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Por enquanto, três ministros dispensam e dois defendem negociação prévia. Procurador fala em “diálogo social”

Pedido de vista do ministro Dias Toffoli, no último dia 20, interrompeu o julgamento de ação que discute a necessidade de negociação coletiva antes de demissões coletivas. Por enquanto, três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) entendem que a negociação prévia à demissão em massa não é necessária, enquanto dois sustentam que sim. O caso tem origem em 2009, quando a Embraer demitiu 4.200 de 18 mil funcionários.

“A criação dessa exigência (negociação prévia), para buscar alternativas de menor impacto social, representou um autêntico avanço civilizatório”, afirma o advogado Aristeu César Pinto Neto, do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, no interior paulista. Para ele, do diálogo podem surgir alternativas que evitem demissões. Como suspensão dos contratos ou programas de voluntariado, “com pacote de benefícios que permitem enfrentar a situação do desemprego com mais recursos”.

Diálogo social

No julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 999.435, Embraer e Eleb Equipamentos questionam uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou a necessidade de negociação antes de demissão em massa, em casos futuros. Para a defesa da fabricante de aviões, demissão é um ato unilateral do empregador e independe de concordância do funcionário ou do sindicato.

Mas ninguém está falando em “autorização” para demitir, reage o titular da Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical (Conalis) do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ronaldo Lima dos Santos. “Negociação coletiva é um ingrediente do diálogo social”, afirma. Segundo o procurador e professor, 81% dos países-membros da Organização Internacional do Trabalho (OIT) têm algum tipo de regulamentação sobre o assunto.

Proteção ao trabalhador

Durante o julgamento, o procurador-geral da República, Augusto Aras, citou a Convenção 158 da OIT, que trata do assunto. “A norma internacional é protetiva do trabalhador”, afirmou. Se o Estado não pode impedir empresas de demitir, essas também devem procurar o sindicato para uma negociação prévia que diminua os impactos da decisão.

O relator do RE, que tem repercussão geral, ministro Marco Aurélio Mello, apontou “desnecessidade” de negociação coletiva no caso de demissão em massa. Foi acompanhado por Alexandre de Moraes e Nunes Marques. Mas Edson Fachin abriu divergência, seguido de Luís Roberto Barroso, único a votar na sessão dia 20. Ele observou que o TST não exigiu acordo ou autorização, mas apenas que os representantes dos trabalhadores sejam ouvidos e possam apresentar alternativas aos cortes.

Tema coletivo exige negociação

“A discussão não vai terminar com a decisão do STF”, aponta Ronaldo Santos, do MPT. “Teremos que traçar outra estratégia para fazer com que esse diálogo social prévio seja exigido”, acrescentou o procurador, que na quinta-feira (27) participou de debate organizado pelo escritório Crivelli de advocacia. Além de Santos, a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva. “Ainda que o Supremo decida – e é isso que nós esperamos de uma instituição que é guardiã da Constituição – pela admissibilidade da negociação prévia, muitas questões advirão”, lembra o procurador.

A discussão seguinte, observa, será como aplicar a regra, e em quais situações. “Questões coletivas devem ser dialogadas com as representações dos trabalhadores. Isso é muito claro. Qual o grau de democracia que o legislador previu para este país?”, questiona. “(Democracia) tem de ser participativa.”

Livre, mas nem tanto

Ele cita o caso recente da Ford, que decidiu encerrar atividades no Brasil, fechando as unidades de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Novo Horizonte (CE). “Quando a Ford foi se instalar em Camaçari, recebeu subsídios. Houve, inclusive conflito, entre Rio Grande do Sul e Bahia. Quase todas as empresas se utilizam de subsídios governamentais, que são nossos.” Dessa forma, critica o procurador, para sair de determinado lugar a empresa quer liberdade total, mas na hora se instalar “não é tão livre”. Ou seja, quer receber benefícios do Estado. Isso exige contrapartida.

Para Ivone Silva, a informação é um instrumento importante nas negociações. “Várias vezes pegamos os bancos na mentira através de seus balanços”, observa. Houve também casos em que o banco “espalhava” suas demissões em tentativa de não configurar uma dispensa coletiva.

Quem faz as leis

Outro problema, aponta Ivone, está na representação no parlamento, onde são feitas as leis. “Os trabalhadores perderam uma bancada enorme na Câmara e no Senado. Fomos perdendo espaço”, diz. Com cada vez mais empresários no Congresso, multiplicaram-se reformas e leis com “premissa liberal”, lembra a dirigente. No sentido de um Estado até aquém do mínimo, sempre com o objetivo de reduzir ou “flexibilizar” direitos.

Acontece ainda o que Ivone chama de “mudança drástica” no perfil do trabalhador. “A maioria está indo para plataformas. Não é mais o cara registrado, é o PJ. Não é mais relação trabalhista, é de empreendedor. Falta essa discussão da coletividade. A gente tem de regulamentar minimamente.”

FONTE: Por Vitor Nuzzi, da RBA

 

IMAGEM: PORTAL INSTITUTO DE ENGENHARIA

 

O indicador TKU 2019 mostra aumento de 20,7% na navegação de interior e de 6% na cabotagem
 

Estudo divulgado nesta quarta-feira (26) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) mostra que houve crescimento das navegações de interior e de cabotagem.

