Navio-tanque São Sebastião na operação de off-loading com o navio de produção FPSO Cidade de Angra dos Reis. Campo de Lula, na Bacia de Santos.

IMAGEM: PETROBRAS/DIVULGAÇÃO

 

A produção da Bacia de Santos ultrapassou, pela primeira vez, 70% da produção nacional de petróleo, registrando a maior participação relativa na série histórica e a sexta maior, até hoje, em valores absolutos. No total, foram produzidos 2,56 milhões de barris de óleo equivalente por dia, (MMboe/d), sendo aproximadamente 1,993 MMbbl/d (milhão de barris por dia) de petróleo e 90 MMm3/d (milhões de metros cúbicos por dia) de gás natural.

O resultado consta do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural do mês de março de 2021, que traz os dados consolidados da produção nacional no período. O boletim foi divulgado nesta segunda-feira (3) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A produção nacional foi de cerca de 2,844 MMbbl/d de petróleo e 126 MMm3/d de gás natural, totalizando 3,637 MMboe/d. Na comparação com o mês anterior, houve aumento de 0,9% na produção de petróleo e redução de 3,9% na de gás natural. Já na comparação com março de 2020, houve redução de 4,3% no petróleo e aumento de 3,6% no gás natural.

 

A produção do pré-sal foi de 2,097 MMbbl/d de petróleo e 89,4 MMm3 de gás natural, totalizando 2,660 MMboe/d. Houve aumento de 2,4% em relação ao mês anterior e de 6,7% se comparada à do mesmo mês em 2020. A produção do pré-sal teve origem em 118 poços e correspondeu a 73,1% do total produzido no Brasil, alcançando o maior percentual já registrado em relação ao total nacional.

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Em março, o aproveitamento de gás natural foi de 97,5%. Foram disponibilizados ao mercado 50,1 MMm³/dia.

A queima de gás no mês foi de 3,1 MMm³/d, uma redução de 8,7% se comparada ao mês anterior e de 6,6% se comparada ao mesmo mês em 2020.

Produção e destaques

Em março, os campos marítimos produziram 96,7% do petróleo e 86,5% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras responderam por 94,5% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil.

O campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural em março, registrando 862 MMbbl/d de petróleo e 40,2 MMm3/d de gás natural.

A plataforma Petrobras 75, produzindo no campo de Búzios por meio de quatro poços a ela interligados, foi responsável por 154,372 Mbbl/d de petróleo e a instalação com maior produção.

A instalação Polo Arara, com os campos de Arara Azul, Carapaúna, Cupiúba, Rio Urucu e Sudoeste Uruco, por meio de 32 poços a ela interligados, produziu 7,202 MMm³/d e foi a instalação com maior produção de gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores terrestres: 1.032. Tupi, na Bacia de Santos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 56.

 

FONTE: MONEY TIMES

 

Vista aérea do Porto de Paranaguá (PR): BR do Mar é considerada o modal ideal para o transporte de grandes cargas por grandes distâncias.

IMAGEM: José Fernando Ogura/ANP

Sem acordo, relator diz que Br do Mar não tem data para ser votada no Senado

Diz que recebeu dezenas de emendas

Infraestrutura cita votação “em breve”

Projeto estimula comércio marítimo

O relator do projeto chamado de Br do MarNelsinho Trad (PSD-MS), disse ao Poder360 que ainda não há previsão para a matéria ser votada no Senado. A medida visa facilitar o transporte entre portos no Brasil.

“Então eu não vou estabelecer um prazo determinado por que serão muitas reuniões que nós vamos tabular com os autores das emendas e com o próprio Ministério de Infraestrutura.Na 2ª feira já estou pedindo uma agenda lá.”, disse o senador.

Considerado um dos focos do governo de Jair Bolsonaro, o texto foi aprovado na Câmara em dezembro de 2020. Em um acordo com os senadores, o Planalto retirou a urgência constitucional da matéria, que obrigava que a análise fosse feita até 23 de abril.

O combinado era dar mais tempo para que projeto pudesse ser votado ainda em maio pela Casa. Apesar de não admitir publicamente, o Ministério da Infraestrutura reconhece esse acordo e aguarda a votação já no próximo mês.

Perguntado sobre o tema, a pasta respondeu: “A articulação política dos projetos junto ao Congresso Nacional compete à Secretaria de Governo da presidência. O Ministério da Infraestrutura segue confiante que a votação do BR do Mar acontecerá em breve.”

O senador Nelsinho Trad disse que recebeu quase uma centena de emendas ao projeto –sugestões de mudanças– e que precisa de tempo para conversar com cada autor e com o ministério para chegar a um texto de consenso. No sistema do Senado, constam 43 emendas protocoladas.

