Os mares da África Ocidental continuam a ser os mais perigosos do mundo por causa da pirataria, revela o último relatório do Bureau Marítimo Internacional (IMB, na sigla em inglês) da Câmara Internacional de Comércio (ICC).

Dos 75 tripulantes feitos reféns a bordo ou sequestrados para resgate em todo o mundo no primeiro semestre, 62 foram capturados no Golfo da Guiné, ao largo das costas da Nigéria, Guiné, Togo, Benim e Camarões.

O balanço global de pirataria em todo o mundo é, porém, animador. O IMB registou 78 incidentes no primeiro semestre de 2019, número que compara com 107 incidentes no mesmo período de 2018. ~

No geral, 57 navios foram abordados com sucesso, representando 73% de todos os ataques. Grupos de piratas mataram uma pessoa, levaram 38 tripulantes como reféns e sequestraram outros 37.

O relatório do IMB revela que 73% de todos os sequestros no mar e 92% dos casos em que foram feitos reféns ocorreram no Golfo da Guiné. Os piratas armados sequestraram nessas águas 27 tripulantes no primeiro semestre de 2019, um número superior aos 25 do mesmo período do ano passado. Dos nove navios alvo de disparos na primeira metade do ano em curso, oito estavam na costa da Nigéria.

Mas há alguns sinais encorajadores de melhoria. O IMB relata “uma bem-vinda e acentuada queda” nos ataques no Golfo da Guiné no segundo trimestre de 2019, elogiando a marinha nigeriana por responder activamente aos incidentes reportados com o envio de barcos patrulha. Embora reconhecendo que muitos ataques não são denunciados, o IMB registou 21 incidentes em toda a Nigéria até agora em 2019, contra 31 no mesmo período de 2018.

Apesar da recente queda nos ataques do Golfo da Guiné, o IMB pede aos marítimos na região que permaneçam vigilantes e relatem todas as actividades suspeitas aos centros regionais de resposta e ao próprio IMB. “A detecção precoce de uma embarcação suspeita que se aproxima é fundamental para evitar a abordagem e dá tempo para dar o alarme e recuar para um porto seguro, se necessário”, indica um porta-voz do IMB.

FONTE: TRANSPORTES&NEGÓCIOS