Em 2019, houve uma elevação de 20,7% do indicador tonelada - quilômetro útil (TKU) para o transporte via navegação interior, na comparação com 2018. Na cabotagem, o crescimento foi de 6%. O indicador TKU é um dos principais parâmetros da operação dos modos de transporte.

A navegação de interior é aquela feita em hidrovias interiores, em percurso nacional ou internacional. Já a cabotagem é a navegação entre os portos ou pontos do território brasileiro.

“Do ponto de vista da navegação de interior, ressaltamos o crescimento da movimentação e utilização do modal aquaviário no chamado Arco Norte. Um crescimento pujante que vem sendo constante ao longo dos últimos anos e que mudou essa logística de transporte brasileiro”, explicou o gerente de Desenvolvimento e Estudos, da Antaq, José Neto, durante a apresentação do Raio-X do Transporte de Cargas na Cabotagem e Navegação Interior no Brasil por meio de Estudos Simplificados.

“No caso da cabotagem, temos a questão muito importante da segurança energética. O modal aquaviário, no que tange à cabotagem, ele é estratégico para o país, porque é onde são transportados os petróleos e combustíveis. Vemos também o transporte constante de carga conteinerizada na cabotagem”, acrescentou José Neto.

O estudo mostra que, apesar dos números positivos e constantes crescimentos, a matriz de transportes brasileira ainda apresenta uma baixa utilização do modal aquaviário. “Somando a cabotagem e hidroviário, temos cerca 11% da matriz de transportes brasileira que utiliza o modal aquaviário”, ressaltou o gerente José Neto, explicando que os dados são de 2018.

Entre as vantagens da utilização do modal aquaviário em longas distâncias está o menor custo e o fato de ser menos poluente.

Medidas de incentivo

 

De acordo com a ANTAQ, o Governo Federal vem trabalhando na elaboração de políticas para ampliar o uso do modal aquaviário. 

Uma dessas iniciativas é o Projeto de Lei da BR do Mar, enviado ao Congresso Nacional, para incentivar o uso da cabotagem, aumentar a frota nacional e equilibrar a matriz de transportes brasileira.

O gerente de Desenvolvimento e Estudos citou ainda a ideia de iniciar estudos de viabilidade para a concessão de hidrovias de modo a atrair investimento privado para melhorar a infraestrutura.

O estudo

O Raio-X apresenta a atualização da estimativa da demanda de transporte aquaviário de cargas, feita durante o ano de 2019 nos corredores hidroviários brasileiros dos rios Solimões-Amazonas, Madeira, Tocantins-Araguaia, Paraguai, Paraná-Tietê e Hidrovia do Sul, e nas principais rotas ao longo da costa, individualizada pelos principais pares origem e destino da navegação interior de percurso longitudinal e de cabotagem.

FONTE: ANTAQ

 

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) – Uma crise hidrológica histórica enfrentada pelo Brasil nos últimos meses passou a gerar preocupações sobre a oferta de energia, e técnicos responsáveis pela operação do sistema elétrico avaliam que evitar um racionamento ou blecautes exigirá uma verdadeira “disputa pela água”.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), liderado pelo Ministério de Minas e Energia, disse após reunião extraordinária na quinta-feira que a escassez de chuvas faz com que seja importante flexibilizar restrições à operação de algumas hidrelétricas, incluindo Jupiá, Porto Primavera e Ilha Solteira, em São Paulo, e Furnas, em Minas Gerais.

Essas medidas, para permitir maior geração de energia ou mais armazenamento em determinadas regiões, precisam ser negociadas com órgãos como a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Ibama, por questões ambientais, e muitas vezes com políticos, devido ao turismo na região dos lagos.

 

O sucesso nessas tratativas é visto como essencial para garantir o atendimento à demanda em 2021, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento do assunto.

“Racionamento de energia não está no cenário, mas se não acontecer a flexibilização da vazão, não tem jeito”, disse uma das fontes, que falou sob a condição de anonimato devido à sensibilidade do tema

“A situação é preocupante? É. Todos temos que estar preocupados e atentos. Mas é desesperadora? Não, não é, ainda temos a carta na manga que é essa flexibilização da vazão.”

Uma segunda fonte foi na mesma linha. “Existe alerta, mas não pânico. Temos recursos desde que sejam flexibilizadas as restrições hidráulicas e as térmicas compareçam. É cedo para falar disso, mas a situação é de total atenção.”

A fonte disse que “ANA e Ibama serão fundamentais”, e que também é preciso alguma torcida por chuvas na região Sul.

“Estamos ‘na mão’ do Sul e de vencermos as flexibilizações hidráulicas”, afirmou, também sob condição de sigilo.

Um racionamento de energia vivenciado pelo Brasil em 2001, que esfriou a economia e atrapalhou planos eleitorais de aliados do então presidente Fernando Henrique Cardoso, tornou discussões sobre o tema praticamente um tabu no Brasil desde então.

