CONTTMAF

Fundada em 25 de março de 1957, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviário e Aéreo, na Pesca e nos Portos (CONTTMAF) atua em defesa de relações de trabalho justas e dignas para marítimos, fluviários, práticos dos portos, portuários, estivadores, pescadores e aeroviários, além de lutar pelo avanço dos direitos trabalhistas dos profissionais do setor de transportes.

Com representação sindical ativa nos cenários político nacional e internacional, a CONTTMAF participa dos principais debates relacionados aos setores que representa. No Brasil, atua em diversos fóruns e comitês, entre eles a Comissão Permanente Nacional Aquaviária, a Comissão Paritária Marítima da OIT, a Comissão Tripartite sobre o Trabalho Marítimo e a Comissão do Fundo Setorial de Transportes Aquaviários e Construção Naval.

A Confederação integra, ainda, a Câmara Setorial de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Comissão Permanente Nacional Portuária, o Conselho Estadual de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, o Conselho Consultivo do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo (CCFDEPM) e o Conselho Diretor do Fundo de Marinha Mercante (CDFMM).

No cenário internacional, atua institucionalmente junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e à Organização Marítima Internacional (IMO), contribuindo para a formulação e a atualização de normas de proteção aos trabalhadores aquaviários e para o debate de temas de interesse das categorias que representa.

A CONTTMAF representa os marítimos brasileiros nas discussões do Comitê Especial Tripartite de Marítimos da OIT (STCILO) e participou de forma significativa da elaboração e das sucessivas revisões da Convenção do Trabalho Marítimo (MLC).

Há mais de duas décadas, em convênio com a Marinha do Brasil, mantém um Oficial da Marinha Mercante junto à Representação Permanente do Brasil na Organização Marítima Internacional (RPB-IMO), em Londres. O trabalho contribui para a articulação de temas de interesse nacional e para a efetiva participação do Brasil no Conselho da IMO.

PROPOSTAS PRIORITÁRIAS DA CONTTMAF

Trabalhadores Marítimos, Portuários, Fluviários, Aeroviários e da Pesca

Os trabalhadores representados pelos sindicatos e federações que integram a CONTTMAF desempenham papel essencial para o funcionamento da economia brasileira. São responsáveis pela movimentação de cerca de 95% das mercadorias do comércio exterior, além de assegurarem o funcionamento da cabotagem, das hidrovias, dos portos, da pesca e de parte relevante das operações logísticas aeroportuárias.

Durante toda a pandemia de Covid-19, esses trabalhadores mantiveram suas atividades em funcionamento, assegurando o abastecimento do país, a circulação de insumos industriais, de combustíveis e de alimentos e a continuidade das cadeias produtivas.

O cenário internacional é marcado por conflitos geopolíticos, disputas comerciais, ataques ao sistema multilateral e crescente concentração do transporte marítimo global em poucos conglomerados internacionais.

Diante desse quadro, é essencial fortalecer a soberania logística do Brasil, valorizar seus trabalhadores e desenvolver políticas públicas estratégicas para o setor.

É nesse contexto que a CONTTMAF apresenta as seguintes propostas prioritárias:

Amazônia Azul e soberania marítima do Brasil

O Brasil detém uma das maiores extensões marítimas do mundo, a Amazônia Azul, área de cerca de 5,7 milhões de km² que abriga rotas de navegação, recursos energéticos, biodiversidade e atividades econômicas fundamentais para o país.

A CONTTMAF defende o reconhecimento da Amazônia Azul como patrimônio estratégico nacional e a adoção de políticas públicas que fortaleçam a presença brasileira no mar, incluindo o desenvolvimento da Marinha Mercante, da indústria naval e da infraestrutura portuária, bem como a formação de profissionais qualificados.

Manter uma presença ativa e permanente no mar é condição essencial para proteger os interesses nacionais, ampliar a segurança econômica e assegurar o pleno exercício da soberania sobre os recursos e as rotas logísticas do país.

Redução da dependência logística externa em um cenário de instabilidade global

O cenário internacional atual é marcado por crescentes tensões geopolíticas, conflitos regionais e disputas comerciais entre grandes potências. Observa-se também o enfraquecimento das instituições multilaterais e a adoção, por alguns países, de estratégias pautadas pela lei do mais forte.

Nesse contexto, os países que dispõem de capacidade própria de transporte marítimo e aéreo contam com vantagens estratégicas decisivas. O controle de ativos logísticos e de transporte permite assegurar o abastecimento interno, proteger as cadeias produtivas e ampliar a influência nas relações comerciais internacionais.

