3ª feira, foi de 1.986. No México, foi de 1.312 para 768 no mesmo período. No Reino Unido, de 1.245 para 285.

Ainda não está claro qual o principal motivo para a queda no número de óbitos pela doença nessas nações. Um dos fatores pode ser o início da vacinação em massa.

Os Estados Unidos são o país que mais administrou doses de vacinas até agora: 50,7 milhões de pessoas já receberam ao menos a 1ª injeção. O número corresponde a 15% da população do país. Os números foram atualizado até as 19h24 de 3ª feira (2.mar).

O Reino Unido aplicou a 1ª dose da vacina contra o coronavírus em pouco mais de 20 milhões de pessoas até 2ª (1º.mar). O governo pretende que todos os adultos do país recebam pelo menos a 1ª dose até o final de julho.

FONTE: PODER 360

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IMAGEM: SISTEMA FIEMS

 

A China tem como meta um crescimento de 6% este ano, enquanto sua economia continua a se recuperar do impacto da pandemia de coronavírus em 2020, anunciou nesta sexta-feira (5) seu primeiro-ministro ao Parlamento, que deve aumentar a pressão sobre Hong Kong.

Primeiro país afetado pelo coronavírus que paralisou sua economia, a China preferiu em 2020 não estabelecer uma meta de crescimento anual, decisão rara na história do gigante asiático.

Este ano, “a China continuará enfrentando muitos riscos e desafios para o desenvolvimento”, alertou o primeiro-ministro Li Keqiang na abertura da sessão plenária anual do Parlamento.

“Mas os fundamentos econômicos que apoiarão o crescimento de longo prazo permanecem inalterados”, disse ele a cerca de 3.000 deputados.

 O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera um crescimento de 8,1% para a segunda maior economia do mundo, um número que é matematicamente inflado após um ano de 2020 sombrio.

Em plena recuperação, uma meta de crescimento da China abaixo de 8% pode decepcionar os investidores e “criar volatilidade” nos mercados, alertou o analista Ken Cheung, do Mizuho Bank.

Mas uma meta muito “ambiciosa” teria “efeitos terríveis”, com as autoridades chinesas tentadas a fazer “investimentos excessivos”, sinônimo de dívida, para “inflar o PIB”, frisou.

– “Permanecer competitivo” –

Após medidas de confinamento sem precedentes, a China registrou uma contração histórica no primeiro trimestre de 2020 (-6,8%). A progressiva melhora da situação da saúde na primavera permitiu uma retomada do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Em contraste com a maioria dos outros países que entraram em recessão, a China finalmente registrou um crescimento de + 2,3% no ano passado, embora tenha sido o menor valor desde 1976.

O governo chinês pretende que o país se torne “uma economia de alta renda” até 2025, desenvolvendo ainda mais a indústria de maior valor agregado, como novas tecnologias, ressaltou à AFP o analista Rajiv Biswas, do centro IHS Markit.

Esta estratégia deve permitir ao país “manter-se competitivo, apesar do aumento dos custos salariais do setor manufatureiro”, acrescentou.

O governo chinês espera criar cerca de 11 milhões de empregos este ano e almeja uma taxa de desemprego de 5,5%, ante 5,6% no ano passado.

Mas esses números apresentam um quadro incompleto da situação econômica, uma vez que o desemprego é calculado apenas nas áreas urbanas, sem levar em conta os quase 300 milhões de trabalhadores migrantes de origem rural, enfraquecidos pela crise.

– Hong Kong na agenda e orçamento militar em alta –

Hong Kong está na agenda do dia da sessão do Parlamento. A China anunciou um projeto de reforma do sistema eleitoral na ex-colônia britânica, que resultará na marginalização da oposição pró-democracia.

A este respeito, A União Europeia (UE) ameaçou nesta sexta-feira a China, dizendo estar “pronta para tomar medidas adicionais em resposta à deterioração das liberdades políticas e dos direitos humanos em Hong Kong, o que seria contrário às obrigações domésticas e internacionais da China”.