“Sem diálogo e sem ouvir as partes você não chega a entendimento. O Senado é uma Casa conciliatória, a gente tem que procurar conciliar os interesses dos Estados que detém a indústria naval, da região Norte, no que tange a praticagem, são vários quesitos que foram elencados.”, afirmou o senador.

principal crítica de senadores ao projeto é que ele prejudicaria a indústria nacional. O líder do DEM no Senado, Marcos Rogério (RO), queria mudar trechos da medida, mas há resistência por parte do governo e do Ministério da Infraestrutura.

“Tem pontos da BR do Mar que devem ser melhor avaliados. O setor nacional se arrebenta com esse projeto, você tem vários investimentos que foram feitos com o modelo legislativo em vigor e que de uma hora pra outra você muda.”, disse ao Poder360 em 6 de abril.

O senador disse à época que o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, queria a aprovação sem nenhuma mudança. Ele disse, entretanto, que via avanços nas negociações com a pasta entendendo que o Senado não seria só um “carimbador”. Desde então, o projeto não andou para ser pautado e analisado.

O projeto de lei quer fomentar o uso da cabotagem –a navegação entre portos do país– por meio do aumento da oferta de embarcações e, portanto, da concorrência no setor.

Uma das principais mudanças é a ampliação de possibilidade de aluguel de embarcações (o chamado afretamento). O texto derruba, por exemplo, a exigência imediata de embarcação própria para a atividade.

Segundo o Ministério da Infraestrutura, a lei atual faz com que a operação de navio com bandeira brasileira custe 70% a mais do que um navio estrangeiro. Hoje, a modalidade representa 11% de participação da matriz logística do país –a expectativa é que passe para 30% ao ano com o projeto.

“O projeto traz regras diferentes de afretamentos de embarcações justamente para que ele possa aumentar a quantidade de embarcações operando na costa em cerca de 40%. Queremos ampliar o volume de contêineres transportados por ano, de 1,2 milhão para até 2 milhões, em 2022”, afirmou o ministro Tarcísio de Freitas.

A proposta é uma obsessão do Executivo. O governo decretou urgência sobre o projeto, o que impedia que outros PLs fossem votados na Câmara antes dele. Esse dispositivo foi retirado no acordo com o Senado.

FONTE: PODER 360

IMAGEM: REPRODUÇÃO

Primeira edição da iniciativa, em 2020, serviu como compromisso de preservação de vagas

A associação que reúne as maiores redes de varejo do país, o IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), vai decidir nesta segunda (3) se lança ou não uma nova edição do movimento Não Demita, criado em 2020 para tentar mitigar o desemprego na pandemia.

Formado por nomes como Magazine Luiza, Riachuelo e Centauro, o IDV fez pressão nos últimos meses para o governo relançar o programa de corte de jornada e salário, argumentando que, caso contrário, poderia ter demissão em massa.

 A nova rodada do Não Demita, agora, funcionaria como contrapartida das empresas que adotarão o corte de jornada.
 

A primeira edição do movimento nasceu no começo da pandemia e serviu como compromisso informal de preservação de vagas por alguns meses, como uma camada adicional de segurança ao trabalhador, além da garantia provisória de emprego que tem no próprio programa do governo.

FONTE: FOLHA DE S.PAULO

 

Resultado para o ano interrompe a queda iniciada em 2018.  Em 2019, o desemprego foi de 11,9% - iStock

Imagem: iStock

 

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 14,4% no trimestre encerrado em fevereiro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou dentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast, que estimavam uma taxa de desemprego entre 14,3% e 15,3%, com mediana de 14,6%.

Em igual período de 2020, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 11,6%. No trimestre até janeiro, a taxa de desocupação estava em 14,2%. A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.520 no trimestre encerrado em fevereiro. O resultado representa alta 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 211,189 bilhões no trimestre até fevereiro, queda de 7,4% ante igual período do ano anterior, segundo o IBGE.

 FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

IMAGEM: OIT

 

É imperativa a sintonia do pensamento progressista do Brasil com estas necessidades dos trabalhadores brasileiros.

Celebrar o 1º de maio, com toda a sua história de conquistas, em meio a um ano de pandemia, nos traz importantes pontos de reflexão. A grande mobilização de trabalhadores e trabalhadoras nos Estados Unidos, há 135 anos, em favor da jornada de trabalho de 8 horas diárias, bem como as inúmeras lutas que marcaram a realidade da classe trabalhadora brasileira, contrastam agora com um século 21 de ameaças ao processo de expansão de direitos trabalhistas. E colocam em evidência a crescente precarização do trabalho humano.