A CONTTMAF defende que o Brasil reduza sua dependência externa no transporte de mercadorias, fortalecendo a frota mercante, a indústria naval e a infraestrutura logística nacionais.

Enfrentamento da concentração do transporte marítimo mundial

Nas últimas décadas, o transporte marítimo internacional passou por intenso processo de concentração econômica. Hoje, um pequeno grupo de megatransportadoras globais controla parcela significativa da capacidade mundial de transporte de contêineres: os quatro maiores armadores respondem por cerca de 59% da capacidade da frota global, e os dez maiores, por mais de 84%.

Esse processo gera distorções no mercado, amplia o poder de negociação dessas empresas e tende a elevar os custos logísticos para os países dependentes desses serviços.

A CONTTMAF defende que as políticas públicas brasileiras considerem essa realidade e busquem fortalecer a capacidade nacional de transporte marítimo, de modo a garantir maior equilíbrio nas relações comerciais internacionais.

Fortalecimento da Marinha Mercante brasileira

A CONTTMAF defende a adoção de políticas de Estado para o fortalecimento da Marinha Mercante nacional, com a ampliação da frota de navios de bandeira brasileira, operados por tripulações nacionais.

Uma frota mercante forte reduz a dependência externa, fortalece a soberania logística do país e amplia a competitividade do comércio exterior brasileiro.

Ampliação da participação brasileira na navegação de longo curso

O Brasil figura entre os maiores exportadores de commodities do mundo, mas a participação de navios de bandeira nacional no transporte internacional dessas cargas é quase nula.

A CONTTMAF defende políticas públicas que incentivem as empresas brasileiras a atuar na navegação de longo curso e ampliem a participação nacional no transporte de produtos estratégicos.

Retomada e fortalecimento da indústria naval brasileira

A construção e a reparação naval são atividades estratégicas para o desenvolvimento industrial e tecnológico do país, com forte efeito de arraste sobre outros setores e ampla capacidade de gerar emprego qualificado.

A CONTTMAF defende políticas que incentivem a construção de embarcações em estaleiros brasileiros, ampliem o conteúdo nacional dessas embarcações e fortaleçam as cadeias produtivas a elas associadas.

Frota estratégica para o transporte de petróleo e energia

O Brasil figura entre os maiores produtores de petróleo do mundo: em 2025, alcançou produção recorde de cerca de 4,9 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Apesar disso, a frota nacional de navios petroleiros e gaseiros reduziu-se de forma acentuada nas últimas décadas.

A CONTTMAF defende a ampliação da frota nacional destinada ao transporte de petróleo, gás e derivados, de modo a assegurar maior autonomia logística e segurança energética ao país.

Desenvolvimento da cabotagem como política de Estado

A cabotagem é alternativa eficiente para o transporte de cargas entre os portos brasileiros: reduz custos logísticos, emissões de carbono e o congestionamento nas rodovias. Apesar desse potencial, responde por cerca de 14% da matriz logística do país, enquanto o transporte rodoviário concentra aproximadamente 65% das cargas movimentadas.

A CONTTMAF defende políticas públicas que ampliem o uso da cabotagem, com participação ativa de empresas brasileiras de navegação e geração de empregos para os trabalhadores nacionais.

Fortalecimento da infraestrutura portuária pública

Os portos brasileiros são fundamentais para o comércio exterior e para o funcionamento da economia nacional: em 2025, movimentaram 1,4 bilhão de toneladas de cargas, novo recorde histórico, e respondem por cerca de 95% das exportações e importações do país.

A CONTTMAF defende investimentos contínuos em infraestrutura portuária pública, que abranjam a dragagem dos canais de acesso, a modernização de equipamentos e a ampliação da capacidade operacional.

Valorização do trabalho portuário e dos trabalhadores avulsos (TPA)

Os trabalhadores portuários avulsos são essenciais ao funcionamento dos portos brasileiros. Sua experiência, qualificação e disponibilidade garantem a continuidade das operações de movimentação de cargas, embarque, desembarque, armazenagem e apoio portuário, com impacto direto no comércio exterior, no abastecimento nacional e no desenvolvimento econômico do país.

A CONTTMAF defende a preservação e a valorização do trabalho portuário avulso, do sistema de gestão da mão de obra pelos Órgãos Gestores de Mão de Obra (OGMOs) e da representação exercida pelos sindicatos. A modernização dos portos não pode servir de pretexto para precarizar as relações de trabalho, suprimir direitos ou substituir trabalhadores qualificados por mão de obra sem critérios transparentes de formação e habilitação.