Mas o assunto volta ao radar de tempos em tempos, agora depois de o período entre setembro e maio ter registrado os piores níveis de chuvas em 91 anos de histórico no reservatório das hidrelétricas, principal fonte de geração do Brasil.

As flexibilizações na operação de usinas que o CMSE busca, no entanto, podem enfrentar alguma resistência por preocupações ambientais ou mesmo políticas, disse à Reuters um importante técnico do setor.

Medidas sobre vazões também poderiam ter efeitos danosos para setores como o de café, importante na área de Furnas.

“Sendo franco, essa questão vai ser muito difícil, é uma pauta antipática. Acho que vai dar briga, sempre deu”, afirmou, ao lembrar que no passado o governo do presidente Jair Bolsonaro costurou acordos com políticos de Minas Gerais para manter um nível mínimo em lagos como Furnas, que fomentam o turismo.

Nesta sexta-feira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), criticou duramente o ONS, após a divulgação de informações sobre o pedido do CMSE para flexibilizar a operação de usinas incluindo Furnas.

“O ONS, vinculado ao Ministério de Minas e Energia, apoderou-se das águas brasileiras para o seu propósito único de geração de energia… a previsão de secar os reservatórios do sistema de Furnas, em Minas Gerais, é inaceitável, ainda mais depois dos acordos feitos com a bancada federal do Estado”, escreveu ele no Twitter.

“Essa política energética sem ideias, que não planeja e não pensa em médio e longo prazo, reduz os níveis de água e sacrifica o abastecimento, o turismo, a navegação, a agropecuária, a piscicultura e o meio ambiente”, atacou.

Procurado, o ONS não respondeu especificamente às afirmações do senador, mas disse que decisões sobre flexibilizações operativas serão tomadas pela ANA e encaminhadas ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), “por se tratarem de importantes iniciativas para manterem a segurança no abastecimento”.

CENÁRIO DE ALERTA

O ONS também disse que “o cenário merece atenção”, mas não vê risco de falta momentânea de oferta, ou déficit de potência, “considerando as medidas necessárias para a segurança e a continuidade do suprimento de energia que foram tomadas pelo CMSE”.

O órgão do setor de energia também destacou que “vem reforçando a gestão de todos os reservatórios” e que trabalha junto ao Ibama e à ANA para “assegurar a governabilidade da operação hidráulica das principais bacias da região Sudeste”.

Na quinta-feira, o CMSE alertou que medidas de flexibilização são necessárias para “mitigar o risco da perda do controle hídrico na bacia do rio Paraná”.

A ANA disse em nota que “está realizando a análise da solicitação do CMSE”, sem detalhar.

Já o Ministério de Minas e Energia afirmou que “a situação atual é desafiadora” e que trabalha com foco em “manter o máximo possível de água nos reservatórios” das hidrelétricas.

“O objetivo é garantir que, mesmo com poucas chuvas, seja mantido um volume de água suficiente tanto para geração de energia elétrica quanto para os demais usos da água. Sem um controle adequado das vazões, podem ocorrer impactos a todos os usuários”, afirmou a pasta em nota à Reuters.

As preocupações com o suprimento vêm 20 anos depois do racionamento histórico de 2001, e assim como naquela ocasião também um ano antes de uma eleição, quando geralmente há incentivos à economia em qualquer governo, pontuou a especialista Leontina Pinto, da Engenho Consultoria.

Ela ainda disse que esforços para evitar a qualquer preço uma crise de energia, que incluem o uso em massa de térmicas, mais caras, podem gerar uma pesada conta quando os custos forem repassados à tarifa, o que ocorreu em 2015, após o país ter enfrentado riscos de oferta no ano anterior.

“Meu nível de preocupação é muito alto. A gente consegue uma retomada econômica sem energia? Ou com energia a preços estratosféricos?”, questionou ela.

“Eu tenho um programa aqui de simulações, eu chamo de racionômetro. Brinco que já está no momento de ‘ligar’ ele de novo.”

FONTE: REUTERS

 

dimas_covas

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CPI da Covid: 'Brasil poderia ter sido o 1º país do mundo a começar a vacinação', diz Dimas Covas

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou nesta quinta-feira (27/05) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid que o Brasil poderia ter sido o primeiro país do mundo a começar a vacinação se a instituição não tivesse tido entrave nos contratos com o Ministério da Saúde.

Covas e sua equipe coordenaram os testes e produção da CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e testada no Brasil pelo Instituto Butantan. Os testes da vacina no país começaram em julho de 2020 em seis Estados, além do Distrito Federal.

A primeira oferta de vacinas ao Ministério da Saúde, disse Covas, foi feita em julho de 2020. Nesse momento, foram ofertadas 60 milhões de doses que poderiam ser entregues ainda no último trimestre de 2020.

Segundo Covas, não houve uma resposta positiva. O contrato com o Ministério da Saúde foi fechado apenas em janeiro de 2021.

"Os parceiros internacionais (de fornecimento de insumos) já tinham outros compromissos, e o ambiente internacional era de falta de vacinas", disse Covas à CPI.

Segundo o diretor do Butantan, as dificuldades impostas pelo governo federal nas negociações atrasaram a vacinação de milhões de brasileiros.