A Assembleia Nacional do Povo (ANP) já impôs no ano passado uma lei de segurança nacional em seu território autônomo que restringiu as liberdades políticas, em reação às manifestações de 2019 contra o Executivo local pró-Pequim.

Num contexto de tensões com os Estados Unidos a respeito de Hong Kong, Taiwan – que Pequim considera uma província rebelde – e o Mar da China Meridional, a China anunciou nesta sexta uma leve alta em seu orçamento militar, de 6,8% para 2021 – em 2020 foi de + 6,6%.

De acordo com um relatório do Ministério das Finanças publicado à margem da sessão parlamentar, a China planeja gastar 209 bilhões de dólares em sua defesa, o que é três ou quatro vezes menos do que os gastos de Washington.

O governo chinês justifica esses aumentos por sua necessidade de alcançar o Ocidente, melhorar a remuneração dos militares e, acima de tudo, defender melhor suas fronteiras com armas mais caras.

FONTE: AFP

 

Organização Marítima Internacional – Wikipédia, a enciclopédia livre

Entra em em vigor em 1º de abril de 2022 alterações ao Anexo VI da MARPOL adotadas na 75ª sessão do Comitê de Proteção do Meio Marinho da Organização Marítima Internacional (IMO) (MEPC 75) em novembro de 2020, sobre controle da qualidade de bunker.

Pela norma, fica determinada a introdução de um método de amostragem de óleo combustível de tanques de óleo combustível de navios para verificar o teor de enxofre. Como resultado do método introduzido, os armadores e os oficiais a bordo dos navios devem estar preparados para lidar com possíveis pedidos do Controle do Estado do porto (PSC) para amostragem dos tanques de combustível dos navios e não apenas da linha de óleo combustível entre o tanque de serviço e motores auxiliares.

FONTE: PORTOS&NAVIOS

Incêndio atingiu o navio com tripulação de 30 pessoas

Foto: Centro de coordenação de resgate conjunto do Canadá

Equipes enfrentaram ondas de até 10 metros de altura e ventos de até 90 quilômetros por hora durante a operação

Mais de 30 pessoas foram resgatadas por helicópteros e embarcações navais depois de um incêndio atingir o navio em que elas estavam, a cerca de 190 quilômetros da costa do Canadá.

Tripulações da Guarda Costeira dos Estados Unidos, da Guarda Costeira do Canadá e da Força Aérea Real Canadense foram notificadas na noite de terça-feira (2) que um navio de 143 pés, o Atlantic Destiny, estava em chamas e entrando na água. 

Depois de localizar a embarcação, a Força Aérea enviou um helicóptero e um navio de pesca para ajudar a retirar a água usando bombas. Os militares que estavam na aeronave içaram seis tripulantes para fora do navio. 

“Essa foi a condição de içamento mais desafiadora que já vi em toda a minha carreira”, disse o tenente Travis Christy, da Guarda Costeira dos EUA. Ele destacou que as equipes de resgate enfrentaram ondas de até 10 metros e ventos de até 90 quilômetros por hora. 

As duas tripulações de helicópteros da Guarda Costeira americana içaram outros 21 tripulantes do Atlantic Destiny para um local seguro, deixando um número reduzido de pessoas no navio para que ele continuasse a flutuar. 

Os esforços para remover a água usando bombas falharam e a equipe restante foi colocada em um navio da Guarda Costeira canadense. O Atlantic Destiny afundou depois sem ninguém a bordo. 

“Este é um caso de busca e resgate que vou lembrar pelo resto da minha vida, provavelmente não vou ver algo assim de novo”, disse o técnico em aviônica elétrica, Phillip Morales, que fazia parte da equipe de resgate. Ele atribuiu o sucesso da operação ao treinamento minucioso dos militares, mas acrescentou: “quando chegamos ao local de salvamento, nunca sabemos quais serão as variáveis”. 

