IMAGEM: HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
A CONTTMAF e a FNTTAA manifestam repúdio ao ataque promovido pelos Estados Unidos contra a Venezuela, bem como às declarações e às ações de caráter intervencionista que evidenciam planos de colonialismo e de subordinação de um país soberano a interesses econômicos externos.
Os trabalhadores e as trabalhadoras dos transportes exercem um papel central na movimentação da produção, da energia, do comércio e da integração entre os países. Justamente por essa posição estratégica, não podem permanecer indiferentes diante de ações militares e políticas que atentam contra o direito internacional e contra a autodeterminação dos povos.
As declarações do governo dos EUA deixam claro que a preocupação central não é a democracia, a estabilidade regional ou qualquer princípio humanitário, mas sim garantir que empresas americanas explorem o petróleo venezuelano. Trata-se de uma postura abertamente colonialista, que busca legitimar a apropriação de recursos naturais estratégicos por meio da força, da intimidação política e da violação do direito internacional.
Não existe qualquer legitimidade para que os EUA interfiram nos assuntos internos de outros países. A utilização da força militar, de sanções, de ameaças e de narrativas seletivas para justificar o controle político e econômico sobre nações soberanas representa a aplicação da lei do mais forte, incompatível com o multilateralismo e com os princípios básicos da convivência internacional.
Cabe ao povo venezuelano decidir sobre o seu próprio destino, sem pressões, ameaças ou intervenções estrangeiras. O poder deve emanar do povo e não de potências externas. Ataques dessa natureza não representam uma ameaça apenas à Venezuela, mas a toda a América Latina, aos trabalhadores da região e à estabilidade internacional.
A CONTTMAF e a FNTTAA se somam às vozes do movimento sindical brasileiro e internacional que denunciam a guerra, a ingerência e os planos de colonialismo, e reafirma a necessidade de unidade e solidariedade entre os povos.
Diante desse cenário, reafirmamos nossos compromissos com a defesa da democracia, da soberania nacional e da autodeterminação dos povos, bem como com a paz mundial e a solidariedade entre os trabalhadores.
