Resultado de imagem para OLEO NAVIO"

Para Kpler, navio grego é o único entre os cinco notificados pela Marinha que navegou próximo à Paraíba carregando óleo venezuelano às vésperas das primeiras manchas

O cerco das investigações do derramamento do óleo no Nordeste em torno da Delta Tankers, proprietária do Bouboulina, ficou ainda mais estreito. Um levantamento da empresa de inteligência Kpler, divulgado pelo portal "G1", indicou que a embarcação é a única dentre os cinco navios gregos notificados pelo Brasil que passou pelo chamado "ponto zero" do vazamento antes de 30 de agosto, data em que as primeiras manchas foram identificadas na Paraíba.

Na última quinta-feira, segundo a AFP, a Delta Tankers se disse disposta a colaborar com as investigações brasileiras, mas voltou a negar envolvimento com a tragédia ambiental e reforçou que outras quatro embarcações eram tidas como suspeitas. No entanto, de acordo com os dados da Kpler, dois dos navios investigados não carregavam petróleo no momento que passaram próximo à costa paraibana e estavam a caminho da Venezuela, e não retornando do país caribenho, como era o caso do Bouboulina.

Ainda de acordo com o "G1", o navio da Delta foi o único que passou carregado pelo trajeto investigado pela Marinha em uma data próxima à do derramamento. No dia 28 de julho, dois dias antes ao aparecimento das primeiras manchas, o Bouboulina passou na costa da Paraíba carregado de óleo venezuelano. O petróleo foi repassado para outro navio na costa da Malásia, em data ainda não precisada, no intervalo entre 3 e 13 de setembro.

As embarcações Maran Apollo e Maran Libra, também de bandeira grega, passaram próximas ao litoral da Paraíba com petróleo da Venezuela, mas nos dias 3 e 22 de setembro, respectivamente — ou seja, apenas após a primeira detecção do óleo pela Capitania dos Portos paraibana. Um terceiro navio, o Minerva Alexandra, passou a cerca de 500 km do litoral do estado em 18 de agosto, mas carregava petróleo dos Estados Unidos e das Bahamas, que diferem do "DNA" venezuelano do óleo atestado pelas autoridades brasileiras.

Por fim, o Cap Pembroke, o quarto notificado pela Marinha às autoridades da Grécia, passou a apenas 30 quilômetros de João Pessoa em 26 de agosto, mas vazio, em direção ao Rio de Janeiro. Ele só voltaria a cruzar a costa da Paraíba no dia 8 de setembro, já carregado e com destino aos Estados Unidos, mas com petróleo brasileiro retirado da bacia de Campos.

FONTE: ISTO É DINHEIRO