Todos os resgatados foram levados para Yarmouth, Nova Escócia, para tratamento médico. 

O Atlantic Destiny é um dos seis navios de pesca offshore da Ocean Choice International. A empresa divulgou um comunicado nessa quarta-feira (3). 

"Embora estejamos profundamente tristes pela perda de uma de nossas embarcações de pesca offshore, estamos extremamente aliviados e gratos que todos os nossos 31 membros da tripulação foram transportados com segurança para terra e estão atualmente com suas famílias e entes queridos", disse Martin Sullivan, CEO da Ocean Choice International. 

FONTE: CNN

Shutterstock

Imagem: Shutterstock

 

Estão previstas paralisações na Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Amazonas, Pernambuco e São Paulo. Outros sete Sindipetros estão realizando assembleias para decidirem se irão aderir ao movimento

Petroleiros de diversos estados retomarão, a partir da meia noite desta sexta-feira, a greve que havia sido interrompida após a Petrobrás anunciar a reabertura de um canal de negociação com a categoria. 

De acordo com o Sindipetro, estão previstas paralisações na Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Amazonas, Pernambuco e São Paulo (Mauá e Campinas). Os sete Sindipetros restantes estão realizando assembleias para decidirem se irão aderir ao movimento.

A decisão pela greve aconteceu após a direção da estatal encerrar o diálogo com os petroleiros . Em nota, a diretoria do Sindipetro Bahia ressaltou “a frustração da boa fé da entidade sindical que suspendeu o início da greve do dia 18/02, para negociar” e lamentou o término das tratativas. 

Entre as principais reivindicações da categoria estão a implementação de uma política de combate ao assédio moral nas unidades da Petrobrás;  fim das dobras de turno e das prorrogações de jornada; revisão do efetivo mínimo do plano de O&M (Organização e Método) em diversos setores da estatal, implantação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico da jornada de 12 (doze) horas diárias.

A categoria também questiona a venda da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, para o fundo Árabe Mubadala e pede que a companhia  discuta o cronograma de transição da operação pela Petrobras, além de cobrar a garantia da manutenção dos postos de próprios e terceirizados. 

FONTE: BRASIL 247

 

 
 
Análise divulgada pela Fiocruz

Análise divulgada pela Fiocruz

Dados alarmantes, diz fundação

Hospitais estão sobrecarregados

Pela 1ª vez desde o início da pandemia, todas as regiões brasileiras registram piora nos indicadores da covid-19 ao mesmo tempo, segundo boletim divulgado nessa 3ª feira (2.mar.2021) pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Até então, cada Estado apresentava um estágio diferente da evolução da doença.

Dezoito Estados e o Distrito Federal têm taxa ocupação de leitos de UTI para covid-19 acima de 80%. Desses, 10 estão com taxa de lotação acima de 90%.

“Os dados apresentados, embora alarmantes, constituem apenas a ponta de um iceberg de um patamar de intensa transmissão no país”, diz trecho do boletim (íntegra – 28 MB).

A Fiocruz alerta que a sobrecarga do sistema de saúde é uma preocupação desde o início da pandemia, mas que a situação se agravou desde janeiro.

Por trás dos dados “estão dificuldades de resposta de outros níveis do sistema de saúde à pandemia, mortes de pacientes por falta de acesso a cuidados de alta complexidade requeridos, a redução de atendimentos hospitalares por outras demandas, possível perda de qualidade na assistência e uma carga imensa sobre os profissionais de saúde”, diz a fundação. “A possibilidade de ampliação de leitos de UTI existe, mas não é ilimitada”, completa.