Como foram as negociações com o Ministério da Saúde

Segundo o diretor do Instituto Butantan, após a primeira oferta em 30 julho de 2020, 22 dois dias após o fechamento de acordo com a Sinovac. Essa oferta não teve resposta positiva do Ministério da Saúde.

Em agosto, o instituto reforçou a oferta de doses e pediu ajuda financeira do governo para os estudos clínicos que estavam em desenvolvimento e para a criação de uma fábrica de vacinas para covid.

Covas afirmou que não houve nenhuma ajuda financeira do Ministério da Saúde para essas atividades.

Em outubro, houve uma sinalização positiva do Ministério da Saúde, disse Covas. Em 7 de outubro, o instituto então fez uma novas oferta, de 100 milhões de doses, das quais 45 milhões seriam produzidas no Brasil.

"Na sequência houve uma sinalização de que poderíamos evoluir, inclusive com a produção de uma medida provisória", afirmou Covas. "Tudo estava indo muito bem. Tanto que em 20 de outubro, fui convidado pelo ministro Pazuello para uma cerimônia na qual a vacina seria anunciada", disse o diretor.

"A partir deste ponto, é notório que houve uma inflexão", disse Covas. "No outro dia de manhã, quando ainda haveria conversas adicionais, essas conversas adicionais não aconteceram porque o presidente (Jair Bolsonaro) disse que não haveria continuação nesse processo."

À CPI, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello havia afirmado que as falas do presidente não interferiram nas tratativas.

Essa versão foi contraposta por Covas. Ele disse que havia um documento que era um compromisso para compra, mas depois de o presidente Jair Bolsonaro dizer que "mandou cancelar" o contrato, ainda em outubro, esse compromisso "ficou em suspenso".

"De fato, eu nunca recebi um ofício dizendo que a intenção de compra não valia mais, mas na prática não houve avanço, as negociações foram interrompidas", disse. "Enquanto o isso o governo fez diversas tentativas de compra de vacinas internacionais, e não da que estava sendo produzido em solo nacional."

Segundo o médico, isso não foi motivo para o Butantan interromper o desenvolvimento das vacinas, mas houve algumas dificuldades. "Sem contrato com o ministério, tínhamos incerteza sobre financiamento", afirmou.

"O Ministério da Saúde é normalmente nosso único cliente e normalmente tudo o que produzimos é parte do PNI (Programa Nacional de Imunização)", disse Covas.

Segundo Covas, nesse momento houve apoio do governo do Estado de São Paulo e intenção de compra de outros 17 Estados.

"O Brasil poderia ter sido o primeiro país do mundo a começar a vacinação se não tivéssemos esses entraves", afirmou.

Segundo o diretor do Butantan, não houve nenhum questionamento formal do ministério da Saúde sobre possíveis dúvidas em relação à vacina.

O contrato com o governo federal só foi assinado em 6 janeiro de 2020, disse Covas, mas com um cronograma diferente.

"Nesse momento, a demanda mundial de vacinas era muito grande", disse Covas, e os parceiros internacionais já tinham outros compromissos para a oferta de insumos.

Segundo Covas, o governo alterou o contrato três vezes e, apesar da oferta de 100 milhões de doses, o governo fechou contrato para compra de apenas 45 milhões, com opção de compra de mais 55 milhões de doses, que aconteceu só depois.

FONTE: BBC

IMAGEM: TAMOIOS NEWS

 
Brasileiros em viagem de retorno também precisariam cumprir quarentena de 14 dias na cidade de desembarque
 
 

BRASILIA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sugeriu nesta sexta-feira suspender o ingresso de trabalhadores marítimos de embarcações e plataformas oriundos de países com circulação de novas variantes de Covid-19. A agência não informou quais seriam os países barrados.

Em nota, a agência diz que a proposta foi enviada ao grupo interministerial — composto pela Casa Civil, Ministério da Justiça e Segurança Pública e Ministério da Saúde —, ao qual cabem decisões sobre a imposição de medidas de restrição.

“Esses trabalhadores atualmente podem ingressar no Brasil, por via aérea ou marítima, desde que negativados em PCR prévio e não reportando nenhum sintoma na Declaração de Saúde do Viajante (DSV)”, diz a nota.

Os seis primeiros casos da variante indiana no Brasil foram constatados na tripulação de um navio cargueiro que atracou em São Luís, no Maranhão. 

Pela sugestão da Anvisa, a tripulação de estrangeiros procedentes desses países ficaria impedida de ingresso no Brasil, e os brasileiros em viagem de retorno desses países precisariam necessariamente cumprir quarentena de 14 dias na cidade de desembarque.

A agência deve enviar também "sugestão relativa à melhor delimitação dos locais para quarentena de casos suspeitos, de acordo com critérios e especificidades de estados e municípios".

Os secretários estaduais de Saúde pediram ao Ministério da Saúde que adote medidas restritivas com urgência nas fronteiras do Brasil para evitar a entrada de novas variantes do coronavírus, principalmente a cepa indiana.