Essa preocupação está presente no debate sobre o Projeto de Lei nº 733/2025, que propõe um novo marco regulatório para o sistema portuário brasileiro, em substituição à atual Lei dos Portos. Em sua formulação original, o projeto contém dispositivos que podem reduzir a centralidade dos OGMOs, ampliar a contratação direta e enfraquecer garantias históricas dos trabalhadores portuários avulsos.

Diante desses riscos, as federações nacionais representativas dos trabalhadores portuários (FNP, FNE e FENCCOVIB) e a Federação Nacional dos Operadores Portuários (FENOP) construíram uma proposta conjunta para o capítulo relativo ao trabalho portuário, mediante negociação articulada pelo Ministério de Portos e Aeroportos. O acordo, formalizado em setembro de 2025, foi o primeiro entendimento nacional dessa natureza celebrado entre trabalhadores e operadores portuários.

A proposta negociada estabelece parâmetros para a definição das atividades e categorias portuárias, a certificação e a qualificação profissional, a contratação com vínculo empregatício, a utilização do trabalho avulso, a atuação dos OGMOs e a negociação coletiva. Busca, ainda, assegurar a coexistência equilibrada entre o trabalho avulso e o trabalho com vínculo, sem que a contratação direta possa ser utilizada para desestruturar o sistema coletivo de organização da mão de obra.

A CONTTMAF reconhece o valor político e institucional desse entendimento, construído pelo diálogo entre trabalhadores e operadores portuários com a mediação do Governo Federal. Por essa razão, defende que o conteúdo pactuado seja integralmente respeitado e incorporado ao PL 733/2025, sem alterações unilaterais que modifiquem o equilíbrio alcançado pelas partes.

A legislação deve assegurar condições dignas de trabalho, remuneração justa, proteção social, saúde e segurança, acesso transparente às oportunidades, capacitação continuada e participação efetiva dos sindicatos nas decisões que afetem os trabalhadores.

A automação e os ganhos de produtividade precisam ser objeto de negociação coletiva, com medidas de transição justa, requalificação profissional, proteção da renda e compartilhamento dos benefícios econômicos. Eficiência portuária não pode significar precarização, redução de direitos ou enfraquecimento da organização sindical.

Valorizar os trabalhadores portuários avulsos significa reconhecer sua contribuição histórica e estratégica para os portos, para a economia e para a soberania logística do Brasil.

Garantia de emprego para trabalhadores brasileiros na navegação

O Brasil figura entre os maiores produtores de petróleo do mundo: em 2025, alcançou produção recorde de cerca de 4,9 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Apesar disso, a frota nacional de navios petroleiros e gaseiros reduziu-se de forma acentuada nas últimas décadas.

A CONTTMAF defende a ampliação da frota nacional destinada ao transporte de petróleo, gás e derivados, de modo a assegurar maior autonomia logística e segurança energética ao país.

Desenvolvimento das hidrovias brasileiras

O transporte hidroviário é um dos modais mais eficientes e sustentáveis para o deslocamento de cargas: o Brasil dispõe de cerca de 20 mil quilômetros de hidrovias em uso, com potencial para alcançar 42 mil quilômetros, mas a navegação interior ainda responde por parcela reduzida da matriz de transportes.

A CONTTMAF defende investimentos na ampliação e na modernização das hidrovias brasileiras como parte de uma estratégia nacional de logística de baixo carbono.

Reequilíbrio da participação brasileira na Hidrovia Paraguai–Paraná

A Hidrovia Paraguai–Paraná é um dos principais corredores logísticos da América do Sul. Ao longo de cerca de 3,4 mil quilômetros navegáveis, liga Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai, conectando regiões produtoras ao mercado internacional. Apesar da posição central do Brasil na origem das cargas, a participação nacional na navegação da hidrovia tem se reduzido ao longo dos anos.

A CONTTMAF defende medidas que ampliem a presença de embarcações e de trabalhadores brasileiros na hidrovia.

Desenvolvimento da infraestrutura hidroviária do Arco Norte

O Arco Norte consolidou-se como um dos principais corredores de exportação de produtos agrícolas do país. Em 2025, as hidrovias da região movimentaram 49,7 milhões de toneladas de soja e milho entre janeiro e outubro, e os portos do complexo responderam por 48% de todo o milho exportado pelo Brasil.