De acordo com a Fiocruz, das 27 capitais estaduais, 20 têm taxa de ocupação de leitos de UTI superior a 80%:

  • Porto Velho (100%);
  • Florianópolis (98%);
  • Curitiba (95%);
  • Goiânia (95%);
  • Teresina (94%);
  • Natal (94%);
  • Rio Branco (93%);
  • Manaus (92%);
  • Campo Grande (93%);
  • Fortaleza (92%);
  • São Luís (91%);
  • Brasília (91%);
  • Rio de Janeiro (88%);
  • João Pessoa (87%);
  • Palmas (85%);
  • Cuiabá (85%);
  • Belém (84%);
  • Salvador (83%);
  • Boa Vista (82%); e
  • Porto Alegre (80%).

Além da ocupação de leitos, a Fiocruz analisou também o crescimento do número de casos e de mortes e altos níveis de incidência de SRAG (síndrome aguda respiratória grave).

“Os dados consolidados para o país confirmam a formação de um patamar de intensa transmissão da covid-19.”

“Estamos diante de novos desafios e de um novo patamar, exigindo a construção de uma agenda nacional para enfrentamento da pandemia, mobilizando os diferentes poderes do Estado brasileiro (Executivo, Legislativo e Judiciário), os diferentes níveis de governo (municipais, estaduais e federal), empresas, instituições e organizações da sociedade civil (de nível local ao nacional)”, afirma a Fiocruz.

A fundação lista uma série de medidas que considera necessária. Entre elas:

  • reconhecimento legal do estado de emergência sanitária;
  • viabilização de recursos extraordinários para o SUS (Sistema Único de Saúde);
  • ampliação da capacidade assistencial, incluindo mais leitos clínicos e de UTI para covid-19 e a proteção, capacitação e valorização dos profissionais de saúde;
  • aceleração da vacinação;
  • aprovação de um Plano Nacional de Recuperação Econômica, com o retorno imediato do auxílio emergencial e de políticas sociais de proteção aos mais pobres e vulneráveis;
  • manutenção de medidas preventivas como distanciamento físico e uso de máscaras;
  • adoção de medidas mais rigorosas de restrição da circulação e das atividades não essenciais, de acordo com a situação epidemiológica e capacidade de atendimento de cada região.

PIOR DIA DA PANDEMIA: 1.641 MORTES

O Brasil registrou 10.646.926 casos de covid-19 e 257.361 mortes até as 20h dessa 3ª feira (2.mar.2021). São 59.925 diagnósticos e 1.641 vítimas a mais que no dia anterior, de acordo com o Ministério da Saúde.

O país nunca tinha registrado um número tão alto de mortes em 24 horas. A máxima anterior foi em 29 de julho, com 1.595 notificações. Naquela data, São Paulo divulgou 2 dias de dados represados.

O Brasil tem atualmente taxa de 1.206 mortes por milhão de habitantes. O Poder360 cruzou dados do Ministério da Saúde com a estimativa populacional para 2021 divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

FONTE: PODER 360

 

Haverá concentração em estações de trem/metrô e terminais de ônibus. Bancários e petroleiros organizam atos. Campanha em São Paulo ironiza Bolsonaro por alta de preços

Centrais sindicais fazem nesta quinta-feira (4) atos pelo país com três reivindicações básicas: retorno do auxílio emergencial (de R$ 600), plano nacional de vacinação e medida de proteção ao emprego. A mobilização ocorre naquele que é considerado o pior momento da pandemia no Brasil. E sob impacto de notícias como desemprego e queda do PIB recordes.

No caso de São Paulo, estão previstas mobilizações das centrais sindicais em portas de fábricas. Além disso, líderes e militantes sindicais farão atos logo cedo, por volta de 5h, nas estações do Brás e da Luz, áreas de grande concentração na região central, e nos terminais de ônibus da Lapa (zona oeste) e de Santo Amaro (zona sul).

Abastecimento e alimento

Ainda na capital paulista, bancários e petroleiros têm atividades programadas. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) participa de “abastecimento solidário” às 13h em um posto na região central: bancários sindicalizados pagam menos, e o sindicato da categoria completa a diferença. O objetivo é denunciar a política de preços da Petrobras e seu efeito negativo para a população.