FONTE: O GLOBO

Conteúdo Local: Com a nova regra proposta pela ANP 1,3 bilhão de reais em multas, podem ser convertidos em investimentos na indústria nacional

IMAGEM: CLICK PETRÓLEO E GÁS

Gerente de conteúdo local da Petrobras disse que estratégia de contratação de alguns projetos, em passado recente, resultou em custos elevados no pagamento de sobrepreços e atraso de produção, com impacto de US$ 12,6 bilhões na arrecadação.

A Petrobras avalia que a exigência de índices de conteúdo local elevados pode gera resultados adversos para a indústria e diferentes dos objetivos das políticas de fomentá-la. A empresa afirma ser a favor da competitividade, sem reserva de mercado e com conteúdo local compatível. A avaliação é que o elevado nível de conteúdo local criado no passado gerou reserva de mercado que resultou, no final do processo, em aumento de custos e perda de competitividade em alguns projetos.

“Avaliamos que a estratégia de contratação gerada na época — para desenvolver ao máximo mercado nacional — foi mal sucedida, gerando custos elevados no pagamento de sobrepreços e atraso de produção”, disse o gerente setorial de conteúdo local da Petrobras, Edival Dan Junior, durante reunião da comissão especial de indústria naval e offshore da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), nesta segunda-feira (24).

Na ocasião, ele apresentou uma relação de contratos de replicantes e plataforma da cessão onerosa cujas datas de entrada em produção, por questões de gestão de riscos, registraram atraso médio de 32 meses, com impacto na arrecadação de US$ 12,6 bilhões. Para o Rio de Janeiro, US$ 3,9 bilhões deixaram de ser gerados, o equivalente a 31% desse total. De acordo com a Petrobras, os atrasos das plataformas geraram impacto de 7.000 empregos diretos e 70.000 empregos indiretos.

Entre os projetos estão a P-66 e a P-67, respectivamente, com atrasos de 31 meses e de 50 meses na entrega, além da P-71, prevista para entrega em 2023 e cujo atraso é estimado em cinco anos. Dan explicou que esses projetos tiveram contratação com estratégia pulverizada de fornecimento e previam integração com uma empresa brasileira. “O impacto possível de ser gerado com exigência de conteúdo local e reserva de mercado preocupa porque pode gerar dano maior do que objetivo principal e pode ter resultados inversos ao pretendido”, analisou.

FONTE: Portos&Navios – Danilo Oliveira

Teletrabalho, home office ou trabalho remoto.

IMAGEM: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

 

Em debate na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, a representante do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Patrícia Toledo, apontou aumento na carga de trabalho para os trabalhadores em home office e risco de contaminação no transporte público e nos locais de trabalho para os que estão exercendo as atividades presencialmente.

A comissão realizou reunião virtual nesta quinta-feira (27) para discutir a situação dos trabalhadores na pandemia. Toledo citou levantamento do Dieese sobre o assunto. “70% dos trabalhadores afirmam que, em 2020 e 2021, estão trabalhando mais do que a jornada contratada. Existe aí uma tensão, inclusive, em manter o nível de rendimento diante dessas novas exigências, causando uma série de doenças”, afirmou.

O representante do Ministério Público do Trabalho (MPT), Jefferson Rodrigues, informou que o órgão teve aumento exponencial de denúncias. Ele lamentou a extinção do Ministério do Trabalho, que poderia estar atuando para minimizar os efeitos da pandemia. “A fiscalização foi bastante desarticulada em um momento que tanto se precisa”, destacou.

Para suprir essa carência, Rodrigues disse que o MPT vem trabalhando na proteção aos trabalhadores com notas técnicas. “O esforço vem sendo feito pelo MPT para impactar positivamente na realidade dos trabalhadores. O MPT não parou um dia sequer”, disse.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) sugeriu a continuidade do trabalho da subcomissão criada para acompanhar a situação dos trabalhadores durante e após a pandemia. “Para através dela fazer a sequência de estudos necessários para minimizar a dor de tantos trabalhadores e trabalhadoras durante esse período de pandemia”, afirmou.

Saúde e educação

A representante do Fórum dos Profissionais de Saúde de Minas Gerais, Lourdes Machado, afirmou que os profissionais da categoria têm três vezes mais chances de contrair Covid-19; tiveram sua carga de trabalho aumentada; enfrentam a falta de material de proteção, as chamas EPIs; além de precarização, com locais de trabalho insalubres.

“Nós temos nos dedicado de uma forma exaustiva, cotidiana, só que a gente precisa mais do que palavras bonitas, mais do que campanhas na televisão ressaltando a importância dos profissionais de saúde. A gente precisa de reconhecimento, de respeito, de valorização”, salientou.

O presidente do Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação, Heleno Araújo, afirmou que os profissionais da educação tiveram que se adaptar à nova realidade do ensino remoto sem que tivessem tido suporte de material ou internet para dar continuidade às aulas.

FONTE: AGÊNCIA CÂMARA

 

IMAGEM: SÉRGIO LIMA/PODER 360

 

A Agenda Legislativa das centrais sindicais no Congresso Nacional com as prioridades para este ano em defesa da “Vida, do Emprego e da Democracia” foi entregue, nesta quarta-feira (26), ao vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (AM-PL), como parte do ato #600ContraFome, realizado na manhã de quarta-feira, em frente ao Congresso.

