O Terminal Hidroviário Cai N’Água de Porto Velho foi interditado mais uma vez por causa do rompimento de um dos cabos de sustentação da plataforma. O embarque e o desembarque de mercadorias e passageiros foram suspensos no dia 23 de março deste ano a pedido Marinha do Brasil. Em 2017, o local foi interditado, após apresentar o mesmo problema.

De acordo com a empresa Antonelly Construção, que administra o local, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já foi informado sobre o problema e já está trabalhando para iniciar o processo de licitação que irá escolher a empresa que irá realizar os reparos necessários para que o Terminal Hidroviário volte a funcionar o mais rápido possível.

Ainda de acordo com a administradora, o rompimento do cabo aconteceu após a elevação do nível do Rio Madeira durante a cheia. Além de romper um dos cabos de sustentação, dois guinchos onde são amarrados os cabos de aço também se romperam, mas apenas um foi consertado.

Com o Terminal Hidroviário interditado, os proprietários de balsas foram obrigados a fazer o trabalho de embarque e desembarque de mercadorias ao lado do terminal.

Todos os dias, Almir da Silva, de 28 anos, sobe e desde o barranco na beira do rio com sacas de mercadorias nas costas e diz que o trabalho ficou mais difícil com a interdição do terminal. “Nosso trabalho é pesado e dificultou ainda mais porque carregamos mercadorias pesadas subindo esse barranco. Quanto mais rápido for liberado, melhor pra gente trabalhar porque só quem trabalha aqui sabe o quanto a gente rala”, disse o trabalhador.

“O trabalho aqui é puxado demais porque carregamos peso o tempo todo quando chegam às mercadorias. Com esse terminal funcionando a gente trabalha mais rápido, mas com ele interditado tudo fica mais difícil porque subir e descer esse barranco com mercadoria nas costas é só pra quem realmente precisa e tem força. Espero que eles arrumem logo esse cabo para que a gente possa voltar a embarcar e desembarcar mercadorias no terminal”, reclamou Edinaldo Fernandes, que trabalha no local há mais de seis anos.

Fonte: Rondônia Agora