Falta de regulamentação para novas atividades, especialmente aquelas ligadas à digitalização dos hábitos de consumo; redução de proteção aos trabalhadores, formais ou informais; e maiores riscos àqueles empregos até então regulamentados são alguns dos aspectos recentes que ampliam desigualdades sociais. É como se retrocedêssemos a dois ou três séculos atrás em garantias de direitos.

É imperativa a sintonia do pensamento progressista do Brasil com estas necessidades dos trabalhadores brasileiros. E isto precisa ocorrer, sobretudo, enfrentando-se a tendência de combinar avanço tecnológico com a regressão de direitos. Se o relógio não pode ser paralisado ou girado para trás, por outro lado é evidente que a “lei da selva” não é um caminho compatível com a responsabilidade social ou mesmo com a responsabilidade fiscal. Com efeito, o que esperar da “bomba fiscal” resultante da justa demanda futura por seguridade social para esses trabalhadores hoje precarizados? Mudanças de trajetória precisam ser realizadas já.

Basta observar os difíceis índices que já se apresentam, potencializados pela situação de pandemia e crises multissetoriais que se estabelecem no país. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) do IBGE, divulgada na última semana, revela que o Brasil alcançou marca recorde: mais de 14 milhões de brasileiros desempregados no primeiro trimestre deste ano. Patamar histórico também entre os desalentados, aqueles que desistiram de procurar uma oportunidade no mercado de trabalho: são mais de 6 milhões de pessoas nesta situação. Uma realidade de desesperança que nos entristece.

Em contraposição a tantas tragédias sociais, no Maranhão já colocamos este ano mais de R$ 500 milhões extras para girar a economia, com investimentos por meio do Programa Maranhão Forte, adiantamento do 13º salário dos servidores e diversos auxílios emergenciais para trabalhadores que tiveram suas atividades afetadas em decorrência da pandemia. E o resultado mais uma vez foi comprovado por meio do Caged, do Ministério da Economia: o Maranhão segue com saldo positivo de empregos formais, o 2º melhor resultado do Nordeste. Mesmo diante de nossas limitações fiscais, provamos que é possível governar com responsabilidade social e fiscal.

A história brasileira de lutas da classe trabalhadora tem muito a nos ensinar. É preciso reviver essas experiências, atualizando-as e apontando para a essência de uma nova utopia, tendo a valorização do trabalho humano no centro de um ciclo renovado de transformações sociais. A luta pelo trabalho digno precisa continuar.

FONTE: PORTAL VERMELHO

Arquivo - Biden recebeu a avaliação mais alta pela forma que tem enfrentado a pandemia de coronavírus, com 65% de aprovação - Pool/Getty Images

IMAGEM: Pool/Getty Images

 

Para Clemente Ganz Lúcio, o posicionamento de Biden representa um esforço para dar respostas a uma parcela da população norte-americana que vem sendo progressivamente excluída.

Na noite desta quarta-feira (28) o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um discurso histórico no Congresso norte-americano. Ele anunciou medidas no valor total de US$ 4 trilhões (cerca de R$ 21,4 trilhões), incluindo ampliação do ensino gratuito, um pacote de infraestrutura para gerar empregos e aumento do imposto para os mais ricos para garantir o financiamento.

Segundo a Casa Branca, a ideia é viabilizar o pacote por meio do aumento em quase duas vezes da alíquota de imposto de renda sobre ganhos de capital acima de US$ 1 milhão, chegando a 39,6%; e também pela elevação da alíquota para famílias com renda superior a US$ 400 mil.

Para o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, consultor do Fórum das Centrais Sindicais, a fala representa um ponto de inflexão ao trazer o debate sobre o Estado e os projetos de desenvolvimento econômico de volta ao jogo.

 “É uma mudança radical em relação à política neoliberal que dominou no mundo, que domina inclusive no governo norte-americano. Uma mudança dando centralidade ao desenvolvimento produtivo, fortemente assentado na recuperação do investimento industrial e na importância do investimento para a retomada de milhões de empregos”, comenta.

Segundo ele, por trás do discurso está “a concepção de que o investimento, o emprego e a renda são os principais vetores da promoção do desenvolvimento econômico e social”.

Para o sociólogo, o posicionamento de Biden representa um esforço para dar respostas a uma parcela da população norte-americana que vem sendo progressivamente excluída desde a desindustrialização e, mais recentemente, desde a crise de 2008, à qual se seguiu um processo de concentração de renda e riqueza.

“Há todo um esforço em colocar o Estado como sendo o protagonista, uma nova base do sistema produtivo ancorada fortemente na preservação ambiental”, declarou.

Ainda de acordo com Clemente, “outra dimensão importante é a valorização da organização sindical como elemento constitutivo do sistema democrático”. No início da semana, Joe Biden assinou uma ordem executiva criando uma força-tarefa para promover a organização trabalhista e fortalecer os sindicatos. O fortalecimento das entidades que representam os trabalhadores, que amargam anos de queda no número de filiações, era uma promessa de campanha de Biden.