O documento assinado pelas centrais — CGTB, CSB, CSP-Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical, NCST, Pública e UGT —, contém os 23 projetos e medidas que tramitam no Congresso Nacional e têm relação com os 12 pontos defendidos pelas centrais sindicais.

As reivindicações principais são a volta do auxílio emergencial de R$ 600, políticas de geração de emprego e renda, vacinação em massa da população brasileira, contra as privatizações e contra a proposta reforma Administrativa, cuja tramitação vem sendo acelerada no Congresso.

A primeira prioridade, destacada na Agenda, é a proteção econômica por meio do auxílio emergencial com as mesmas regras de 2020 e idêntica cobertura para os quase 70 milhões de beneficiados.

A segunda prioridade é a proteção dos empregos e salários, assim como o posicionamento contrário em relação às medidas de flexibilização e precarização laboral. Reformas Tributária, Administrativas e as privatizações estão entre as proposições destacadas.

A Agenda Legislativa unitária foi elaborada pelo DIAP e vai ser permanentemente atualizada com o posicionamento das centrais em relação aos projetos e medidas em tramitação, assim como com as propostas elaboradas. A atualização dessa Agenda e de um mapeamento completo com mais de 120 propostas que tramitam no Congresso Nacional está disponível no portal do DIAP.

Leia os 12 pontos prioritários para 2021: Vida, Emprego e Democracia:

1) Aprovar o Auxílio Emergencial com o valor de R$ 600/R$ 1.200, com as mesmas regras de acesso anteriores e duração garantida enquanto durarem os efeitos econômicos da pandemia, para proteger os trabalhadores não assalariados e sustentar o consumo das famílias.

2) Implementar medidas de proteção dos empregos e salários, para proteger os assalariados, evitar o desemprego e sustentar a demanda das famílias.

3) Aprovar medidas de apoio econômico às micro, pequenas, médias e grandes empresas para enfrentarem as adversidades da crise econômica decorrentes da crise sanitária.

4) Fortalecer as iniciativas de lockdown dos entes federados — estados, Distrito Federal e municípios —, contribuindo com os esforços de articulação e de coordenação, com o objetivo de inverter rapidamente a curva de contágios e de mortes.

5) Criar no âmbito do Congresso Nacional uma Comissão Nacional de Enfrentamento da Crise Sanitária e Econômica, com participação dos Poderes, dos entes federados e da sociedade civil organizada.

6) Contribuir com as iniciativas dos entes subnacionais no investimento para a compra de vacinas.

7) Exigir que o Brasil, por seus representantes, posicione-se oficialmente perante a Organização Mundial do Comércio em favor da proposta encaminhada pela Índia e África do Sul para suspender as patentes de vacinas, medicamentos e insumos hospitalares para combater a Covid-19 enquanto durar a pandemia e que o Congresso Nacional assim se manifeste.

8) Exigir que se adotem as medidas jurídicas cabíveis, no âmbito e competência de cada um dos Poderes, para a suspensão de patente e licença compulsória das vacinas, medicamentos e insumos hospitalares para combater a Covid-19, tendo em vista o interesse público e a gravidade da crise sanitária decorrente do Coronavírus, adotando as ações necessárias para a imediata fabricação da vacina no Brasil.

9) Aportar os recursos necessários para o orçamento da saúde, permitindo o enfrentamento adequado da crise sanitária, assim como a célere liberação dos recursos para a sustentabilidade da rede hospitalar e preventiva de saúde no Brasil.

10) Criar um Comitê Científico de Crise para colaborar nas prospecções e na elaboração de medidas de combate à crise sanitária, com a participação da representação dos trabalhadores.

11) Investir na elaboração de um Projeto Nacional de Desenvolvimento que reoriente as estratégicas nacionais, regionais, setoriais de crescimento econômico com justiça social; a reindustrialização do país, a inovação, a geração de emprego de qualidade e o crescimento dos salários com proteção social e laboral. (Implementar o Grupo de Trabalho no Congresso Nacional sobre Reindustrialização e Emprego).

12) Adotar medidas para combater o racismo, o desmatamento, a ocupação de terras indígenas e o trabalho infantil. A igualdade salarial entre homens e mulheres, além de ampliar políticas de combate à violência de gênero, doméstica, familiar e a LGBTfobia também devem ser priorizadas no Parlamento.

FONTE: DIAP

IMAGEM: INSTITUTO MIX

 

Caged superestima empregos informais

Pnad Contínua, do IBGE, os subestima

Há grande contingente a ser absorvido

stá difícil ter uma visão mais clara do comportamento do mercado de trabalho no Brasil. As duas principais séries regulares que retratam o mundo da mão de obra passaram por recentes mudanças metodológicas, e a realidade que elas procuram capturar virou de pernas para o ar com a pandemia. O resultado é um descolamento inédito entre o comportamento da atividade econômica e o que os indicadores mostram.

Tanto o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), da secretaria especial de Previdência e Trabalho, quanto a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua, do IBGE, por razões diversas, e em sentidos opostos, estão distorcendo a realidade do mercado de trabalho. Não são tentativas de manipular dados, mas as informações podem causar confusão. 

