O plano só poderá ser posto em prática quando houver sinais claros de desescalada, disse Dominguez à margem da Semana Marítima de Singapura, na terça-feira. A agência das Nações Unidas também precisará verificar se foram colocadas minas no estreito antes de enviar navios por lá, acrescentou.
“Para que possamos fazer qualquer coisa, precisamos garantir que o conflito tenha chegado ao fim, que não haja ameaças de ataques a navios e que a região esteja livre de quaisquer perigos, incluindo minas”, disse Dominguez.
Cerca de 800 navios permanecem retidos no Golfo Pérsico, após o tráfego pelo Estreito de Ormuz ter diminuído drasticamente com o início da guerra. As ameaças e os ataques de Teerã contra embarcações deixaram a maioria dos armadores demasiado receosos para tentar a travessia, embora a República Islâmica tenha permitido a saída de alguns navios que seguiam rotas aprovadas, exigindo, em alguns casos, o pagamento de taxas.
Os detalhes do plano de evacuação em discussão incluem uma ordem de partida para as embarcações, dependendo do tempo em que a tripulação ficou retida, entre outros fatores, disse Dominguez. Quaisquer trânsitos seguiriam uma rota já estabelecida — o Esquema de Separação de Tráfego proposto pelo Irã e Omã e adotado pela OMI em 1968, afirmou.
“Trata-se de marítimos. Trata-se das pessoas”, disse Dominguez. “Porque se começarmos a analisar a carga, os valores, as mercadorias, etc., então isto não vai funcionar. A decisão do conselho foi muito clara. É um corredor humanitário para evacuar os marítimos da região.”
FONTE: Bloomberg LP