A CONTTMAF defende investimentos que ampliem a eficiência logística das hidrovias da região e fortaleçam a competitividade das exportações brasileiras.

Formação e qualificação profissional continuada

A modernização dos setores marítimo, portuário, pesqueiro, aquaviário e aeroviário exige trabalhadores altamente qualificados. A digitalização, a automação, a inteligência artificial, a transição energética e a introdução de novos combustíveis e tecnologias tornam indispensáveis investimentos permanentes em formação, atualização e capacitação profissional continuada.

Para a CONTTMAF, a qualificação não pode ser orientada apenas pelas necessidades imediatas das empresas. Deve integrar uma política nacional de geração de empregos de qualidade, segurança das operações, valorização profissional, transição justa e soberania.

No setor marítimo, a CONTTMAF apoia os princípios do Plano Nacional de Mobilização em Defesa do Ensino Profissional Marítimo, aprovado em julho de 2026 pelos trabalhadores representados pelo SINDMAR, e do Manifesto dos Sindicatos Aquaviários vinculados à FNTTAA. Esses documentos defendem um Ensino Profissional Marítimo público, estratégico, transparente e impessoal, sob responsabilidade da Autoridade Marítima e com efetiva participação das organizações sindicais.

É necessário assegurar a aplicação integral dos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo (FDEPM), em suas finalidades legais, com investimentos na modernização e ampliação do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (CIAGA), do Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (CIABA) e dos demais centros de formação, na atualização dos currículos, na qualificação dos instrutores, na aquisição de simuladores e de laboratórios e na criação de cursos compatíveis com as novas demandas tecnológicas e ambientais.

A CONTTMAF defende, ainda, a permanência dos trabalhadores portuários no escopo do Ensino Profissional Marítimo. É indispensável que se lhes garanta acesso a treinamento adequado e que os equipamentos utilizados nessa formação sejam modernizados.

A necessidade de formar mais profissionais não pode justificar a privatização do sistema, a substituição de processos seletivos públicos por indicações empresariais ou a transferência de recursos arrecadados para a formação dos trabalhadores a instituições que não observem as particularidades técnicas, regulatórias e profissionais de cada setor.

Pelos mesmos motivos, a CONTTMAF considera inadequado o Projeto de Lei nº 79/2020, que propõe redirecionar ao custeio do Serviço Social do Transporte (SEST) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT) contribuições sociais de todos os modais de transporte, inclusive dos setores aéreo, portuário e marítimo, bem como recursos do Fundo Aeronáutico e do FDEPM.

Embora reconheça a importância dessas instituições, a CONTTMAF entende que o projeto não atende às necessidades específicas dos trabalhadores marítimos, portuários e aeroviários, submetidos a normas próprias, a elevados requisitos de segurança e, nos casos marítimo e aeroviário, a padrões internacionais de formação e certificação.

Em vez de retirar recursos dos sistemas existentes, o país deve fortalecer suas estruturas públicas e setoriais de formação. Qualquer alteração na destinação dessas receitas deve ser precedida de diálogo social e de consulta às organizações sindicais efetivamente representativas dos trabalhadores.

A CONTTMAF defende, portanto, a rejeição do PL 79/2020 em sua atual formulação e a construção de uma política de formação profissional que preserve os recursos de cada setor, fortaleça as instituições responsáveis pelo ensino e assegure a participação paritária dos trabalhadores na definição, no acompanhamento e na fiscalização de sua aplicação.

Investir em formação profissional significa garantir segurança, empregos qualificados, inclusão social, autonomia tecnológica e soberania para o Brasil.

Modernização dos serviços da Autoridade Marítima

A CONTTMAF propõe a modernização dos serviços prestados pelas Capitanias dos Portos, suas Delegacias e Agências, com a ampliação da digitalização dos processos e a redução da burocracia na emissão e na renovação de certificados profissionais.

O Programa DPC Digital, em curso desde 2024, já representa avanço relevante ao emitir certificados em formato eletrônico. É necessário, porém, estendê-lo a todos os serviços e assegurar que a digitalização se traduza em prazos menores, atendimento mais ágil e acesso facilitado aos trabalhadores de todo o país.

Trabalho digno para os aeroviários

Os trabalhadores aeroviários, responsáveis pelos serviços de solo nos aeroportos, desempenham funções essenciais para o funcionamento do sistema de transporte aéreo. A categoria abrange atividades como manutenção de aeronaves, atendimento ao público, movimentação de bagagens e operações de carga.