O sociólogo acredita também que a nova abordagem do governo Biden deve pautar as discussões sobre a recuperação no pós-pandemia em outros países. Entre eles o Brasil, que terá eleições em 2022. “Ele [Biden] coloca uma abordagem inovadora voltando a pontos que no passado foram fundamentais e isso deve abrir uma agenda nova no país, nos processos eleitorais em todo o campo desenvolvimentista, recolocando essa perspectiva novamente no campo de jogo”, acredita.

FONTE: PORTAL VERMELHO

 

IMAGEM: SÉRGIO LIMA/PODER 360

 

Comissão ouve Queiroga

E também ex-ministros

Câmara deve discutir LSN

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), deu até esta 2ª feira (3.mai.2021) para o relator da reforma tributária, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), apresentar o texto.

A ideia de Lira é criar um ambiente favorável à aprovação de mudanças neste ano. Será importante notar nos próximos dias se há sinais de que essa situação se consolida.

O tema é discutido há décadas no Congresso. O Poder360 avalia que é diminuta a possibilidade de uma reforma tributária ampla ser aprovada na Câmara e no Senado em 2021.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defende que a reforma tributária seja aprovada em 4 fases:

  • transformação do PIS/Cofins num tributo sobre valor adicionado;
  • revisão de impostos seletivos;
  • redução de IR de empresas e tributação de dividendos;
  • regularização de impostos não recolhidos.

CPI DA COVID-19

A CPI instalada pelo Senado para apurar a forma como o governo federal lida com a pandemia e o uso de recursos da União repassados a Estados e municípios terá seus primeiros depoimentos:

  • 3ª feira (4.mai) – falam os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich;
  • 4ª feira (5.mai) – fala o general Eduardo Pazuello, também ex-ministro da Saúde;
  • 5ª feira (6.mai) – é a vez do atual chefe da pasta, Marcelo Queiroga. Também deve falar o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres.

Serão depoimentos longos. Provavelmente enfadonhos. Os convocados vão se defender, jogando na retranca.

O único que tem incentivo para atacar o governo é Mandetta. Fará uma grande revelação? Difícil. Caso faça, terá de responder por que não falou antes.

Mandetta é hoje citado como pré-candidato a presidente (ele tem 1% ou 2% nas pesquisas). Vai dizer que Bolsonaro atuou de maneira negacionista. As frases terão destaque nos telejornais e na mídia em geral. Mas é improvável que traga alguma novidade.

O presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), dá entrevista ao programa Roda Viva nesta 2ª.

O plenário do Senado ainda não tem pauta divulgada. Os representantes das bancadas na Casa costumam se reunir às quintas-feiras para avaliar o que pode ser votado.

A Comissão de Agricultura da Casa receber o presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Geraldo de Melo Filho , nesta 2ª para falar sobre o projeto sobre a regularização fundiária discutido pelos senadores.

CÂMARA E LSN

Na 2ª feira (3.mai) será decidido se haverá sessão conjunta do Congresso (Câmara e Senado) no dia seguinte. A ideia é votar o PLN (projeto de lei do Congresso Nacioal) 4 de 2021, que remaneja as emendas cortadas no Orçamento e restabelece despesas obrigatórias. Não deve haver surpresas.

Havendo sessão do Congresso, o plenário da Câmara deve ter sua 1ª sessão da semana na 4ª feira (5.mai). O Poder360 destaca os seguintes projetos que podem ser votados:

  • Segurança Nacional (PL 2.462 de 1991) – revoga a LSN e cria tipos penais para substituí-la. Leia o relatório;
  • Pedágios (PL 886 de 2021) – dispõe sobre a cobrança de pedágios. Leia o relatório;
  • Mercado de trabalho (PL 1.558 de 2021) – pune com multa casos em que homens e mulheres recebem salários diferentes exercendo a mesma função. Leia o relatório;
  • Dívidas (PL 3.515 de 2015) – estabelece medidas para casos de superendividamento. Leia o relatório;
  • Cultura (MP 1.012 de 2020) – dispõe sobre o Plano Nacional de Cultura e o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais;
  • Polícia (MP 1.014 de 2020) – dispõe sobre a organização da Polícia Civil do Distrito Federal.

Esses não são todos os projetos da pauta (244 KB). Também não devem ser votados todos no mesmo dia. Uma parte deve ficar para 5ª feira. Ou ser votada na 3ª, se não houver sessão do Congresso.

