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Onze meses depois da confirmação para a construção de quatro navios da classe Handy, o Estaleiro Rio Grande amplia as perspectivas para o Polo Naval. Com a assinatura do contrato para a construção de cinco navios gaseiros para a Transpetro, nesta terça-feira (20), somado ao contrato firmado em 2025, serão gerados cerca de 2,9 mil empregos na Zona Sul do Rio Grande do Sul, no pico das atividades.

A expectativa da Ecovix é que, com as demais atividades em curso, o Estaleiro de Rio Grande opere com cerca de 4 mil trabalhadores até o segundo semestre de 2027. A cerimônia de assinatura foi realizada no Estaleiro Rio Grande e contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, além de autoridades nacionais, estaduais e regionais. A Ecovix celebrou a formalização de seu segundo contrato no âmbito do Programa de Renovação e Ampliação da Frota do Sistema Petrobras (TP 25).

A proposta da empresa foi vencedora em um dos lotes da licitação internacional promovida pela Transpetro. No Estaleiro Rio Grande serão construídos cinco navios gaseiros do tipo pressurizado, sendo três embarcações com capacidade de 7 mil m³ e duas de 14 mil m³, destinadas ao transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e derivados. O valor do investimento é de US$ 414,6 milhões. “O dia de hoje reafirma que a retomada do Polo Naval não começou com celebrações, mas com trabalho, planejamento e capacidade técnica. Este contrato é resultado de um esforço contínuo, aliado a um olhar responsável do Estado brasileiro para um setor produtivo que precisa ser tratado como política permanente de desenvolvimento“, afirmou José Antunes Sobrinho, acionista da Ecovix.

AS CONTRATAÇÕES

Os navios gaseiros foram contratados por meio de licitação aberta e internacional, em dois lotes com oito embarcações no total. O estaleiro Rio Grande foi contratado para construir cinco navios pressurizados destinados ao transporte de GLP e de derivados: três com capacidade de 7 mil m³ e dois com 14 mil m³. O investimento total nessas construções totaliza R$ 2,2 bilhões.Com isso, a frota de gaseiros da Transpetro irá subir de seis para 14, triplicando a atual capacidade de transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e derivados.  As encomendas consideram o aumento da produção de gás natural no país e atendem às necessidades da Petrobras, tanto na costa brasileira quanto na navegação fluvial, como já ocorre na Região Norte e na Lagoa dos Patos (RS).Os novos gaseiros serão até 20% mais eficientes no consumo de energia, reduzirão as emissões de gases de efeito estufa em 30% e poderão operar em portos eletrificados. O lançamento da primeira unidade está previsto até 33 meses após o início das obras, com novas entregas a cada 6 meses.

A Transpetro também assina os contratos para aquisição de 18 barcaças e 18 empurradores. A encomenda, que representa um investimento de R$ 620,6 milhões, marca a entrada da Transpetro na navegação interior (águas abrigadas ou parcialmente abrigadas, como rios, lagos, canais, baías e lagoas), o que consolida a companhia como uma das principais operadoras de transporte de derivados de petróleo e de biocombustíveis no modal fluvial.  O novo modelo de negócio viabilizará a verticalização da operação de bunkering, permitindo à Transpetro dispor de uma frota própria para abastecimento em polos estratégicos como Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). Essa integração assegura maior controle operacional, otimização de custos e ganhos de eficiência logística.

Dois estaleiros nacionais foram vencedores do processo licitatório. O estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, de Manaus (AM), será responsável pela construção das 18 barcaças, com a entrega da primeira unidade prevista três meses após o início da obra. Do total contratado, dez possuirão capacidade de 3 mil toneladas de porte bruto (TPB) e oito, de 2 mil TPB.  O estaleiro Indústria Naval Catarinense, localizado em Navegantes (SC), construirá os 18 empurradores, com a entrega inicial programada para 10 meses após o início da fabricação. O programa Mar Aberto foi criado dentro do Sistema Petrobras para a renovação e ampliação da frota nacional, que desempenha um papel fundamental na logística das operações e no fortalecimento da indústria naval brasileira, em alinhamento com os objetivos da Transição Energética Justa. Com aportes estimados em US$ 6 bilhões no período de 2026 a 2030, a iniciativa contempla a construção de 20 navios de cabotagem, além de 18 barcaças e 18 empurradores, bem como a previsão de afretamento de 40 novas embarcações de apoio destinadas à renovação da frota de suporte às atividades de exploração e produção (E&P).

A BOA RECUPERAÇÃO DA ECOVIX

O Estaleiro Rio Grande está projetando mais de 4 mil trabalhadores a partir do segundo semestre de 2027, onze meses depois da confirmação para a construção de quatro navios da classe Handy, ampliando   as perspectivas para o Polo Naval. Com a assinatura do contrato para a construção de cinco navios gaseiros para a Transpetro, nesta terça-feira (20), somado ao contrato firmado em 2025, serão gerados cerca de 2,9 mil empregos na no pico das atividades. Esta é a  expectativa da Ecovix. Hoje, a  cerimônia de assinatura foi realizada no Estaleiro Rio Grande e contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, além de autoridades nacionais, estaduais e regionais. Na ocasião, a Ecovix celebrou a formalização de seu segundo contrato no âmbito do Programa de Renovação e Ampliação da Frota do Sistema Petrobras. Para lembrar, a  proposta da empresa foi vencedora em um dos lotes da licitação internacional promovida pela Transpetro. No Estaleiro Rio Grande serão construídos cinco navios gaseiros do tipo pressurizado, sendo três embarcações com capacidade de 7 mil m³ e duas de 14 mil m³, destinadas ao transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e derivados. O valor do investimento é de US$ 414,6 milhões.

A partir da assinatura do contrato, têm início as etapas finais para a execução do cronograma de construção das embarcações. A expectativa é de que os trabalhos se iniciem até janeiro de 2027. Para os navios gaseiros, estima-se a geração de até 1.500 empregos no pico da produção. Somados aos cerca de 1.400 postos previstos para a construção das embarcações do tipo Handy, o Estaleiro Rio Grande deverá mobilizar aproximadamente 2.900 trabalhadores. As contratações relativas ao contrato firmado em 2024 devem se iniciar em março. “Contamos com uma estrutura moderna, com o maior dique seco da América Latina e profissionais altamente qualificados. Este é um ativo estratégico preparado para sustentar novos ciclos de crescimento e gerar oportunidades de forma consistente”, reforça José Antunes Sobrinho.

A assinatura do novo contrato com a Transpetro ocorre em um momento positivo da Ecovix, que teve sua recuperação judicial encerrada em julho de 2025, após um processo que envolveu uma dívida de R$ 6 bilhões e durou quase dez anos. Nesse período, a empresa conduziu uma retomada responsável das atividades. Em 2021, o Estaleiro Rio Grande recebeu o navio Siem Helix (esquerda), que atua na Bacia de Campos, para serviços de reparo. Em três anos, 25 embarcações passaram por esse tipo de operação no local, movimentando centenas de empregos. Outro marco recente foi a chegada da plataforma P-32 (direita)ao dique seco da Ecovix. A empresa foi contratada pela Gerdau para realizar o desmantelamento da estrutura, em um modelo de destinação sustentável promovido pela Petrobras. Os trabalhos estão em andamento e devem ser concluídos no primeiro semestre de 2026. A Ecovix acompanha novos editais da Petrobras e da Transpetro, incluindo licitações para a contratação de navios de médio porte da classe MR1 (Medium Range), destinados ao transporte de petróleo e derivados pela costa brasileira.

FONTE: : Petronotícias