O Caged, que pretende captar os movimentos no segmento de emprego formal, não se vale mais de relatórios e formulários para compor sua base de dados, desde o início de 2020. Agora, as informações vêm do eSocial, diretamente por meio digital, e, além disso, alguns tipos de ocupações, antes excluídos do Caged, passaram a integrar a nova base de dados.

Assim, trabalhadores temporários, autônomos, avulsos, e até mesmo bolsistas, antes excluídos dos registros do Caged, passaram a compor o contingente de trabalhadores formais. Não há dúvida de que a apuração dos dados por meio digital contribui para melhorar a qualidade da informação, mas, com a inclusão de novas categorias de ocupação, houve uma quebra na série de dados históricos no Caged.

O fato de se basear na emissão de eSocial acarretou outra distorção no novo Caged, já detectada, mas ainda não inteiramente corrigida. Observou-se que o cumprimento da obrigação de emitir, mensalmente, o documento nas contratações e, a partir de então, não se verificava no caso dos desligamentos.

Com o aumento da subnotificação das demissões, o cômputo da diferença entre admissões e demissões, obviamente, ficou distorcido, tendendo a inflar o resultado final. Resumindo, não é possível comparar os dados do Caged com nenhum outro anterior a 2020 e a nova série tende a apresentar resultados mais positivos do que a realidade estaria revelando.

Também surgiram problemas com as informações levantadas pela Pnad. Em razão da pandemia, a pesquisa, que busca retratar os movimentos no conjunto das relações de trabalho, e foi estruturada para ser feita presencialmente, em visita a um painel de 210 mil residências, localizadas em 3.500 municípios, passou a ser realizada por telefone.

Como era de se esperar, com a pesquisa por telefone caiu o volume de respostas, o que, desde logo, mesmo com correções, afetou a qualidade das informações obtidas. Não só isso. Os pesquisadores notaram que as não respostas eram mais frequentes no grupo de consultados com ocupação formal. Por isso, as distorções na Pnad Contínua, na pandemia, resultaram em subestimação do emprego formal.

Resumindo, enquanto o novo Caged tende a superestimar o emprego que segue as normas da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), a nova Pnad tende a subestimá-los. É possível que o verdadeiro retrato do mercado se situe em algum ponto no meio entre os 2 indicadores tradicionais.

É o que indica o IDAT-emprego, indicador criado por economistas do Itaú, tendo como base de dados as folhas de pagamento das empresas clientes do banco. Mas, amparado nesta base de dados mais limitada, também este indicador reflete uma visão parcial do mercado.

Tais limitações, obviamente, influenciam análises e expectativas, fazendo com que as projeções para o desempenho do mercado de trabalho, nos meses à frente, comportem um amplo intervalo de estimativas. Apoiados em seu novo indicador, os economistas do Itaú, por exemplo, apontam uma redução gradual, mês a mês, da taxa de desemprego para 12,7%, no fim do ano –2 pontos percentuais abaixo da taxa da Pnad Contínua no 1º trimestre de 2021. Mas há especialistas que esperam aumento do desemprego, nos próximos meses.

Um deles é o economista Bruno Ottoni, pesquisador da consultoria iDados. Ottoni acumula experiência no acompanhamento e análise do mercado de trabalho e foi um dos primeiros a quantificar as diferenças entre o antigo e o novo Caged. O economista prevê alta na taxa de desemprego e observa queda no ritmo de geração de vagas, ao longo do primeiro quadrimestre.

Para Ottoni, embora a força de trabalho e a população ocupada possam aumentar, principalmente com as melhores perspectivas de expansão da economia no segundo semestre, a taxa de desemprego deve continuar subindo porque, embora possa haver crescimento à frente, “não deve haver crescimento para o todo o pessoal que se encontra fora da força de trabalho”.

Comparado com o contingente existente em fevereiro de 2020, o volume total da força de trabalho em março de 2021 ainda era 5,2% inferior, representando um conjunto de 6 milhões de trabalhadores. Mesmo que a economia avance, puxando a população ocupada, vai puxar também a força de trabalho. Mas aí, muitos que voltarão a procurar trabalho não encontrarão vagas, engrossando as estatísticas de desemprego.

De acordo com a Pnad Contínua do 1º trimestre, o total de desempregados chegou a 14,8 milhões de pessoas, num conjunto de 100 milhões de trabalhadores. Subutilizados somaram 33 milhões, o equivalente a 1/3 da força de trabalho. Isso sem contar os desalentados, um total de 6 milhões, que nem procuram ocupação e, portanto, não são considerados desempregados.

Com as distorções que estão carregando, no momento, os indicadores do mercado de trabalho colaboram mais para embaçar a visão do horizonte à frente do que para clareá-la. Mas não errará quem, simplesmente, concluir haver ainda muito gente que a atividade econômica não está conseguindo absorver.

 

FONTE: PODER 360/JOSÉ PAULO KUPFER

Mercado de trabalho feminino se deteriorou com a pandemia

IMAGEM: BRUNO KELLI/AMAZONIA REAL

 

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados promove, nesta quinta-feira (27), audiência pública para discutir as dificuldades que os trabalhadores têm enfrentado em virtude dos efeitos da pandemia de Covid-19 sobre suas rotinas.