Além disso, algumas comissões da Casa devem receber ministros:

  • Ricardo Salles – ministro do Meio Ambiente deve participar de sessão da Comissão do Meio Ambiente da Câmara na 2ª feira (3.mai) às 13h. Salles será questionado sobre a alta no desmatamento;
  • Paulo Guedes – ministro da Economia é aguardado na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle para falar sobre “distorções” em projeções do governo federal apontadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) às 9h de 3ª feira (4.mai);
  • Braga Netto – o general que comanda o Ministério da Defesa participa de reunião da Comissão de Relações Exteriores. Fala sobre as prioridades da pasta em 2021 às 9h de 4ª feira (5.mai). Também devem participar:
    • Almir Garnier Santos – comandante da Marinha;
    • Paulo Sérgio Nogueira – comandante do Exército;
    • Carlos de Almeida Baptista Jr. – comandante da Aeronáutica.
  • Tereza Cristina – ministra da Agricultura é esperada em sessão da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural para falar sobre as prioridades da pasta em 2021 às 9h de 4ª feira (5.mai).

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara tem audiência pública na 6ª feira (7.mai) sobre a participação de mulheres na política. Estão entre os convidados:

  • Roberto Barroso – presidente do TSE e ministro do STF;
  • Augusto Aras – procurador-geral da República;
  • Damares Alves – ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

FONTE: PODER 360

ShipManager software to be implented at Mary Maersk

IMAGEM: MAERSK LINE

 

A Maersk prevê lucrar este ano entre 9 e 11 mil milhões de dólares, o dobro do inicialmente previsto, anunciou ontem à noite.

A revisão em forte alta da previsão de resultados líquidos para o exercício decorre do primeiro trimestre excepcional registado pela Maersk.

Os resultados finais só serão anunciados a 6 de Maio, mas já se sabe que as receitas do trimestre atingiram os 12,4 mil milhões de dólares e os lucros dispararam para 3,1 mil milhões de dólares.

Nos primeiros três meses do ano, os volumes transportados cresceram 5,7% em termos homólogos e as tarifas médias avançaram 35%.

E o que é melhor: “a situação excepcional do mercado mantém-se”, com a Maersk a perspectivar que o actual estado de coisas possa prolongar-se até ao quarto trimestre.

A líder mundial do transporte marítimo de conteInere prevê agora que o mercado cresça entre 5% e 7% (inicialmente, 3-5%). No que toca aos seus resultados líquidos, a estimativa aponta para os 9-11 mil milhões de dólares.

FONTE: TRANSPORTES&NEGÓCIOS

Foto: Divulgação/Ibama

 

Cifra foi calculada por auditores fiscais do trabalho que foram a bordo da embarcação na sexta-feira

A soma dos salários atrasados dos tripulantes do navio Srakane, que está atracado na região do Porto de Santos, supera a marca de US$ 111 mil, o equivalente a R$ 602 mil. A cifra foi calculada por auditores fiscais do trabalho que foram a bordo da embarcação nesta sexta-feira (30). Na próxima semana, será traçada uma estratégia para que os marítimos recebam os valores e tenham melhores condições de permanecer no cargueiro.

Na última quarta-feira, equipes que participam de uma ação da Operação Descartes flagraram o descaso com os marítimos, que estavam sem água, alimentos e combustível.

Os 15 tripulantes que ainda estão a bordo são de, pelo menos, três países. Oito deles são da Geórgia e o restante se divide entre nascidos na Ucrânia e em Montenegro.

Segundo o auditor fiscal do trabalho Rodrigo Aoki Fuziy, todos os contratos de trabalho estão vencidos. Isto significa que, após o prazo pré-determinado para trabalho no Srakane, os marítimos não foram repatriados ou tiveram a jornada prorrogada.

Agora, eles estão em uma situação um pouco melhor porque há mais suprimentos, água de bordo, água para beber e alimento”, contou o auditor. Além da falta de itens básicos, ainda há problemas de higiene e segurança a bordo.

 Os banheiros estão sujos e com problemas estruturais. O sistema de esgoto está saturado e a estimativa do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é de que 80 toneladas de resíduos devem ser retirados da embarcação.

 Segundo Fuziy, também faltam equipamentos de proteção individual e há muito lixo acumulado na embarcação. Os resíduos estão acumulados, inclusive, no convés, o que é proibido. “As cabines estão em más condições, o navio é antigo e há coisas rasgadas e sujeira”, afirmou.

Responsáveis

O auditor fiscal do trabalho explica que a agência de navegação descrita no sistema Porto Sem Papel como responsável pelo navio Srakane afirma que não presta mais serviços à embarcação. “Sabemos que há um outro agente que está provendo água e suprimentos. O comandante recebeu essa pessoa, mas precisamos identificá-lo”.

 

Segundo Fuziy, uma alternativa é acionar a seguradora da embarcação para conseguir pagar os salários atrasados dos tripulantes e providenciar a repatriação. No entanto, todos os marítimos devem estar de acordo com a proposta e ainda não há uma unanimidade.