Bancários e sem-terra organizam, às 11h, distribuição de alimentos. Segundo o sindicato da categoria em São Paulo, será um “ato simbólico realizado em parceria com o MST para chamar atenção para a necessidade de crédito para a agricultura familiar, responsável por 70% do que vai na mesa dos brasileiros, e ameaçada com o desmonte do Banco do Brasil”. A atividade será em frente da sede do BB na rua São Bento.

 questão do auxílio emergencial está sendo discutida no Congresso. O governo já admite seu retorno, mas fala em quatro parcelas de R$ 250, enquanto a oposição insiste nos R$ 600, valor dos primeiros meses, no ano passado. Posteriormente, de setembro a dezembro, caiu para R$ 300.

Outras iniciativas também têm sido feitas para criticar o governo. Nos últimos dias, por exemplo, cartazes foram vistos em São Paulo como parte de uma campanha denominada “Bolsocaro”. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a campanha foi iniciativa de um grupo de designers, que preferiram não se identificar. O material mostra a alta de vários produtos do dia a dia.

Em janeiro, os preços da cesta básica aumentaram em 13 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese. O instituto calculou o valor do salário mínimo necessário para as despesas essenciais de uma família de quatro pessoas em R$ 5.495,52, cinco vezes o piso oficial. A pesquisa relativa a fevereiro será divulgada na próxima sexta-feira (5).

FONTE: REDE BRASIL ATUAL

IMAGEM: Divulgação/Porto de Santos

 

A Marinha do Brasil deu aprovação ao Porto de Santos para receber navios de 366 metros de comprimento, os maiores navios fazendo escala na Costa Leste da América do Sul.

Atualmente, o porto recebe navios de até 340 metros de comprimento, com capacidade para cerca de 9.000 TEU (contêiner padrão Twenty-foot Equivalent Unit ou Unidade Equivalente a 20 pés), enquanto o novo tamanho máximo de desembarque de navios permitirá ao maior porto do Brasil movimentar navios de 14.000 TEU.

A Autoridade Portuária de Santos (SPA) trabalhou com a Pilotagem de São Paulo e a Universidade de São Paulo (USP) para estudar os planos de manobrabilidade, interação hidrodinâmica e atracação, comprovando a viabilidade do tráfego dessas embarcações no canal de navegação.

Os pesquisadores utilizaram simulações matemáticas em que o cenário atual do canal, com profundidade de 15 metros, e um cenário futuro, com profundidade de 17 metros, eram viáveis ​​para navios de até 15.000 TEU.

O maior movimento de contêineres no complexo portuário santista está no horizonte com a previsão de ampliações dos terminais existentes e o planejamento da destinação de outras duas áreas, em Saboó, na margem direita, uma para o terminal portuário e outra para o back port.

A autoridade portuária espera ainda que a carga fique concentrada em Santos por conta do BR do Mar, projeto do Ministério da Infraestrutura para incentivar a cabotagem.

Excluindo o BR do Mar, o crescimento esperado é de 3,3% ao ano para carga conteinerizada, gerando um aumento de 4,4 milhões de TEU atualmente para 7,9 milhões de TEU em 2040, conforme projetado no plano de desenvolvimento e zoneamento do porto (PDZ).

Em janeiro, o porto movimentou 374,1 mil TEU, o que representa um aumento de 11% em relação ao mesmo mês do ano passado.

 

FONTE: Container Management

IMAGEM: TRANSPORTES&NEGÓCIOS

 

A International Shipbreaking, parte do grupo EMR Metal Recycling, obteve a certificação EU Ship Recycling Regulation (EU SSR) para sua unidade em Brownsville, Texas, depois de investir US$ 30 milhões em infraestrutura.

A unidade de Brownsville é a primeira unidade de desmantelamento de navios dos Estados Unidos a obter esse credenciamento.

