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No Brasil, governos avançam contra direitos trabalhistas e colocam país entre os 10 piores para os trabalhadores.

Nos últimos dois anos, os sindicatos filiados à poderosa central estadunidense AFL-CIO conquistaram meio milhão de novos sindicalizados. Segundo levantamento realizado no final de 2018 pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), 48% das pessoas em idade economicamente ativa se filiariam a um sindicato, caso tivessem a oportunidade. Essa taxa supera os 33% registrados em 1977, período anterior à campanha maciça contra o movimento sindical que seria iniciada por Ronald Reagan, de acordo com a Fundação Perseu Abramo, do PT.

A sindicalização pode ser atribuída à evolução do emprego nos Estados Unidos, ainda que a recuperação esteja calcada em postos de trabalho precários. Essa precariedade também joga a favor dos sindicatos, pois não só têm o apoio das entidades, mas garantem acesso a planos de saúde e de aposentadoria.

Enquanto isso, no Brasil, o que cresce são os ataques aos direitos trabalhistas. A equipe econômica planeja reapresentar as medidas que foram rejeitadas na votação da MP 881. Não à toa, pela primeira vez, a Confederação Sindical Internacional (International Trade Union Confederation) incluiu o Brasil na lista dos dez piores países para os trabalhadores. No relatório ITUC Global Rights Index 2019, divulgado em julho, “Brasil e Zimbábue estão entre os dez piores países pela primeira vez, devido à adoção de leis retrógradas, repressão violenta a greves e protestos e ameaças e intimidações a líderes sindicais”.

FONTE: MONITOR MERCANTIL