Na próxima semana, os auditores-fiscais conversarão novamente com a tripulação para definir o que será feito. Enquanto isso, a embarcação foi obrigada pelo Ibama e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a remover os resíduos que permanecem na embarcação. A determinação ainda não foi cumprida.

FONTE: A TRIBUNA

IMAGEM: Amanda Perobelli/Reuters

 

Publicada nesta quarta-feira (28), a nova versão do BEm (Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda) substitui a Lei 14.020, que vigorou em 2020.

Neuriberg Dias*

Em vigor, a MP 1.045 tem prazo de 120 dias para ser aprovada no Congresso. Encontra-se na Câmara dos Deputados com prazo de 2 dias úteis, subsequentemente à publicação, portanto, dias 29 e 30, para apresentação de emendas pelos parlamentares — deputados e senadores.

Em seguida, será designado relator para apresentação do parecer para discussão e votação em plenário. Deve ainda ser examinada direto no plenário do Senado Federal e, posterior, envio à sanção presidencial. Ressalte-se que se houver mudanças de mérito, a MP deve voltar à análise da Câmara.

Quanto ao novo BEm se observa a manutenção do escopo geral previsto na Lei 14.020, com algumas mudanças que destacamos a seguir:

1) Prazo do programa e acordos

No artigo 2º, introduz-se nova redação para delimitar o prazo de 120 (4 meses) do BEm com possibilidade de prorrogação do prazo a ser fixado pelo Poder Executivo. Na lei anterior, o prazo foi o final do período da calamidade pública declarada pelo Congresso por meio do Decreto Legislativo 6, de 2020, que era o dia 31 de dezembro de 2020. Na lei que vigorou, a redução salarial e de jornada poderia ser acordada por 90 dias, prorrogáveis por ato do Executivo.

Na nova MP, esse prazo é de 90 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 90 dias. A redução poderá ocorrer durante todo o período de vigência do novo Bem (120 dias, prorrogáveis por igual período). A suspensão de contratos de trabalho poderá ocorrer por até 120 dias, prorrogáveis pelo Poder Executivo, contra os 60 dias previstos na Lei 14.020. Fica mantida a garantia do emprego, pelo prazo em que vigorarem a redução salarial e de jornada ou a suspensão do contrato de trabalho.

2) Divulgação dos acordos

No parágrafo único, do artigo 4º, suprimiu-se a obrigação de divulgação dos balanços e informações detalhadas sobre os acordos firmados no BEm, o número de empregados e empregadores beneficiados, bem como divulgará o quantitativo de demissões e admissões mensais realizados no País.

3) Trabalho Intermitente

No parágrafo 3º, do artigo 6º, promoveu-se a supressão parcial da redação que garantia para o empregado receber mais um benefício caso tenha outro vínculo em contrato intermitente. Essa modalidade teve aumento segundo dados recentes do IBGE e necessita ser reestabelecido a redação original.

O parágrafo 5º, do artigo 6º, estabelece-se excluir o trabalho intermitente como beneficiário do novo programa. Foi, finalmente, excluído o artigo da Lei 14.020 que previa o valor a ser pago aos trabalhadores intermitentes.

Além dessas mudanças ruins, a MP suprimiu a garantia que o trabalhador intermitente tinha de receber cumulativamente o benefício com o auxílio emergencial, com a supressão do artigo 18 da Lei 14.020.

4) Previdência Social

Foi suprimido no novo BEm, o parágrafo 2º, do artigo 7º. Foi suprimido ainda no novo BEm que possibilitava a complementação da contribuição previdenciária pelos empregados que sofressem redução salarial, para evitar a redução do valor futuro na contagem para aposentadoria.

5) Estabilidade provisória e indenizações

O parágrafo 3º, do artigo 10, amplia seu disposto ao prever que não se aplica às hipóteses de pedido de demissão, extinção do contrato de trabalho por acordo nos termos do disposto no artigo 484-A da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei 5.452, de 1943, ou dispensa por justa causa do empregado.

No entanto, a mudanças podem abrir brecha para burlar os direitos previstos que garantem a estabilidade provisória e indenizações decorrentes do não cumprimento do acordo com o empregador.

6) Acordo individual e coletivo

O artigo 11 manteve a previsão de que as medidas de redução proporcional de jornada de trabalho e de salário ou de suspensão temporária do contrato de trabalho poderão ser celebradas por meio de negociação coletiva. O  artigo 12 sofreu alterações na versão atual do BEm ao prever tanto o acordo individual quanto a negociação coletiva para quem tem salário igual ou inferior até R$ 3.300, independentemente do porte da empresa.

lei 14020 artigo 12

7) Fiscalização

Foi mantida na forma do artigo 15, a previsão que as irregularidades constatadas pela Auditoria-Fiscal do Trabalho quanto aos acordos de redução proporcional de jornada de trabalho e de salário ou de suspensão temporária do contrato de trabalho de que trata esta MP, sujeitam os infratores à multa prevista no processo de fiscalização, de notificação, de autuação e de imposição de multas. Observando o disposto no Título VII  Título VII da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei 5.452, de 1º de maio de 1943, não se aplicando o critério da dupla visita.