A International Shipbreaking recicla navios e estruturas marítimas desde 1995.

FONTE: PORTOS&NAVIOS

 

Seringa e medicamento

GETTY IMAGES

Segundo Claudia Osorio, pesquisadora da Fiocruz, hoje o Brasil produz apenas 5% do IFA utilizado no país

Um dos fatores que explica o ritmo lento da vacinação contra a covid-19 no Brasil é a escassez do IFA, o ingrediente farmacológico ativo necessário para a produção das doses. Mas por que o país não tem insumo suficiente para imunizar a população de forma rápida e independente? Segundo Claudia Osorio, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz), alguns são os fatores que explicam a atual situação. 

Apesar de ser referência mundial em sistemas de imunização, em grande parte devido ao Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil hoje é dependente de insumos estrangeiros, dos mais básicos aos mais complexos, e carece de investimentos em pesquisas, estrutura e tecnologia para se tornar independente do mercado externo de medicamentos e insumos. 

Para se ter uma ideia do quadro acima, segundo Osorio, os números mostram que há cerca de 40 anos o Brasil conseguia produzir 50% de IFA utilizado em território nacional. Hoje, a taxa já diminuiu para apenas 5%.

Nas palavras de Claudia Osorio, “o desempenho dos laboratórios ficou aquém daquilo que seria esperado desde sempre. Eles não conseguiram fazer frente por dificuldades de investimentos e outras questões contingenciais e contextuais que não favoreceram esses laboratórios a tornarem o Brasil independente em termos de insumos farmacêuticos ativos e medicamentos”. Como consequência, o país se tornou “grandemente” dependente de outros países, principalmente a China.

Ainda que o Brasil conte, por exemplo, com o papel desenvolvido pela Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (ALFOB) – associação civil que tem como objetivo o fortalecimento do conjunto dos laboratórios oficiais, bem como a valorização da rede de produtores públicos –, “com a missão de justamente suprir o país de medicamentos essenciais, de acordo com as prioridades sanitárias”, afirma Osorio, “a gente infelizmente ainda não tem essa independência, ainda que relativa, de insumos farmacêuticos e medicamentos”.

A pesquisadora explica que os laboratórios públicos estão sempre dependentes de investimentos externos aos próprios para conseguirem se desenvolver. “Os laboratórios lutam com isso, porque foram constituídos como empresas públicas, mas precisam ter retorno, lucro. Então é uma dificuldade: tem de produzir de forma barata, o que não traz retorno, mas que é necessário. Ao mesmo tempo não têm, todos, os avanços em tecnologia para produzir aquilo que eles pudessem competir no mercado”, explica a pesquisadora.

Outro fator que explica, em parte, o cenário atual é a implementação da legislação sobre patentes, ainda na década de 1990. Diferente de outros países, como a Índia, o Brasil lançou mão do período de 10 anos para ajustar o parque nacional de medicamentos e insumos farmoquímicos antes de ser obrigado a reconhecer as patentes. Ao contrário, aderiu imediatamente aos acordos. 

O único caminho, ainda que longo e intrincado, é de desenvolvimento em pesquisa e estrutura. “Precisamos modernizar essas instituições de todas as formas, não só gerenciamento, mas fazê-los como centros de pesquisa e desenvolvimento para que possam, não receber de baixo para cima alguma coisa imposta e inserida nos seus contextos, mas se desenvolver como grandes polos de pesquisa, inovação e medicamentos”, afirma Osorio.

Para a pesquisadora, seguir esse caminho não é necessário apenas devido ao quadro estabelecido após a pandemia de covid-19, mas porque outras dificuldades continuarão aparecendo. Em suas palavras, sem ou com pandemia, o país precisa diminuir a dependência externa daquilo que é “essencial para a sobrevivência da população brasileira”.

Edição: Rebeca Cavalcante

FONTE: BRASIL DE FATO