O debate acontece no plenário 12, às 14 horas, e será possível participar pela internet.

Foram convidados:
 
a presidente do Conselho Regional Psicologia de Minas Gerais, Lourdes Aparecida Machado;
o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka;
a representante do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Patricia Toledo Pelatieri;
o médico especialista em Medicina do Trabalho Zuher Handar;
o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo;
o vice-presidente regional da Força Sindical do Paraná, Nelson Silva de Souza;
o representando o Ministério Público do Trabalho Jefferson Luiz Maciel Rodrigues.

 

A audiência foi proposta pelo deputado Paulo Ramos (PDT-RJ). Ele enumera dificuldades trazidas pela pandemia, como o desemprego, o aumento da informalidade, a precarização, a necessidade de medidas de segurança, a adaptação a novas tecnologias e a sobrecarga de trabalho.

FONTE: AGÊNCIA CÂMARA

Ponto onde rio Tietê desemboca no rio Paraná, em Itapura: sem poluição

IMAGEM: DIÁRIO DA REGIÃO/DIVULGAÇÃO

Governo emitirá alerta de emergência hídrica para 5 Estados

Para GO, MG, MS, SP e PR

Todos na bacia do Rio Paraná

O governo federal emitirá alerta de emergência hídrica para Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná na 6ª feira (28.mai.2021).

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, confirmou a informação ao Poder360.

Os 5 Estados se localizam na bacia do Rio Paraná, onde estão os principais reservatórios de regularização do país. Em períodos secos, os estoques dessas usinas são otimizados para garantir o fornecimento de energia.

Mas a região enfrenta escassez de chuvas. De acordo com documento obtido pelo Estado de S. Paulo e Broadcast, as autoridades consideram que o cenário deve perdurar até o final de setembro.

Bento Albuquerque afirmou ao Poder360 que o país enfrenta “a maior crise [hídrica] desde 1931”. Ele  responsabiliza uma medida do governo Dilma (MP 579/2012) pela situação.O almirante afirmou que a legislação atual –proposta pelo governo federal em 2012– não considera gastos além do operacional para geração de energia elétrica.

O governo federal acionou, no início de maio, todas as usinas térmicas do país para evitar o racionamento de energia. Também montou uma sala de situação para monitorar as condições hidrológicas e o baixo volume nos reservatórios das hidrelétricas do país.

De acordo com o Estado de S. Paulo, o alerta será divulgado em conjunto pelos seguintes órgãos:

  • SNM (Sistema Nacional de Meteorologia);
  • ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico);
  • Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais).

IMPACTO PARA O CONSUMIDOR

A tarifa vermelha 1 foi adotada para as contas de luz de maio. A mudança soma R$ 4,16 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) declarou ao Poder360, no início do mês, não fazer previsões sobre acionamentos futuros. Disse, porém, que outros encargos sobre a conta podem ser afetados. “A situação hídrica afeta também a previsão do Risco Hidrológico, se a situação piora, a previsão do custo aumenta”, afirmou.

FONTE: PODER 360 

Porto na região de Rosario

Imagem: REUTERS/Marcos Brindicci

 

Uma greve que durou quase um dia e afetou embarques de grãos da Argentina foi encerrada na noite de quarta-feira, após sindicatos afirmarem que obtiveram um acordo que permite aos trabalhadores prioridade na vacinação contra Covid-19.

Os trabalhadores portuários realizaram na semana passada uma paralisação de 48 horas devido à falta de acesso a vacina.

O movimento voltou na quarta-feira, paralisando navios no terceiro maior exportador global de milho e principal fornecedor de farelo de soja usado como ração.

“Após diversas reuniões com ministérios de saúde, transporte e trabalho, nós estamos sendo considerados trabalhadores essenciais no plano de vacinação do país. Por esse motivo, os sindicatos envolvidos estão suspendendo a greve”, disse um comunicado do sindicato de operadores de navios, um dos 11 grupos que estavam em greve.

Os sindicatos ainda emitiram outra declaração, em conjunto, destacando o fim do movimento de paralisação. “Todos os nossos membros receberam uma nota do governo em que o pessoal de bordo é reconhecido como tendo prioridade no plano estratégico de vacinação do país”.

Os sindicatos representam trabalhadores essenciais para a atracação e desacoplamento de navios de carga. Os únicos grupos de trabalhadores que receberam prioridade para vacinas na Argentina antes do acordo de quarta-feira foram os de saúde, policiais e educadores.

Até o momento, 75.588 pessoas morreram em decorrência do vírus na Argentina, segundo dados oficiais, em uma população total de cerca de 45 milhões. Medidas restritivas contra a pandemia, incluindo um toque de recolher noturno, foram reforçadas em todo o país para combater uma segunda onda de infecções.

No vizinho Brasil, líder em exportação de soja, o governo deve começar nesta semana a vacinar os trabalhadores portuários de Santos, o maior porto da América Latina.

A medida foi uma resposta à pressão de trabalhadores, que ameaçaram uma greve caso não fossem incluídos entre as categorias prioritárias para vacinação.

FONTE: REUTERS