8) Restituição do BEm indevido

Em lugar da inscrição em dívida ativa, o valor que tenha sido recebido indevidamente, a MP prevê que o trabalhador estará sujeito à compensação automática com eventuais parcelas devidas de Benefício Emergencial referentes ao mesmo acordo ou a acordos diversos ou com futuras parcelas de abono salarial ou de seguro-desemprego a que tiver direito.

9) Pagamento dos encargos trabalhistas por governadores e prefeitos

No artigo 20, foi mantida a regra que prevê a não aplicação do disposto no artigo 486 da CLT, na hipótese de paralisação ou suspensão de atividades empresariais determinada por ato de autoridade municipal, distrital, estadual ou federal para o enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (Covid-19). Assim, os governos são exonerados da responsabilidade de pagar a indenização.

 clt artigo 486

10) Suspensão de prazos para recurso

Foi inserido na nova MP (art. 21) dispositivo que constou da MP 927, prevendo que, durante o período de 180 dias, os prazos processuais para apresentação de defesa e recurso no âmbito de processos administrativos originados a partir de autos de infração trabalhistas e notificações de débito de FGTS, e os respectivos prazos prescricionais, ficam suspensos. Na MP 927, não havia a suspensão dos prazos prescricionais.

11) Regras gerais

No mais, o programa manteve as regras gerais do BEm para redução de salário e suspensão do contrato de trabalho com a compensação a ser paga com base no valor teto do seguro-desemprego, que atualmente pode chegar a R$ 1.911,84.

E os acordos de redução de salário e suspensão de contratos de trabalho devem ser comunicados ao sindicato da categoria dos empregados no prazo de 10 dias corridos, contados da data de sua celebração.

Detalhes dos acordos autorizados:

reducao salarios

suspensao contratos

(*) Bacharel em Administração, analista político, assessor técnico licenciado do Diap e sócio-diretor da Contatos Assessoria Política.

FONTE: DIAP

IMAGEM: osestrelinhas.blogs.sapo.pt

1º de maio pela vida, emprego e democracia, escreve Clemente Ganz

Proteção da vida tem de ser prioridade

Auxílio precisa voltar a ser de R$ 600

Democracia ainda é alvo de ataques

Centrais sindicais se unem em 1º.maio

 

O que aconteceu durante esse ano que antecedeu o 1º de maio foi muito diferente de tudo o que já se viveu nas últimas décadas. A crise sanitária inédita na velocidade de propagação e de contaminação travou a economia no mundo, obrigando-nos a realizar o isolamento e o distanciamento social para fugir da morte. Foi um ano difícil porque as consequências foram a recessão, o desemprego, o medo e a insegurança. Foi um ano duro porque foi preciso ganhar tempo para aprender a enfrentar a covid-19, para descobrir vacinas em tempo recorde e começar a imunização de 7,7 bilhões de pessoas em um mundo profundamente desigual. Muito desse drama perdurará até o 1º de maio do próximo ano. Portanto, há muita luta pela frente.

No Brasil esse foi um ano radicalmente diferente, estupidamente difícil e duro. Isso porque o governo Bolsonaro agravou a tragédia com a intencional descoordenação, o negacionismo, os péssimos exemplos e horríveis iniciativas. Um excelente quadro sintético dos impactos da crise sanitária sobre o mundo do trabalho no Brasil é apresentado pelo Dieese no estudo “Especial primeiro de maio”, disponível em www.dieese.org.br.

Nesse quadro complexo, as centrais e as entidades sindicais atuaram, sempre respeitando e promovendo os protocolos de proteção social. Foi muito mais difícil estar nas ruas e nos locais de trabalho com os cuidados necessários. A atuação ganhou novos campos. Desde as ações de solidariedade, com recolhimento de alimentos e distribuição de cestas básicas; o uso dos carros de som para esclarecer a população; o apoio com estrutura física e equipe médica para assistir os trabalhadores. O sindicalismo reorganizou e implementou reuniões, encontros, debates e assembleias virtuais, passou a fazer consultas e negociações coletivas pela internet, entre inúmeras outras iniciativas.

