Na sexta-feira, 24 de julho, a diretora para Assuntos de Gênero e Juventude da Conttmaf, Lorena Silva, reforçou, em reunião realizada pela Antaq, em Brasília, a importância de se defender um ensino pofissional marítimo (EPM) gratuito, por meio de processo seletivo público e transparente.

O tema tem sido amplamente discutido pela representação sindical após denúncias relacionadas à comercialização indevida de cursos de formação oferecidos por instituições privadas de ensino com a anuência de armadores.

De acordo com Lorena, o processo de seleção feito pela Marinha do Brasil para ingresso nas suas escolas de formação foi o que permitiu às mulheres entrar na Marinha Mercante e se tornar oficiais e eletricistas.

“Se não fosse por isso, dificilmente estaríamos no patamar no qual nos encontramos hoje, com um percentual significativo de marítimas embarcadas”, disse a dirigente sindical.

A declaração faz referência ao Indicador Sindmar Mulheres, cujos dados apontam que cerca de 12% dos postos de trabalho da categoria são ocupados por marítimas.

A reunião, organizada pelo Comitê Geral de Gênero e Diversidade da Antaq, incluiu na pauta de discussões temas como a resolução MSC 560 (108) da IMO sobre prevenção ao assédio a bordo e o monitoramento da participação feminina no setor aquaviário, entre outros.