Taxa de desemprego na OCDE manteve-se nos 5,2% em setembro

Dados parciais indicam forte piora do desemprego em março, diz OCDE

Os países europeus mais atingidos pela pandemia de coronavírus os que tinham maiores índices de desemprego antes que ela começasse, e a tendência é de piora acentuada, mostram dados divulgados nesta quinta (9) pela OCDE (organização que reúne 36 das principais economias globais).

Espanha, Itália e França, que registraram o maior número de mortes até agora Europa, fecharam fevereiro com taxas de desemprego de 13,6%, 9,7% e 8,1%, respectivamente.

Segundo a organização, dados já disponíveis em alguns países indicam que haverá forte aumento de desemprego em março, quando o crescimento dos casos da doença forçou os países a implantarem quarentenas.

Nos Estados Unidos, a taxa de desemprego medida até o dia 14 do mês passado mostrou forte deterioração para jovens de 16 a 24 anos, com a porcentagem de desempregados passando de 7,7% para 10,3%.

Na média, o desemprego subiu 0,9 ponto percentual nos EUA, para 4,4%. Os sinais são de piora progressiva no final de março, diz a organização: na semana que terminou em 28 de março, 6,6 milhões de pessoas se registraram para receber seguro desemprego, número 20 vezes maior que o da semana anterior.

O fenômeno foi verificado também em países europeus. Na Noruega, o número de registros de desempregados se multiplicou por cinco em março, e na Áustria quase dobrou.

Nos dados fechados, que vão até fevereiro (antes do impacto da pandemia), houve leve recuo do desemprego na média dos países da OCDE, de 5,1% para 5%.

A organização alertou nesta quinta que a capacidade dos escritórios nacionais de estatística de produzir dados de alta qualidade está sendo afetadas pelas quarentenas, o que deve dificultar análises futuras. 

FONTE: FOLHA DE S.PAULO