Na atuação nacional propuseram, em fevereiro de 2020, o Abono Emergencial correspondente ao valor da cesta básica calculada pelo Dieese, aprovado pelo Congresso como Auxílio Emergencial de R$ 600, que assistiu mais de 70 milhões de pessoas e garantiu demanda para girar a economia. Apresentaram medidas para a proteção dos empregos e dos salários, melhorias no seguro-desemprego, apoio e crédito às micro e pequenas empresas, entre outras propostas.

Diante da intencional ausência de coordenação nacional pelo governo federal para o enfrentamento da pandemia, as Centrais Sindicais atuaram junto aos governadores e prefeitos, parlamentares e partidos políticos, propondo iniciativas de articulação, cooperação e coordenação da batalha de combate à pandemia. Apoiaram as iniciativas de governadores e prefeitos para produzir e comprar vacinas, estabelecer mecanismos de cooperação por meio de consórcios, entre tantas outras iniciativas.

Neste 1º de maio as Centrais Sindicais indicam que a proteção da vida é a nossa maior prioridade. Para proteger a vida e reativar a economia, vacina para todos já e auxílio emergencial de R$ 600 enquanto durar a pandemia. Fortalecer o SUS, proteger os profissionais da saúde e dos serviços essenciais são medidas fundamentais.

A prioridade do emprego começa protegendo-o com medidas de sustentação dos salários e manutenção dos postos de trabalho, assim como com crédito e assistência às micro, pequenas e médias empresas.

A democracia foi e continua sendo atacada e desqualificada pelo presidente. Cabe-nos a defesa intransigente do Estado Democrático de Direito, das instituições que o compõem, do cumprimento das suas atribuições e responsabilidades e defesa da liberdade.

Vamos dar um basta à estupidez, à ignorância, ao autoritarismo e aos descalabros desse governo.

Seguir, mudando e tomando outro caminho. A tarefa, desde já, é formular um projeto nacional de desenvolvimento para o país, que recoloque a perspectiva da justiça social e da sustentabilidade ambiental, a geração de emprego, o incremento da produtividade, a distribuição de renda e a inserção soberana do país no mundo como eixos articuladores do projeto. Elaborar uma estratégia de desenvolvimento que recoloque a nação com a coluna ereta, com o olhar para o futuro enxergando o caminho a ser seguido e com as mãos no presente para coletivamente construí-lo.

 

FONTE: PODER 360

Aceleração de mortes por Covid-19 no Brasil é debatida em audiência no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

IMAGEM: REUTERS/FRANCOIS LENOIR

 

O Parlamento Europeu organizou nesta quinta-feira (29) um debate para discutir a pandemia de coronavírus na América Latina, que virou uma sessão de críticas ao “negacionismo” e à “necropolítica” do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

O objetivo da sessão era discutir o impacto da pandemia na região e as possibilidades de ajuda da União Europeia (UE) aos esforços dos governos nacionais para enfrentar a covid-19.

Em particular, as discussões pretendiam analisar a relação entre o elevado nível de desigualdades sociais e econômicas no continente, assim como o avanço fora de controle da pandemia, mas as denúncias contra Bolsonaro dominaram por completo a sessão.

“Por ação ou omissão, a necropolítica de Bolsonaro constitui um crime contra a Humanidade que deve ser investigado”, afirmou o eurodeputado espanhol Miguel Urbán.

Outro eurodeputado espanhol, Jordi Solé, advertiu que a gestão da crise de saúde por parte do presidente brasileiro pode “transformar o país em uma incubadora de novas cepas” do coronavírus.

Para a legisladora portuguesa Isabel Santos, a situação no Brasil é mais difícil por causa do “irracional negacionismo de Bolsonaro”, a quem acusou de “fazer tudo para que a população não seja vacinada”.

“Não é um erro, e sim uma irresponsabilidade deliberada”, completou.

Os legisladores conservadores que participaram no debate também apresentaram críticas, mas sem mencionar o nome do presidente brasileiro.

Para o português Paulo Rangel, o impacto da pandemia foi agravado “por erros políticos e por visões negacionistas, como é o caso do Brasil”.

O eurodeputado espanhol Leopoldo López afirmou que é necessário “destacar a negação da gravidade por parte dos governantes de alguns dos países com maior população”.

A comissária europeia da Estabilidade Financeira, Mairead McGuiness, destacou que a UE já destinou 38 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 a 30 países da América Latina por meio do mecanismo internacional COVAX.

O Senado brasileiro instalou esta semana uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação do governo na pandemia de coronavírus, no momento em que o número de mortos no país se aproxima de 400.000.

Desde o início da pandemia no Brasil, em fevereiro de 2020, Bolsonaro se opôs às medidas de isolamento social, rejeitou o uso de máscara, questionou a eficácia das vacinas e defendeu o uso de remédios, como a hidroxicloroquina, sem eficácia comprovada contra a doença.

FONTE: AFP