A CONTTMAF defende melhores condições de trabalho nos aeroportos, entre elas a revisão das escalas excessivas, a garantia de locais adequados para descanso e alimentação e a proteção à saúde dos trabalhadores.

Segurança e sustentabilidade na atividade pesqueira

A pesca é atividade estratégica para a segurança alimentar, o emprego e a economia das regiões costeiras brasileiras. A CONTTMAF defende políticas públicas que incentivem a pesca segura e sustentável, com investimentos em tecnologia, infraestrutura e segurança das embarcações.

É necessário, ainda, fortalecer a fiscalização das embarcações de outras bandeiras que operam nas águas jurisdicionais brasileiras, muitas vezes com capacidade de captura muito superior à da frota nacional, em prejuízo dos pescadores brasileiros e da sustentabilidade dos estoques.

Nesse sentido, a CONTTMAF defende a ratificação, pelo Brasil, do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA), da FAO, e do Acordo da Cidade do Cabo de 2012, da Organização Marítima Internacional (IMO). O primeiro é o principal instrumento internacional de combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada; o segundo estabelece normas de segurança obrigatórias para as embarcações de pesca.

Ratificação da Convenção 188 da OIT sobre trabalho na pesca

A Convenção nº 188 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), adotada em 2007 e em vigor no plano internacional desde 2017, é o principal instrumento específico de proteção aos trabalhadores da pesca. Estabelece requisitos mínimos sobre idade para o trabalho a bordo, exames médicos, horas de descanso, alojamento, alimentação, repatriação e proteção social, e aplica-se a toda a pesca comercial. O Brasil ainda não a ratificou.

A CONTTMAF defende a ratificação da Convenção nº 188 pelo Brasil, como forma de assegurar aos pescadores brasileiros os mesmos padrões de segurança, saúde e condições de trabalho já reconhecidos a trabalhadores do setor em outros países.

Valorização da pesca e segurança alimentar

A pesca é atividade fundamental para a segurança alimentar e para a geração de empregos em diversas regiões costeiras. O Brasil produziu 1,35 milhão de toneladas de pescado em 2024, mas o consumo per capita nacional, em torno de 10 quilos por ano, permanece na metade do patamar de 20 quilos recomendado pela FAO, o que revela espaço expressivo para ampliar o acesso da população a alimentos saudáveis.

A CONTTMAF defende políticas públicas que fortaleçam a cadeia produtiva do pescado, valorizem a pesca artesanal e ampliem a disponibilidade de alimentos saudáveis para a população.

SEDE EM BRASÍLIA SDS - Ed. Venâncio V, Grupos 501/503 – CEP 70393-904 – Brasília – DF Tel: (61) 3226-5263 – Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

SEDE NO RIO DE JANEIRO Av. Pres. Vargas, 446 – CEP 20071-000 – Rio de Janeiro – RJ Tel: (21) 2516-4301

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DIRETORIA DA CONTTMAF 2024-2027

Carlos Augusto Müller

Presidente

José Adilson Pereira

Vice-Presidente

José Válido Azevêdo da Conceição

Diretor para Assuntos de Gente do Mar

Luís Rodrigues Leite Penteado

Diretor para Assuntos de Pesca

Robson Wilson dos Santos

Diretor para Assuntos de Estiva e Desestiva

Severino Francisco dos Santos Filho

Diretor para Assuntos Portuários

Mario Teixeira

Diretor para Assuntos de Trabalhadores Avulsos

Osmar da Silva

Diretor para Assuntos de Navegação Interior

Valdez Francisco de Oliveira

Diretor para Assuntos de Administração e Apoio ao Transporte Aquaviário

Edson Martins Areias

Diretor para Assuntos Aeronáuticos

Paulo de Tarso Gonçalves Junior

Diretor para Assuntos Aeroviários

Odilon dos Santos Braga

Secretário-Geral

Jailson Bispo Ferreira Diretor Administrativo e de Finanças

Alexandre de Oliveira Rosa

Diretor de Relações Sindicais e Internacionais

Ricardo Augusto Leite Falcão

Diretor para Assuntos Parlamentares

Josué King Ferreira

Diretor para Assuntos de Relações do Trabalho

Silvio Luiz Porto

Diretor para Assuntos de Seguridade e Assistência Social

Marcelo Andrade Silva Schmidt

Diretor de Educação e Comunicação Sindical

Ricardo Leite Goulart Ponzi

Diretor para Assuntos do Mercosul

Lorena Pintor Silva

Diretora para Assuntos de Gênero e Juventude